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quarta-feira, 9 de abril de 2014

Elias chega ao Corinthians para esquecer a Europa

Depois de quase quatro anos, Elias volta ao Corinthians


Quem é?


Volante viveu estiagem de títulos no exterior


Na volta ao País, jogando pelo Flamengo, foi campeão da Copa do Brasil


A volta de Elias ao Corinthians, confirmada nesta semana, representa para o jogador a continuidade de um trabalho de recuperação em relação ao período de escassez de conquistas que viveu durante sua passagem pela Europa. Entre o fim de 2010, quando saiu do clube do Parque São Jorge, e meados de 2013, quando retornou ao futebol Brasileiro (para defender o Flamengo), o volante não levantou uma taça, apesar de ter tido participação quase nula na conquista da Copa da Uefa 2011/2012. A alegria das conquistas ressurgiu com a volta ao Brasil, com o título da Copa do Brasil pelo rubro-negro carioca no ano passado.



Formado no Palmeiras
Ídolo da torcida corintiana, Elias foi formado pelas categorias de base do Palmeiras, mas a oportunidade como profissional surgiu no Náutico. Antes de chegar no Parque São Jorge, passou ainda por São Bento, Juventus (SP) e Ponte Preta. No Timão, o jogador ficou "mal acostumado" quando falamos de títulos. Conquistou o campeonato da Série B em 2008, e o Paulista e a Copa do Brasil em 2009. E, em 2010, chegou à Seleção Brasileira, comandada por Mano Meneses.

Dois jogos na Copa da Uefa pelo Atlético de Madrid
Estiagem de títulos
A fase na Europa - onde defendeu o Atlético de Madrid e o Sporting, de Portugal - não foi nada parecida com a vivida no Corinthians. O único título do qual participou foi o da Copa da Uefa 2011/12, conquistado pelo clube espanhol, e, mesmo assim, seu papel foi mínimo. O volante atuou em dois dos quatro jogos do Atlético de Madrid na fase pré-grupos. Ambos contra o Guimarães e, nas duas oportunidades, tendo começado a partida no banco. Em um dos jogos fez os dois gols da vitória de seu time por 2 a 0. A participação de Elias na competição foi interrompida antes da fase de grupos pois seu passe foi negociado com o Sporting. Os resultados nos campeonatos nacionais também não foram animadores: em 2010/11 ficou em sétimo com o Atlético de Madrid no Espanhol; em 2011/12, quarto no Português com o Sporting; e em 2012/13 (quando participou apenas de parte da temporada) o Sporting terminou em sétimo.

Campeão com o Flamengo
Campeão no Flamengo
A volta para o futebol brasileiro no ano passado, para defender o Flamengo, mostrou que o volante não havia desaprendido o caminho das conquistas. Com o rubro-negro, Elias faturou a Copa do Brasil. O jogador foi o autor de um dos gols da vitória por 2 a 0 no segundo jogo da final contra o Atlético-PR. Ele balançou as redes do adversário aos 42 minutos do segundo tempo, mandando para o gol de perna direita após passe de Paulinho na grande área. O segundo gol foi marcado por Hernane já nos acréscimos. Elias foi o vice-artilheiro da Copa do Brasil ao lado de outros três jogadores, com cinco gols, três a menos que o goleador máximo da competição, seu colega de clube Hernane.



PRINCIPAIS TÍTULOS DE ELIAS

Copa da Uefa 
(2012 - Atlético de Madrid)

Copa do Brasil 
(2009 - Corinthians e 2013 - Flamengo)

Campeonato Paulista 
(2009 - Corinthians)

Campeonato Brasileiro Série B 
(2008 - Corinthians)


sexta-feira, 4 de abril de 2014

Herói do título carioca de 2004 virou andarilho


Jean foi revelado pelas categorias de base do Flamengo

História da taça

Jean marcou os três gols da final contra o Vasco


Depois da conquista, atacante passou por diversos clubes sem sucesso


O grande nome da última decisão entre Flamengo e Vasco não joga em um grande clube há muito tempo. Herói da vitória rubro-negra por 3 a 1 no segundo jogo da final do Campeonato Carioca de 2004, que completa 10 anos no próximo dia 18, o atacante Jean defendeu um dos chamados grandes do futebol brasileiro pela última vez em 2009, quando atuou no Santos. Atualmente, o jogador, formado nas categorias de base do Flamengo, está no Macaé, que terminou o Campeonato Carioca deste ano na sétima colocação, com participação apagada de Jean.



Gols no segundo tempo
Flamengo conquistou o título com duas vitórias sobre o Vasco em 2004
O Flamengo venceu os dois jogos das finais do Campeonato Carioca de 2004. Na primeira partida, o time da Gávea bateu o Vasco por 2 a 1, com Rafael e Fábio Eller marcando para o rubro-negro e Coutinho para a equipe de São Januário. Para o segundo jogo, o Flamengo levava a vantagem do empate, mas logo aos dois minutos do primeiro tempo o centroavante Valdir abriu o marcador para o Vasco, comandado pelo técnico Geninho. A primeira etapa terminou com o Flamengo do técnico Abel Braga em desvantagem. A estrela de Jean brilhou no segundo tempo. Logo aos quatro minutos ele igualou o placar após aproveitar uma bola que sobrou na grande área. Aos 28 minutos, o atacante fez o gol que virou o placar depois de receber passe de Zinho na grande área. Jean deu números finais ao marcador aos 32 minutos, quando anotou o seu gol mais bonito: o atacante recebeu na entrada da área, driblou o zagueiro vascaíno e chutou na saída do goleiro.

Artilheiro do Flamengo
Jean foi o artilheiro do time
Aquele título carioca foi o único de expressão na carreira de Jean. Naquele torneio, foi o artilheiro do Flamengo com oito gols, e vice-goleador da competição com seis gols a menos que Valdir, do Vasco. Depois daquela temporada, o atacante virou um andarilho. Uma das decepções foi o vice-campeonato mineiro de 2005, quando era reserva do Cruzeiro, mas entrou nos dois jogos da decisão, disputada contra o Ipatinga, que ficou com a taça ao empatar o primeiro jogo em 1 a 1 e vencer o segundo por 2 a 1. Os outros grandes clubes defendidos por Jean foram Vasco (2006 e 2008), Corinthians (2007), Fluminense (2007) e Santos (2009), sem levantar uma taça sequer. No exterior, jogou em clubes da Rússia e Emirados Árabes.



FICHA DO JOGO
Vasco 1 x 3 Flamengo
Final do Campeonato Carioca de 2004 - 2º jogo
Local: Estádio do Maracanã
Data: 18 de abril de 2004
Vasco: Fábio; Claudemir (Cadu), Fabiano (Júnior), Henrique e Victor Boleta; Ygor, Rodrigo Souto, Coutinho e Beto (Donizete); Róbson Luiz e Valdir. Técnico: Geninho
Flamengo: Júlio César; Rafael (Reginaldo Araújo), Henrique,Fabiano Eller e Roger; Róbson, Douglas, Ibson e Zinho; Jean (Jônatas) e Felipe. Técnico: Abel Braga.(Tiago);
Gols: Valdir, aos 2 minutos do primeiro tempo; Jean, aos 4, 28 e 32 minutos do segundo tempo.


quarta-feira, 19 de março de 2014

Morte do técnico que lançou Zico completa 30 anos

Solich: revelou craques e deu títulos ao Mengo

Quem é?


Fleitas Solich: tricampeão com o Mengo na década de 50


Treinador paraguaio revelou craques como Zagallo, Evaristo e Dida na Gávea



Zico foi lançado
por Solich
Há pouco mais de 40 anos entrou em campo pela primeira vez como profissional aquele que se tornaria o maior ídolo da história do Flamengo: Zico. E a chance do Galinho de Quintino jogar no time principal da Gávea - aos 18 anos e ainda muito franzino, no dia 29 de julho de 1971, em uma vitória por 2 a 1 sobre o Vasco - se deu pelas mãos de um dos maiores treinadores que já passou pelo clube, o paraguaio Fleitas Solich, cuja morte completa 30 anos nesta quarta-feira, dia 19.

Tricampeão Carioca
Dar a primeira chance à Zico foi o "trabalho derradeiro" de Fleitas Solich no Flamengo, mas está longe de ser o seu único mérito à frente do time rubro-negro. Dezoito anos antes, o técnico paraguaio foi contratado para reformular, chacoalhar mesmo, as coisas na Gávea. O resultado foi o tricampeonato carioca de 1953, 1954 e 1955. Solich chegou ao clube depois de chamar a atenção dos dirigentes rubro-negros ao comandar a Seleção Paraguaia no Campeonato Sul-Americano de 1953, disputado no Peru, em que os paraguaios conquistaram o título com uma vitória de 3 a 2 sobre o Brasil.


Rolo Compressor

Solich ao lado de Evaristo
Na sua primeira passagem pelo clube carioca, Solich renovou a mentalidade futebolística, implantando um sistema mais solidário e voltado para o ataque. Quando conquistou o Campeonato Carioca de 1953, o Flamengo já estava há nove anos sem levantar a taça. Nos três anos em que comandou a equipe, Solich promoveu vários jovens da base: Evaristo, Zagallo, Dida, Babá, Moacir, Gérson, Henrique Frade, Joel e Airton. Com uma visão tática apurada, fez com que o Flamengo passasse a ser conhecido como "Rolo Compressor". Era um paternalista e ao mesmo tempo muito rigoroso. Não permitia, por exemplo, que os jogadores fumassem.

Outros clubes
Zagallo foi outra apostao
Depois do sucesso no Flamengo, foi para o Real Madrid em 1959, mas voltou logo. Em 1961 deu um novo título para o time da Gávea, o Torneio Rio São Paulo. Antes de sua última passagem pelo Flamengo, que se daria 10 anos depois, treinou novamente a Seleção Paraguaia, Corinthians, Fluminense, Palmeiras, Atlético Mineiro e Bahia, mas nunca repetiu o mesmo sucesso que no Flamengo. No Palmeiras, comandou a equipe durante parte da campanha da conquista do Campeonato Paulista de 1966, mas quando a equipe levantou a taça quem estava dirigindo o time já era Mário Travaglini. No Bahia foi campeão estadual em 1970 e 1971. A passagem pelo Flamengo em 1971 foi seu último trabalho. Morreu 13 anos depois, de câncer, aos 83 anos, e foi sepultado Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro.



O TRICAMPEONATO CARIOCA
Times base das conquistas

1953
Garcia, Marinho, Pavão, Servílio, Dequinha, Jordan, Joel, Rubens, Índio, Benitez e Esquerdinha.

1954
Garcia, Tamires, Pavão (Luiz Roberto), Servilio, Dequinha, Jadir (Jordan), Paulinho, Rubens (Babá), Índio, Benitez e Evaristo

1955
Chamorro, Tomires, Pavão, Jadir (Servilio), Dequinha, Jordan, Joel, Duca, Paulinho (Dida), Evaristo e Zagalo.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Ataque do Mengo se equipara ao campeão de 2006


Flamengo faz final da Copa do Brasil contra o Atlético-PR (foto: Fla Imagem) 

 História da taça

Time que levou taça há sete anos tinha melhor defesa


Flá vencedor em 1990 teve desempenho melhor do que a equipe atual


Considerando a campanha até as semifinais, o Flamengo que busca o tricampeonato da Copa do Brasil contra o Atlético Paranaense tem desempenho bastante parecido com o time que levantou a taça em 2006. Como a equipe atual - que faz o primeiro confronto da decisão nesta quarta-feira, em Curitiba -, aquele Flamengo teve média de 1,91 gol marcado por partida: em 12 jogos foram 23 gols (mesmo número de jogos e gols do time atual até as semifinais contra o Goiás). O time dirigido por Jayme de Almeida leva ligeira vantagem no número de vitórias, foram 10, um empate e uma derrota. O de 2006 teve oito vitórias, três empates e uma derrota. Em compensação a equipe de 2006 teve melhor defesa: média de 0,58 gol sofrido por jogo, contra 0,66 do time atual.





Final contra o Vasco
Juan comemora o gol do título
O título de 2006 foi conquistado com duas vitórias sobre o arquirrival Vasco da Gama. No primeiro jogo, o time comandado pelo técnico Ney Franco venceu por 2 a 0 com gols de Luisão e Obina, ambos marcados no segundo tempo da partida. No segundo e decisivo jogo, o Maracanã foi tomado por mais de 45 mil torcedores. A partida foi mais difícil, mas o rubro-negro saiu de campo com nova vitória, desta vez por 1 a 0, gol do lateral-esquerdo Juan aos 28 minutos do primeiro tempo, com um chute de fora da área depois de um bate-rebate entre a zaga vascaína e o ataque flamenguista. Naquele ano, o Flamengo terminou a competição com o vice-artilheiro da competição, Renato, com seis gols (ao lado de Élber, do Cruzeiro) e atrás de Valdiran, do Vasco, com um gol a mais.

Fla de 1990 é o melhor
O time campeão em 1990:em pé estão Júnior, Zé Carlos,
Rogério, Vitor Hugo, Ailton e Piá; agachados, Renato
Gaúcho,  Gaúcho, Bobô, Zinho e Uidemar
O time do Flamengo que levou a Copa do Brasil de 1990 supera a equipe atual e também a de 2006 na média de gols marcados (2 por jogo) e na média de gols sofridos (0,5 por partida). A equipe, que tinha em seu elenco craques com Júnior, Zinho e Renato Gaúcho, terminou a competição invicto, com seis vitórias e quatro empates. Comandada pelo técnico Jair Pereira, o rubro-negro fez a final com o Goiás. Venceu o primeiro jogo, disputado em Juiz de Fora (MG), por 1 a 0, gol do zagueiro Fernando, e garantiu o título ao empatar sem gols o jogo de volta, no Estádio Serra Dourada, em Goiânia (GO). Como ocorreria em 2006, o Flamengo não fez o artilheiro da competição, ficando com o segundo posto nesse ranking com o centroavante Gaúcho ao lado de Agnaldo e Túlio, ambos do Goiás, todos com cinco gols. O goleador máximo foi Bizu, do Náutico, que balançou as redes adversárias sete vezes. O posicionamento na tabela de artilheiros é o único item que o atual time do Flamengo bate os dois rubro-negros campeões anteriormente: Hernane, com sete gols, é o goleador máximo da competição.




FLAMENGO CAMPEÃO

Copa Brasil 1990
Goiás 0 x 0 Flamengo
Local: Serra Dourada (GO)
Data: 7 de novembro
Goiás: Eduardo; Wilson (Rubens Carlos), Richard, Jorge Batata e Dalton; Wallace, Fagundes, Luvanor e Josué; Niltinho e Túlio. Técnico: Sebastião Lapola
Flamengo: Zé Carlos; Aílton, Vitor Hugo, Rogério e Piá; Uidemar, Júnior, Bobô (Nélio) e Zinho; Renato Gaúcho e Gaúcho. Técnico: Jair Pereira

Copa do Brasil 2006
Vasco 0 x 1 Flamengo
Local: Maracanã
Data: 26 de julho
Vasco: Cássio; Wágner Diniz, Jorge Luiz, Fábio Brás e Diego; Ygor, Andrade (Abedi), Ramón (Valdiran) e Morais (Ernane); Valdir Papel e Edilson. Técnico: Renato Gaúcho.
Flamengo:Diego, Renato Silva, Fernando e Rodrigo Arroz; Léo Moura, Jônatas, Toró (Obina), Renato e Renato Augusto (Peralta) e Juan; Luizão (Léo). Técnico: Ney Franco.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Agora todos correm atrás do Cruzeiro

Após vitória sobre o Flamengo por 1 a 0, o Cruzeiro chegou aos 40 pontos

História da taça


Em 10 Brasileirões, líder do 1º turno foi campeão 7 vezes


Em 2009, Flamengo tirou desvantagem de 10 pontos para ser campeão


Todos contra o Cruzeiro. Assim começa o segundo turno do Campeonato Brasileiro nesta quarta-feira, dia 11, com seis jogos - outros quatro serão disputados na quinta-feira. Tomar a liderança do vencedor do primeiro turno não é das missões mais fáceis pelo que se vê no retrospecto do Brasileirão desde que a competição passou a ser por pontos corridos, em 2003. Dos 10 campeonatos disputados até o ano passado, em sete o time que terminou o primeiro turno na liderança também levantou a taça de campeão. As exceções trazem esperança, ainda mais por estarem se tornando mais frequentes nos últimos cinco anos. Em 2008, 2009 e no ano passado, o campeão brasileiro não foi o time que estava no topo da tabela ao término do turno inicial.

Nesses campeonatos, a mais surpreendente reação foi ao Flamengo, em 2009. A equipe carioca estava na 10º colocação ao término do primeiro turno, dez pontos atrás do líder Palmeiras. Trazendo essa comparação para os dias de hoje dá para dizer que podem alcançar (e ultrapassar) o Cruzeiro (40 pontos) os seguintes times: Botafogo (36); Grêmio (34); Atlético-PR (34); Corinthians (30); e Internacional (30). A missão, no entanto, não é fácil. Naquele ano, o Flamengo venceu nada menos que 12 de seus 19 jogos no segundo turno para conseguir se recuperar. Novamente para efeito de comparação, no primeiro turno deste ano o único time que atingiu 12 vitórias foi o líder Cruzeiro. Os times que conquistaram mais vitórias, depois do mineiro, são Botafogo e Grêmio, que bateram 10 adversários.




Andrade
Andrade: técnico campeão em 2009
A reação do Flamengo em 2009 foi atribuída, em grande parte, ao técnico Andrade, que pouco depois da metade do primeiro turno assumiu o time no lugar do técnico Cuca, que não vinha conseguindo dar padrão de jogo ao rubro-negro. O ex-volante foi escolhido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) o melhor técnico da competição graças à arrancada do time da Gávea. O Flamengo também terminou a competição com um dos artilheiros do torneio: Adriano, com 19 gols, dividiu o posto com Diego Tardelli, do Atlético-MG. O título do rubro-negro foi garantido somente na última rodada, graças à vitória de virada sobre o Grêmio no Maracanã. O time gaúcho abriu o marcador aos 21 minutos do primeiro tempo com Roberson; o zagueiro Deivid empatou nove minutos depois. Na segunda etapa, o zagueiro Ronaldo Angelin fez de cabeça o gol do título aos 27 minutos, após cobrança de escanteio do sérvio Petkovic. O Flamengo era campeão apenas dois pontos a frente do vice, o Internacional.

As outras viradas
Muricy: campeão em 2008
Das outras duas reações que terminaram com o líder do primeiro turno sem a conquista do Brasileirão, a do ano passado foi bem mais tranquila. O Fluminense, do técnico Abel Braga, terminou o turno apenas um ponto atrás do líder Atlético-MG (43 para os mineiros contra 42 dos cariocas) e encerrou a competição cinco pontos na frente do vice, o próprio Atlético-MG, (77 contra 72). Em 2008, o São Paulo de Muricy Ramalho acabou o primeiro turno na quarta colocação, oito pontos atrás do líder Grêmio. Além dos gaúchos (41 pontos), o Tricolor (33 pontos) tinha à sua frente o Cruzeiro (36) e o Palmeiras (34). O time do Morumbi terminou a competição com três pontos a frente do vice (Grêmio): 75 contra 72.





VIRADAS NA TABELA


2008

O São Paulo terminou o primeiro turno na quarta colocação com 33 pontos e foi campeão com 75;
O Grêmio, primeiro colocado do primeiro turno com 41 pontos, terminou o campeonato como vice-campeão com 72 pontos.

2009
O Flamengo terminou o primeiro turno na décima colocação com 27 pontos e foi campeão com 67;
O Palmeiras, primeiro colocado do primeiro turno com 37 pontos, terminou o campeonato na quinta posição com 62 pontos.

2012
O Fluminense terminou o primeiro turno como vice-líder com 42 pontos e foi campeão com 77;
O Atlético-MG, primeiro colocado do primeiro turno com 43 pontos, terminou o campeonato como vice-campeão com 72 pontos.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

100 anos do maior gênio antes de Pelé

Leônidas imortalizou a bicicleta, mas negava ser o criador da jogada

Quem é?

Leônidas da Silva colocou o Brasil no mapa do futebol


Atacante foi ídolo no São Paulo, no Flamengo e na Seleção Brasileira


Completaria 100 anos nesta sexta-feira, dia 6, o jogador que colocou o Brasil no mapa mundial do futebol. Considerado o criador da bicicleta, apesar de ele mesmo dizer que não havia inventado a jogada, Leônidas da Silva foi o grande arquiteto do terceiro lugar que a Seleção Brasileira conquistou na Copa do Mundo de 1938, na França, competição que terminou como artilheiro com sete gols. Foi a primeira vez que o Brasil chegou entre os quatro primeiros colocados do mundial e chamou a atenção do mundo. Grande ídolo do Flamengo e, principalmente, do São Paulo, o atacante conquistou títulos também pelo Vasco e pelo Botafogo. Homem-borracha e Diamante Negro foram os apelidos que o imortalizaram. Veja abaixo uma cronologia da carreira do atacante, que morreu em 24 de janeiro de 2004, e que, para muitos, não ficou nada a dever para Pelé.

NO VASCO

Primeiro título foi
 pelo Vasco


Campeão carioca de 1934

Leônidas conquistou com o clube de São Januário o título de 1934 da Liga Carioca de Futebol. Havia uma cisão no futebol do Rio de Janeiro os clubes se dividiram em duas competições: no mesmo ano o Botafogo foi campeão carioca pela Associação Metropolitana de Esportes Athleticos. O grande ídolo do time do Vasco não era Leônidas, e sim o atacante Gradim, artilheiro da equipe com seis gols marcados.





NO BOTAFOGO

No Botafogo ficou
apenas um ano

Campeão carioca de 1935

A cisão no futebol carioca permanecia em 1935. Leônidas foi campeão pelo Botafogo pela Federação Metropolitana de Desportos. O América foi campeão pela Liga Carioca de Futebol. Como ocorreu no Vasco, Leônidas não era o principal ídolo da torcida, posto ocupado por Carvalho Leite, atacante trombador e goleador que jogou no Botafogo por 12 anos.





NO FLAMENGO

Campeão uma vez e duas
 vezes artilheiro pelo Flamengo
Campeão carioca de 1939
Artilheiro do Campeonato Carioca de 1938
Artilheiro do Campeonato Carioca de 1940

Durante sua passagem pelo Flamengo, Leônidas se consolidou como uma estrela de primeira grandeza. Tornou-se o principal jogador do clube. O único título carioca com a camisa rubro-negra foi conquistado após o atacante ter encantado o mundo na Copa da França. A conquista de 1939 acabou com um jejum de 12 anos do Flamengo sem levantar o Campeonato Carioca. Um ano antes do título, o atacante havia se sagrado artilheiro da competição com 16 gols, ao lado de Carvalho Leite, ex-companheiro de Botafogo. E, em 19040, um ano após levantar a taça foi artilheiro isolado do campeonato, com 30 gols.


NO SÃO PAULO

Cinco títulos paulistas
pelo São Paulo
Campeão Paulista de 1943
Campeão Paulista de 1945
Campeão Paulista de 1946
Campeão Paulista de 1948
Campeão Paulista de 1949

A chegada de Leônidas no São Paulo foi bastante polêmica, com muitas críticas pelo alto valor que o Tricolor havia desembolsado par trazer um jogador aos 29 anos. Um ano depois de sua chegada, veio a resposta: o título paulista de 1943. Fazia 12 anos que o clube não levantava a taça. A esse se seguiram as conquistas de 1945, 1946, 1948 e 1949. Na década passaram pelo Tricolor também craques como Ruy, Bauer, Noronha, Sastre, Valdemar de Brito e Remo, entre outros. "Nós tínhamos uma verdadeira seleção", disse Leônidas em entrevista à Rádio Jovem Pan vários anos depois.


SELEÇÃO BRASILEIRA

Duas Copas do Mundo e a
artilharia no mundial de 1938
Artilheiro da Copa do Mundo de 1938
Terceiro colocado na Copa do Mundo de 1938
Titular na Copa do Mundo de 1934
Vencedor da Taça Rio Branco 1932
Vencedor da Copa Roca 1945

A estreia de Leônidas pela Seleção Brasileira aconteceu em amistoso preparatório para a Copa Rio Branco, troféu que era disputado entre Brasil e Uruguai. No amistoso, contra o Andarahy, a equipe brasileira venceu por 7 a 2, mas Leônidas não marcou. No jogo valendo a Taça Rio Branco, em 4 de dezembro de 1932, segundo registros do site especializado em história do futebol RSSSF Brasil, a equipe canarinho venceu o Uruguai por 2 a 1, com dois gols de Leônidas. Depois disso, Leônidas participou de duas Copas do Mundo. Em 1934, na Itália, o Brasil foi eliminado na estreia ao ser derrotado pela Espanha por 3 a 1. O gol brasileiro foi de Leônidas. Quatro anos depois, na Copa da França, o Diamante Negro seria o artilheiro do mundial com sete gols, e o Brasil terminaria na terceira colocação. Em 1945, Leônidas conquistaria a Copa Roca, troféu que era disputado contra a Argentina, como o atual Superclássico das Américas.

OUTROS TIMES

Foi vice-campeão uruguaio no Peñarol
Entre os outros clubes defendidos por Leônidas dois têm maior importância na sua história. O Bonsucesso, clube pelo qual ele teria feito seu primeiro gol de bicicleta, em abril de 1932, quando a equipe venceu um combinado carioca. Também foi quando jogava pelo Bonsucesso que o atacante acabou convocado para a Seleção Brasileira pela primeira vez. O outro foi o Peñarol, sua única passagem por um time do exterior, onde foi vice-campeão uruguaio em 1933.



BICICLETA
Foto mais conhecida da mortal
 jogada de Leônidas


Apesar de negar ser o inventor da bicicleta em entrevistas, Leônidas chegou a dizer que foi quem difundiu a jogada. Apesar do primeiro gol dele com esse artifício ter sido feito pelo Bonsucesso, a imagem que imortalizou o lance, em foto histórica, é da vitória do São Paulo sobre o Juventus por 8 a 0, em novembro de 1948. Logo após a sua chegada do Tricolor, o atacante também marcou um gol de bicicleta, em abril de 1942, contra o Palmeiras, mas nesse jogo o São Paulo foi derrotado por 2 a 1.