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segunda-feira, 9 de maio de 2016

Galo leva vantagem sobre o Tricolor

Times já se enfrentaram oito vezes pela Taça Libertadores

História do jogo

Atlético 4 x 1 São Paulo, e três empates


Se depender da história do confronto entre São Paulo e Atlético-MG na Taça Libertadores da América, os são-paulinos podem preparar seus corações que as quartas-de-final não serão nada fáceis para os paulistas. Já os atleticanos tem bons motivos para ficar otimistas. Nos oito confrontos entre as duas equipes pela competição continental, o Galo leva ampla vantagem, com quatro vitórias. Houve, ainda, três empates e apenas uma vitória do time do Morumbi. Apesar de o confronto ter 44 anos de história na Libertadores, com a primeira disputa entre os clubes tendo ocorrido em 1972, a ampla vantagem do time mineiro foi construída apenas em 2013, ano em que foi campeão da competição, batendo o Olimpia, do Paraguai, na final. Naquele ano, o Galo aplicou a maior goleada do confronto: 4 a 1 no Estádio Independência.



Antes de 2013, ano em que as equipes se confrontaram quatro vezes, havia equilíbrio na disputa, apesar de ligeira vantagem do Galo. Os confrontos haviam ocorrido nas edições de 1972 e de 1978 do torneio sul-americano. Em 1972 pela primeira fase da competição foram dois empates: 2 a 2 no Mineirão e 0 a 0 no Morumbi. A equipe mineira era comandada por aquele que, vários anos depois, seria o mais celebrado técnico do São Paulo, o mestre Telê Santana. Na partida do Mineirão, em  30 de janeiro, o São Paulo teve o jogo nas mãos ao abrir 2 a 0 no marcador, com gols de Terto e Toninho Guerreiro, mas o Atlético conseguiu igualar o marcador com Vanderlei e depois o lendário Dadá Maravilha. Naquele ano, o Atlético acabou eliminado na primeira etapa da competição e o São Paulo caiu na segunda fase (semifinal). O argentino Independiente foi o campeão.

Telê Santana comandava o Atlético no início da década de 1970


Foi em 1978 que ocorreu o primeiro confronto em que não houve igualdade no placar. As disputas novamente ocorreram na primeira fase da competição. No jogo de ida, no Mineirão, a igualdade foi mantida, com as duas equipes empatando em 1 a 1. O uruguaio Dario Pereira marcou para o São Paulo, enquanto Serginho (não o Chulapa) empatou para os mineiros. Foi no Morumbi, em 9 de abril de 1978, que o Atlético começou  a construir sua vantagem no confronto. A equipe mineira venceu por 2 a 1 com gols de Serginho e Paulo Isidoro, enquanto Miranda anotou para o Tricolor. As trajetórias das equipes se inverteram na competição naquele ano em relação a 1972. O Tricolor foi eliminado na primeira fase e o Atlético na segunda (semifinal). Novamente o título ficou com um argentino, o Boca Juniors.

Dario Pereira fez o gol do São Paulo no empate do Mineirão


Nos quarto confrontos seguintes, todos em 2013, o Atlético consolidou a sua vantagem sobre o Tricolor com um time comandado por Ronaldinho Gaúcho dentro de campo e pelo técnico Cuca fora dele. A equipe mineira conquistou a Libertadores daquele ano contando ainda com nomes como o goleiro Vitor, o zagueiro Raver e os atacantes Bernard, Jô e Diego Tardelli. Foi na fase de grupos que o São Paulo conquistou sua única vitória sobre o Galo nesses confrontos. Foi no jogo de volta (na partida de ida o Atlético venceu por 2 a 1 ), no Morumbi, no dia 17 de abril: 2 a 0, com gols de Rogério Ceni (pênalti) e Ademilson. Os dois times voltaram a se enfrentar nas oitavas-de-final, e a superioridade do time mineiro foi gritante, tanto que no segundo jogo dessa etapa, no dia 8 de maio, o Galo aplicou o maior placar de todos os confrontos: 4 a 1, no Mineirão (na primeira partida das oitavas, o Galo também venceu, por 2 a 1, em São Paulo). Três dos quatro gols do Atlético foram marcados por Jô, enquanto Tardelli anotou um. Luis Fabiano fez o gol de honra do São Paulo quando o jogo estava 4 a 0.

Ronaldinho Gaúcho comandou o Atlético em 2013


SÃO PAULO E ATLÉTICO NA LIBERTADORES



Libertadores 1972 - Primeira fase

Atlético-MG 2 x 2 São Paulo
Data e local: 30 de janeiro no Mineirão
Gols: Vanderlei e Dada Maravilha para o Atlético; Toninho Guerreiro e Terto para o São Paulo

Libertadores 1972 - Primeira fase
São Paulo 0 x 0 Atlético-MG
Data e local: 9 de março no Estádio do Morumbi

Libertadores 1978 - Primeira fase
Atlético-MG 1 x 1 São Paulo
Data e local: 15 de março no Mineirão
Gols: Serginho para o Atlético; Dario Pereira para o São Paulo

Libertadores 1978 - Primeira fase
São Paulo 1 x 2 Atlético-MG
Data e local: 9 de abril no Estádio do Morumbi
Gols: Mirandinha para o São Paulo; Paulo Isidoro e Serginho para o Atlético

Libertadores 2013 - Primeira fase
Atlético-MG 2 x 1 São Paulo
Data e local: 13 de fevereiro em Estádio Independência
Gols: Réver e Jô para o Atlético; Aloísio para o São Paulo

Libertadores 2013 - Primeira fase
São Paulo 2 x 0 Atlético-MG
Data e local: 17 de abril no Estádio do Morumbi
Gols: Rogério Ceni e Ademilson

Libertadores 2013 - Oitavas de final
São Paulo 1 x 2 Atlético-MG
Data e local: 2 de maio de 2013 no Morumbi
Gols: Jadson para o São Paulo; Ronaldinho Gaúcho e Diego Tardelli para o Atlético

Libertadores 2013 - Oitavas de final
Atlético-MG 4 x 1 São Paulo
Data e local: 8 de maio no Estádio Independência
Gols: Jô (3) e Diego Tardelli para o Atlético; Luís Fabiano para o São Paulo


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quarta-feira, 4 de maio de 2016

Tricolor tem melhor desempenho desde 2010

Rogério perdeu pênalti, mas depois defendeu duas cobranças do Universitário

História do jogo


São Paulo nas quartas de final da Libertadores


E já se vão seis anos desde que o São Paulo conseguiu conquistar pela última vez uma vaga nas quartas-de-final da Taça Libertadores da América, como deve ocorrer nesta quarta-feira, dia 4, em confronto com o Toluca do México, na casa do adversário - graças à vitória por 4 a 0 conquistada no Morumbi na semana passada. Da última vez que o Tricolor passou pelas oitavas-de-final, não foi tão fácil. Foi emoção até o fim. A classificação foi garantida na disputa de pênaltis após dois 0 a 0 contra o Universitário do Peru. São Paulo e Universitário chegaram as oitavas de final ostentando a melhor defesa da primeira fase da competição, ao lado do Internacional (RS), com apenas dois gols sofridos em seis jogos.

O primeiro confronto entre o Tricolor e os peruanos, no dia 28 de abril de 2010, foi realizado em Lima, no Peru. Era o jogo número 900 de Rogério Ceni pelo time do Morumbi. Apesar de estar na casa do adversário, o São Paulo foi melhor. No primeiro tempo, dominou amplamente, e logo aos seis minutos mandou uma bola na trave direita do gol defendido por Llontop em chute de Cicinho de fora da área. Na segunda etapa, o São Paulo, comandado pelo técnico Ricardo Gomes, continuou dominando amplamente a partida, mas o panorama mudou aos 19 minutos com a expulsão de Richarlyson. Mesmo assim, o jogo ficou equilibrado e o Tricolor garantiu o empate fora de casa.



Jogando no Morumbi, no dia 5 de maio, a superioridade do São Paulo foi ainda maior. De acordo com reportagem da Folha de S.Paulo da época, o Tricolor finalizou 20 vezes, entre chutes que foram em direção ao gol e para fora - média de um arremate a cada quatro minutos e meio. Duas delas se chocaram contra a trave: aos 18 minutos da primeira etapa, Rodrigo Souto mandou no travessão de cabeça após cobrança de escanteio pelo lado esquerdo do ataque são-paulino; e aos sete do segundo tempo Marlos chutou no travessão com o gol livre após cruzamento de Dagoberto. A disputa por pênaltis não começou nada bem para o São Paulo: Ramírez converteu para o Universitário; Rogério Ceni, batedor oficial do Tricolor, teve sua cobrança defendida por Llontop. O silêncio tomou conta do Morumbi, mas Rogério Ceni mostrou toda a sua estrela nas duas cobranças seguintes do time peruano, defendeu os chutes de Alva e Carlos Gálvan. Enquanto isso, Hernanes e Marcelinho Paraíba viravam o placar para o Tricolor. Labarthe chutou para fora a quarta cobrança dos peruanos. Dagoberto foi encarregado de marcar o pênalti que garantiu a classificação do São Paulo.



Nas quartas-de-final o São Paulo bateu o Cruzeiro duas vezes por 2 a 0. Mas, na semifinal acabou eliminado pelo Internacional após perder no Rio Grande do Sul por 1 a 0 e vencer em São Paulo por 2 a 1. O Inter foi campeão da Libertadores naquele ano batendo o Chivas Guadalajara, do México, na final.

FICHAS DOS JOGOS
UNIVERSITÁRIO (PERU) 0 x 0 SÃO PAULO
Taça Libertadores da América 2010 - Oitavas-de-final (jogo de ida)
Data: 28 de abril de 2010
Local: Estádio Monumental de Lima (Peru)
Universitário (Peru): Llontop; Carmona (Miguel Torrez), Galván, Revoredo e Rabanal; Rainer Torrez, González (Hernandez); Espinosa, Vásquez (Ruídiaz); Alva e Piriz Alves. Técnico: Juan Reynoso.
São Paulo: Rogério Ceni; Cicinho (Jean), Alex Silva, Miranda e Richarlyson; Rodrigo Souto, Hernannes, Jorge Wagner e Marlos (Júnior César); Dagoberto e Washington (Renato Silva). Técnico: Ricardo Gomes.

SÃO PAULO 0 x 0 UNIVERSITÁRIO (PERU) (3 a 1 nos pênaltis)
Taça Libertadores da América 2010 - Oitavas-de-final (Jogo de volta)
Data: 4 de maio de 2010
Local: Estádio do Morumbi
São Paulo: Rogério Ceni; Cicinho (Jean), Alex Silva, Miranda e Júnior César; Rodrigo Souto, Hernandes, Jorge Wagner (Washington) e Marlos; Dagoberto e Fernandinho (Marcelinho). Técnico: Ricardo Gomes
Universitário (Peru): Llontop; Carmona, Revoredo e Galván; Ravanal, Espinosa, Vásques (Miguel Torrez), Hernández e Rainer Torrez (Ramírez); Alva e Piriz Alves (Labarthes) . Técnico: Juan Reynoso.
Pênaltis: converteram para o São Paulo Hernanes, Marcelinho Paraíba e Dagoberto; para o Universitário, Ramírez

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domingo, 4 de maio de 2014

Islândia foi a primeira vítima de Ronaldo na Seleção

Ronaldo estreou na seleção aos 17 anos

História do jogo

Há 20 anos atacante era titular do Brasil pela 1ª vez 


Parreira foi o técnico que deu a primeira oportunidade para o jogador


Foi em um jogo na cidade de Florianópolis, Santa Catarina, que o atacante Ronaldo, então com 17 anos, marcou o seu primeiro gol pela Seleção Brasileira. Isso aconteceu há 20 anos, no dia 4 de maio de 1994, na primeira partida em que o futuro Fenômeno vestiu a camisa amarela como titular. Faltavam apenas seis dias para o técnico Carlos Alberto Parreira divulgar a lista dos convocados para a Copa do Mundo dos Estados Unidos, na qual o Brasil conquistaria o tetracampeonato. Havia algumas dúvidas na cabeça do treinador e Ronaldo, com sua atuação frente à seleção da Islândia, conseguiu desfazer uma delas: o garoto tinha, sim, qualidade para ir ao mundial. O time de Parreira venceu por 3 a 0 e Ronaldo, além de abrir o marcador, sofreu o pênalti que originou o gol de Zinho e participou da jogada do gol de Viola.



Argentina na estreia
Atacante atuava no
Cruzeiro
A estreia de Ronaldo na Seleção Brasileira havia acontecido pouco mais de um mês antes, em 23 de março de 1994, em vitória do Brasil sobre a Argentina por 2 a 0 em Recife. O atacante cruzeirense entrou quando o placar já estava resolvido e justamente no lugar do jogador que fez os dois gols brasileiros, Bebeto. Era pouco para mostrar a Parreira que ele tinha condições de disputar o mundial. A frágil Seleção Islandesa foi o passaporte. Apesar de o adversário ser fraco, o destaque nos jornais no dia seguinte foi a atuação da jovem revelação. "Nasce uma nova esperança para o País" era o título da coluna do jornalista matinas Suzuki Jr. no Caderno de Esportes da Folha. No texto, ele destacava: "Meus amigos, meus inimigos, o Ronaldo é a boa nova. A esperança que nasce outra vez. Além da tranquilidade, mostrou que não é só finalizador, mas também um eficiente preparador de jogadas".

Passaporte para a Copa
Atuação garantiu vaga na Copa
Mesmo antes de fazer o gol, Ronaldo vinha tendo boa atuação, tanto que a torcida chegou a gritar o seu nome em pé. Na primeira meia hora de jogo, o Brasil havia criado diversas chances de gol com o próprio Ronaldo, Viola, Paulo Sérgio e Zinho. Foi aos 31 minutos que o jovem atacante de 17 anos deixou sua marca com a camisa da Seleção Brasileira pela primeira vez. Ronaldo tabelou com Mazinho e, da entrada da área, chutou, a bola desviou em Mazinho e entrou no lado direito do gol defendido pelo goleiro Kristinson. Dez minutos depois, Ronaldo sofreu pênalti que Zinho cobrou ampliando o placar. O terceiro gol foi marcado aos 38 minutos do segundo tempo, Ronaldo invadiu a área em velocidade e bateu na saída do goleiro, que defendeu, a bola sobrou para Viola mandar para o fundo das redes.





O INÍCIO DE RONALDO NA SELEÇÃO


O primeiro jogo
BRASIL 2 x 0 ARGENTINA
Amistoso
Data: 23 de março de 1994
Local: Estádio do Arruda - Recife (PE)
ESCALAÇÃO DO BRASIL: Zetti; Cafu, Ricardo Rocha, Ricardo Gomes (Mozer), Branco ( Leonardo); Mauro Silva, Dunga (Mazinho), Raí (Rivaldo) e Zinho; Bebeto (Ronaldo) e Müller. Técnico: Carlos Alberto Parreira
Gols: Bebeto (2)


O primeiro gol
BRASIL 3 x 0 ISLÂNDIA

Amistoso
Data: 4 de maio de 1994
Local: Estádio da Ressacada - Florianópolis (SC)
ESCALAÇÃO DO BRASIL: Zetti; Jorginho (Cafu), Aldair, Márcio Santos e Branco (Leonardo); Dunga, Mazinho, Paulo Sérgio (César Sampaio) e Zinho (Sálvio); Ronaldo e Viola (Túlio). Técnico: Carlos Alberto Parreira.

Gols: Ronaldo, Zinho e Viola

terça-feira, 25 de março de 2014

Santos e Ponte repetem quartas-de-final de 2011


Neymar fez o gol da vitória aos 20 minutos do 1º tempo em 2011


História do jogo


Há três anos, Peixe venceu com gol de Neymar


Título do Paulistão veio três jogos depois, com vitória sobre o Corinthians


A abertura das quartas-de-final do Campeonato Paulista entre Santos e Ponte Preta, nesta quarta-feira, dia 26, trás à memória dos santistas a arrancada da equipe para o título de 2011, ano em que a equipe da Vila Belmiro conquistou a taça ao bater o Corinthians na decisão. Naquele ano, a campanha do Peixe na primeira fase da competição ficou bem abaixo da protagonizada pela equipe atual. O Santos terminou a fase inicial na quarta colocação. São Paulo, Palmeiras e Corinthians ocupavam os três primeiros lugares, nessa ordem.




Jogo apertado
A Ponte Preta, adversária do Santos, terminou a etapa na quinta colocação, seis pontos atrás do Peixe. O confronto que valeu uma das vagas na semifinal, no Estádio da Vila Belmiro, no dia 23 de abril, foi equilibrado e bastante tenso para a torcida santista. Muricy Ramalho havia assumido o comando do time da Baixada Santista duas rodadas antes, e ainda acertava o time. Neymar, como de costume, foi o destaque do time, mas não conseguiu fazer o Peixe ter uma superioridade tranquila. O craque abriu o marcador aos 20 minutos do primeiro tempo: recebeu passe de Elano na entrada da área, cortou o zagueiro para a sua esquerda e bateu forte de canhota, sem chance para o goleiro Bruno Fuso. "É como o meu pai me ensinou: escureceu, chuta forte", explicou o atacante ao fim do jogo, dando a entender que estava com a visão encoberta no momento do arremate venenoso.

Bola na trave

Zé Love perdeu chance de marcar
O gol não foi suficiente para trazer tranquilidade para a equipe da Vila Belmiro. E a torcida chegou a se irritar com os atacantes Zé Love e Keirrison (que entrou no segundo tempo) por causa das chances perdidas. Pior foi o susto aos 34 minutos do segundo tempo, quando Rômulo acertou a trave esquerda da meta defendida pelo santista Rafael. Alívio, mesmo, só com o apito final do juiz Rodrigo Braghetto. Depois de avançar com dificuldades, o time de Muricy Ramalho seguiu rumo ao título com mais três passos: bateu o São Paulo por 2 a 0 na semifinal; e superou o Corinthians, com um empate sem gols e uma vitória por 2 a 1, para ficar com a taça.


O JOGO


Santos 1 x 0 Ponte Preta
Campeonato Paulista 2011 - quartas-de-final
Data:23 de abril de 2011
Santos: Rafael; Jonathan, Edu Dracena, Durval e Léo (Alex Sandro); Arouca, Danilo, Elano (Adriano) e Ganso; Zé Love (Keirrison) e Neymar. Técnico: Muricy Ramalho
Ponte Preta: Bruno; Gulherme (Eduardo Arroz), Leandro Silva, Ferron e João Paulo; Josimar, Mancuso (Renan), Gil e Valber; Renatinho e Márcio Diogo (Rômulo). Técnico: Gilson Kleina.
Gol: Neymar, aos 20 minutos do primeiro tempo

sábado, 15 de março de 2014

Fred cumpriu premonição do pai há cinco anos


Fred iniciou sua história no Fluminense em jogo pelo Campeonato Carioca


História do jogo


Artilheiro fez dois gols em sua estreia pelo Flu


Vitória contra o Macaé foi de virada, por 3 a 1 no Estádio do Maracanã


Com uma "premonição caseira" bastante ousada, o centroavante Fred entrava em campo com a camisa do Fluminense pela primeira vez há cinco anos, em 15 de março de 2009. O jogo era contra o Macaé pela terceira rodada da Taça Rio, no Maracanã. A "vidência" sobre a atuação do atacante recém-contratado junto ao Lyon, da França, era do pai do jogador, Juarez Pinheiro: "Fred faria dois gols na estreia". E a vitória veio, foi de virada para ficar mais emocionante, e o novo centroavante do Tricolor das Laranjeiras estreava com dois gols nos 3 a 1 sobre o Macaé. "Pior é que agora ninguém vai aguentar meu pai", brincava o centroavante nas entrevistas pós-jogo ainda no gramado.



Empate de cabeça
Dois gols contra o Macaé
Os dois gols que Fred marcou em sua estreia pelo Fluminense foram dignos de um "homem de área", estilo que caracteriza o artilheiro. O Tricolor das Laranjeiras, comandado pelo técnico Carlos Alberto Parreira, terminou o primeiro tempo da partida em desvantagem, gol de Wallacer para o Macaé aos 19 minutos. O Fluminense atacava mais, mas somente após a expulsão do volante André Gomes do Macaé é que o time conseguiu vazar a defesa adversária. Fred empatou o jogo aos 23 minutos do segundo tempo com um gol de cabeça após cobrança de falta de Conca pelo lado direito do ataque tricolor. Thiago Neves tirou a igualdade do marcador aos 32 minutos. E Fred, após cruzamento da esquerda, matou no peito e mandou para o fundo das redes com o pé direito aos 42 minutos. A profecia de "Seu Juarez" se concretizava.

Jogador levantou 2 Campeonatos Brasileiros e 1 Carioca
Títulos
O início de caminhada com dois gols na estreia era o prenúncio de uma passagem vitoriosa que transformaria Fred em ídolo do Tricolor das Laranjeiras. Foram dois títulos brasileiros, o primeiro deles em 2010 e o segundo em 2012. Nesse último, o atacante teve participação decisiva, tanto que foi o artilheiro do campeonato com 20 gols. Em 2011 (quando o Fluminense terminou na terceira colocação), já havia demonstrado o mesmo faro goleador ao terminar a competição com 22 gols, um a menos que o artilheiro daquele ano, o atacante Borges do Santos. Também conquistou o Campeonato Carioca de 2012, em final disputada contra o Botafogo, tendo marcado um dos gols da vitória por 4 a 1 na primeira partida da decisão. No segundo jogo, o Flu venceu por 1 a 0. No ano anterior havia o atacante sido artilheiro da competição com 10 gols, mas o Flamengo é quem ficou com a taça.



A ESTREIA DO ARTILHEIRO

Fluminense 3 x 1 Macaé
Data: 15 de março de 2009
Local: Estádio do Maracanã
Campeonato Carioca
Fluminense: Fernando Henrique; Mariano (Maicon), Luiz Alberto, Edcarlos e Leandro (Marquinhos); Wellington Monteiro, Romeu (Leandro Bomfim), Conca e Thiago Neves; Everton Santos e Fred. Técnico: Carlos Alberto Parreira.
Macaé: Darci; Fred, Otávio, Helton e Bill; André Gomes, Leo Gonçalves, Wallacer (Everton) e Glauber (Steve); Marciel e Osmar (Magno). Técnico: Dario Lourenço.
Gols: Wallacer, aos 19 minutos do primeiro tempo; Fred, aos 23 e 42, e Thiago Neves, aos 32 minutos do segundo tempo.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Estreia de Neymar pelo Santos completa 5 anos

Neymar fez estreia na 12ª rodada do Paulistão de 2009


História do jogo


Atacante fez seu primeiro jogo profissional contra o Oeste


Time empatava em 0 a 0 e se incendiou com a entrada do jovem craque


Santos e Oeste pela 12ª rodada do Campeonato Paulista de 2009 poderia ser um jogo como outro qualquer, mas entrou para a história como a primeira partida de Neymar como profissional. Nesta sexta-feira, dia 7, faz cinco anos que o atacante, provavelmente a maior revelação do Santos depois de Pelé, estreou entre os profissionais da equipe da Vila. O time santista, comandado pelo técnico Vagner Mancine, venceu por 2 a 1. E Neymar, apesar de não ter feito nenhum dos gols, saiu do banco para incendiar a equipe que até então vinha tendo uma atuação apagada e chegou a ser vaiada pela torcida.

Novo contrato
Mancini escalou Neymar pela
primeira vez como titular
Um dia antes do jogo, Neymar assinou um novo contrato com o Santos. Passava a ganhar R$ 80 mil por mês e a multa rescisória do acordo era de 30 milhões de euros. Neymar já vinha sendo relacionado pelo técnico Vagner Mancine para compor o elenco santista. Havia ocupado o banco de reservas nos seis jogos anteriores. Os jornais, no noticiário pré-jogo, não poupavam elogios a jovem revelação santista, chamando-a de "novo Robinho". "Quando me dizem que sou o novo Robinho, fico contente. Na verdade, me espelho nas finalizações do Kléber Pereira, nos dribles do Robinho e em tudo do Pelé", afirmava Neymar, segundo texto publicado no Estadão. Já o técnico Vagner Mancine pedia calma, afirmando que o jovem atacante era um diamante a ser lapidado.

Incendiou o time
Molina foi substituído por Neymar
Como estava previsto, Neymar começou a partida contra o Oeste, no Estádio do Pacaembu, no banco de reservas. O Santos foi lento e sem criatividade no primeiro tempo e foi vaiado na saída para os vestiários. Voltou para o segundo tempo sem mudar o comportamento. Foi suficiente para a torcida passar a gritar o nome da jovem revelação. Eram 10 minutos da etapa final. Quatro minutos depois, Neymar entrou no lugar de Molina. "Buscou o jogo, movimentou-se, principalmente pela direita, e criou chances claras", descreveu a Folha de S.Paulo sobre a atuação do jogador. Dois minutos depois de entrar em campo, Neymar driblou um zagueiro e mandou a bola no travessão. O Santos se incendiava com o futebol alegre do atacante. A vitória veio com gols de Roni e Madson, e Dézinho descontando para o Oeste.

Primeiro gol


O primeiro gol de Neymar pela equipe profissional do Santos aconteceu oito dias após a estreia. O jogo foi contra o Mogi Mirim, no Pacaembu. Foi a primeira vez que o atacante entrou como titular da equipe. Neymar foi o autor do terceiro gol da vitória por 3 a 0. Todos os gols foram assinalados no segundo tempo. O primeiro foi assinalado por Paulo Henrique Ganso, aos 12 minutos, depois Roni ampliou aos 23 e por fim Neymar aos 28. O jogador mandou de cabeça para o fundo do gol do Mogi Mirim depois de cruzamento pelo lado esquerdo do ataque santista. Naquele 2009, o Santos seria vice-campeão Paulista, perdendo a final para o Corinthians. Mas era só o início do furacão Neymar, que conquistou o Paulistão nos três anos seguintes, a Copa do Brasil de 2010 e a Taça Libertadores da América de 2011. O jogador foi também artilheiro da Copa do Brasil de 2010 (11 gols), do Paulistão de 2012 (20 gols) e da Libertadores da América de 2012 (8 gols, ao lado de Alustiza, do Deportivo Quito).


O JOGO DE ESTREIA

Oeste 1 x 2 Santos
Campeonato Paulista - 12ª Rodada
Data: 7 de março de 2009
Local: Estádio do Pacaembu
Oeste: Weverton; Dedê, Dezinho, Adriano e Mazinho; Athos (Luizinho), Dias, Dionísio e Vander (Mirandinha); Caíque (Leandro Love) e Neiy Paraíba. Técnico: Luciano Dias
Santos: Fábio Costa; Domingo, Adaílton (Germano) e Fabiano Euller; Luizinho (Pará), Roberto Brum, Rodrigo Souto e Molina (Neymar), Madson e Triguinho; Roni. Técnico: Vagner Mancini
Gols: Roni, aos 19 min., Madson, aos 45 min., e Dezinho, aos 46 min. do segundo tempo

quarta-feira, 5 de março de 2014

Neymar supera Bebeto contra a África do Sul

Neymar fez três gols nos sul-africanos em Johanesbugo


História do jogo


Atacante é o artilheiro em jogos contra os sul-africanos


Até esta quarta-feira, dia 5, Bebeto era o maior goleador do confronto


Com os três gols que marcou nesta quarta-feira, dia 5 na seleção da África do Sul, o atacante Neymar passa a ser o jogador da Seleção Brasileira que mais balançou as redes da equipe sul-africana na história do confronto entre as duas seleções. Além do jogador do Barcelona, marcaram na vitória por 5 a 0 o meia Oscar e o volante Fernandinho. Esse foi o quinto confronto entre as duas seleções (e a quinta vitória do time canarinho), e a primeira vez que o Brasil bate a África do Sul com mais de um gol de diferença. Os outros placares haviam sido 3 a 2, 2 a 1 e dois 1 a 0 - leia mais sobre esses confrontos em http://historiasbola.blogspot.com/2014/03/brasil-x-africa-do-sul-jogo-de-placar.html.




Antes do jogo da tarde desta quarta-feira, o maior goleador brasileiro no confronto com os sul-africanos era Bebeto. O ex-atacante de Flamengo, Vasco e La Coruña fez dois gols em duas partidas contra a África do Sul. Bebeto fez um dos gols brasileiros do primeiro confronto entre as duas seleções, em 24 de abril de 1996, em Johanesburgo. Foi essa a partida em que a equipe canarinho venceu por 3 a 2. Os outros gols brasileiros foram anotados por Flávio Conceição e Rivaldo. O outro gol de Bebeto na equipe sul-africana foi assinalado pouco mais de um ano depois, em 7 de dezembro de 1997, em outro amistoso em Johanesburgo. Dessa vez o Brasil venceu por 2 a 1 e, além de Bebeto, Romário anotou para o time comandado por Zagallo.

Brasil x África do Sul: jogo de placar apertado

No último confronto, o Brasil bateu a África do Sul por 1 a 0 no Morumbi

História do jogo


Seleção Brasileira venceu todos os confrontos



Resultados sempre foram com apenas um gol de vantagem



Bem recente, a história dos confrontos entre Brasil e África do Sul, que se enfrentam pela quinta vez nesta tarde em Johanesburgo, na África do Sul, tem ampla vantagem dos brasileiros, mas nem por isso é possível imaginar um jogo fácil, dado o retrospecto. Até aqui, foram quatro vitórias da Seleção Brasileira, mas em todas elas a vantagem no placar foi de apenas um gol. A maior contagem foi justamente na primeira partida entre as duas equipes, em 24 de abril de 1996, quando a equipe brasileira, então comandada por Zagallo, bateu os sul-africanos por 3 a 2. Depois temos um placar de 2 a 1 e dois resultados de 1 a 0.

Copa das Confederações


Dos quatro jogos, apenas um foi válido por uma competição, os outros três foram amistosos. A partida em que estava em jogo um torneio ocorreu em 2009, foi a Copa das Confederações que antecedeu o mundial da África do Sul. O confronto ocorreu na semifinal, após o Brasil, comandado pelo técnico Dunga, ter ficado em primeiro na sua chave, e a África do Sul, do técnico Joel Santana, na segunda colocação de seu grupo (que teve como vencedor a Espanha). A vitória brasileira por 1 a 0 teve gol do lateral Daniel Alves, um dos garantidos por Felipão na Copa do Mundo do Brasil. O lateral havia começado o jogo no banco de reservas e entrou na lateral-esquerda, no lugar de André Santos. Outros que estavam naquele time e podem figurar no grupo atual são o goleiro Júlio César, o lateral-direito Maicon, o volante Ramires e o atacante Robinho. O Brasil conquistou aquela Copa das Confederações batendo os Estados Unidos na final por 3 a 2 - Lúcio e Luís Fabiano (2) marcaram os gols brasileiros.

Artilheiro
Bebeto fez dois gols em partidas contra a África do Sul
Em um jogo com tão poucos confrontos - e sem placares elásticos - não é possível esperar um goleador que tenha estufado as redes adversárias muitas vezes. Assim, Bebeto, com apenas dois gols, é o maior artilheiro da história de Brasil x África do Sul. O ex-atacante fez um dos gols da primeira vitória sobre os sul-africanos - por 3 a 2, também em Johanesburgo, com Flávio Conceição e Rivaldo completando o placar. O outro gol de Bebeto foi assinalado na partida seguinte entre as duas equipes, em 7 de dezembro de 1997, novamente em Johanesburgo, o da vitória brasileira por 2 a 1. O outro gol brasileiro foi assinalado por Romário. 


OS CONFRONTOS

Brasil 3 x 2 África do Sul
Amistoso
Data: 24 de abril de 1996
Local: Estádio First Nacional Bank (Johanesburgo, África do Sul)
Gols: Flávio Conceição, Rivaldo e Bebeto para o Brasil; Phil Masinga e Doctor Khumalo para a África do Sul

Brasil 2 x 1 África do Sul
Amistoso
Data: 7 de dezembro de 1997
Local: Estádio Ellis Park (Johanesburgo, África do Sul)
Gols: Bebeto e Romário para o Brasil; Helman Mkhalele para a África do Sul

Brasil 1 x 0 África do Sul
Copa das Confederações
Data: 25 de junho de 2009
Local:  Estádio Ellis Park (Johanesburgo, África do Sul)
Gol: Daniel Alves

Brasil 1 x 0 África do Sul
Amistoso
Data: 7 de setembro de 2012
Local: Estádio do Morumbi (São Paulo)
Gol: Hulk 

terça-feira, 4 de março de 2014

Há cinco anos Ronaldo estreava no Corinthians


História do jogo


Primeiro jogo foi contra o Itumbiara em Goiás


Na partida seguinte, o atacante fez seu primeiro gol pelo Timão, contra o Palmeiras


Há cinco anos, no dia 4 de março de 2009, começava um período mágico na história do Corinthians: aos 32 anos, Ronaldo Fenômeno, o maior goleador das Copas do Mundo, estreava com a camisa alvinegra. Fazia 384 dias que o atacante não entrava em um gramado para disputar uma partida oficial devido a uma contusão no joelho durante o jogo do Milan, seu clube, com o Livorno, em 13 de fevereiro de 2008. A volta do Fenômeno, ainda acima do peso e com pouca mobilidade, foi contra o modesto Itumbiara, em Goiás, em partida válida pela Copa do Brasil. "Deu passes curtos, quatro ou cinco piques e arriscou uns dribles. No fim até pedalou para cima do defensor", assim o Estadão descreveu os pouco mais de 20 minutos que Ronaldo esteve em campo naquela partida.


Entrou aos 22 minutos
Ronaldo entrou em campo aos 22 minutos do segundo tempo no lugar de Jorge Henrique. O Corinthians já vencia por 2 a 0, que seria o placar final da partida. O primeiro gol havia sido marcado por Chicão, de pênalti - que havia sido sofrido justamente por Jorge Henrique - aos 44 minutos do primeiro tempo; e o segundo pelo lateral-esquerdo André Santos, aos 4 minutos da etapa complementar. Segundo reportagem do Estadão publicada dois dias após o jogo, Ronaldo deu 11 passes certos e tocou 22 vezes na bola. O melhor lance do atacante foi uma assistência que deixou Douglas livre na pequena área, mas o meia chutou por cima. No dia seguinte ao jogo, Ronaldo dizia: "A volta por cima foi dada, a minha batalha eu já venci. Mas espero ser decisivo como era antes."

Primeiro gol



O atacante parecia prever o que esperava por ele no jogo seguinte, o clássico contra o Palmeiras de 8 de março pela 12ª rodada do Campeonato Paulista, quando marcou o seu primeiro gol com a camisa alvinegra. O Palmeiras saiu na frente com um gol de Diego Souza, aos 4 minutos do segundo tempo. Ronaldo marcou o gol que igualou o marcador aos 48 minutos. Após escanteio cobrado por Douglas, o atacante mandou de cabeça para o fundo das redes. Como na partida contra o Itumbiara, Ronaldo também começou no banco, e entrou somente aos 18 minutos da segunda etapa, no lugar do argentino Escudero. Em seu lance mais agudo antes do gol, Ronaldo mandou a bola no travessão palmeirense com um chute de fora da área aos 34 minutos. O primeiro gol do atacante no Corinthians teve repercussão internacional. O jornal Gazzetta dello Sport destacou em chamada de seu site: "Ronaldo, enésimo renascimento. Primeiro gol com o Corinthians".
Ronaldo foi campeão paulista e da Copa do Brasil em 2009
CampeãoE os gols decisivos de Ronaldo marcaram a trajetória corintiana pelo restante da temporada. No primeiro jogo da decisão do Paulistão, contra o Santos, por exemplo, ele fez dois dos três gols da vitória por 3 a 1. O segundo deles, terceiro corintiano do jogo, foi uma pintura: o atacante recebeu pelo lado esquerdo, driblou o zagueiro santista fora da área e mandou por cobertura, sem chance para o adiantado goleiro Fábio Costa. O título paulista foi garantido com empate em 1 a 1 na partida seguinte. Ao lado do zagueiro Chicão, Ronaldo foi o artilheiro do Corinthians na competição com oito gols - o goleador máximo foi Pedrão, do Barueri, com 16 gols. O outro título corintiano naquela temporada foi o da Copa do Brasil, em que o Corinthians bateu o Internacional na decisão. Novamente o Fenômeno brilhou na primeira partida: fez um dos gols da vitória por 2 a 0. O empate em 2 a 2 em Porto Alegre deu o título ao Timão.


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Um ano de Felipão na Seleção Brasileira

Felipão conquistou a Copa das Confederações em seu primeiro ano na Seleção



História do jogo


Primeiro jogo do técnico foi contra a Inglaterra


Estreia foi com derrota, mas retrospecto é de 13 vitórias, 4 empates e 2 derrotas


Nesta quinta-feira, dia 6, faz um ano que o técnico Luiz Felipe Scolari estreou à frente da Seleção Brasileira, na sua segunda passagem como treinador da equipe. Nesses 365 dias, Felipão conseguiu transformar o que era incerteza sobre uma boa participação na Copa de 2014 em favoritismo ao título. O começo, na verdade, não foi nada promissor: derrota por 2 a 1 para a Inglaterra no Estádio de Wembley, em Londres. Mas, depois disso, aos poucos, o técnico conseguiu fazer o time evoluir, chegando ao seu ponto máximo na Copa das Confederações, quando chegou ao título ao bater a Espanha por 3 a 0.


Derrota em Wembley
Fred marcou na reestreia de Felipão na Seleção
Desde a sua reestreia na Seleção Brasileira em Wembley - quando os ingleses venceram com gols de Rooney e Lampard, com Fred descontando para o Brasil - Felipão comandou a equipe canarinho em 19 oportunidades. Foram 13 vitórias, quatro empates e duas derrotas. A primeira das vitórias, no entanto, demorou a sair e foi contra um adversário sem qualquer expressão: a Bolívia, em 6 de abril de 2013. Antes, além da derrota para a Inglaterra, o time de Felipão havia empatado duas vezes, com a Itália (2 a 2) e com a Rússia (1 a 1). A vitória sobre os bolivianos, em Santa Cruz de La Sierra, foi conquistada com dois gols de Neymar, um de Leandro Damião e um de Leandro. A maior goleada da equipe, no entanto, ainda iria ocorrer: vitória por 6 a 0 sobre a Austrália em 7 de setembro no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. Os gols foram marcados por Jô (2), Neymar, Ramires, Alexandre Pato e Luiz Gustavo.

Neymar jogou mais
Neymar atuou em todos os jogos da Seleção de Felipão
Um ano depois da reestreia de Felipão na Seleção Brasileira, o atacante Neymar confirma, no número de participações, o papel de ídolo e grande referência da equipe. O jogador do Barcelona foi o único que atuou em todas as partidas da nova era Felipão. Em segundo lugar em número de participações aparecem dois companheiros de Chelsea: o zagueiro David Luiz e o meia Oscar, cada um deles com 16 jogos. Se considerarmos o número de participações nesses 19 jogos do primeiro ano de Felipão, é possível escalar um time com os 11 jogadores que mais atuaram em um esquema 4-4-2, sem centroavante fixo e com três volantes, sendo um deles de contenção e dois que sabem sair jogando. Veja a escalação: Júlio César; Daniel Alves, David Luiz, Thiago Silva e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho, Hernanes e Oscar; Neymar e Hulk. Confira os 23 jogadores que mais atuaram com Felipão:


QUEM MAIS ATUOU 

19 jogos
Neymar (Barcelona)

16 jogos
David Luiz (Chelsea)
Oscar (Chelsea)

15 jogos
Hernanes (Internacionale)
Paulinho (Tottenham)

14 jogos
Hulk (Zenit)

13 jogos
Daniel Alves (Barcelona)
Júlio César (Queens Park Rangers)
Luiz Gustavo (Wolfsburg)

12 jogos
Marcelo (Real Madrid)
Thiago Silva (PSG)

11 jogos
Fred (Fluminense)
Jô (Atlético Mineiro)

10 jogos
Dante (Bayern Munique)

9 jogos
Bernard (Shakhtar Donesk)
Lucas (PSG)

7 jogos
Fernando (Shakhtar Donesk)
Maxwell (PSG)

5 jogos
Alexandre Pato (Corinthians)
Jean (Fluminense)

4 jogos
Lucas Leiva (Liverpool)
Maicon (Roma)