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segunda-feira, 7 de abril de 2014

Cruyff tirou Barcelona de 13 anos de fila em 1974



Cruyff chegou ao Barcelona em 1973 e no ano seguinte foi campeão

História da taça


Time conquistou taça com 5 rodadas de antecedência


Craque holandês, tricampeão europeu, foi a contratação mais cara da época


Quem vê hoje o Barcelona, de Messi, Iniesta, Xavi, Neymar e Daniel Alves, entre tantos outros craques, nem de longe imagina o clube catalão amargando uma fila de 13 anos no Campeonato Espanhol. Pois foi isso o que aconteceu entre as décadas de 1960 e 1970, quando a seca foi quebrada graças a chegada de um craque, o holandês Johan Cruyff, e ao comando de um técnico genial, o também holandês Rinus Michels. Com eles, e um punhado de bons talentos espanhóis, há 40 anos, o Barcelona colocou fim a esse jejum ao conquistar o Campeonato Espanhol da temporada 1973/74.




Rinus Michels
Rinus Michels orienta Cruyff
Antes desse título, e ainda sem os holandeses, o Barcelona havia conquistado a Copa do Rei da temporada 1970/71. O Campeonato Espanhol, mesmo, o último havia sido na competição de 1959/60. Nesse período, viu o Real Madrid levantar a taça nove vezes, o Atlético de Madrid, três vezes, e o Valência em uma oportunidade. Rinus Michels, o criador do futebol total, que comandaria o incrível Carrossel Holandês da Copa de 1974, chegou ao Barcelona em 1971. Cruyff demoraria mais dois anos. A chegada ao clube basco, em 1973, foi a maior negociação do futebol mundial. O craque holandês chegava trazendo na bagagem, entre outros títulos, as três últimas Copa dos Campeões da Europa conquistadas pelo Ajax.

5 a 0 no Real
Cruyff conquistou dois títulos com a camisa do Barcelona
Ao lado de Cruyff, jogavam naquele time do Barcelona craques como Juan Manuel Asensi, Carles Rexach e Hugo Sotil. O time foi conquistado com cinco rodadas de antecedência com uma vitória sobre o Gijón por 4 a 2 no dia 7 de abril de 1974, mesmo jogando fora de casa. Com o resultado, o Barcelona chegava a 45 pontos, 11 a mais que Atlético de Madrid e Zaragoza, os vice-líderes. Como, na época, a vitória valia apenas dois pontos, o máximo que conseguiriam alcançar era 44. A campanha do time catalão teve outras vitórias expressivas, mas a principal, provavelmente, foi os 5 a 0 sobre o Real Madrid, em pleno Santiago Bernabéu, na qual Cruyff foi o autor de um dos gols.

Copa do Rei
O começo brilhante e a empatia que o holandês teve com a torcida, no entanto, não chegaram a se refletir em grande número de conquistas. Depois daquela taça, a única que o craque holandês levantaria pela equipe seria a Copa do Rei da temporada 1977/78.


PRINCIPAIS TÍTULOS DE CRUYFF

9
Campeonatos Holandeses
(1966, 1967, 1968, 1970, 1972, 1973, 1982 e 1983 pelo Ajax; e 1984 pelo Feyenoord)

7 
Copas da Holanda
(1967, 1970, 1971, 1972, 1982 e 1983 pelo Ajax; e 1984 pelo Feyenoord)

3
Copas dos Campeões da Europa
(1971, 1972 e 1973 pelo Ajax)

1
Campeonato Espanhol
(1974 pelo Barcelona)

1
Copa do Rei
(1978 pelo Barcelona)

1
Mundial Interclubes
(1972 pelo Ajax)

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Herói do título carioca de 2004 virou andarilho


Jean foi revelado pelas categorias de base do Flamengo

História da taça

Jean marcou os três gols da final contra o Vasco


Depois da conquista, atacante passou por diversos clubes sem sucesso


O grande nome da última decisão entre Flamengo e Vasco não joga em um grande clube há muito tempo. Herói da vitória rubro-negra por 3 a 1 no segundo jogo da final do Campeonato Carioca de 2004, que completa 10 anos no próximo dia 18, o atacante Jean defendeu um dos chamados grandes do futebol brasileiro pela última vez em 2009, quando atuou no Santos. Atualmente, o jogador, formado nas categorias de base do Flamengo, está no Macaé, que terminou o Campeonato Carioca deste ano na sétima colocação, com participação apagada de Jean.



Gols no segundo tempo
Flamengo conquistou o título com duas vitórias sobre o Vasco em 2004
O Flamengo venceu os dois jogos das finais do Campeonato Carioca de 2004. Na primeira partida, o time da Gávea bateu o Vasco por 2 a 1, com Rafael e Fábio Eller marcando para o rubro-negro e Coutinho para a equipe de São Januário. Para o segundo jogo, o Flamengo levava a vantagem do empate, mas logo aos dois minutos do primeiro tempo o centroavante Valdir abriu o marcador para o Vasco, comandado pelo técnico Geninho. A primeira etapa terminou com o Flamengo do técnico Abel Braga em desvantagem. A estrela de Jean brilhou no segundo tempo. Logo aos quatro minutos ele igualou o placar após aproveitar uma bola que sobrou na grande área. Aos 28 minutos, o atacante fez o gol que virou o placar depois de receber passe de Zinho na grande área. Jean deu números finais ao marcador aos 32 minutos, quando anotou o seu gol mais bonito: o atacante recebeu na entrada da área, driblou o zagueiro vascaíno e chutou na saída do goleiro.

Artilheiro do Flamengo
Jean foi o artilheiro do time
Aquele título carioca foi o único de expressão na carreira de Jean. Naquele torneio, foi o artilheiro do Flamengo com oito gols, e vice-goleador da competição com seis gols a menos que Valdir, do Vasco. Depois daquela temporada, o atacante virou um andarilho. Uma das decepções foi o vice-campeonato mineiro de 2005, quando era reserva do Cruzeiro, mas entrou nos dois jogos da decisão, disputada contra o Ipatinga, que ficou com a taça ao empatar o primeiro jogo em 1 a 1 e vencer o segundo por 2 a 1. Os outros grandes clubes defendidos por Jean foram Vasco (2006 e 2008), Corinthians (2007), Fluminense (2007) e Santos (2009), sem levantar uma taça sequer. No exterior, jogou em clubes da Rússia e Emirados Árabes.



FICHA DO JOGO
Vasco 1 x 3 Flamengo
Final do Campeonato Carioca de 2004 - 2º jogo
Local: Estádio do Maracanã
Data: 18 de abril de 2004
Vasco: Fábio; Claudemir (Cadu), Fabiano (Júnior), Henrique e Victor Boleta; Ygor, Rodrigo Souto, Coutinho e Beto (Donizete); Róbson Luiz e Valdir. Técnico: Geninho
Flamengo: Júlio César; Rafael (Reginaldo Araújo), Henrique,Fabiano Eller e Roger; Róbson, Douglas, Ibson e Zinho; Jean (Jônatas) e Felipe. Técnico: Abel Braga.(Tiago);
Gols: Valdir, aos 2 minutos do primeiro tempo; Jean, aos 4, 28 e 32 minutos do segundo tempo.


quinta-feira, 3 de abril de 2014

O último título de Telê: Recopa Sul-americana 1994


Telê Santana comandou o São Paulo de 1990 a 1996


História da Taça


São Paulo venceu o Botafogo por 3 a 1 na decisão


Pouco mais de um ano após a conquista, o técnico deixou o clube do Morumbi


Há 20 anos, no dia 3 de abril de 1994, o São Paulo conquistava o bicampeonato da Recopa Sul-Americana, o último título de expressão da vitoriosa carreira do técnico Telê Santana. O time do Morumbi faturou a taça com uma vitória por 3 a 1 sobre o Botafogo carioca, em jogo disputado na cidade de Kobe, no Japão. Era o sétimo título internacional do mestre Telê à frente do São Paulo em três anos. Naquele mesmo ano, a equipe paulista ganharia a Copa Conmebol, mas nesse torneio o clube mandava a campo o seu time B, o chamado Expressinho, que era dirigido por Muricy Ramalho, aprendiz de Telê.



Campeão da Libertadores
Leonardo abriu o marcador
O São Paulo conquistou o direito de disputar a Recopa Sul-Americana por ter faturado a Taça Libertadores da América de 1993 - sobre o Universidad Católica, do Chile. Na verdade, naquele ano também havia faturado a Supercopa da Libertadores, e ficaria automaticamente com o título da Recopa, mas para atender aos interesses de patrocinadores o Botafogo foi qualificado como campeão da Copa Conmebol de 1993 como o segundo time na disputa. O São Paulo foi muito superior à equipe carioca e abriu o marcador aos 12 minutos do primeiro tempo com gol de Leonardo.


Botafogo reagiu no segundo tempo, mas foi derrotado
Segundo tempoNa segunda etapa, o Botafogo voltou melhor e passou a dar trabalho para o goleiro Zetti. O time do Rio de Janeiro, comandado pelo técnico Dé, chegou ao empate aos 24 minutos em cobrança de pênalti sofrido por Túlio e convertido por Roberto Cavalo. O São Paulo voltou a ficar à frente do placar quatro minutos depois, com um gol do atacante Guilherme após cobrança de escanteio de Juninho Paulista. Antes de fazer o gol que selaria o placar, o Tricolor ainda tomou um susto. O volante Doriva tirou de cabeça, em cima da linha do gol, uma bola que iria para o fundo das redes do Tricolor. O terceiro gol são-paulino foi marcado aos 41 minutos por Euller.


Telê colecionou títulos
Títulos no Tricolor
Menos de dois anos após a conquista desse título, Telê Santana deixaria o São Paulo devido a problemas de saúde, havia sofrido uma isquemia cerebral. No período em que esteve no Tricolor, que o contratou em 1990, o técnico conquistou duas vezes o Mundial Interclubes (1992 e 1993); duas vezes a Libertadores (1992 e 1993); duas vezes a Recopa Sul-Americana (1993 e 1994); uma vez a Supercopa Libertadores (1993); uma vez o Campeonato Brasileiro (1991); e duas vezes o Campeonato Paulista (1991 e 1992). Após deixar o Tricolor, Telê não conseguiu mais voltar ao futebol por causa da saúde fragilizada. O técnico morreu em Belo Horizonte, no dia 21 de abril de 2006, aos 74 anos.




FICHA DA DECISÃO

São Paulo 3 x 1 Botafogo 

Recopa Sul-Americana
Data: 3 de abril de 1994
Local: Estádio Universitário de Kobe (Japão)
São Paulo: Zetti; Vitor, Válber, Junior Baiano e André; Doriva, Cafu (Excel), Palhinha (Juninho Paulista) e Leonardo; Euller e Guilherme. Técnico: Telê Santana.
Botafogo: Wagner; André, Gottardo, Perivaldo e Márcio; Eduardo, Fabiano (Róbson), Roberto Cavalo, Grizzo (Marcelo) e Sérgio Manoel; Túlio. Técnico: Dé.
Gols: Leonardo, aos 12 minutos do primeiro tempo; Roberto Cavalo (pênalti), aos 24; Guilherme, aos 28; e Euller, aos 41 minutos do segundo tempo.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Ituano campeão revelou Richarlyson e Pierre

Richarlyson (em pé a direita) e Pierre (agachado
a esquerda) no Ituano de 2002

História da taça


Time de Itu conquistou Paulistão em 2002


Naquele ano, torneio não teve a participação dos grandes clubes do Estado


Campeão Paulista em 2002, em um torneio que não contou com a participação dos grandes clubes, o Ituano - que este ano decide o título Paulista com o Santos - revelou naquela competição dois jogadores que acabariam por conquistar a América 11 anos após levantarem aquela sua primeira taça como profissionais. Richarlyson e Pierre, campeões da Libertadores da América pelo Atlético Mineiro no ano passado, começaram a ganhar projeção no futebol naquela equipe da cidade de Itu. Richarlyson, então com 19 anos, inclusive, foi titular no jogo que garantiu o título: a vitória sobre o América de São José do Rio Preto por 1 a 0, na casa do adversário. Na época, o jogador atuava no meio de campo.


Ituano comemora conquista do Paulistão 2002
Sem os grandes
Doze times participaram daquele Campeonato Paulista. Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Santos, Portuguesa, Paulista, Ponte Preta, Guarani e São Caetano não disputaram a competição para se dedicarem exclusivamente ao Torneio Rio-São Paulo. Depois, os três melhores paulistas do Rio-São Paulo (Corinthians, São Paulo e Palmeiras) e o campeão do Campeonato Paulista disputaram o Supercampeonato Paulista, que acabou ficando com o Tricolor do Morumbi.

Última rodada
A última rodada do Campeonato Paulista daquele ano foi disputada no mesmo dia da final do Torneio Rio-São Paulo (vencido pelo Corinthians), em 12 de maio. Quatro times chegaram à rodada final do torneio em condições de levantar a taça: Ituano (37 pontos), União São João (36), Rio Branco e Juventus (ambos com 34). O gol que garantiu o título ao Ituano foi marcado aos 40 minutos do segundo tempo pelo zagueiro Silvinho, que havia iniciado a partida no banco e entrou no lugar do meia Tita. O Ituano terminava o campeonato com 11 vitórias, sete empates e quatro derrotas.


Richarlyson jogava no meio
Richarlyson
Depois da conquista do Campeonato Paulista pelo time de Itu, Richarlyson e Pierre ainda demoraram um pouco para serem contratados por um grande clube. Richarlyson conquistou a chance primeiro: foi contratado pelo São Paulo em 2005. Antes disso, após o título com o Ituano, passou pelo Santo André, Fortaleza e Red Bull Salzburg (Áustria). Logo no primeiro ano de Tricolor do Morumbi, foi Campeão Mundial Interclubes, apesar de não ter jogado: ficou no banco nas partidas contra Al Ittihad da Arábia Saudita (semifinal) e Liverpool da Inglaterra (final). No São Paulo conquistou os títulos de Campeão Brasileiro em 2006, 2007 e 2008. Transferiu-se para o Atlético-MG em 2011 e pelo Galo, além da Libertadores de 2013, foi Campeão Mineiro em 2012 e 2013.

Pierre integrava o elenco
Pierre
Pierre, que não atuou no jogo decisivo do Campeonato Paulista 2002, teve sua chance em um grande clube dois anos após o Richarlyson. Foi contratado pelo Palmeiras em 2007. Antes disso, e depois do Ituano, defendeu o Paraná Clube, onde conquistou o Campeonato Paranaense de 2006. No Verdão, foi Campeão Paulista de 2008. Mas, a melhor fase de sua carreira foi mesmo no Atlético-MG, aonde chegou no mesmo ano que Richarlyson, em 2011, e levantou as mesmas taças que o ex-colega de Ituano e novamente companheiro no Galo.







JOGO DECISIVO DO PAULISTÃO 2002

América 0x1 Ituano
Data: 12 de maio de 2002
Local: Teixeirão (São José do Rio Preto)
Árbitro: Romildo Corrêa (SP)
AMÉRICA: Edney, Gílson, Cláudio, Carlão e Guilherme; Perivaldo, Batata, Almir e Toninho (Barole); Reinaldo (Benê) e Paulinho (Tales). Técnico: Márcio Rossini
ITUANO: André Luiz; Giuliano, Vinícius, Erivélton e Lúcio; Everaldo, Richarlyson (André Bocão), Élson e Tita (Silvinho); Basílio e Fernando Gaúcho (Lelo). Técnico: Ademir Fonseca
Gol: Silvinho 40' do 2º

terça-feira, 25 de março de 2014

Santos e Ponte repetem quartas-de-final de 2011


Neymar fez o gol da vitória aos 20 minutos do 1º tempo em 2011


História do jogo


Há três anos, Peixe venceu com gol de Neymar


Título do Paulistão veio três jogos depois, com vitória sobre o Corinthians


A abertura das quartas-de-final do Campeonato Paulista entre Santos e Ponte Preta, nesta quarta-feira, dia 26, trás à memória dos santistas a arrancada da equipe para o título de 2011, ano em que a equipe da Vila Belmiro conquistou a taça ao bater o Corinthians na decisão. Naquele ano, a campanha do Peixe na primeira fase da competição ficou bem abaixo da protagonizada pela equipe atual. O Santos terminou a fase inicial na quarta colocação. São Paulo, Palmeiras e Corinthians ocupavam os três primeiros lugares, nessa ordem.




Jogo apertado
A Ponte Preta, adversária do Santos, terminou a etapa na quinta colocação, seis pontos atrás do Peixe. O confronto que valeu uma das vagas na semifinal, no Estádio da Vila Belmiro, no dia 23 de abril, foi equilibrado e bastante tenso para a torcida santista. Muricy Ramalho havia assumido o comando do time da Baixada Santista duas rodadas antes, e ainda acertava o time. Neymar, como de costume, foi o destaque do time, mas não conseguiu fazer o Peixe ter uma superioridade tranquila. O craque abriu o marcador aos 20 minutos do primeiro tempo: recebeu passe de Elano na entrada da área, cortou o zagueiro para a sua esquerda e bateu forte de canhota, sem chance para o goleiro Bruno Fuso. "É como o meu pai me ensinou: escureceu, chuta forte", explicou o atacante ao fim do jogo, dando a entender que estava com a visão encoberta no momento do arremate venenoso.

Bola na trave

Zé Love perdeu chance de marcar
O gol não foi suficiente para trazer tranquilidade para a equipe da Vila Belmiro. E a torcida chegou a se irritar com os atacantes Zé Love e Keirrison (que entrou no segundo tempo) por causa das chances perdidas. Pior foi o susto aos 34 minutos do segundo tempo, quando Rômulo acertou a trave esquerda da meta defendida pelo santista Rafael. Alívio, mesmo, só com o apito final do juiz Rodrigo Braghetto. Depois de avançar com dificuldades, o time de Muricy Ramalho seguiu rumo ao título com mais três passos: bateu o São Paulo por 2 a 0 na semifinal; e superou o Corinthians, com um empate sem gols e uma vitória por 2 a 1, para ficar com a taça.


O JOGO


Santos 1 x 0 Ponte Preta
Campeonato Paulista 2011 - quartas-de-final
Data:23 de abril de 2011
Santos: Rafael; Jonathan, Edu Dracena, Durval e Léo (Alex Sandro); Arouca, Danilo, Elano (Adriano) e Ganso; Zé Love (Keirrison) e Neymar. Técnico: Muricy Ramalho
Ponte Preta: Bruno; Gulherme (Eduardo Arroz), Leandro Silva, Ferron e João Paulo; Josimar, Mancuso (Renan), Gil e Valber; Renatinho e Márcio Diogo (Rômulo). Técnico: Gilson Kleina.
Gol: Neymar, aos 20 minutos do primeiro tempo

sexta-feira, 21 de março de 2014

O primeiro capitão a levantar a taça do mundo


O capitão Belini levanta a taça conquistada na Suecia


Para a Memória


Bellini criou o gesto que virou tradição nas Copas


Zagueiro conquistou dois dos três mundiais dos quais participou


O Brasil perdeu nesta quinta-feira, dia 20, o primeiro capitão da Seleção Brasileira que conquistou o título de campeão do mundo. Hilderaldo Luís Bellini morreu no Hospital Nove de Julho, em São Paulo. O ex-jogador sofria de mal de Alzheimer desde 2011. Criador do gesto de levantar o troféu acima da cabeça para comemorar o título, que fez ao receber a Taça Jules Rimet após a conquista da Copa do Mundo de 1958, na Suécia, Bellini também foi campeão mundial em 1962 (como reserva de Mauro) e participou do mundial de 1966. No total, fez 51 partidas pela equipe canarinho. O auge de sua carreira foi no Vasco, onde faturou três títulos estaduais, mas jogou também pelo São Paulo e pelo Atlético-PR. Relembre a carreira de Bellini:

1930 - Nasce em 7 de junho de 1930 na cidade de Itapira, no Interior de São Paulo.

Quatro títulos pelo Vasco
1952 - Aos 22 anos, é contratado pelo Vasco da Gama depois de ter atuado pelos pequenos Itapirense e Sanjoanense. NO MESMO ANO conquista o título carioca: o Vasco foi campeão com 17 vitórias, dois empates e uma derrota, seis pontos a frente do Flamengo.

1956 - Conquista o seu segundo título carioca pelo Vasco, que fica com a taça com 16 vitórias, quatro empates e duas derrotas.

1957 - Faz sua estreia na Seleção Brasileira, no dia 13 de abril: empate por 1 a 1 com o Peru pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, no Estádio Nacional do Peru. NO MESMO ANO conquista com a Seleção Brasileira, já como capitão da equipe, a Copa Roca (taça disputada em dois jogos entre Brasil e Argentina).

Com Pelé na Copa da Suecia, em 1958
1958 - Conquista o título mundial como capitão da Seleção Brasileira na Copa da Suécia. Na final, o Brasil bateu a seleção anfitriã por 5 a 2. Ao receber a taça, Bellini a levanta sobre a cabeça executando esse gesto pela primeira vez, e que seria copiado por todos os campeões mundiais dali em diante. NO MESMO ANO, também como capitão, conquista a Taça Oswaldo Cruz, disputada entre Brasil e Paraguai. NO MESMO ANO conquista o seu terceiro Campeonato Estadual do Rio de Janeiro com o Vasco. Desta vez o título foi ganho após vitória sobre o Flamengo na final. NO MESMO ANO conquista o Torneio Rio-São Paulo com o Vasco.

1959 - Conquista, como capitão da Seleção Brasileira, a Taça Bernardo O'Higgins, disputada com o Chile.

1960 - Conquista, novamente com a braçadeira de capitão da Seleção Brasileira, a Copa Atlântica, competição disputada com o Paraguai, Uruguai e Argentina, em que as seleções jogaram entre si em turno único. NO MESMO ANO, é capitão do Brasil na conquista da sua segunda Copa Roca.

1961 - Conquista com a Seleção Brasileira sua segunda Taça Oswaldo Cruz.

Bellini foi para o
 São Paulo em 1962
1962 - Conquista o seu segundo título mundial, no Chile, mas desta vez como reserva de Mauro, que também herdou a tarja de capitão. NO MESMO ANO, como titular e capitão do Brasil, conquista a sua terceira Taça Oswaldo Cruz. NO MESMO ANO se transfere do Vasco para o São Paulo.

1966 - Participa de sua terceira Copa do Mundo. Jogou duas das três partidas do Brasil no mundial da Inglaterra, ambas como capitão da equipe. O Brasil é eliminado na primeira fase. A derrota para a Hungria por 3 a 1 é o seu último jogo com a camisa da Seleção Brasileira.

1968 - Se transfere para o Atlético-PR.

1969 - No dia 20 de julho, Bellini encerra a carreira em jogo entre o Atlético Paranaense e o Coritiba. A partida terminou 0 a 0.

2014 - Bellini morre no Hospital Nove de Julho, em São Paulo, no dia 20 de março.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Morte do técnico que lançou Zico completa 30 anos

Solich: revelou craques e deu títulos ao Mengo

Quem é?


Fleitas Solich: tricampeão com o Mengo na década de 50


Treinador paraguaio revelou craques como Zagallo, Evaristo e Dida na Gávea



Zico foi lançado
por Solich
Há pouco mais de 40 anos entrou em campo pela primeira vez como profissional aquele que se tornaria o maior ídolo da história do Flamengo: Zico. E a chance do Galinho de Quintino jogar no time principal da Gávea - aos 18 anos e ainda muito franzino, no dia 29 de julho de 1971, em uma vitória por 2 a 1 sobre o Vasco - se deu pelas mãos de um dos maiores treinadores que já passou pelo clube, o paraguaio Fleitas Solich, cuja morte completa 30 anos nesta quarta-feira, dia 19.

Tricampeão Carioca
Dar a primeira chance à Zico foi o "trabalho derradeiro" de Fleitas Solich no Flamengo, mas está longe de ser o seu único mérito à frente do time rubro-negro. Dezoito anos antes, o técnico paraguaio foi contratado para reformular, chacoalhar mesmo, as coisas na Gávea. O resultado foi o tricampeonato carioca de 1953, 1954 e 1955. Solich chegou ao clube depois de chamar a atenção dos dirigentes rubro-negros ao comandar a Seleção Paraguaia no Campeonato Sul-Americano de 1953, disputado no Peru, em que os paraguaios conquistaram o título com uma vitória de 3 a 2 sobre o Brasil.


Rolo Compressor

Solich ao lado de Evaristo
Na sua primeira passagem pelo clube carioca, Solich renovou a mentalidade futebolística, implantando um sistema mais solidário e voltado para o ataque. Quando conquistou o Campeonato Carioca de 1953, o Flamengo já estava há nove anos sem levantar a taça. Nos três anos em que comandou a equipe, Solich promoveu vários jovens da base: Evaristo, Zagallo, Dida, Babá, Moacir, Gérson, Henrique Frade, Joel e Airton. Com uma visão tática apurada, fez com que o Flamengo passasse a ser conhecido como "Rolo Compressor". Era um paternalista e ao mesmo tempo muito rigoroso. Não permitia, por exemplo, que os jogadores fumassem.

Outros clubes
Zagallo foi outra apostao
Depois do sucesso no Flamengo, foi para o Real Madrid em 1959, mas voltou logo. Em 1961 deu um novo título para o time da Gávea, o Torneio Rio São Paulo. Antes de sua última passagem pelo Flamengo, que se daria 10 anos depois, treinou novamente a Seleção Paraguaia, Corinthians, Fluminense, Palmeiras, Atlético Mineiro e Bahia, mas nunca repetiu o mesmo sucesso que no Flamengo. No Palmeiras, comandou a equipe durante parte da campanha da conquista do Campeonato Paulista de 1966, mas quando a equipe levantou a taça quem estava dirigindo o time já era Mário Travaglini. No Bahia foi campeão estadual em 1970 e 1971. A passagem pelo Flamengo em 1971 foi seu último trabalho. Morreu 13 anos depois, de câncer, aos 83 anos, e foi sepultado Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro.



O TRICAMPEONATO CARIOCA
Times base das conquistas

1953
Garcia, Marinho, Pavão, Servílio, Dequinha, Jordan, Joel, Rubens, Índio, Benitez e Esquerdinha.

1954
Garcia, Tamires, Pavão (Luiz Roberto), Servilio, Dequinha, Jadir (Jordan), Paulinho, Rubens (Babá), Índio, Benitez e Evaristo

1955
Chamorro, Tomires, Pavão, Jadir (Servilio), Dequinha, Jordan, Joel, Duca, Paulinho (Dida), Evaristo e Zagalo.