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sexta-feira, 29 de abril de 2016

Dorival Júnior tenta quebrar jejum de títulos


Dorival pode conquistar Paulistão após quatro anos sem títulos

História da Taça

Última taça do técnico veio em 2012 no Inter

Treinador foi campeão Gaúcho dois anos após deixar o Santos


A final contra o Audax, que começa neste domingo, dia 1º, é a oportunidade do técnico do Santos, Dorival Júnior, de quebrar um jejum de quatro anos sem levantar uma taça. Depois de sua passagem vitoriosa pelo Santos - quanto conquistou o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil em 2010 - o treinador ergueu apenas duas taças, ambas pelo Internacional de Porto Alegre. Aliás, uma coincidência marca a última conquista de Dorival, o primeiro título dele pelo Peixe e a atual final. Tanto na decisão de 2010 pelo Santos quanto no confronto final a do Campeonato Gaúcho de 2012 o adversário era um time de fora da elite do futebol, como ocorre agora. Há seis anos o jogo que garantiu o título paulista da equipe praiana foi contra o Santo André. E o Gauchão de 2012 foi conquistado sobre o Caxias - o Grêmio ficou fora da decisão por não ter vencido nenhum dos dois turnos do torneio: o Caxias venceu o primeiro turno e o Internacional o segundo.

Dorival conquistou dois títulos no Inter
Depois da saída do Santos, motivada principalmente pelas desavenças com o atacante Neymar, Dorival trabalhou no Atlético Mineiro, mas não conquistou nenhum título pelo Galo. No Internacional, além do Gaúcho de 2012, o treinador levantou a Recopa Sul-Americana de 2011, em decisão contra o Independiente, da Argentina. Mas, voltando ao estadual, o título gaúcho de 2012 foi, como ocorreu no paulista de 2010, bastante sofrido. Lutado até o finalzinho. Em 2010, o Santos ficou com a taça após ser derrotado pelo Santo André por 3 a 2 porque havia vencido o primeiro jogo pelo mesmo placar - por ter melhor campanha, resultados iguais garantiam a taça ao Peixe. E o Santo André pressionou até o fim em busca do gol que lhe daria o título. Quem não se lembra da cena do Paulo Henrique Ganso se negando a ser substituído por Dorival Júnior, para ajudar o time a segurar a bola nos momentos de maior pressão? Naquela partida, o Santos correu atrás do prejuízo desde o primeiro minuto: Nunes abriu o placar para o Santo André logo a um minuto de jogo; Neymar empatou aos sete; Alê colocou o time do ABC novamente em vantagem aos 20 minutos; aos 32, novamente Neymar, empatou; e aos 44 minutos Branquinho fez o terceiro do Santo André. O segundo tempo foi de pressão total para o Santos, mas a equipe de Dorival segurou o placar e levantou a taça.

Na decisão do Campeonato Gaúcho de 2012 também não faltou emoção para
Dorival e a torcida colorada. No primeiro jogo, disputado em Caxias do Sul, o resultado foi 1 a 1. Na partida decisiva, no Beira Rio, o Caxias abriu o marcador aos 27 minutos, com Michel, de cabeça. Até o Internacional chegar ao empate foram 39 minutos de sofrimento para a torcida colorada. O time do interior foi para o vestiário em vantagem ao término do primeiro tempo. O goleiro Paulo Sérgio, do Caxias, fazia ótima partida. Na segunda etapa, com o Caxias ainda em vantagem, Paulo Sérgio defendeu um pênalti sofrido por Oscar e batido pelo zagueiro Nei. O empate veio apenas aos 21 minutos: depois de cruzamento de Oscar pela direita houve um bate-rebate na área e o meia Sandro Silva aproveitou a sobra para igualar o marcador. Aos 31 minutos, após cruzamento de Fabrício pela esquerda, o centroavante Leandro Damião colocou, de cabeça, o Colorado em vantagem. A tensão se estendeu até os minutos finais. Dorival acabou expulso após reclamar agressivamente contra o bandeirinha depois de uma falta em Dagoberto. E, aos 44 minutos, o goleiro do Inter, Muriel, ainda teve de fazer uma defesa milagrosa em chute da entrada da área do meia Wangler.



Dorival deixou o Internacional em julho de 2012, dois meses após a conquista do Campeonato Gaúcho. No mesmo mês, o treinador foi contratado pelo Flamengo. Passou em branco no rubro-negro e nos outros três clubes em que passou em seguida, o Vasco, o Fluminense e o Palmeiras. Agora chegou a chance de por fim aos tempos de vacas magras de títulos e, pelo histórico do treinador em finais contra clubes de menor expressão, já é possível para o santista prever como será o confronto contra o Audax, principalmente se considerarmos a boa fase da equipe de Osasco.



O ÚLTIMO TÍTULO DE DORIVAL JÚNIOR
FICHA TÉCNICA

INTERNACIONAL 2 X 1 CAXIAS
Local: Estádio Beira Rio
Data: 13 de maio de 2012
INTERNACIONAL: Muriel, Nei, Rodrigo Moledo, Índio e Fabrício; Sandro Silva, Guiñazu, Tinga (D'Alessandro) e Dátolo (Dagoberto);Oscar e Leandro Damião. Técnico: Dorival Júnior.
CAXIAS: Paulo Sérgio, Michel, Lacerda, Jean e Fabinho; Umberto (Marcos Paulo), Paraná (Alisson), Mateus e Wangler; Vanderlei (Rafael Santiago) e Caion. Técnico: Mauro Ovelha.
Gols: Michel 26' do 1º; Sandro Silva 21' e Leandro Damião 26' do 2º





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terça-feira, 26 de abril de 2016

Peixe leva vantagem contra pequenos em decisões

Neymar marcou nas decisões do Paulistão de 2010 e de 2012

História da Taça

Santos bateu Santo André e Guarani em 2010 e 2012

Neymar foi protagonista nas duas finais ao balançar as redes dos adversários



Em sua oitava final seguida de Paulistão, o Santos teve em três oportunidades adversários que não eram considerados grandes, como ocorre este ano. E, o Peixe leva vantagem nesses confrontos contra os pequenos. Levantou a taça duas vezes: contra o Santo André, em 2010, e o Guarani, em 2012. E, coincidentemente, ambas as equipes que derrotadas pelo alvinegro praiano estão na Série A-2 Paulista: o Guarani já está fora da disputa, enquanto o Santo André disputa uma das semifinais da competição contra o Barretos. O outro pequeno que enfrentou o Santos foi o Ituano, em 2014: o clube de Itu venceu nos pênaltis após uma vitória de 1 a 0 para cada um dos clubes.

Nas duas conquistas sobre os pequenos um dos principais protagonistas foi o atacante Neymar. Em 2010, contra o Santo André, ele foi o autor dos dois gols do jogo de volta, que o Santos perdeu por 3 a 2. Como o clube praiano havia vencido o primeiro jogo pelo mesmo placar, e realizado uma melhor campanha ao longo da competição, os resultados iguais garantiam o título. Ambos os jogos da decisão foram realizados no Estádio do Pacaembu. Na primeira partida, o Santos venceu com gols de dois gols de Wesley e um de André, enquanto Bruno César e Rodriguinho marcaram para o time do ABC. No confronto de volta, Neymar marcou os dois do Peixe, aos 7 e 32 minutos do primeiro tempo. Já os gols do Santo André foram anotados por Nunes (1 minuto de jogo), Alê (20) e Branquinho (44).



Dois anos depois, o Santos conquistaria o tricampeonato - em 2011 a equipe santista faturou o título batendo o Corinthians. Diferente da final apertada contra o Santo André, o alvinegro praiano levou ampla vantagem sobre o Guarani em 2012. Ambos os jogos da decisão foram disputados no Morumbi. No primeiro, a equipe comandada pelo técnico Muricy Ramalho venceu por 3 a 0, com dois gols de Neymar e um de Paulo Henrique Ganso. Na segunda partida a vitória foi por 4 a 2, com Neymar anotando mais duas vezes (uma delas de pênalti) e Alan Kardec outras duas, enquanto Fabinho e Bruno Mendes descontaram para o Guarani.




OS JOGOS DECISIVOS

CAMPEONATO PAULITA 2010 - DECISÃO
SANTOS 2 X 3 SANTO ANDRÉ
Data: 2 de maio de 2010
Local: Estádio do Pacaembu
Gols: Nunes, Alê e Branquinho para o Santo André; Neymar (2) para o Santos
SANTOS: Felipe; Pará, Edu Dracena, Durval e Léo; rodrigo Mancha, Araouca, Marquinhos e Paulo Henrique Ganso; Neymar (Roberto Brun) e Robinho (André e depois Bruno Aguiar). Técnico: Dorival Junior.
SANTO ANDRÉ: Júlio Cesar; Cicinho (Rômulo), Cesinha, Halisson e Carlinhos; Alê (Pio), Gil, Branquinho (Rodrigão) e Bruno César; Rodriguinho e Nunes. Técnico: Sérgio Soares.

CAMPEONATO PAULISTA 2012 - DECISÃO
SANTOS 4 X 2 GUARANI
Data: 13 de maio de 2012
Local: Estádio do Morumbi
Gols: Alan Kardec (2) e Neymar (2) para o Santos; Fabinho e Bruno Mendes para o Guarani
SANTOS: Rafael; Henrique, Edu Dracena, Durval e Juan (Léo); Arouca, Ibson, Elano (Felipe Anderson) e Paulo Henrique Ganso; Alan Kardec e neymar. Técnico: Muricy Ramalho.
GUARANI: Emerson; Bruno Peres, Domingos, André Leone e Bruno Recife; Ewerton Páscoa (Ronaldo), Fábio Bahia, Danilo Sacramento e Medina (Max Pardalzinho); Bruno Mendes (Thiaguinho) e Fabinho. Técnico: Vadão


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Inter de Limeira foi o primeiro campeão do Interior

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segunda-feira, 14 de abril de 2014

Inter de Limeira foi o primeiro campeão do Interior

Inter de Limeira campeão em 1986 fez a melhor campanha do torneio


História da taça


Clube venceu o Palmeiras na final de 1986


Kita e Tato marcaram na final disputada no Estádio do Morumbi


A final do Campeonato Paulista deste ano foi a segunda na história da competição em que um time pequeno bateu um dos grandes na decisão da competição. O primeiro time do Interior do Estado a levantar a taça superando um dos tradicionais foi a Inter de Limeira, em 1986, que derrotou o Palmeiras na decisão. Além desses dois, outros três títulos foram conquistados por equipes "menores": Bragantino (em 1990, batendo o Novorizontino na final); o próprio Ituano (em 2002, em campeonato que não teve a participação dos grandes); e o São Caetano (em 2004, em que venceu o Paulista de Jundiaí na final).



Melhor campanha
Palmeiras e Inter jogaram quatro
 vezes no Paulistão de 1986
O Inter de Limeira garantiu sua participação na decisão do Campeonato Paulista de 1986 ao terminar o segundo turno da competição em primeiro lugar. Também foi a equipe que mais somou pontos na soma dos dois turnos, garantindo assim, a vantagem do empate das semifinais até as finais. Foram para as semifinais também o Santos (vencedor do primeiro turno, mas de pior campanha entre os quatro finalistas na soma dos dois turnos), o Corinthians e o Palmeiras. O Inter garantiu sua vaga na final ao bater o Santos duas vezes (2 a 0 e 2 a 1). Já o Palmeiras perdeu o primeiro jogo da semifinal para o Corinthians por 1 a 0, mas ficou com a vaga ao bater o clube alvinegro por 3 a 0 na segunda partida.


Melhor campanha
Pepe dirigiu o Inter de Limeira na conquista de 1986
O Inter de Limeira, que tinha como técnico o bicampeão mundial Pepe - que já havia conquistado um Campeonato Paulista como treinador pelo Santos em 1973 (dividido com a Portuguesa) -, garantiu sua participação na decisão do Campeonato Paulista de 1986 ao terminar o segundo turno da competição em primeiro lugar. Também foi a equipe que mais somou pontos na soma dos dois turnos, garantindo assim, a vantagem do empate das semifinais até as finais. Foram para as semifinais também o Santos (vencedor do primeiro turno, mas de pior campanha entre os quatro finalistas na soma dos dois turnos), o Corinthians e o Palmeiras. O Inter garantiu sua vaga na final ao bater o Santos duas vezes (2 a 0 e 2 a 1). Já o Palmeiras perdeu o primeiro jogo da semifinal para o Corinthians por 1 a 0, mas ficou com a vaga ao bater o clube alvinegro por 3 a 0 na segunda partida.

Derrota na estreia
Kita foi o artilheiro do campeonato
O time de Limeira iria fazer a final justamente com o time contra quem havia estreado no campeonato. E a estreia não havia sido nada boa, com o Palmeiras batendo o Inter por 3 a 1. No segundo turno, o time do Interior bateu a equipe do Parque Antártica por 1 a 0. O Inter tinha um ataque de qualidade (foi o melhor da competição com 59 gols) com Tato, Lê e Kita (que se sagraria artilheiro do torneio com 24 gols). Além disso, tinha a vantagem de ficar com a taça com três empates (no tempo normal dos dois jogos e na prorrogação do segundo). Apesar disso, o Palmeiras, que já estava há nove anos sem conquistar o Campeonato Paulista, entrava na decisão como favorito. Tinha um time que tinha jogadores consagrados como Jorginho, Éder, Mirandinha e Edmar. Além disso, as duas partidas da final seriam disputadas no Morumbi.

Empate
O primeiro jogo da decisão - em 31 de agosto, com o Morumbi recebendo 104 mil torcedores - terminou 0 a 0, com poucas chances de gol para ambos os lados. O Inter saiu comemorando como o primeiro passo rumo ao título, enquanto o Palmeiras deixou o campo com um discurso bastante parecido com o do Santos na final deste ano (com o técnico Oswaldo de Oliveira dizendo que o Peixe não faria dois jogos ruins sem seguida). Em 1986, quem deu a declaração menosprezando o adversário foi o presidente do Palmeiras, Nelson Duque: "O Palmeiras não jogou metade do que pode. Em compensação, o Inter mostrou tudo o que sabe", afirmou.

Vitória no 2º tempo
Tato fez o segundo
gol do Inter na final
E realmente o Palmeiras estava melhor no segundo jogo, perante mais de 78 mil torcedores. No primeiro tempo, o time do Parque Antártica levou perigo ao gol defendido por Silas em pelo menos quatro oportunidades, a principal delas uma bola mandada no travessão por Eder em cobrança de falta aos 15 minutos. Já o Inter teve apenas uma chance mais aguda, quando Gilberto Costa, cobrando falta, mandou na trave do gol defendido por Martorelli aos 41 minutos. No segundo tempo, o Inter voltou melhor e praticamente definiu o jogo em oito minutos: aos 5 minutos, Kita abriu o marcador após receber passe de cabeça de João Batista; aos 8 minutos, Tato aproveitou que o lateral-esquerdo Denys falhou ao recuar uma bola para Martorelli, dominou, passou pelo goleiro e fez 2 a 0. O Palmeiras fez o seu gol de honra aos 29 minutos com Amarildo mandando para o fundo das redes após escanteio cobrado por Éder. O time do Parque Antártica ainda pressionou, mas não conseguiu impedir que o Inter fosse o primeiro time do Interior a conquistar o Campeonato Paulista.


FICHA DO JOGO
FINAL DO CAMPEONATO PAULISTA DE 1986
Inter de Limeira 2 x 1 Palmeiras
Local: Estádio do Morumbi
Data: 3 de setembro de 1986
Inter: Silas; João Luís, Juarez, Bolívar e Pecos; Manguinha, Gilberto Costa e João Batista (Alves); Tato, Kita e Lê (Carlos Silva). Técnico: Pepe
Palmeiras: Martorelli; Diogo (Ditinho), Márcio, Amarildo e Denys; Lino (Mendonça), Gérson Caçapa e Jorginho; Edmar, Mirandinha e Éder. Técnico: Carbone
Gols: Kita, aos 5; Tato, aos 8; e Amarildo, aos 29 minutos do segundo tempo

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Ituano campeão revelou Richarlyson e Pierre

Richarlyson (em pé a direita) e Pierre (agachado
a esquerda) no Ituano de 2002

História da taça


Time de Itu conquistou Paulistão em 2002


Naquele ano, torneio não teve a participação dos grandes clubes do Estado


Campeão Paulista em 2002, em um torneio que não contou com a participação dos grandes clubes, o Ituano - que este ano decide o título Paulista com o Santos - revelou naquela competição dois jogadores que acabariam por conquistar a América 11 anos após levantarem aquela sua primeira taça como profissionais. Richarlyson e Pierre, campeões da Libertadores da América pelo Atlético Mineiro no ano passado, começaram a ganhar projeção no futebol naquela equipe da cidade de Itu. Richarlyson, então com 19 anos, inclusive, foi titular no jogo que garantiu o título: a vitória sobre o América de São José do Rio Preto por 1 a 0, na casa do adversário. Na época, o jogador atuava no meio de campo.


Ituano comemora conquista do Paulistão 2002
Sem os grandes
Doze times participaram daquele Campeonato Paulista. Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Santos, Portuguesa, Paulista, Ponte Preta, Guarani e São Caetano não disputaram a competição para se dedicarem exclusivamente ao Torneio Rio-São Paulo. Depois, os três melhores paulistas do Rio-São Paulo (Corinthians, São Paulo e Palmeiras) e o campeão do Campeonato Paulista disputaram o Supercampeonato Paulista, que acabou ficando com o Tricolor do Morumbi.

Última rodada
A última rodada do Campeonato Paulista daquele ano foi disputada no mesmo dia da final do Torneio Rio-São Paulo (vencido pelo Corinthians), em 12 de maio. Quatro times chegaram à rodada final do torneio em condições de levantar a taça: Ituano (37 pontos), União São João (36), Rio Branco e Juventus (ambos com 34). O gol que garantiu o título ao Ituano foi marcado aos 40 minutos do segundo tempo pelo zagueiro Silvinho, que havia iniciado a partida no banco e entrou no lugar do meia Tita. O Ituano terminava o campeonato com 11 vitórias, sete empates e quatro derrotas.


Richarlyson jogava no meio
Richarlyson
Depois da conquista do Campeonato Paulista pelo time de Itu, Richarlyson e Pierre ainda demoraram um pouco para serem contratados por um grande clube. Richarlyson conquistou a chance primeiro: foi contratado pelo São Paulo em 2005. Antes disso, após o título com o Ituano, passou pelo Santo André, Fortaleza e Red Bull Salzburg (Áustria). Logo no primeiro ano de Tricolor do Morumbi, foi Campeão Mundial Interclubes, apesar de não ter jogado: ficou no banco nas partidas contra Al Ittihad da Arábia Saudita (semifinal) e Liverpool da Inglaterra (final). No São Paulo conquistou os títulos de Campeão Brasileiro em 2006, 2007 e 2008. Transferiu-se para o Atlético-MG em 2011 e pelo Galo, além da Libertadores de 2013, foi Campeão Mineiro em 2012 e 2013.

Pierre integrava o elenco
Pierre
Pierre, que não atuou no jogo decisivo do Campeonato Paulista 2002, teve sua chance em um grande clube dois anos após o Richarlyson. Foi contratado pelo Palmeiras em 2007. Antes disso, e depois do Ituano, defendeu o Paraná Clube, onde conquistou o Campeonato Paranaense de 2006. No Verdão, foi Campeão Paulista de 2008. Mas, a melhor fase de sua carreira foi mesmo no Atlético-MG, aonde chegou no mesmo ano que Richarlyson, em 2011, e levantou as mesmas taças que o ex-colega de Ituano e novamente companheiro no Galo.







JOGO DECISIVO DO PAULISTÃO 2002

América 0x1 Ituano
Data: 12 de maio de 2002
Local: Teixeirão (São José do Rio Preto)
Árbitro: Romildo Corrêa (SP)
AMÉRICA: Edney, Gílson, Cláudio, Carlão e Guilherme; Perivaldo, Batata, Almir e Toninho (Barole); Reinaldo (Benê) e Paulinho (Tales). Técnico: Márcio Rossini
ITUANO: André Luiz; Giuliano, Vinícius, Erivélton e Lúcio; Everaldo, Richarlyson (André Bocão), Élson e Tita (Silvinho); Basílio e Fernando Gaúcho (Lelo). Técnico: Ademir Fonseca
Gol: Silvinho 40' do 2º

terça-feira, 25 de março de 2014

Santos e Ponte repetem quartas-de-final de 2011


Neymar fez o gol da vitória aos 20 minutos do 1º tempo em 2011


História do jogo


Há três anos, Peixe venceu com gol de Neymar


Título do Paulistão veio três jogos depois, com vitória sobre o Corinthians


A abertura das quartas-de-final do Campeonato Paulista entre Santos e Ponte Preta, nesta quarta-feira, dia 26, trás à memória dos santistas a arrancada da equipe para o título de 2011, ano em que a equipe da Vila Belmiro conquistou a taça ao bater o Corinthians na decisão. Naquele ano, a campanha do Peixe na primeira fase da competição ficou bem abaixo da protagonizada pela equipe atual. O Santos terminou a fase inicial na quarta colocação. São Paulo, Palmeiras e Corinthians ocupavam os três primeiros lugares, nessa ordem.




Jogo apertado
A Ponte Preta, adversária do Santos, terminou a etapa na quinta colocação, seis pontos atrás do Peixe. O confronto que valeu uma das vagas na semifinal, no Estádio da Vila Belmiro, no dia 23 de abril, foi equilibrado e bastante tenso para a torcida santista. Muricy Ramalho havia assumido o comando do time da Baixada Santista duas rodadas antes, e ainda acertava o time. Neymar, como de costume, foi o destaque do time, mas não conseguiu fazer o Peixe ter uma superioridade tranquila. O craque abriu o marcador aos 20 minutos do primeiro tempo: recebeu passe de Elano na entrada da área, cortou o zagueiro para a sua esquerda e bateu forte de canhota, sem chance para o goleiro Bruno Fuso. "É como o meu pai me ensinou: escureceu, chuta forte", explicou o atacante ao fim do jogo, dando a entender que estava com a visão encoberta no momento do arremate venenoso.

Bola na trave

Zé Love perdeu chance de marcar
O gol não foi suficiente para trazer tranquilidade para a equipe da Vila Belmiro. E a torcida chegou a se irritar com os atacantes Zé Love e Keirrison (que entrou no segundo tempo) por causa das chances perdidas. Pior foi o susto aos 34 minutos do segundo tempo, quando Rômulo acertou a trave esquerda da meta defendida pelo santista Rafael. Alívio, mesmo, só com o apito final do juiz Rodrigo Braghetto. Depois de avançar com dificuldades, o time de Muricy Ramalho seguiu rumo ao título com mais três passos: bateu o São Paulo por 2 a 0 na semifinal; e superou o Corinthians, com um empate sem gols e uma vitória por 2 a 1, para ficar com a taça.


O JOGO


Santos 1 x 0 Ponte Preta
Campeonato Paulista 2011 - quartas-de-final
Data:23 de abril de 2011
Santos: Rafael; Jonathan, Edu Dracena, Durval e Léo (Alex Sandro); Arouca, Danilo, Elano (Adriano) e Ganso; Zé Love (Keirrison) e Neymar. Técnico: Muricy Ramalho
Ponte Preta: Bruno; Gulherme (Eduardo Arroz), Leandro Silva, Ferron e João Paulo; Josimar, Mancuso (Renan), Gil e Valber; Renatinho e Márcio Diogo (Rômulo). Técnico: Gilson Kleina.
Gol: Neymar, aos 20 minutos do primeiro tempo

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

60 anos de um gênio corintiano

Ídolo eterno do Corinthians

Quem é?


Sócrates: decisivo em todas as finais que venceu


Meia foi três vezes campeão paulista com o time do Parque São Jorge


Nesta quarta-feira, dia 19, faz 60 anos que nascia um dos maiores ídolos da história do Corinthians: Sócrates, um dos criadores da Democracia Corintiana, como ficou conhecido o movimento dos jogadores do Timão no início dos anos 80. Mas, ele é muito mais do que isso para a torcida corintiana, é o herói de três títulos paulistas conquistados pela equipe do Parque São Jorge. A história de Sócrates (que morreu em novembro de 2011) com o Corinthians começou em 1978, quando o jogador foi contratado junto ao Botafogo de Ribeirão Preto. A união clube/craque foi tão perfeita que, depois que saiu do Timão - em 1984 para defender a Fiorentina da Itália -, Sócrates nunca mais brilhou como na época do alvinegro.

Abriu o marcador em 1979


No alvinegro, em compensação, fez gols decisivos em todas as finais que o Timão disputou. A começar pela decisão do Paulistão de 1979, que foi disputado no início de 1980. O Corinthians garantiu o título com uma vitória por 2 a 0 no dia 10 de fevereiro daquele ano. Sócrates abriu o marcador aos 10 minutos do segundo tempo ao bater de perna esquerda após receber passe na grande área. Palhinha fez o segundo gol aos 23 minutos. No primeiro tempo, os dois jogadores já haviam sido protagonistas de um gol anulado pelo juiz: Sócrates cruzou da direita e Palhinha completou de cabeça para o fundo do gol defendido pelo pontepretano Carlos, mas o juiz marcou toque de mão.

Gol no primeiro jogo em 1982


Em 1982, Sócrates passou em branco no jogo final contra o São Paulo, vencido pelo Corinthians por 3 a 1, com dois gols de Biro Biro e um de Casagrande para o Timão, e Dario Pereira descontando para o Tricolor. Mas, na primeira partida da decisão foi Sócrates quem anotou o gol da vitória por 1 a 0, o que obrigava o time do Morumbi a ir para cima do adversário no segundo jogo se quisesse sonhar com o título. Aos 14 minutos do segundo tempo desse primeiro confronto, Eduardo cobrou escanteio pelo lado direito e Sócrates pegou de primeira próximo a marca do pênalti, sem chance para o goleiro Waldir Peres.

Em 1983, gols nos dois jogos


No ano seguinte, novamente em decisão contra o São Paulo, Sócrates fez gols nos dois jogos das finais. Na primeira partida, o Corinthians venceu por 1 a 0, com o Doutor anotando aos 37 minutos do primeiro tempo: Alfinete fez o passe de cabeça para Sócrates que dominou na entrada da área, pelo lado direito, vencendo a marcação de dois são-paulinos e arrematou de perna direita ao entrar na área. O segundo jogo foi 1 a 1. O gol de Sócrates foi marcado aos 46 minutos do segundo tempo: Zenon recebeu a bola na entrada da área e passou de calcanhar para o Doutor, que entrou na área e chutou de perna direita para marcar. Marcão fez o gol do São Paulo dois minutos depois, mas não havia mais tempo para reação do Tricolor.



TÍTULOS DO DOUTOR SÓCRATES

Campeonato Paulista 1979
Corinthians 2 x 0 Ponte Preta
Data: 10 de fevereiro de 1980
Local: Estádio do Morumbi
Corinthians: Jairo; Luiz Cláudio, Mauro, Amaral e Wladimir; Caçapava, Biro Biro e Palhinha; Piter (Basílio), Sócrates e Romeu (Vaguinho). Técnico: Jorge Vieira
Ponte Preta: Carlos; Toninho Oliveira, Juninho, Nenê e Odirlei; Vanderlei, Marco Aurélio, Dicá (Humberto); Lúcio (lola), Osvaldo e João Paulo. Técnico: Zé Duarte
Gols: Sócrates, aos 10 minutos, e Palhinha, aos 23 minutos, do segundo tempo

Campeonato Paulista 1982
Corinthians 3 x 1 São Paulo
Data: 12 de dezembro de 1982
Local: Estádio do Morumbi
Corinthians: Solito, Alfinete (Zé Maria), Mauro, Daniel Gonzáles e Wladimir; Paulinho, Sócrates e Zenon (Eduardo); Ataliba, Casagrande e Biro-Biro.Técnico: Mário Travaglini.
São Paulo: Waldir Peres; Getúlio, Oscar, Dario Pereira e Marinho Chagas; Almir, Everton e Eriberto (Serginho); Paulo César, Renato e Zé Sérgio. Técnico:José Poy.
Gols: Biro Biro, aos 26 minutos; Dario Pereira, aos 32 minutos; Biro Biro, aos 37 minutos; e Casagrante, aos 41 minutos, do segundo tempo

Campeonato Paulista 1983
Corinthians 1 x 1 São Paulo
Data: 14 de dezembro de 1983
Local: Estádio do Morumbi
Corinthians: Leão; Alfinete, Mauro e Juninho e Wladimir; Paulinho, Sócrates e Zenon; Biro-Biro, Casagrande (Wágner) e Eduardo. Técnico: Jorge Vieira.
São Paulo: Waldir Peres; Paulo, (Paulo César), Oscar, Darío Pereyra e Nelsinho; Zé Mário, Humberto (Gassen) e Renato; Márcio Araújo, Marcão e Zé Sérgio. Técnico: Mário Travaglini.
Gols: Sócrates, aos 46 minutos; e Marcão, aos 48 minutos do segundo tempo.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

São Paulo x Palmeiras: Lúcio espera melhor sorte

Lúcio enfrenta São Paulo pela 1ª vez desde que deixou o clube


História do jogo


Em 2013, zagueiro foi expulso ao enfrentar o Verdão


Jogador enfrentou o time do Parque Antártica só uma vez; resultado: 0 a 0


Neste domingo, o zagueiro Lúcio deve ser escalado para enfrentar o São Paulo pela primeira vez desde que deixou o Morumbi, onde sua passagem não deixou saudades. O jogador pentacampeão com a Seleção Brasileira em 2002 entrará em campo pensando em ter melhor desempenho do que na única vez em que viveu situação inversa: enfrentou o Palmeiras defendendo o Tricolor. Pela equipe do Morumbi, o zagueiro disputou apenas uma partida contra o time do Parque Antártica, e o resultado foi um empate sem gols. Lúcio foi expulso no início do segundo tempo.


Passagem tumultuada
pelo Tricolor
O zagueiro recebeu cartão vermelho naquela partida por ter dado uma cotovelada em Valdívia aos seis minutos da etapa final. Esse foi apenas um dos problemas do zagueiro em sua passagem pelo São Paulo, que culminaram com seu afastamento do elenco pelo técnico Paulo Autuori e, depois de vários meses treinando em separado, com a rescisão do contrato. Mas Lúcio não é o único da defesa são-paulina que atuou naquela partida que já deu adeus ao Tricolor. Dos quatro defensores, apenas um permanece no clube: Douglas, que atuou como lateral-direito. Além de Lúcio, não estão no Tricolor o zagueiro Toloi (emprestado ao Roma) e o lateral-esquerdo Cortez (emprestado ao Benfica).


FICHA DO JOGO
SÃO PAULO 0 X 0 PALMEIRAS
Campeonato Paulista 2013
Data: 10 de março
Local: Estádio do Morumbi

São Paulo: Rogério; Douglas, Lúcio, Toloi e Cortez; Wellington (Edson Silva), Rodrigo Caio, Maicon, Ganso (Jadson); Aloísio e Luís Fabiano (Osvaldo). Técnico: Ney Franco
Palmeiras: Fernando Prass; Weldinho, Henrique, Maurício Ramos e Juninho; Vilson (Wesley), Márcio Araújo, Charles (Patrick Vieira) e Valdívia; Vinícius (Leandro) e Kléber. Técnico: Gilson Kleina.
Obs.: Lúcio foi expulso aos 6 minutos do segundo tempo



terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Palmeiras: o melhor começo desde 2009

Edmilson faz gol de bicicleta contra o Santos na sequência de vitórias de 2009


História da taça

Naquele Paulistão, o Verdão venceu sete seguidas


Time do Parque Antártica havia conquistado o caneco no ano anterior


Luxemburgo era o técnico em 2009
Fazia cinco anos que o Palmeiras não começava tão bem um Campeonato Paulista. São três vitórias em três jogos, além de ter o melhor ataque do torneio, com oito gols. O time do Parque Antártica não iniciava a competição com uma sequência dessas desde 2009, quando conquistou sete vitórias consecutivas. A série de sucessos foi interrompida pelo empate em 1 a 1 com a Portuguesa no dia 21 de fevereiro. O Palmeiras, que era comandado pelo técnico Vanderlei Luxemburgo, havia conquistado o Paulistão do ano anterior.

Goleada no Santos
Nessas sete vitórias seguidas do início do Paulistão de 2009, o Palmeiras marcou 18 gols e sofreu cinco. Desses confrontos, o mais marcante foi a goleada por 4 a 1 sobre o Santos, no Parque Antártica, no dia 8 de fevereiro, no primeiro clássico da equipe alviverde no ano. Dois dos gols palmeirenses foram marcados por Keirrison - que se sagraria o vice-artilheiro da competição com 13 gols, três a menos que o goleador máximo, Pedrão do Barueri. Os outros foram do zagueiro Edmilson (de bicicleta) e de Lenny. Enquanto Kléber Pereira fez o gol de honra do Santos. Relembre o clássico:





PALMEIRAS 4 X 1 SANTOS

Data: 8 de fevereiro de 2009
Local: Parque Antártica
Palmeiras: Bruno; Jeci, Edmilson e Danilo; Fabinho Capixaba, Pierre, Cleiton Xavier, Diego Souza (Jumar) e Armero; Willians (Lenny) e Keirrison (Marquinhos). Técnico: Vanderlei Luxemburgo
Santos: Fábio Costa; Adriano, Adaílton, Fabiano Euler e Léo; Rodrigo Souto, Roberto Brum (Germano), Madson e Lúcio Flávio (Roni); Róbson (Bolaños) e Kléber Pereira. Técnico: Márcio Fernandes.
Gols: Primeiro tempo - Edmilson, aos 16 minutos e Keirrison, aos 23; Segundo tempo - Keirrison, a 1 minuto, Kléber Pereira, aos 18 e Lenny aos 40.


Melhor da primeira fase
Keirrison era o artilheiro
A sequência de vitórias no início do campeonato foi fundamental para que o Palmeiras terminasse a primeira fase do torneio como o melhor da competição. Em 19 jogos foram 13 vitórias, cinco empates e apenas uma derrota. A equipe do Parque Antártica, no entanto, não manteve o embalo na fase decisiva e foi eliminada na semifinal justamente pelo Santos, após duas derrotas por 2 a 1. A equipe da Baixada Santista, por sua vez, perdeu o título para o Corinthians.



A SEQUÊNCIA PALMEIRENSE EM 2009
21/01 - Santo André 0 x 1 Palmeiras
24/01 - Palmeiras 3 x 0 Mogi Mirim
27/01 - Palmeiras 3 x 0 Marília
01/02 - Ponte Preta 2 x 3 Palmeiras
08/02 - Palmeiras 4 x 1 Santos
11/02 - Mirassol 2 x 3 Palmeiras
14/02 - Palmeiras 1 x 0 Paulista

sábado, 18 de janeiro de 2014

Tricolor: há 11 anos sem ter o artilheiro do Paulistão

Luís Fabiano foi artilheiro em 2003 e vice-artilheiro em 2004 no Paulist

Histórias da taça


Luís Fabiano foi o último goleador pelo São Paulo


Centroavante foi o artilheiro do Campeonato Paulista de 2003 com oito gols


Entre os quatro grandes clubes do Estado, o São Paulo é o que está a mais tempo sem fazer o artilheiro do Campeonato Paulista. A última vez que o clube teve o goleador máximo da competição foi em 2003, há 11 anos, quando o centroavante Luís Fabiano foi o artilheiro com oito gols. Depois disso, o máximo que o Tricolor conseguiu foi a vice-artilharia nos anos de 2004 (Luís Fabiano, novamente com oito gols), 2005 (Diego Tardeli, 12 gols) e 2006 (Thiago Ribeiro, 10 gols). O segundo time há mais tempo na fila da artilharia é o Palmeiras, que fez o goleador da competição pela última vez em 2008 (Alex Mineiro, com 15 gols). O Corinthians teve o artilheiro pela última vez em 2011, quando Liédson empatou com Elano, do Santos, com 11 gols. Já o Peixe fez o maior goleador em 2012 (Neymar, 20 gols). Na última edição do Paulistão o artilheiro foi William, da Ponte Preta, com 13 gols.

Dois gols nas finais
Atacante foi o goleador do Tricolor em 2013
O Campeonato Paulista de 2003, em que Luís Fabiano conquistou pela única vez a artilharia da competição, foi disputado em poucas datas. O São Paulo, que chegou à final com o Corinthians, por exemplo, fez somente 11 jogos. Daí se explica o reduzido número de gols com que o atacante são-paulino conquistou a artilharia. Dos oito gols que Luís Fabiano anotou na competição, dois foram marcados nos dois jogos decisivos contra o Corinthians, um em cada partida, mas o bom desempenho do atacante não foi suficiente para impedir o título do alvinegro. O time do Morumbi perdeu as duas partidas por 3 a 2.

Luís Fabiano novamente?
É justamente Luís Fabiano o candidato a devolver ao São Paulo o posto de time do artilheiro do Campeonato Paulista. O jogador é o principal atacante do Tricolor para a competição, ainda mais após a venda de Aloísio para o futebol chinês. No Campeonato Brasileiro, Aloísio teve desempenho melhor que Luís Fabiano, tendo marcado 11 gols contra oito do veterano centroavante. Resta à torcida do São Paulo esperar que não seja apenas da boca para fora as declarações do atacante são-paulino na pré-temporada, quando afirmou que estava muito motivado por ser ano de Copa do Mundo, e que ainda sonha viver bons momentos no São Paulo e ganhar títulos pelo clube. No Paulistão do ano passado, o atacante foi o artilheiro do Tricolor, com oito gols, cinco a menos que o goleador máximo do campeonato.

OS ÚLTIMOS ARTILHEIROS 
DO PAULISTÃO E DO TRICOLOR


2003
Do Paulistão
Luis Fabiano (São Paulo) - 8 gols



2004
Do Paulistão
Vágner Love (Palmeiras) - 12 gols
Do São Paulo 
Luís Fabiano - 8 gols
2005
Do Paulistão
Finazzi (América) - 17 gols
Do São Paulo
Diego Tardeli - 12 gols

2006

Do Paulistão
Nilmar (Corinthians) - 18 gols
Do São Paulo
Thiago Ribeiro - 10 gols


2007
Do Paulistão
Somália (São Caetano) - 13 gols
Do São Paulo
Hugo - 6 gols


2008
Do Paulistão
Alex Mineiro (Palmeiras) - 15 gols
Do São Paulo
Adriano - 11 gols


2009
Do Paulistão
Pedrão (Barueri) - 16 gols
Do São Paulo
Washington - 12 gols


2010
Do Paulistão
Ricardo Bueno (Oeste) - 16 gols
Do São Paulo
Hernandes e Washington - 6 gols


2011
Do Paulistão
Elano (Santos) e Liédson (Corinthians) - 11 gols
Do São Paulo
Dagoberto - 9 gols


2012
Do Paulistão
Neymar (Santos) - 20 gols
Do São Paulo
Willian José - 11 gols

2013
Do Paulistão
William (Ponte Preta) - 13 gols
Do São Paulo
Luís Fabiano - 8 gols

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Artilharia do Paulistão tem desconhecidos e estrelas

Neymar foi artilheiro do Paulistão em 2012 e vice-artilheiro no ano passado


História da taça


Alguns goleadores permanecem no quase anonimato


O mais badalado dos artilheiros das últimas temporadas é Neymar


Nos últimos cinco anos a artilharia do Campeonato Paulista tem sido alternada entre jogadores de renome internacional e atletas que não conseguiram se firmar em clubes de primeira grandeza. O goleador máximo da última edição da competição, com 13 gols, o atacante William, da Ponte Preta, é um exemplo do último grupo. Já em 2012, o artilheiro foi ninguém menos que Neymar - que no ano passado ficou com o segundo posto entre os goleadores, tendo balançado as redes adversárias uma vez a menos que William.



William
Catar foi o destino de William
Após a artilharia no Paulistão no ano passado, William permaneceu na Ponte Preta para a disputa do Campeonato Brasileiro, competição em que ficou na sexta posição na tabela de goleadores (ao lado de Gilberto, da Portuguesa), com 14 gols. A equipe de Campinas, apesar da boa campanha na Copa Sul-Americana, que culminou com o vice-campeonato, caiu para a Série B do Campeonato Brasileiro. William - que já havia tido passagens por Santos, Grêmio, Avaí, entre outros times, sem nunca se fixar em nenhum clube - se transferiu no início deste ano para o Al-Khor, do Catar. Será o terceiro clube estrangeiro de Willian, que já havia atuado no Ulsan (Coréia do Sul - 2007), Boa Vista (Portugal - 2007 a 2008) e Guingamp (França 2010).

Elano e Liédson
Elano dividiu artilharia com Liédson
Entre os jogadores de "primeira linha" que conquistaram o posto de maior goleador do Campeonato Paulista nos últimos anos se juntam a Neymar, o atacante Liédson e o meia Elano. Eles dividiram a artilharia da competição com 11 gols em 2011. O ex-atacante da Seleção Portuguesa - que disputou a Copa de 2010 - defendia o Corinthians. Já Elano - que também jogou o Mundial da África do Sul, pelo Brasil - vestia a camisa do Santos.

Ricardo Bueno
Ricardo Bueno agora é do Figueirense
Em 2010 o protagonista da artilharia da competição foi outro jogador desconhecido do grande público: o atacante Ricardo Bueno, que fez 16 gols no campeonato defendendo o Oeste. Antes do clube do Interior de São Paulo, ele jogou no Nacional (PR), Londrina e Grêmio, entre outros clubes. Após conquistar a artilharia do Paulistão, o atacante teve passagens por Atlético Mineiro e Palmeiras, mas não conseguiu se firmar nesses clubes. Rodou ainda por Atlético Goianiense e Nordesjaelland, da Dinamarca. No ano passado defendeu o Figueirense na Série B do Campeonato Brasileiro, na campanha que culminou com a quarta colocação no torneio e a volta do time catarinense à Série A. Ricardo Bueno fez nove gols na competição.

Pedrão
Pedrão: 16 gols em 2009
Outro do grupo dos "quase desconhecidos" foi artilheiro do Paulistão 2009: o atacante Pedrão, do Grêmio Barueri, que fez 16 gols na competição. Antes do clube da cidade de Barueri, o atacante havia rodado por vários times, foram pelo menos nove, a maioria inexpressivos. Os mais conhecidos foram Botafogo de Ribeirão Preto (2003) e Portuguesa (2006). A conquista da artilharia não fez Pedrão deixar de ser um andarilho: foram ao menos oito clubes depois de 2009. Alguns deles de expressão como Goiás e Vitória, mas não se firmou em nenhum deles. Atualmente, aos 35 anos, Pedrão defende o Rio Branco que vai disputar a Série A-2 do Campeonato Paulista.

OS ÚLTIMOS ARTILHEIROS
2013 - William (Ponte Preta) - 13 gols
2012 - Neymar (Santos) - 20 gols
2011 - Liédson (Corinthians) e Elano (Santos) - 11 gols
2010 - Ricardo Bueno (Oeste) - 16 gols
2009  - Pedrão (Barueri) - 16 gols