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quinta-feira, 8 de maio de 2014

O ídolo corintiano que marcou a história palmeirense

Del Debbio marcou época no Corinthians


Quem é?


Del Debbio conquistou dois tricampeonatos pelo Timão


Como treinador, deu ao Palmeiras o primeiro título pós-Palestra Itália


O zagueiro Del Debbio foi um dos maiores ídolos da torcida corintiana nos anos 1920 e 1930 e, mesmo assim, conseguiu também ser um dos importantes personagens da história do Palmeiras, já como técnico. Nesta quinta-feira, dia 8, faz 30 anos que o ex-ídolo alvinegro morreu, aos 79 anos, permanecendo como um dos ícones da história da equipe do Parque São Jorge. No total, Del Debbio conquistou oito títulos paulistas como jogador e três como técnico - sendo que um desses títulos foi como técnico e jogador, o de 1939. Em sua biografia também se destaca o entrosamento e parceria com outros dois importantes nomes da história alvinegra: o goleiro Tuffy e o lateral-direito Grané. Nos registros sobre eles é possível encontrar que eram chamados de trio de mosqueteiros ou trio final, entre outras expressões que indicam a importância deles para o Corinthians.

O primeiro tricampeonato
Ídolo nos anos 1920/30
Del Debbio - que tinha como principais características o vigor físico, bom posicionamento e a aplicação, transformando-o em um ótimo marcador - iniciou sua trajetória no Corinthians de maneira grandiosa. Ainda como um zagueiro desconhecido, foi Campeão Paulista de 1922, o campeonato do Centenário da Independência. Era o primeiro título da sequência que se transformaria no primeiro tricampeonato do Corinthians (1922/23/24). Dessas três taças, duas foram conquistadas deixando como vice-campeão o Palmeiras, na época ainda Palestra Itália (22 e 23). Na outra conquista o vice ficou com o Paulistano. O famoso trio defensivo, no entanto, seria formado somente a partir de 1928, quando Tuffy chegou ao alvinegro. Grané havia desembarcado no clube em 1924 e, portanto, tinha participado do último título do primeiro tricampeonato.

Tricampeão novamente
O segundo tricampeonato da história do Corinthians teve como arma o trio de mosqueteiros. Foi alcançado com as taças de Campeão Paulista de 1928, 1929 e 1930. Nos dois primeiros títulos da sequência, o vice-campeonato ficou com o Santos e no terceiro com o São Paulo. Curioso é que nos três campeonatos o terceiro colocado foi o Palestra Itália. Após o título de 1930, o time do Corinthians acabou se desfazendo, com a transferência de alguns de seus principais jogadores. Entre eles Del Debbio, que foi para o Lazio, da Itália. O jogador permaneceu no clube italiano até 1936.

A volta ao Brasil
Corinthians dominou o Paulistão entre 1920 e 1930
A participação de Del Debbio nos outros dois títulos paulistas que constam em seu currículo não foi tão efetiva. Em 1937, na sua volta da Itália, participou de quatro dos 14 jogos do Corinthians. Já em 1939, quando já era o técnico da equipe, acabou sendo obrigado a entrar em campo para defender o clube em uma partida, contra o Ypiranga, no dia 22 de outubro de 1939, pelo fato do elenco estar desfalcado de jogadores para a posição em condições de jogo. O Corinthians venceu por 2 a 1. Nos títulos de 1937 e 1939, o vice foi o Palestra Itália. Como técnico, os títulos do ex-zagueiro pelo Timão foram de 1938, 1939 e 1941.

O primeiro título do Palmeiras
Del Debbio treinou o "primeiro" Palmeiras
Em 1942, Del Debbio ganhou novamente o título paulista, taça muito especial para a história do Palmeiras. O ex-corintiano comandou a equipe no primeiro jogo em que o clube alviverde atuou com o nome Palmeiras, deixando para o passado o Palestra Itália, devido às pressões políticas provocadas pela Segunda Guerra Mundial. E foi nesse jogo que o time do Parque Antártica conquistou o título de Campeão Paulista de 1942. O jogo do título foi contra o São Paulo, que abandonou a partida quando perdia por 3 a 1. No primeiro tempo, o Palmeiras saiu de campo vencendo por 2 a 1, com gols de Cláudio e Del Nero para o time alviverde e Valdemar de Brito para o São Paulo. Na segunda etapa, Echevarrieta ampliou para a equipe do Parque Antártica. O São Paulo deixou o campo após o juiz marcar um pênalti para o time de Del Debbio aos 19 minutos, e com isso o Palmeiras garantiu a taça.

Seleção Brasileira
Pela Seleção Brasileira, Del Debbio fez três jogos e anotou um gol, de acordo com registros do site RSSSF Brasil, especializado no registro histórico do futebol. Dessas partidas, apenas uma é considerada oficial por ter sido disputada contra outra seleção. Nas outras duas, os adversários foram clubes. A estreia aconteceu em 24 de fevereiro de 1929, contra o Rampla Juniors, do Uruguai, no Estádio de São Januário. O Brasil venceu por 4 a 2. O jogo seguinte de Del Debbio foi o único em que enfrentou uma seleção nacional. Foi a França, derrotada por 3 a 2 em 1º de agosto de 1930, no Estádio das Laranjeiras. O último jogo do corintiano com a camisa da Seleção Brasileira foi uma goleada por 6 a 1 sobre o Ferencvárosi, da Hungria, em 2 de julho de 1931, ano em que se despediu do Brasil para ir defender a Lazio. Foi nessa partida que fez o seu único gol com a camisa amarela.


NÚMEROS DE DEL DEBBIO

8
títulos de Campeão Paulista como jogador pelo Corinthians

3
títulos de Campeão Paulista como técnico pelo Corinthians

1
título de Campeão Paulista como técnico pelo Palmeiras

3
jogos pela Seleção Brasileira

1
gol pela Seleção Brasileira

terça-feira, 11 de março de 2014

Felipão é o maior ganhador da Copa do Brasil

Felipão segura a taça de sua quarta conquista da Copa do Brasil, em 2012


História da taça


Treinador tem quatro títulos da competição


Técnico conquistou o torneio por Criciúma, Grêmio e Palmeiras, duas vezes


A Copa do Brasil tem nesta quarta-feira, dia 12, os 13 jogos inaugurais de sua primeira fase (são 80 times nessa etapa, com partidas previstas até meados de abril), sem a presença do técnico que mais vezes conquistou o título. O maior vencedor da competição vai assistir o torneio "de camarote", mais preocupado com outra copa, a do Mundo: é Luiz Felipe Scolari. O comandante da Seleção Brasileira é o único treinador que conquistou a Copa do Brasil mais de uma vez. No total, 22 técnicos levantaram a taça: 21 apenas uma vez e Felipão nada menos do que quatro.



Três títulos invictos
Primeiro título da Copa do Brasil
foi conquistado pelo Criciúma
E Felipão conquistou três desses títulos de forma invicta. O treinador foi campeão sem sofrer nenhuma derrota em 1991 com o Criciúma; em 1994 com o Grêmio; e em 2012 com o Palmeiras. A única vez que levantou a taça sem ser de maneira invicta foi em 1998, também com o Palmeiras. Em duas dessas conquistas o time comandado por Felipão estava longe de ser o favorito. No título de 1991, com o Criciúma, por exemplo, a equipe disputava a Série B do Brasileirão, enquanto seu adversário na final, o Grêmio, estava na Série A (apesar de ter feito uma campanha que o levou ao descenso). E em 2012, o Palmeiras ficou com o título - em final contra o Coritiba -, mas acabou rebaixado no Brasileirão.

Melhor campanha em 2012
Felipão ganhou duas Copas do Brasil
comandando o Palmeiras
Entre as quatro conquistas de Felipão, a de melhor campanha foi justamente a de 2012, quando o time do Parque Antártica ficou com a taça após oito vitórias e três empates. Em 1991 e em 1994, Criciúma e Grêmio, respectivamente, tiveram seis vitórias e quatro empates. Em 1998, com o Palmeiras, Felipão colecionou seis vitórias, quatro empates e duas derrotas. Na conquista de dois anos atrás, o Verdão de Felipão teve o melhor ataque da competição com 23 gols, com média de 2,1 gol por jogo, apesar de ter ficado longe da briga pela artilharia. O goleador máximo do torneio foi o são-paulino Luís Fabiano, com oito gols, enquanto o artilheiro palmeirense foi Barcos, com quatro gols.

AS COPAS DO BRASIL DE FELIPÃO

1991 - CRICIÚMA
Campanha:
6 vitórias e 4 empates
Finais:
Grêmio 1 x 1 Criciúma
Criciúma 0 x 0 Grêmio
Time do último jogo:
Alexandre; Sarandi, Vilmar, Altair e Itá; Roberto Cavalo, Gelson e Grizzo (Vanderlei); Zé Roberto, Soares e Jairo Lenzi

1994 - GRÊMIO
Campanha:
6 vitórias e 4 derrotas
Finais:
Ceará 0 x 0 Grêmio
Grêmio 1 x 0 Ceará
Time do último jogo:
Danrlei; Ayupe, Paulão, Agnaldo e Roger; Pingo, Jamir, Émerson e Carlos Miguel (Wallace); Fabinho e Nildo (Carlinhos)

1998 - PALMEIRAS
Campanha:
6 vitórias, 4 empates e 2 derrotas
Finais:
Cruzeiro 1 x 0 Palmeiras
Palmeiras 2 x 0 Cruzeiro
Time do último jogo:
Velloso; Neném, Cléber, Roque Júnior e Júnior; Galeano, Rogério, Alex (Arílson) e Zinho; Paulo Nunes (Almir) e Oséas (Pedrinho)

2012 - PALMEIRAS
Campanha:
8 vitórias e 3 empates
Finais:
Palmeiras 2 x 0 Coritiba
Coritiba 1 x 1 Palmeiras
Time do último jogo:
Bruno; Artur, Thiago Heleno (Leandro Amaro), Maurício Ramos e Juninho; Henrique, Marcos Assunção, João Vitor (Márcio Araújo) e Daniel Carvalho (Luan); Betinho e Mazinho

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Filme de um minuto resgata ídolos do Verdão

Entre os homenageados, Marcos é o que parou mais recentemente


Histórias do clube


Homenageados jogaram entre as décadas de 1960 e 2010


Evair, Marcos, Alfredo, César Maluco, Dudu e Ademir da Guia foram lembrados



O resgate dos 100 anos de sua história e a projeção para o time do presente é o principal mote do novo filme produzido pela agência Mood para divulgar o Palmeiras. A peça, com um minuto e 13 segundos, foi ao ar pela primeira vez em um dos intervalos do Fantástico do último domingo, dia 23, divulga a agência em sua página do Facebook. E pode ser visto na TV Palmeiras, na internet. Os craques históricos do Verdão que estrelam o filme são Evair, Marcos, Alfredo, César Maluco, Dudu e Ademir da Guia.



Para cada um desses ícones da história palmeirense é traçado um paralelo com um jogador do atual elenco. A peça começa mostrando Alan Kardec e é dita a frase "que exista um Evair em cada Alan Kardec", mostrando no meio dessa narração a "transformação" de Kardec em Evair. A mesma frase e o mesmo jogo de imagens é utilizado ao traçar o paralelo entre o goleiro Fernando Prass e Marcos; entre Lúcio e Alfredo; Leandro e César Maluco; Eguren e Dudu; e finalmente o Mago Valdívia e o Divino Ademir da Guia. Veja abaixo um pouco mais sobre os antigos ídolos do Verdão que estão no filme:


Evair
Revelado pelo Guarani, defendeu o Atalanta antes de ser contratado pelo Palmeiras em 1991. Saiu do Verdão em 1994, mas retornou cinco anos depois. Foi artilheiro do Paulistão de 1994 com a camisa alviverde. Abaixo os seus principais títulos.
  • Taça Libertadores da América 1999
  • Campeonato Brasileiro 1993 e 1994
  • Campeonato Paulista 1993 e 1994
  • Torneio Rio-São Paulo 1993



Marcos
O Palmeiras foi o seu único time profissional. Passou a titular em 1999, antes disso foi reserva de Veloso e Sérgio no grande time palmeirense de 1993 e 1994. Abaixo os seus principais títulos.
  • Taça Libertadores da América 1999
  • Campeonato Paulista 2008
  • Torneio Rio-São Paulo 2000
  • Campeonato Brasileiro Série-B 2003





Alfredo Mostarda
Revelado pelo Palmeiras, foi um dos principais jogadores do Verdão na década de 1970. Mas houve períodos em que o Verdão o emprestou para outros clubes como Cruzeiro, Santos e Nacional-AM. Abaixo os seus principais títulos.
  • Campeão Brasileiro 1972 e 1973
  • Campeão Paulista 1972 e 1974







César Maluco
Integrou dois dos maiores esquadrões do Palmeiras. No fim da década de 1960 o time que tinha craques como Djalma Santos e Djalma Dias. E no início da década de 1970 a equipe que tinha Leão, Dudu, Ademir da Guia, Leivinha. Abaixo os seus principais títulos.
  • Campeão Brasileiro 1972 e 1973
  • Torneio Roberto Gomes Pedrosa (equivalente ao Brasileiro) 1967 e 1969
  • Taça do Brasil (equivalente ao Brasileiro) 1967
  • Campeão Paulista 1966, 1972 e 1974




Dudu
Também é integrante da Academia do Palmeiras. Revelado na Ferroviária da Araraquara, chegou ao Parque Antártica em 1964. Era um carregador de piano, marcador incansável, que possibilitava ao seu companheiro Ademir da Guia brilhar. Abaixo os seus principais títulos.
  • Campeão Brasileiro 1972 e 1973
  • Torneio Roberto Gomes Pedrosa (equivalente ao Brasileiro) 1967 e 1969
  • Taça do Brasil (equivalente ao Brasileiro) 1967
  • Campeão Paulista 1966, 1972 e 1974
  • Torneio Rio-São Paulo 1965



Ademir da Guia
Revelado pelo Bangu, Ademir da Guia chegou ao Palmeiras em 1962, aos 20 anos. Foi titular do Palmeiras por mais de 15 anos, período em que foi considerado um dos maiores craques brasileiros de todos os tempos. Abaixo os seus principais títulos.
  • Campeão Brasileiro 1972 e 1973
  • Torneio Roberto Gomes Pedrosa (equivalente ao Brasileiro) 1967 e 1969
  • Taça do Brasil (equivalente ao Brasileiro) 1967
  • Campeão Paulista 1963, 1966, 1972 e 1974 e 1976
  • Torneio Rio-São Paulo 1965

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Mário Travaglini: sucesso no Rio e em São Paulo

Adicionar legenda


Para a memória


Campeão no Palmeiras e no Corinthians


Treinador foi campeão também no Rio de Janeiro e pela Seleção Brasileira


Ele levou alegria para palmeirenses e corintianos, para paulistas e cariocas. Era definido por quem o conhecia como dono de um bom papo, educado, bom caráter e, claro, profundo conhecedor dessa arte chamada futebol. O esporte brasileiro perdeu na noite desta quinta-feira, dia 20, o ex-técnico Mário Travaglini, que estava internado há pouco mais de um mês devido a um câncer no cérebro. Tiveram a honra de ser orientados pelo "seo" Mário craques do quilate de Ademir da Guia, Dudu, Djalma Santos, Sócrates, Wladimir, Zenon, Rivellino, Roberto Dinamite, Carlos Alberto Torres, Paulo César Caju e Casagrande, só para citar alguns dos que levantaram títulos sob o comando do treinador.


Palmeiras, Vasco, Fluminense e Corinthians
Travaglini (o penúltimo em pé) com o Flu em 1977, um ano após o título
Antes de ser treinador, Travaglini defendeu como jogador os times do Clube Atlético Ypiranga, Palmeiras, Nacional e Ponte Preta, mas encerrou a carreira cedo, aos 29 anos. Iniciou a trajetória como treinador nos juvenis do Palmeiras. E foi no Parque Antártica que conquistou os primeiros títulos, comandando a primeira Academia de Futebol do Parque Antártica. Foi campeão paulista de 1966 e da Taça Brasil de 1967 com o Verdão. Depois, fez sucesso no futebol carioca, aonde conduziu o Vasco ao título Brasileiro de 1974 e o Fluminense ao campeonato carioca de 1976. Seis anos depois, foi campeão paulista pelo Corinthians, dirigindo o time da Democracia Corintiana.

Seleção Brasileira
Mário Travaglini também teve passagem pela Seleção Brasileira. Integrou a comissão técnica da equipe que foi à Copa do Mundo de 1978, disputada na Argentina, em que o Brasil - cujo técnico era Cláudio Coutinho - terminou na terceira colocação após vencer a Itália por 2 a 1, e terminou invicto no torneio. Além disso, dirigiu a Seleção Brasileira que conquistou a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1979, disputado em San Juan, Porto Rico. A equipe venceu Cuba na final, por 3 a 0. Veja abaixo os times campeões comandados por Travaglini.





OS TIMES DE TRAVAGLINI

Veja as escalações das equipes com que o técnico foi campeão

Campeão Paulista 1966
Palmeiras 3 x 0 São Paulo
Data: 15 de dezembro de 1966
Time do jogo da faixa:
Valdir Joaquim de Moraes (Maidana); Djalma Santos, Djalma Dias, Minuca e Ferrari; Zequinha e Ademir da Guia; Gallardo, Dario, Servilio e Rinaldo

Campeão da Taça Brasil 1967
Palmeiras 2 x 0 Náutico
Data: 29 de dezembro de 1967
Time da decisão:
Perez; Geraldo Scalera, Baldochi, Minuca e Ferrari; Dudu e Zequinha; César, Tupãzinho, Ademir da Guia e Lula.

Campeão Brasileiro de 1974
Vasco 2 x 1 Cruzeiro
Data: 1º de agosto de 1974
Time a decisão:
Andrada; Fidélis, Miguel, Moisés e Alfinete; Alcir, Jorginho Carvoeiro e Zanata; Ademir, Roberto Dinamite e Luís Carlos

Campeão Carioca de 1976
Fluminense 1 x 0 Vasco
Data: 3 de outubro de 1976
Time da decisão:
Renato; Rubens Galaxe, Carlos Alberto Torres, Miguel e Rodrigues Neto;Carlos Alberto Pintinho, Paulo Cézar Cajú e Rivellino; Gil, Doval e Dirceu

Campeão dos Jogos Pan-Americanos de 1979
Brasil 3 x 0 Cuba
Data: 14 de julho de 1979
Time da decisão:
Luís Henrique; Valdoir, Luís Cláudio, Vágner Basílio e Édson Boaro; Vitor, Cléo e Jérson; Gilcimar, Silva e Silvinho (Cristovão).

Campeão Paulista de 1982
Corinthians 3 x 1 São Paulo
Data: 12 de dezembro de 1982
Time da decisão:
Solito, Alfinete (Zé Maria), Mauro, Daniel Gonzáles e Wladimir; Paulinho, Sócrates e Zenon (Eduardo); Ataliba, Casagrande e Biro-Biro

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

São Paulo x Palmeiras: Lúcio espera melhor sorte

Lúcio enfrenta São Paulo pela 1ª vez desde que deixou o clube


História do jogo


Em 2013, zagueiro foi expulso ao enfrentar o Verdão


Jogador enfrentou o time do Parque Antártica só uma vez; resultado: 0 a 0


Neste domingo, o zagueiro Lúcio deve ser escalado para enfrentar o São Paulo pela primeira vez desde que deixou o Morumbi, onde sua passagem não deixou saudades. O jogador pentacampeão com a Seleção Brasileira em 2002 entrará em campo pensando em ter melhor desempenho do que na única vez em que viveu situação inversa: enfrentou o Palmeiras defendendo o Tricolor. Pela equipe do Morumbi, o zagueiro disputou apenas uma partida contra o time do Parque Antártica, e o resultado foi um empate sem gols. Lúcio foi expulso no início do segundo tempo.


Passagem tumultuada
pelo Tricolor
O zagueiro recebeu cartão vermelho naquela partida por ter dado uma cotovelada em Valdívia aos seis minutos da etapa final. Esse foi apenas um dos problemas do zagueiro em sua passagem pelo São Paulo, que culminaram com seu afastamento do elenco pelo técnico Paulo Autuori e, depois de vários meses treinando em separado, com a rescisão do contrato. Mas Lúcio não é o único da defesa são-paulina que atuou naquela partida que já deu adeus ao Tricolor. Dos quatro defensores, apenas um permanece no clube: Douglas, que atuou como lateral-direito. Além de Lúcio, não estão no Tricolor o zagueiro Toloi (emprestado ao Roma) e o lateral-esquerdo Cortez (emprestado ao Benfica).


FICHA DO JOGO
SÃO PAULO 0 X 0 PALMEIRAS
Campeonato Paulista 2013
Data: 10 de março
Local: Estádio do Morumbi

São Paulo: Rogério; Douglas, Lúcio, Toloi e Cortez; Wellington (Edson Silva), Rodrigo Caio, Maicon, Ganso (Jadson); Aloísio e Luís Fabiano (Osvaldo). Técnico: Ney Franco
Palmeiras: Fernando Prass; Weldinho, Henrique, Maurício Ramos e Juninho; Vilson (Wesley), Márcio Araújo, Charles (Patrick Vieira) e Valdívia; Vinícius (Leandro) e Kléber. Técnico: Gilson Kleina.
Obs.: Lúcio foi expulso aos 6 minutos do segundo tempo



terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Palmeiras: o melhor começo desde 2009

Edmilson faz gol de bicicleta contra o Santos na sequência de vitórias de 2009


História da taça

Naquele Paulistão, o Verdão venceu sete seguidas


Time do Parque Antártica havia conquistado o caneco no ano anterior


Luxemburgo era o técnico em 2009
Fazia cinco anos que o Palmeiras não começava tão bem um Campeonato Paulista. São três vitórias em três jogos, além de ter o melhor ataque do torneio, com oito gols. O time do Parque Antártica não iniciava a competição com uma sequência dessas desde 2009, quando conquistou sete vitórias consecutivas. A série de sucessos foi interrompida pelo empate em 1 a 1 com a Portuguesa no dia 21 de fevereiro. O Palmeiras, que era comandado pelo técnico Vanderlei Luxemburgo, havia conquistado o Paulistão do ano anterior.

Goleada no Santos
Nessas sete vitórias seguidas do início do Paulistão de 2009, o Palmeiras marcou 18 gols e sofreu cinco. Desses confrontos, o mais marcante foi a goleada por 4 a 1 sobre o Santos, no Parque Antártica, no dia 8 de fevereiro, no primeiro clássico da equipe alviverde no ano. Dois dos gols palmeirenses foram marcados por Keirrison - que se sagraria o vice-artilheiro da competição com 13 gols, três a menos que o goleador máximo, Pedrão do Barueri. Os outros foram do zagueiro Edmilson (de bicicleta) e de Lenny. Enquanto Kléber Pereira fez o gol de honra do Santos. Relembre o clássico:





PALMEIRAS 4 X 1 SANTOS

Data: 8 de fevereiro de 2009
Local: Parque Antártica
Palmeiras: Bruno; Jeci, Edmilson e Danilo; Fabinho Capixaba, Pierre, Cleiton Xavier, Diego Souza (Jumar) e Armero; Willians (Lenny) e Keirrison (Marquinhos). Técnico: Vanderlei Luxemburgo
Santos: Fábio Costa; Adriano, Adaílton, Fabiano Euler e Léo; Rodrigo Souto, Roberto Brum (Germano), Madson e Lúcio Flávio (Roni); Róbson (Bolaños) e Kléber Pereira. Técnico: Márcio Fernandes.
Gols: Primeiro tempo - Edmilson, aos 16 minutos e Keirrison, aos 23; Segundo tempo - Keirrison, a 1 minuto, Kléber Pereira, aos 18 e Lenny aos 40.


Melhor da primeira fase
Keirrison era o artilheiro
A sequência de vitórias no início do campeonato foi fundamental para que o Palmeiras terminasse a primeira fase do torneio como o melhor da competição. Em 19 jogos foram 13 vitórias, cinco empates e apenas uma derrota. A equipe do Parque Antártica, no entanto, não manteve o embalo na fase decisiva e foi eliminada na semifinal justamente pelo Santos, após duas derrotas por 2 a 1. A equipe da Baixada Santista, por sua vez, perdeu o título para o Corinthians.



A SEQUÊNCIA PALMEIRENSE EM 2009
21/01 - Santo André 0 x 1 Palmeiras
24/01 - Palmeiras 3 x 0 Mogi Mirim
27/01 - Palmeiras 3 x 0 Marília
01/02 - Ponte Preta 2 x 3 Palmeiras
08/02 - Palmeiras 4 x 1 Santos
11/02 - Mirassol 2 x 3 Palmeiras
14/02 - Palmeiras 1 x 0 Paulista

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Kléber: único artilheiro da Copa do Brasil na disputa

Entre os jogadores das quartas de final da Copa do Brasil,
Kléber é o único que já foi artilheiro da competição


História da taça


Atacante do Grêmio foi goleador do torneio em 2011


Neste ano, jogador disputou dois jogos e ainda não fez gols na competição


A Copa do Brasil entra nesta quarta-feira, dia 25, nas quartas de final com apenas um jogador que já foi artilheiro da competição, o atacante Kléber, do Grêmio - que enfrenta o Corinthians. E, mesmo assim, em um dos anos em que os goleadores balançaram pouco as redes adversárias. O gremista foi artilheiro em 2011, quando atuava no Palmeiras, e dividiu o posto com outros quarto jogadores, todos com cinco gols: Adriano (também do Palmeiras); Rafael Coelho e Willian (ambos do Avaí); e Alecsandro (Vasco). Desde a primeira vez que a Copa do Brasil foi disputada, em 1989, as edições em que os artilheiros marcaram menos gols foram 2011 e 2007 (também com apenas cinco gols por goleador). No ano passado o artilheiro foi Luís Fabiano, do São Paulo, com oito gols, mas este ano o clube não participou do torneio.


Goleador desclassificado
Gladiador fez cinco gols em 2011
O Palmeiras de Kléber, o Gladiador, acabou desclassificado nas quartas de finais pelo Coritiba em 2011. A equipe do Parque Antártica, treinada pelo atual técnico da Seleção Brasileira, Luiz Felipe Scolari, sofreu uma derrota vexatória em Curitiba na primeira partida. Foi goleada por 6 a 0. No jogo de volta, no dia 11 de maio, o Palmeiras conseguiu vencer por 2 a 0 no Pacaembu, com gols de Marcos Assunção e Émerson (contra), muito longe do placar que possibilitaria a classificação. Todos os gols do Gladiador foram marcados fora de casa, em partidas contra o Comercial do Piauí, Uberaba de Minas e o Santo André (veja tabela abaixo). Seis meses depois da eliminação, Kléber se transferiu do Palmeiras para o Grêmio, após se desentender com a diretoria, a torcida e o técnico Felipão.

Goleador campeão
Alecsandro: cinco gols e o título
O vencedor da Copa do Brasil daquele ano foi um dos times que fez o artilheiro da competição: o Vasco. A decisão foi justamente contra o carrasco palmeirense, o Coritiba. Foi nas duas partidas finais que Alecsandro garantiu sua entrada no rol dos goleadores do torneio. No primeiro jogo, em São Januário, o clube carioca, treinado por Ricardo Gomes, venceu por 1 a 0, gol de Alecsandro. Na segunda partida, o Coritiba venceu por 3 a 2, o que deu o título ao Vasco por ter marcado mais gols fora de casa. Um dos gols do time de São Januário foi de Alecsandro, o outro de Éder Luís. Para os paranaenses anotaram Bill, Davi e Willian Farias.


Artilharia 2013

Neste ano, Kléber vai ter de suar e lutar muito se quiser repetir o feito obtido com a camisa palmeirese. Como o Grêmio só entrou na competição nas oitavas de final, o time gaúcho só fez dois jogos até o momento, contra o Santos, e o Gladiador não balançou as redes nenhuma vez. Na primeira partida, o clube paulista venceu por 1 a 0 na Vila Belmiro. Os gaúchos garantiram a classificação ao vencer em Porto Alegre por 2 a 0, gols de Werley e Souza. Os atuais artilheiros do torneio são Rafael Marques, do Botafogo - que enfrenta o Flamengo por uma vaga nas semifinais -; e Rodrigo, do eliminado ABC (RN).

GOLS DE KLÉBER NA COPA DO BRASIL 2011

Comercial-PI 1 x 2 Palmeiras
Data: 23 de fevereiro
Local: Teresina (PI)
Kléber fez o segundo gol do Palmeiras

Uberaba 0 x 4 Palmeiras
Data: 16 de março
Local: Uberava (MG)
Kléber fez o terceiro e o quarto gols do Palmeiras

Santo André 1 x 2 Palmeiras
Data: 13 de abril
Local: Santo André (SP)
Kléber fez os dois gols do Palmeiras

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Maior goleador gringo do Verdão jogou nos anos 40

Echevarrieta ficou três anos no Verdão

Quem é?


Argentino marcou 114 gols em três anos no Palmeiras


Echevarrieta conquistou dois títulos paulistas, ambos contra o São Paulo


A atuação dos gringos palmeirenses frente ao Avaí, que garantiu a vitória por 4 a 2, na última terça-feira, dia 17, com três gols estrangeiros - do chileno Valdívia, do paraguaio Mendieta e do uruguaio Eguren - além do anotado por Vinícius, trouxe para muitos torcedores alviverdes lembranças recentes de um artilheiro estrangeiro: o argentino Barcos. Mas, com 31 gols marcados na sua passagem pelo Verdão, de acordo com as estatísticas do Palmeiras, o atual atacante gremista está longe de ser o maior goleador gringo do time do Parque Antártica. Esse título pertence ao também argentino Echevarrieta, ídolo palmeirense noinício da década de 1940, que marcou 114 gols nos três anos que vestiu a camisa verde.

Gols na final contra o São Paulo
Último agachado da direita, Echevarrieta era um polivalente
Revelado pelo Gimnasia Y Esgrima de La Plata, o atacante veio para o Palmeiras em 1939 depois de uma curtíssima (dois jogos apenas) passagem pelo Vélez Sársfield. Tinha como característica a versatilidade, atuando em diversas posições do ataque, mas se destacando mais como ponta e centroavante. Conquistou com o clube do Parque Antártica os títulos paulistas de 1940 e 1942. No primeiro deles, foi autor de dois dos gols da vitória de 4 a 1 sobre o São Paulo na final. 

Primeiro jogo com o nome Palmeiras

A taça conquistada dois anos depois teve ingredientes que levaram clima de tensão à decisão. Proibido de utilizar o nome Palestra Itália pela ditadura Getúlio Vargas, devido à participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial contra o Eixo, o time do Parque Antártica entrou pela primeira vez em campo com o nome Palmeiras e justamente na decisão do campeonato, contra o São Paulo, no Pacaembu. Para evitar vaias, por sua ligação com a colônia italiana, o Palmeiras entrou no gramado com os jogadores carregando uma bandeira do Brasil. O alviverde venceu o São Paulo por 3 a 1, com Echevarrieta assinalando o terceiro gol da vitória. Os outros gols palmeirenses foram marcados por Cláudio e Del Nero, enquanto o do São Paulo foi anotado por Waldemar de Brito. Depois que saiu do Palmeiras, o argentino jogou no Santos, Ypiranga e no São Bento de Marília.