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quarta-feira, 21 de maio de 2014

Sócrates: venda para Itália após 3 títulos paulistas

Sócrates foi Campeão Paulista três vezes com o Timão


Quem é?


Há 30 anos, o Magrão trocava o Timão pela Fiorentina


Negociação foi divulgada após Corinthians ser eliminado do Brasileirão


Há 30 anos, o Corinthians dava fim a um ciclo vencedor ao negociar o seu maior ídolo nos anos 1980 e um dos maiores de toda a sua história, o craque Sócrates. No dia 21 de maio de 1984, o então presidente do Corinthians Valdemar Pires anunciou a venda do jogador, três dias depois de ter fechado a transação com a Fiorentina, da Itália, segundo confirmou na coletiva sobre a negociação. A venda do jogador já havia vazado na imprensa e tomou conta do noticiário durante todo o fim de semana em que o Corinthians acabou eliminado nas semifinais do Campeonato Brasileiro pelo Fluminense, que se sagraria campeão daquele ano. A eliminação ocorreu com um empate sem gols, pois o Timão havia perdido a primeira partida por 2 a 0 no Morumbi. O empate que custou a classificação ao time do Parque São Jorge foi a última partida oficial de Sócrates.



Três títulos paulistas
Sócrates era um dos líderes da Democracia Corintiana
Com a camisa corintiana, Sócrates havia conquistado os títulos de Campeão Paulista de 1979, 1982 e 1983. O primeiro deles logo no seu segundo ano na equipe alvinegra, que adquiriu seu passe junto ao Botafogo de Ribeirão Preto. Desses três títulos, o primeiro foi ganho em final contra a Ponte Preta e os outros dois contra o São Paulo. Sócrates foi um dos líderes do movimento chamado Democracia Corintiana. O time que dominou o cenário paulista durante dois anos tinha Sócrates como cérebro, mas havia outros grandes jogadores: Juninho na zaga, Vladimir na lateral-esquerda, Biro Biro como volante, Zenon no meio de campo e Casagrande no ataque, além de Ataliba e Eduardo, entre outros.

"Passe açucarado"
A venda de Sócrates foi fechada cinco dias após o Corinthians perder o primeiro jogo das semifinais do Campeonato Brasileiro para o Fluminense por 2 a 0, com gols de Assis e Tato. Mesmo sem ser confirmada pela diretoria, a venda tomou conta do noticiário às vésperas do jogo decisivo no Maracanã. O discurso no Corinthians era de que o time estava concentrado no jogo decisivo apesar da difícil missão de ter de vencer por 3 a 0 para garantir a classificação. No jogo decisivo, Sócrates esteve apagado. Seu melhor momento na partida foi um "passe açucarado", segundo descreveu reportagem da Folha de S.Paulo, para Casagrande, que desperdiçou a chance de gol aos 29 minutos do primeiro tempo. Após a saída de Sócrates, o Corinthians demoraria quatro anos para levantar um caneco importante: o Campeonato Paulista de 1988.

Scudetto ficou na promessa
Jogador ficou apenas um ano na Fiorentina
Mesmo antes da diretoria do Corinthians confirmar a negociação, e até antes do jogo decisivo, Sócrates chegou a dar declarações como jogador da Fiorentina, segundo publicou o jornal O Estado de S.Paulo. "Vamos ganhar o terceiro scudetto para a Fiorentina", foi uma das declarações de Sócrates que o jornal publicou. A reportagem afirmava que o craque estava descontraído, vibrante, alegre e brincalhão com a definição da negociação. A realidade, no entanto, foi bem outra. Sócrates tinha contrato de dois anos com o time italiano, mas voltou no ano seguinte, sem o sonhado scudetto, para defender o Flamengo.

Assediado desde 1983
Magrão fez gol em seu último jogo pelo Timão
As sondagens do futebol italiano sobre Sócrates vinham desde 1983. Em abril de 1984, durante os comícios pelas Diretas Já, o jogador chegou a declarar que se houvesse eleições diretas ficaria no País. O movimento Diretas Já, apesar de toda a mobilização popular, acabou sendo derrotado. E isso teria pesado na decisão de Sócrates. Os jornais de Florença, segundo publicou a Folha, também comemoraram a contratação com manchetes como "Sócrates na Fiorentina" e "Fiorentina, Sócrates já é teu", tudo isso antes do anúncio oficial do Corinthians. Para ficar com o jogador, a Fiorentina, segundo noticiou-se na época, venceu a concorrência de equipes como Verona, Milan, Napoli e Internazionale.

Último gol na Jamaica
Depois da desclassificação para o Fluminense no Campeonato Brasileiro. Sócrates fez mais um jogo pelo Corinthians em solo brasileiro. Foi em um amistoso contra o Vasco da Gama, disputado em Juazeiro, na Bahia, no dia 3 de junho. O Timão venceu por 3 a 0, com todos os gols assinalados no segundo tempo depois de uma etapa inicial fraca. Sócrates participou de dois dos três gols do alvinegro. Aos 22 minutos, fez jogada sobre Airton, dividiu com o goleiro Acácio e a bola sobrou para Biro Biro marcar. Três minutos depois, driblou Acácio e tocou para Galo marcar. O terceiro gol foi anotado por Dicão, aos 29 minutos. Uma semana depois, no dia 10 de junho, o Magrão fez o seu último jogo pelo Corinthians, na Jamaica, contra a seleção daquele país. O Corinthians perdeu por 2 a 1, e o gol do alvinegro foi anotado por Sócrates.

ÚLTIMOS JOGOS DE SÓCRATES PELO CORINTHIANS NO BRASIL 

Fluminense 0 x 0 Corinthians
Semifinal do Campeonato Brasileiro de 1984
Data: 20 de maio de 1984
Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
FLUMINENSE: Paulo Vitor; Aldo, Duílio, Ricardo e Branco; Jandir, Delei e Assis; Romerito, Washington e Tato.
CORINTHIANS: Carlos; Edson, Mauro, Juninho e Vladimir; Biro Biro, Sócrates e Zenon (Ditão); Ataliba, Casagrande e Eduardo.

Corinthians 3 x 0 Vasco
Amistoso
Data: 3 de junho de 1984
Local: Rameirão, Juazeiro do Norte (BA)
CORINTHIANS: Carlos (Solito); Ronaldo, Paulo, Juninho e Ailton; Biro Biro, Luís Fernando e Sócrates (Careca); Ataliba (Galo), Casagrande e Dicão.
VASCO: Acácio; Edevaldo, Ivan, Daniel Gonzales e Airton; Oliveira; Geovani e Mário; Jussié, Cláudio José e Vilson Tadei.
Gols: Biro Biro, aos 22, Galo, aos 25, e Dicão, aos 29 minutos do segundo tempo



quinta-feira, 8 de maio de 2014

O ídolo corintiano que marcou a história palmeirense

Del Debbio marcou época no Corinthians


Quem é?


Del Debbio conquistou dois tricampeonatos pelo Timão


Como treinador, deu ao Palmeiras o primeiro título pós-Palestra Itália


O zagueiro Del Debbio foi um dos maiores ídolos da torcida corintiana nos anos 1920 e 1930 e, mesmo assim, conseguiu também ser um dos importantes personagens da história do Palmeiras, já como técnico. Nesta quinta-feira, dia 8, faz 30 anos que o ex-ídolo alvinegro morreu, aos 79 anos, permanecendo como um dos ícones da história da equipe do Parque São Jorge. No total, Del Debbio conquistou oito títulos paulistas como jogador e três como técnico - sendo que um desses títulos foi como técnico e jogador, o de 1939. Em sua biografia também se destaca o entrosamento e parceria com outros dois importantes nomes da história alvinegra: o goleiro Tuffy e o lateral-direito Grané. Nos registros sobre eles é possível encontrar que eram chamados de trio de mosqueteiros ou trio final, entre outras expressões que indicam a importância deles para o Corinthians.

O primeiro tricampeonato
Ídolo nos anos 1920/30
Del Debbio - que tinha como principais características o vigor físico, bom posicionamento e a aplicação, transformando-o em um ótimo marcador - iniciou sua trajetória no Corinthians de maneira grandiosa. Ainda como um zagueiro desconhecido, foi Campeão Paulista de 1922, o campeonato do Centenário da Independência. Era o primeiro título da sequência que se transformaria no primeiro tricampeonato do Corinthians (1922/23/24). Dessas três taças, duas foram conquistadas deixando como vice-campeão o Palmeiras, na época ainda Palestra Itália (22 e 23). Na outra conquista o vice ficou com o Paulistano. O famoso trio defensivo, no entanto, seria formado somente a partir de 1928, quando Tuffy chegou ao alvinegro. Grané havia desembarcado no clube em 1924 e, portanto, tinha participado do último título do primeiro tricampeonato.

Tricampeão novamente
O segundo tricampeonato da história do Corinthians teve como arma o trio de mosqueteiros. Foi alcançado com as taças de Campeão Paulista de 1928, 1929 e 1930. Nos dois primeiros títulos da sequência, o vice-campeonato ficou com o Santos e no terceiro com o São Paulo. Curioso é que nos três campeonatos o terceiro colocado foi o Palestra Itália. Após o título de 1930, o time do Corinthians acabou se desfazendo, com a transferência de alguns de seus principais jogadores. Entre eles Del Debbio, que foi para o Lazio, da Itália. O jogador permaneceu no clube italiano até 1936.

A volta ao Brasil
Corinthians dominou o Paulistão entre 1920 e 1930
A participação de Del Debbio nos outros dois títulos paulistas que constam em seu currículo não foi tão efetiva. Em 1937, na sua volta da Itália, participou de quatro dos 14 jogos do Corinthians. Já em 1939, quando já era o técnico da equipe, acabou sendo obrigado a entrar em campo para defender o clube em uma partida, contra o Ypiranga, no dia 22 de outubro de 1939, pelo fato do elenco estar desfalcado de jogadores para a posição em condições de jogo. O Corinthians venceu por 2 a 1. Nos títulos de 1937 e 1939, o vice foi o Palestra Itália. Como técnico, os títulos do ex-zagueiro pelo Timão foram de 1938, 1939 e 1941.

O primeiro título do Palmeiras
Del Debbio treinou o "primeiro" Palmeiras
Em 1942, Del Debbio ganhou novamente o título paulista, taça muito especial para a história do Palmeiras. O ex-corintiano comandou a equipe no primeiro jogo em que o clube alviverde atuou com o nome Palmeiras, deixando para o passado o Palestra Itália, devido às pressões políticas provocadas pela Segunda Guerra Mundial. E foi nesse jogo que o time do Parque Antártica conquistou o título de Campeão Paulista de 1942. O jogo do título foi contra o São Paulo, que abandonou a partida quando perdia por 3 a 1. No primeiro tempo, o Palmeiras saiu de campo vencendo por 2 a 1, com gols de Cláudio e Del Nero para o time alviverde e Valdemar de Brito para o São Paulo. Na segunda etapa, Echevarrieta ampliou para a equipe do Parque Antártica. O São Paulo deixou o campo após o juiz marcar um pênalti para o time de Del Debbio aos 19 minutos, e com isso o Palmeiras garantiu a taça.

Seleção Brasileira
Pela Seleção Brasileira, Del Debbio fez três jogos e anotou um gol, de acordo com registros do site RSSSF Brasil, especializado no registro histórico do futebol. Dessas partidas, apenas uma é considerada oficial por ter sido disputada contra outra seleção. Nas outras duas, os adversários foram clubes. A estreia aconteceu em 24 de fevereiro de 1929, contra o Rampla Juniors, do Uruguai, no Estádio de São Januário. O Brasil venceu por 4 a 2. O jogo seguinte de Del Debbio foi o único em que enfrentou uma seleção nacional. Foi a França, derrotada por 3 a 2 em 1º de agosto de 1930, no Estádio das Laranjeiras. O último jogo do corintiano com a camisa da Seleção Brasileira foi uma goleada por 6 a 1 sobre o Ferencvárosi, da Hungria, em 2 de julho de 1931, ano em que se despediu do Brasil para ir defender a Lazio. Foi nessa partida que fez o seu único gol com a camisa amarela.


NÚMEROS DE DEL DEBBIO

8
títulos de Campeão Paulista como jogador pelo Corinthians

3
títulos de Campeão Paulista como técnico pelo Corinthians

1
título de Campeão Paulista como técnico pelo Palmeiras

3
jogos pela Seleção Brasileira

1
gol pela Seleção Brasileira

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Elias chega ao Corinthians para esquecer a Europa

Depois de quase quatro anos, Elias volta ao Corinthians


Quem é?


Volante viveu estiagem de títulos no exterior


Na volta ao País, jogando pelo Flamengo, foi campeão da Copa do Brasil


A volta de Elias ao Corinthians, confirmada nesta semana, representa para o jogador a continuidade de um trabalho de recuperação em relação ao período de escassez de conquistas que viveu durante sua passagem pela Europa. Entre o fim de 2010, quando saiu do clube do Parque São Jorge, e meados de 2013, quando retornou ao futebol Brasileiro (para defender o Flamengo), o volante não levantou uma taça, apesar de ter tido participação quase nula na conquista da Copa da Uefa 2011/2012. A alegria das conquistas ressurgiu com a volta ao Brasil, com o título da Copa do Brasil pelo rubro-negro carioca no ano passado.



Formado no Palmeiras
Ídolo da torcida corintiana, Elias foi formado pelas categorias de base do Palmeiras, mas a oportunidade como profissional surgiu no Náutico. Antes de chegar no Parque São Jorge, passou ainda por São Bento, Juventus (SP) e Ponte Preta. No Timão, o jogador ficou "mal acostumado" quando falamos de títulos. Conquistou o campeonato da Série B em 2008, e o Paulista e a Copa do Brasil em 2009. E, em 2010, chegou à Seleção Brasileira, comandada por Mano Meneses.

Dois jogos na Copa da Uefa pelo Atlético de Madrid
Estiagem de títulos
A fase na Europa - onde defendeu o Atlético de Madrid e o Sporting, de Portugal - não foi nada parecida com a vivida no Corinthians. O único título do qual participou foi o da Copa da Uefa 2011/12, conquistado pelo clube espanhol, e, mesmo assim, seu papel foi mínimo. O volante atuou em dois dos quatro jogos do Atlético de Madrid na fase pré-grupos. Ambos contra o Guimarães e, nas duas oportunidades, tendo começado a partida no banco. Em um dos jogos fez os dois gols da vitória de seu time por 2 a 0. A participação de Elias na competição foi interrompida antes da fase de grupos pois seu passe foi negociado com o Sporting. Os resultados nos campeonatos nacionais também não foram animadores: em 2010/11 ficou em sétimo com o Atlético de Madrid no Espanhol; em 2011/12, quarto no Português com o Sporting; e em 2012/13 (quando participou apenas de parte da temporada) o Sporting terminou em sétimo.

Campeão com o Flamengo
Campeão no Flamengo
A volta para o futebol brasileiro no ano passado, para defender o Flamengo, mostrou que o volante não havia desaprendido o caminho das conquistas. Com o rubro-negro, Elias faturou a Copa do Brasil. O jogador foi o autor de um dos gols da vitória por 2 a 0 no segundo jogo da final contra o Atlético-PR. Ele balançou as redes do adversário aos 42 minutos do segundo tempo, mandando para o gol de perna direita após passe de Paulinho na grande área. O segundo gol foi marcado por Hernane já nos acréscimos. Elias foi o vice-artilheiro da Copa do Brasil ao lado de outros três jogadores, com cinco gols, três a menos que o goleador máximo da competição, seu colega de clube Hernane.



PRINCIPAIS TÍTULOS DE ELIAS

Copa da Uefa 
(2012 - Atlético de Madrid)

Copa do Brasil 
(2009 - Corinthians e 2013 - Flamengo)

Campeonato Paulista 
(2009 - Corinthians)

Campeonato Brasileiro Série B 
(2008 - Corinthians)


terça-feira, 4 de março de 2014

Há cinco anos Ronaldo estreava no Corinthians


História do jogo


Primeiro jogo foi contra o Itumbiara em Goiás


Na partida seguinte, o atacante fez seu primeiro gol pelo Timão, contra o Palmeiras


Há cinco anos, no dia 4 de março de 2009, começava um período mágico na história do Corinthians: aos 32 anos, Ronaldo Fenômeno, o maior goleador das Copas do Mundo, estreava com a camisa alvinegra. Fazia 384 dias que o atacante não entrava em um gramado para disputar uma partida oficial devido a uma contusão no joelho durante o jogo do Milan, seu clube, com o Livorno, em 13 de fevereiro de 2008. A volta do Fenômeno, ainda acima do peso e com pouca mobilidade, foi contra o modesto Itumbiara, em Goiás, em partida válida pela Copa do Brasil. "Deu passes curtos, quatro ou cinco piques e arriscou uns dribles. No fim até pedalou para cima do defensor", assim o Estadão descreveu os pouco mais de 20 minutos que Ronaldo esteve em campo naquela partida.


Entrou aos 22 minutos
Ronaldo entrou em campo aos 22 minutos do segundo tempo no lugar de Jorge Henrique. O Corinthians já vencia por 2 a 0, que seria o placar final da partida. O primeiro gol havia sido marcado por Chicão, de pênalti - que havia sido sofrido justamente por Jorge Henrique - aos 44 minutos do primeiro tempo; e o segundo pelo lateral-esquerdo André Santos, aos 4 minutos da etapa complementar. Segundo reportagem do Estadão publicada dois dias após o jogo, Ronaldo deu 11 passes certos e tocou 22 vezes na bola. O melhor lance do atacante foi uma assistência que deixou Douglas livre na pequena área, mas o meia chutou por cima. No dia seguinte ao jogo, Ronaldo dizia: "A volta por cima foi dada, a minha batalha eu já venci. Mas espero ser decisivo como era antes."

Primeiro gol



O atacante parecia prever o que esperava por ele no jogo seguinte, o clássico contra o Palmeiras de 8 de março pela 12ª rodada do Campeonato Paulista, quando marcou o seu primeiro gol com a camisa alvinegra. O Palmeiras saiu na frente com um gol de Diego Souza, aos 4 minutos do segundo tempo. Ronaldo marcou o gol que igualou o marcador aos 48 minutos. Após escanteio cobrado por Douglas, o atacante mandou de cabeça para o fundo das redes. Como na partida contra o Itumbiara, Ronaldo também começou no banco, e entrou somente aos 18 minutos da segunda etapa, no lugar do argentino Escudero. Em seu lance mais agudo antes do gol, Ronaldo mandou a bola no travessão palmeirense com um chute de fora da área aos 34 minutos. O primeiro gol do atacante no Corinthians teve repercussão internacional. O jornal Gazzetta dello Sport destacou em chamada de seu site: "Ronaldo, enésimo renascimento. Primeiro gol com o Corinthians".
Ronaldo foi campeão paulista e da Copa do Brasil em 2009
CampeãoE os gols decisivos de Ronaldo marcaram a trajetória corintiana pelo restante da temporada. No primeiro jogo da decisão do Paulistão, contra o Santos, por exemplo, ele fez dois dos três gols da vitória por 3 a 1. O segundo deles, terceiro corintiano do jogo, foi uma pintura: o atacante recebeu pelo lado esquerdo, driblou o zagueiro santista fora da área e mandou por cobertura, sem chance para o adiantado goleiro Fábio Costa. O título paulista foi garantido com empate em 1 a 1 na partida seguinte. Ao lado do zagueiro Chicão, Ronaldo foi o artilheiro do Corinthians na competição com oito gols - o goleador máximo foi Pedrão, do Barueri, com 16 gols. O outro título corintiano naquela temporada foi o da Copa do Brasil, em que o Corinthians bateu o Internacional na decisão. Novamente o Fenômeno brilhou na primeira partida: fez um dos gols da vitória por 2 a 0. O empate em 2 a 2 em Porto Alegre deu o título ao Timão.


sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Mário Travaglini: sucesso no Rio e em São Paulo

Adicionar legenda


Para a memória


Campeão no Palmeiras e no Corinthians


Treinador foi campeão também no Rio de Janeiro e pela Seleção Brasileira


Ele levou alegria para palmeirenses e corintianos, para paulistas e cariocas. Era definido por quem o conhecia como dono de um bom papo, educado, bom caráter e, claro, profundo conhecedor dessa arte chamada futebol. O esporte brasileiro perdeu na noite desta quinta-feira, dia 20, o ex-técnico Mário Travaglini, que estava internado há pouco mais de um mês devido a um câncer no cérebro. Tiveram a honra de ser orientados pelo "seo" Mário craques do quilate de Ademir da Guia, Dudu, Djalma Santos, Sócrates, Wladimir, Zenon, Rivellino, Roberto Dinamite, Carlos Alberto Torres, Paulo César Caju e Casagrande, só para citar alguns dos que levantaram títulos sob o comando do treinador.


Palmeiras, Vasco, Fluminense e Corinthians
Travaglini (o penúltimo em pé) com o Flu em 1977, um ano após o título
Antes de ser treinador, Travaglini defendeu como jogador os times do Clube Atlético Ypiranga, Palmeiras, Nacional e Ponte Preta, mas encerrou a carreira cedo, aos 29 anos. Iniciou a trajetória como treinador nos juvenis do Palmeiras. E foi no Parque Antártica que conquistou os primeiros títulos, comandando a primeira Academia de Futebol do Parque Antártica. Foi campeão paulista de 1966 e da Taça Brasil de 1967 com o Verdão. Depois, fez sucesso no futebol carioca, aonde conduziu o Vasco ao título Brasileiro de 1974 e o Fluminense ao campeonato carioca de 1976. Seis anos depois, foi campeão paulista pelo Corinthians, dirigindo o time da Democracia Corintiana.

Seleção Brasileira
Mário Travaglini também teve passagem pela Seleção Brasileira. Integrou a comissão técnica da equipe que foi à Copa do Mundo de 1978, disputada na Argentina, em que o Brasil - cujo técnico era Cláudio Coutinho - terminou na terceira colocação após vencer a Itália por 2 a 1, e terminou invicto no torneio. Além disso, dirigiu a Seleção Brasileira que conquistou a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1979, disputado em San Juan, Porto Rico. A equipe venceu Cuba na final, por 3 a 0. Veja abaixo os times campeões comandados por Travaglini.





OS TIMES DE TRAVAGLINI

Veja as escalações das equipes com que o técnico foi campeão

Campeão Paulista 1966
Palmeiras 3 x 0 São Paulo
Data: 15 de dezembro de 1966
Time do jogo da faixa:
Valdir Joaquim de Moraes (Maidana); Djalma Santos, Djalma Dias, Minuca e Ferrari; Zequinha e Ademir da Guia; Gallardo, Dario, Servilio e Rinaldo

Campeão da Taça Brasil 1967
Palmeiras 2 x 0 Náutico
Data: 29 de dezembro de 1967
Time da decisão:
Perez; Geraldo Scalera, Baldochi, Minuca e Ferrari; Dudu e Zequinha; César, Tupãzinho, Ademir da Guia e Lula.

Campeão Brasileiro de 1974
Vasco 2 x 1 Cruzeiro
Data: 1º de agosto de 1974
Time a decisão:
Andrada; Fidélis, Miguel, Moisés e Alfinete; Alcir, Jorginho Carvoeiro e Zanata; Ademir, Roberto Dinamite e Luís Carlos

Campeão Carioca de 1976
Fluminense 1 x 0 Vasco
Data: 3 de outubro de 1976
Time da decisão:
Renato; Rubens Galaxe, Carlos Alberto Torres, Miguel e Rodrigues Neto;Carlos Alberto Pintinho, Paulo Cézar Cajú e Rivellino; Gil, Doval e Dirceu

Campeão dos Jogos Pan-Americanos de 1979
Brasil 3 x 0 Cuba
Data: 14 de julho de 1979
Time da decisão:
Luís Henrique; Valdoir, Luís Cláudio, Vágner Basílio e Édson Boaro; Vitor, Cléo e Jérson; Gilcimar, Silva e Silvinho (Cristovão).

Campeão Paulista de 1982
Corinthians 3 x 1 São Paulo
Data: 12 de dezembro de 1982
Time da decisão:
Solito, Alfinete (Zé Maria), Mauro, Daniel Gonzáles e Wladimir; Paulinho, Sócrates e Zenon (Eduardo); Ataliba, Casagrande e Biro-Biro

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

60 anos de um gênio corintiano

Ídolo eterno do Corinthians

Quem é?


Sócrates: decisivo em todas as finais que venceu


Meia foi três vezes campeão paulista com o time do Parque São Jorge


Nesta quarta-feira, dia 19, faz 60 anos que nascia um dos maiores ídolos da história do Corinthians: Sócrates, um dos criadores da Democracia Corintiana, como ficou conhecido o movimento dos jogadores do Timão no início dos anos 80. Mas, ele é muito mais do que isso para a torcida corintiana, é o herói de três títulos paulistas conquistados pela equipe do Parque São Jorge. A história de Sócrates (que morreu em novembro de 2011) com o Corinthians começou em 1978, quando o jogador foi contratado junto ao Botafogo de Ribeirão Preto. A união clube/craque foi tão perfeita que, depois que saiu do Timão - em 1984 para defender a Fiorentina da Itália -, Sócrates nunca mais brilhou como na época do alvinegro.

Abriu o marcador em 1979


No alvinegro, em compensação, fez gols decisivos em todas as finais que o Timão disputou. A começar pela decisão do Paulistão de 1979, que foi disputado no início de 1980. O Corinthians garantiu o título com uma vitória por 2 a 0 no dia 10 de fevereiro daquele ano. Sócrates abriu o marcador aos 10 minutos do segundo tempo ao bater de perna esquerda após receber passe na grande área. Palhinha fez o segundo gol aos 23 minutos. No primeiro tempo, os dois jogadores já haviam sido protagonistas de um gol anulado pelo juiz: Sócrates cruzou da direita e Palhinha completou de cabeça para o fundo do gol defendido pelo pontepretano Carlos, mas o juiz marcou toque de mão.

Gol no primeiro jogo em 1982


Em 1982, Sócrates passou em branco no jogo final contra o São Paulo, vencido pelo Corinthians por 3 a 1, com dois gols de Biro Biro e um de Casagrande para o Timão, e Dario Pereira descontando para o Tricolor. Mas, na primeira partida da decisão foi Sócrates quem anotou o gol da vitória por 1 a 0, o que obrigava o time do Morumbi a ir para cima do adversário no segundo jogo se quisesse sonhar com o título. Aos 14 minutos do segundo tempo desse primeiro confronto, Eduardo cobrou escanteio pelo lado direito e Sócrates pegou de primeira próximo a marca do pênalti, sem chance para o goleiro Waldir Peres.

Em 1983, gols nos dois jogos


No ano seguinte, novamente em decisão contra o São Paulo, Sócrates fez gols nos dois jogos das finais. Na primeira partida, o Corinthians venceu por 1 a 0, com o Doutor anotando aos 37 minutos do primeiro tempo: Alfinete fez o passe de cabeça para Sócrates que dominou na entrada da área, pelo lado direito, vencendo a marcação de dois são-paulinos e arrematou de perna direita ao entrar na área. O segundo jogo foi 1 a 1. O gol de Sócrates foi marcado aos 46 minutos do segundo tempo: Zenon recebeu a bola na entrada da área e passou de calcanhar para o Doutor, que entrou na área e chutou de perna direita para marcar. Marcão fez o gol do São Paulo dois minutos depois, mas não havia mais tempo para reação do Tricolor.



TÍTULOS DO DOUTOR SÓCRATES

Campeonato Paulista 1979
Corinthians 2 x 0 Ponte Preta
Data: 10 de fevereiro de 1980
Local: Estádio do Morumbi
Corinthians: Jairo; Luiz Cláudio, Mauro, Amaral e Wladimir; Caçapava, Biro Biro e Palhinha; Piter (Basílio), Sócrates e Romeu (Vaguinho). Técnico: Jorge Vieira
Ponte Preta: Carlos; Toninho Oliveira, Juninho, Nenê e Odirlei; Vanderlei, Marco Aurélio, Dicá (Humberto); Lúcio (lola), Osvaldo e João Paulo. Técnico: Zé Duarte
Gols: Sócrates, aos 10 minutos, e Palhinha, aos 23 minutos, do segundo tempo

Campeonato Paulista 1982
Corinthians 3 x 1 São Paulo
Data: 12 de dezembro de 1982
Local: Estádio do Morumbi
Corinthians: Solito, Alfinete (Zé Maria), Mauro, Daniel Gonzáles e Wladimir; Paulinho, Sócrates e Zenon (Eduardo); Ataliba, Casagrande e Biro-Biro.Técnico: Mário Travaglini.
São Paulo: Waldir Peres; Getúlio, Oscar, Dario Pereira e Marinho Chagas; Almir, Everton e Eriberto (Serginho); Paulo César, Renato e Zé Sérgio. Técnico:José Poy.
Gols: Biro Biro, aos 26 minutos; Dario Pereira, aos 32 minutos; Biro Biro, aos 37 minutos; e Casagrante, aos 41 minutos, do segundo tempo

Campeonato Paulista 1983
Corinthians 1 x 1 São Paulo
Data: 14 de dezembro de 1983
Local: Estádio do Morumbi
Corinthians: Leão; Alfinete, Mauro e Juninho e Wladimir; Paulinho, Sócrates e Zenon; Biro-Biro, Casagrande (Wágner) e Eduardo. Técnico: Jorge Vieira.
São Paulo: Waldir Peres; Paulo, (Paulo César), Oscar, Darío Pereyra e Nelsinho; Zé Mário, Humberto (Gassen) e Renato; Márcio Araújo, Marcão e Zé Sérgio. Técnico: Mário Travaglini.
Gols: Sócrates, aos 46 minutos; e Marcão, aos 48 minutos do segundo tempo.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Expulsos do Corinthians, campeões em outros times

Rivellino: crucificado após derrota para o Palmeiras


Quem é?


Ídolos crucificados mantêm carreira de sucesso


Tévez, Edílson e Rivellino mostraram que torcida errou ao condená-los


Na cobertura da invasão do CT Joaquim Grava, do Corinthians, ocorrida no sábado, dia 1º, o jornal Folha de S.Paulo publicou na sua edição de terça-feira, dia 4, uma relação com quatro ídolos do futebol brasileiro que deixaram o clube do Parque São Jorge depois de reações violentas da torcida alvinegra. O Histórias da Bola pesquisou como foi a carreira desses jogadores após deixarem o clube. De maneira geral, pelo número de títulos que conquistaram depois de mudarem de ares, é possível, sem sombra de dúvida, dizer que não eram os responsáveis (pelo menos não os únicos) pelo mau momento que levou aos protestos que os fez deixar o time.

Tévez
Tévez: 10 títulos pós-Timão
Dos quatro exemplos citados pela Folha, um ainda está em atividade: o argentino Tévez, "expulso" pela torcida em 2006. O atacante é também o que teve melhor retrospecto depois de deixar o clube, entre os quatro exemplos citados pelo jornal. Após sair do Corinthians, Tévez conquistou 10 títulos - entre eles o Mundial Interclubes e a Copa dos Campeões da Europa, ambos em 2008 pelo Manchester United -, enquanto o Timão levantou oito taças - incluindo o Mundial Interclubes e a Taça Libertadores da América em 2012. Quer dizer: Tévez foi campeão mundial antes do Timão após sua saída do clube. E, entre os títulos do Corinthians está contabilizado o da Série B de 2008 - detalhe é que o time do Parque São Jorge caiu em 2007, após a saída de Tévez.

Roberto Carlos
Saiu em 2011
O de pior retrospecto após sua saída do Timão é o lateral-esquerdo Roberto Carlos, "posto para fora" pela torcida em 2011. Depois de deixar o clube do Parque São Jorge, o ex-lateral da Seleção Brasileira jogou apenas uma temporada e meia pelo Anzhi, da Rússia, pendurando as chuteiras em 2012, iniciando, em seguida, a carreira de técnico. Nesse último ano e meio de carreira, Roberto Carlos não levantou título nenhum, enquanto o Corinthians ganhou a sua tão sonhada Libertadores e o Mundial Interclubes. 

Edílson e Rivelino
Edílson foi crucificado
Outro citado pela Folha é o Capetinha Edilson, que, se tivesse encerrado a carreira definitivamente em 2007, teria somado o mesmo número de títulos que o Corinthians desde a sua saída (5 a 5), mas resolveu voltar aos gramados em 2010 (três anos após anunciar a aposentadoria), pelo Bahia, e acaba sendo superado (7 a 5 para o Corinthians). E tem ainda o craque Rivellino, que levantou dois títulos após deixar o Timão, mesmo número de conquistas do clube, considerando o período da saída do Reizinho do Parque até ele pendurar as chuteiras, em 1981, na Arábia Saudita. Veja abaixo as linhas do tempo que comparam a trajetória desses quatro jogadores e do Corinthians após eles deixarem o Parque São Jorge:




RIVELLINO X CORINTHIANS
Rivellino foi campeão pelo Fluminense
1974 - Rivellino sai do Corinthians
1975 - Rivellino é Campeão Carioca pelo Fluminense
1976 - Rivellino é Campeão Carioca pelo Fluminense
1977 - Corinthians é Campeão Paulista
1979 - Corinthians é Campeão Paulista
1981 - Rivellino encerra a carreira na Arábia Saudita



EDÍLSON X CORINTHIANS
Títulos no Flamengo, Cruzeiro e Vitória
2000 - Edílson sai do Corinthians
2001 - Corinthians é Campeão Paulista
         - Edílson é Campeão Carioca pelo Flamengo
         - Edílson é Campeão da Copa dos Campeões pelo Flamengo
2002 - Corinthians é Campeão Paulista 
        - Corinthians é Campeão da Copa do Brasil
        - Edílson é Campeão da Copa Sul-Minas pelo Cruzeiro
        - Edílson é Campeão Mundial pela Seleção Brasileira
2003 - Corinthians é Campeão Paulista
2004 - Edílson é Campeão Baiano pelo Vitória
2005 - Corinthians é Campeão Brasileiro
2007 - Edílson encerra a carreira no Vitória
2009 - Corinthians é Campeão Paulista
        - Corinthians é Campeão da Copa do Brasil
2010 - Edílson retoma a carreira pelo Bahia aos 39 anos
         - Edílson encerra a carreira novamente


TÉVEZ X CORINTHIANS
Campeão mundial após sair do Timão
2006 - Tévez sai do Corinthians
2008 - Corinthians é Campeão da Série B
         - Téves é Campeão da Copa dos Campeões da Europa pelo Manchester United
         - Téves é Campeão Mundial Interclubes pelo Manchester United
         - Téves é Campeão Inglês pelo Manchester United
         - Téves é Campeão da Supercopa da Inglaterra pelo Manchester United
2009 - Corinthians é Campeão Paulista
         - Corinthians é Campeão da Copa do Brasil
         - Téves é Campeão Inglês pelo Manchester United
         - Téves é Campeão da Copa da Liga Inglesa
2011 - Corinthians é Campeão Brasileiro
        - Téves é Campeão da Copa da Inglaterra pelo Manchester City
2012 - Corinthians é Campeão da Libertadores da América
        - Corinthians é Campeão Mundial Interclubes
        - Téves é Campeão Inglês pelo Manchester City
        - Téves é Campeão da Supercopa da Inglaterra pelo Manchester City
2013 - Corinthians é Campeão Paulsita
        - Corinthians é Campeão da Recopa Sul-Americana
        - Tévez é Campeão da Supercopa da Itália pela Juventus


ROBERTO CARLOS X CORINTHIANS
Aposentadoria após sair do Corinthians
2011 - Roberto Carlos sai do Corinthians
2012 - Corinthians é Campeão da Libertadores da América
        - Corinthians é Campeão Mundial Interclubes
        - Roberto Carlos encerra a carreira no Anzhi, da Rússia