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terça-feira, 17 de maio de 2016

Tricolor quer repetir década de 1990

Raí comemora conquista da Libertadores 1992


História da taça


Depois de 1 a 0 em casa, veio o título da Libertadores


Toda vez que se classificou para a fase seguinte da Libertadores após vencer o primeiro jogo em casa pelo placar de 1 a 0, o São Paulo foi campeão. No entanto, a vitória pelo placar mínimo no confronto de ida das quartas-de-final da Libertadores sobre o Atlético-MG está longe de representar tranquilidade para os são-paulinos. Nas últimas três vezes que o Tricolor disputou fases eliminatórias e venceu a primeira partida em casa por 1 a 0 na Taça Libertadores, acabou eliminado na casa do adversário. Em compensação, nas duas vezes em que se envolveu em confrontos eliminatórios, venceu pelo placar mínimo em casa e conquistou o resultado que lhe garantiu a passagem à fase seguinte no campo adversário, o São Paulo se sagrou campeão. Isso aconteceu em 1992 e em 1993, em confrontos disputadíssimos com Criciúma e Cerro Porteño, do Paraguai, respectivamente.



Em 1992, o Tricolor venceu o Criciúma pelo placar mínimo na partida de ida das quartas-de-final, realizada no Morumbi. Com gol de Macedo aos 37 minutos do segundo tempo, a partida foi marcada pelas jogadas violentas e catimba, que inclusive levaram à expulsão do capitão do Criciúma, Itá, no segundo tempo. A atuação da arbitragem gerou reclamações do técnico Telê Santana. E bate boca via imprensa entre ele e o técnico do Criciúma, Levir Culpi. O segundo jogo também foi tenso, o que levou a expulsão dos astros das duas equipes, Raí do São Paulo e Jairo Lenzi do Criciúma. O time de Santa Catarina abriu o placar logo aos nove minutos do primeiro tempo com Soares de cabeça, após cruzamento de Jairo Lenzi pela esquerda. Ainda na primeira etapa, o Criciúma mandou uma bola na trave do gol defendido por Zetti. O São Paulo empatou aos sete minutos do segundo tempo, com Palhinha, após passe de Rai. A expulsão dos astros dos dois times ocorreu faltando cinco minutos para o encerramento da partida, após uma confusão ocorrida porque os reservas do São Paulo seguraram a bola após um lateral. Naquele ano, o São Paulo se sagraria campeão em cima do argentino Newll's Old Boys, depois de passar pelo Barcelona do Equador na semifinal.

São Paulo campeão da Libertadores em 1992

Em 1993 o sufoco se repetiu após vitória por 1 a 0 no primeiro jogo das semifinais contra o Cerro Porteño, do Paraguai, no Morumbi. O time paraguaio, comandado pelo técnico brasileiro Paulo César Carpeggiani se fechou na defesa no jogo de ida. O Tricolor quase abre o placar aos 12 minutos, quando Palhinha mandou a bola no travessão de cabeça. Pouco depois, Raí aproveitou a sobra de bola de uma jogada em que Palhinha dividiu com a zaga paraguaia e de perna direita mandou para o fundo do gol defendido por Mondragón. O segundo jogo foi equilibrado, mas na parte final da partida o time paraguaio pressionou bastante. Aos 43 minutos do segundo tempo Ronaldo Luís salvou o Tricolor da derrota tirando de cabeça, em cima da linha do gol defendido por Zetti, uma bola cabeceada após escanteio pelo lado esquerdo do ataque do Cerro Porteño. Na final, o São Paulo conquistou o título em cima do Universidade Católica, do Chile.

Time que conquistou a Libertadores em 1993


Em todos os jogos que o São Paulo acabou eliminado em fase de mata-mata da Libertadores após vencer o primeiro confronto em casa por 1 a 0, os adversários foram times brasileiros. Em 2007, nas oitavas-de-final, o Tricolor bateu o Grêmio pelo placar mínimo em São Paulo, mas acabou eliminado ao ser derrotado por 2 a 0 no jogo de volta. No ano seguinte, nas quartas-de-final, o time paulista bateu o Fluminense em casa por 1 a 0, mas no jogo de volta foi derrotado por 3 a 1. A última eliminação ocorreu no ano passado, nas oitavas-de-final. Tanto São Paulo quanto Cruzeiro venceram por 1 a 0 em seus domínios, mas os mineiros prosseguiram na competição após baterem o Tricolor nos pênaltis por 4 a 3.

DEPOIS DO PLACAR MAGRO

Libertadores 1992


Jogo de Ida

São Paulo 1 x 0 Criciúma

Gol: Macedo

Jogo de Volta

Criciúma 1 x 1 São Paulo

Gols: Soares (Criciúma); Palhinha (São Paulo)


Libertadores 1993


Jogo de Ida

São Paulo 1 x 0 Cerro Porteño (Paraguai)

Gol: Raí

Jogo de Volta

Cerro Porteño 0 x 0 São Paulo


Libertadores 2007


Jogo de Ida

São Paulo 1 x 0 Grêmio

Gol: Miranda


Jogo de Volta

Grêmio 2 x 0 São Paulo

Gols: Tcheco e Diego Souza


Libertadores 2008


Jogo de Ida

São Paulo 1 x 0 Fluminense

Gol: Adriano

Jogo de Volta

Fluminense 3 x 1 São Paulo

Gols: Washington (2) e Dodô (Fluminense); Adriano (São Paulo)


Libertadores 2015


Jogo de Ida

São Paulo 1 x 0 Cruzeiro

Gol: Centurión

Jogo de Volta

Cruzeiro 1 x 0 São Paulo
(4 x 3 nos pênaltis)

Gol: Leandro Damião

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sexta-feira, 29 de abril de 2016

Dorival Júnior tenta quebrar jejum de títulos


Dorival pode conquistar Paulistão após quatro anos sem títulos

História da Taça

Última taça do técnico veio em 2012 no Inter

Treinador foi campeão Gaúcho dois anos após deixar o Santos


A final contra o Audax, que começa neste domingo, dia 1º, é a oportunidade do técnico do Santos, Dorival Júnior, de quebrar um jejum de quatro anos sem levantar uma taça. Depois de sua passagem vitoriosa pelo Santos - quanto conquistou o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil em 2010 - o treinador ergueu apenas duas taças, ambas pelo Internacional de Porto Alegre. Aliás, uma coincidência marca a última conquista de Dorival, o primeiro título dele pelo Peixe e a atual final. Tanto na decisão de 2010 pelo Santos quanto no confronto final a do Campeonato Gaúcho de 2012 o adversário era um time de fora da elite do futebol, como ocorre agora. Há seis anos o jogo que garantiu o título paulista da equipe praiana foi contra o Santo André. E o Gauchão de 2012 foi conquistado sobre o Caxias - o Grêmio ficou fora da decisão por não ter vencido nenhum dos dois turnos do torneio: o Caxias venceu o primeiro turno e o Internacional o segundo.

Dorival conquistou dois títulos no Inter
Depois da saída do Santos, motivada principalmente pelas desavenças com o atacante Neymar, Dorival trabalhou no Atlético Mineiro, mas não conquistou nenhum título pelo Galo. No Internacional, além do Gaúcho de 2012, o treinador levantou a Recopa Sul-Americana de 2011, em decisão contra o Independiente, da Argentina. Mas, voltando ao estadual, o título gaúcho de 2012 foi, como ocorreu no paulista de 2010, bastante sofrido. Lutado até o finalzinho. Em 2010, o Santos ficou com a taça após ser derrotado pelo Santo André por 3 a 2 porque havia vencido o primeiro jogo pelo mesmo placar - por ter melhor campanha, resultados iguais garantiam a taça ao Peixe. E o Santo André pressionou até o fim em busca do gol que lhe daria o título. Quem não se lembra da cena do Paulo Henrique Ganso se negando a ser substituído por Dorival Júnior, para ajudar o time a segurar a bola nos momentos de maior pressão? Naquela partida, o Santos correu atrás do prejuízo desde o primeiro minuto: Nunes abriu o placar para o Santo André logo a um minuto de jogo; Neymar empatou aos sete; Alê colocou o time do ABC novamente em vantagem aos 20 minutos; aos 32, novamente Neymar, empatou; e aos 44 minutos Branquinho fez o terceiro do Santo André. O segundo tempo foi de pressão total para o Santos, mas a equipe de Dorival segurou o placar e levantou a taça.

Na decisão do Campeonato Gaúcho de 2012 também não faltou emoção para
Dorival e a torcida colorada. No primeiro jogo, disputado em Caxias do Sul, o resultado foi 1 a 1. Na partida decisiva, no Beira Rio, o Caxias abriu o marcador aos 27 minutos, com Michel, de cabeça. Até o Internacional chegar ao empate foram 39 minutos de sofrimento para a torcida colorada. O time do interior foi para o vestiário em vantagem ao término do primeiro tempo. O goleiro Paulo Sérgio, do Caxias, fazia ótima partida. Na segunda etapa, com o Caxias ainda em vantagem, Paulo Sérgio defendeu um pênalti sofrido por Oscar e batido pelo zagueiro Nei. O empate veio apenas aos 21 minutos: depois de cruzamento de Oscar pela direita houve um bate-rebate na área e o meia Sandro Silva aproveitou a sobra para igualar o marcador. Aos 31 minutos, após cruzamento de Fabrício pela esquerda, o centroavante Leandro Damião colocou, de cabeça, o Colorado em vantagem. A tensão se estendeu até os minutos finais. Dorival acabou expulso após reclamar agressivamente contra o bandeirinha depois de uma falta em Dagoberto. E, aos 44 minutos, o goleiro do Inter, Muriel, ainda teve de fazer uma defesa milagrosa em chute da entrada da área do meia Wangler.



Dorival deixou o Internacional em julho de 2012, dois meses após a conquista do Campeonato Gaúcho. No mesmo mês, o treinador foi contratado pelo Flamengo. Passou em branco no rubro-negro e nos outros três clubes em que passou em seguida, o Vasco, o Fluminense e o Palmeiras. Agora chegou a chance de por fim aos tempos de vacas magras de títulos e, pelo histórico do treinador em finais contra clubes de menor expressão, já é possível para o santista prever como será o confronto contra o Audax, principalmente se considerarmos a boa fase da equipe de Osasco.



O ÚLTIMO TÍTULO DE DORIVAL JÚNIOR
FICHA TÉCNICA

INTERNACIONAL 2 X 1 CAXIAS
Local: Estádio Beira Rio
Data: 13 de maio de 2012
INTERNACIONAL: Muriel, Nei, Rodrigo Moledo, Índio e Fabrício; Sandro Silva, Guiñazu, Tinga (D'Alessandro) e Dátolo (Dagoberto);Oscar e Leandro Damião. Técnico: Dorival Júnior.
CAXIAS: Paulo Sérgio, Michel, Lacerda, Jean e Fabinho; Umberto (Marcos Paulo), Paraná (Alisson), Mateus e Wangler; Vanderlei (Rafael Santiago) e Caion. Técnico: Mauro Ovelha.
Gols: Michel 26' do 1º; Sandro Silva 21' e Leandro Damião 26' do 2º





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terça-feira, 26 de abril de 2016

Peixe leva vantagem contra pequenos em decisões

Neymar marcou nas decisões do Paulistão de 2010 e de 2012

História da Taça

Santos bateu Santo André e Guarani em 2010 e 2012

Neymar foi protagonista nas duas finais ao balançar as redes dos adversários



Em sua oitava final seguida de Paulistão, o Santos teve em três oportunidades adversários que não eram considerados grandes, como ocorre este ano. E, o Peixe leva vantagem nesses confrontos contra os pequenos. Levantou a taça duas vezes: contra o Santo André, em 2010, e o Guarani, em 2012. E, coincidentemente, ambas as equipes que derrotadas pelo alvinegro praiano estão na Série A-2 Paulista: o Guarani já está fora da disputa, enquanto o Santo André disputa uma das semifinais da competição contra o Barretos. O outro pequeno que enfrentou o Santos foi o Ituano, em 2014: o clube de Itu venceu nos pênaltis após uma vitória de 1 a 0 para cada um dos clubes.

Nas duas conquistas sobre os pequenos um dos principais protagonistas foi o atacante Neymar. Em 2010, contra o Santo André, ele foi o autor dos dois gols do jogo de volta, que o Santos perdeu por 3 a 2. Como o clube praiano havia vencido o primeiro jogo pelo mesmo placar, e realizado uma melhor campanha ao longo da competição, os resultados iguais garantiam o título. Ambos os jogos da decisão foram realizados no Estádio do Pacaembu. Na primeira partida, o Santos venceu com gols de dois gols de Wesley e um de André, enquanto Bruno César e Rodriguinho marcaram para o time do ABC. No confronto de volta, Neymar marcou os dois do Peixe, aos 7 e 32 minutos do primeiro tempo. Já os gols do Santo André foram anotados por Nunes (1 minuto de jogo), Alê (20) e Branquinho (44).



Dois anos depois, o Santos conquistaria o tricampeonato - em 2011 a equipe santista faturou o título batendo o Corinthians. Diferente da final apertada contra o Santo André, o alvinegro praiano levou ampla vantagem sobre o Guarani em 2012. Ambos os jogos da decisão foram disputados no Morumbi. No primeiro, a equipe comandada pelo técnico Muricy Ramalho venceu por 3 a 0, com dois gols de Neymar e um de Paulo Henrique Ganso. Na segunda partida a vitória foi por 4 a 2, com Neymar anotando mais duas vezes (uma delas de pênalti) e Alan Kardec outras duas, enquanto Fabinho e Bruno Mendes descontaram para o Guarani.




OS JOGOS DECISIVOS

CAMPEONATO PAULITA 2010 - DECISÃO
SANTOS 2 X 3 SANTO ANDRÉ
Data: 2 de maio de 2010
Local: Estádio do Pacaembu
Gols: Nunes, Alê e Branquinho para o Santo André; Neymar (2) para o Santos
SANTOS: Felipe; Pará, Edu Dracena, Durval e Léo; rodrigo Mancha, Araouca, Marquinhos e Paulo Henrique Ganso; Neymar (Roberto Brun) e Robinho (André e depois Bruno Aguiar). Técnico: Dorival Junior.
SANTO ANDRÉ: Júlio Cesar; Cicinho (Rômulo), Cesinha, Halisson e Carlinhos; Alê (Pio), Gil, Branquinho (Rodrigão) e Bruno César; Rodriguinho e Nunes. Técnico: Sérgio Soares.

CAMPEONATO PAULISTA 2012 - DECISÃO
SANTOS 4 X 2 GUARANI
Data: 13 de maio de 2012
Local: Estádio do Morumbi
Gols: Alan Kardec (2) e Neymar (2) para o Santos; Fabinho e Bruno Mendes para o Guarani
SANTOS: Rafael; Henrique, Edu Dracena, Durval e Juan (Léo); Arouca, Ibson, Elano (Felipe Anderson) e Paulo Henrique Ganso; Alan Kardec e neymar. Técnico: Muricy Ramalho.
GUARANI: Emerson; Bruno Peres, Domingos, André Leone e Bruno Recife; Ewerton Páscoa (Ronaldo), Fábio Bahia, Danilo Sacramento e Medina (Max Pardalzinho); Bruno Mendes (Thiaguinho) e Fabinho. Técnico: Vadão


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Inter de Limeira foi o primeiro campeão do Interior

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terça-feira, 27 de maio de 2014

Daniel Alves levanta sua 1ª Champions em 2009

Daniel Alves foi campeão mas não disputou a final


História da taça


Foi o terceiro título da história do Barcelona


Messi terminou a competição como artilheiro pela primeira vez na carreira


Com gols do camaronês Eto'o e do argentino Messi, o Barcelona conquistava há cinco anos, no dia 27 de maio de 2009, o seu terceiro título da Copa dos Campeões da Europa. Foi a primeira taça da competição do lateral-direito brasileiro Daniel Alves, titular da equipe, mas que não jogou a final com o Manchester United por estar suspenso devido ao acúmulo de cartões amarelos. Também foi a primeira Champions do técnico Josep Guardiola como treinador. Também inédito foi o feito de Messi, artilheiro da competição com nove gols, conquista que ele repetiria nas três edições seguintes do torneio.





Sylvinho foi titular na final
Messi e Iniesta com a taça
Além de Daniel Alves, que atuou em 10 dos 15 jogos da campanha do Barcelona na competição - inclusive de todas as partidas da fase eliminatória, com exceção da final -, outro brasileiro levantou a taça naquele ano, o lateral-esquerdo Silvinho, que atuou no jogo decisivo. Pelo lado do Manchester a grande estrela era o português Cristiano Ronaldo, que havia conquistado o título de melhor do mundo em 2008. Mas o grande nome do jogo foi Messi, que foi considerado pela Uefa o melhor jogador da partida. O primeiro gol da partida foi marcado por Eto'o, que chutou para o fundo das redes do gol defendido por Van der Sar aos 10 minutos da etapa inicial após receber passe de Iniesta. O segundo gol foi marcado por Messi, de cabeça, aos 25 minutos do tempo final após cruzamento de Xavi.



FICHA DA DECISÃO

Barcelona 2 x 0 Manchester United
Dados: 27 de maio de 2009
Local: Estádio Olímpico, Roma (Itália)
Barcelona: Valdés; Puyol, Piqué, Yaya Touré e Silvinho; Busquets, Xavi, Iniesta (Pedro Henrique), Messi; Eto'o e Henry (Keita). Técnico: Josep Guardiola
Manchester Unitet: Van der Sar; O'Shea, Ferdinandi, Vidic e Evra; Anderson (Tevez), Carrick, Giggs (Scholes) e Park (Berbakov); . Cristiano Ronaldo e Rooney Técnico: Alex Fergunson
Gols: Eto'o, aos 10 minutos do primeiro tempo; e Messi, aos 25 minutos do segundo tempo.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Champions: tradição é decisiva em finais caseiras

Real Madrid e Atlético FAZEM a tempos finais empre Terceira do País MESMO


História da taça


Torneio já teve quatro decisões entre times do mesmo país


Na decisão deste sábado, Real Madrid tem nove títulos e Atlético nenhum


A final da Copa dos Campeões da Europa, neste sábado, dia 24, será entre times do mesmo país pela quinta vez na história da competição. Antes de Real e Atlético de Madrid, a competição teve como finalistas da mesma nacionalidade a decisão do ano passado, entre Bayern Munique e Borussia Dortmund; a final da temporada 2007/08 que colocou frente a frente os ingleses Manchester United e o Chelsea; a de 2002/03 entre os italianos Milan e Juventus; e a de 1999/00 entre Real Madrid e Valência. E, se depender do retrospecto, o Real leva vantagem sobre o rival Atlético.



Confrontos de conterrâneos
Manchester venceu finais contra o Chelsea los 2008
Nas outras quatro oportunidades que o título foi disputado entre equipes conterrâneas, o time com maior tradição levantou a taça. O Atlético tentará quebrar essa escrita. Quando o Real venceu o Valência na decisão de 2000 já tinha sete títulos, e o seu rival nenhum. Na final de três anos depois, o Milan, que saiu vencedor, entrou em campo com cinco títulos da Champions (1962/63, 1968/69, 1988/89, 1989/90 e 1993/94) e a Juventus com dois (1984/85 e 1995/96).  Quando os dois times ingleses disputaram a final em 2008, o Manchester United trazia na bagagem dois títulos (1967/68 e 1998/99) contra nenhum do Chelsea - que viria a conquistar a sua Champions na temporada 2011/12. O Manchester levou a taça. No ano passado, ao entrar em campo o Bayern Munique tinha quatro títulos (1973/74, 1974/75, 1975/76 e 2000/01) contra um do Borussia (1996/97). O Bayern venceu a decisão por 2 a 1.

Mais Tradição
Bayern bateu o Borussia na decisão do ano passado
Neste ano, a diferença de tradição entre as duas equipes é ainda mais acentuada do que nas outras disputas entre times do mesmo país. O Real Madrid é o maior campeão da história da Copa dos Campeões da Europa com nove títulos. A equipe faturou as cinco primeiras edições da competição (1955/56, 1956/57, 1957/58, 1958/59 e 1959/60) e depois levantou os canecos de 1965/66, 1997/98, 1999/00 e 2001/02. Já o Atlético de Madrid tem como melhor resultado na competição o vice-campeonato de 1973/74, quando perdeu a decisão para o Bayern.


OS ÚLTIMOS CAMPEÕES DE FINAIS DA CASEIRAS

Manchester United 1 x 1 (6 x 5) * Chelsea
Final da Copa dos Campeões da Europa 2007/08
Dados: 21 de maio de 2008
Local: Estádio Luzhniki, Moscou (Rússia)
MANCHESTER UNITED: Van der Sar; Brown (Anderson), Ferdinand, Vidic e Evra; Hargreaves, Scholes (Giggs), Carrick e Rooney (Nani); Cristiano Ronaldo e Tevez. Técnico: Alex Ferguson
Chelsea: Petr Cech; Essien, Terry, Ricardo Carvalho e Ashley Cole; Makelele (Belletti), Lampard, Malouda (Kalou), Joe Cole (Anelka) e Ballack; . Drogba Técnico: Avran Grant
Gols: Cristiano Ronaldo, aos 26, e Lampard, aos 45 minutos do primeiro tempo.
* Disputa por pênaltis

Bayern Munique 2 x 1 Borussia Dortmund
Final da Copa dos Campeões da Europa 2012/13
Dados: 25 de maio de 2013
Local: Estádio de Wembley, Londres (Inglaterra)
BAYERN: Neuer; Lahm, Dante, Boateng e Alaba; Schweinsteiger, Javi Martinez, Robben e Müller; Ribéry (Luiz Gustavo), Mandzukic (Mário Gomes). Técnico: Jupp Heynckes
BORUSSIA: Weidenfeller; Piszczek, Subotic, Hummels e Schmelzer; Bender (Sahim), Gundogan, Kuba (Schieber) e Reus; . Grosskreutz e Lewandowski Técnico: Jurgen Klopp
Gols: Mandzukic, aos 15, Gundogan, aos 22, e Robben, aos 44 minutos do segundo tempo.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Vasco comemora 20 anos de seu tricampeonato


Vasco conquistou tri ao superar outros grandes no quadrangular final


História da taça


Jardel fez os dois gols do título de 1994


Vitória de 2 a 0 sobre o Fluminense garantiu conquista histórica


Dois gols de Jardel marcados há 20 anos deram ao Vasco da Gama a sua principal glória na história do Campeonato Carioca. Em 15 de maio de 1994, o clube de São Januário conquistava o seu único Tricampeonato Carioca, com uma vitória por 2 a 0 sobre o Fluminense. Era o último jogo do quadrangular decisivo do torneio. Com a vitória, o clube cruzmaltino alcançou os 10 pontos, um a mais que o vice-campeão Flamengo. O Fluminense conquistou sete pontos e o Botafogo apenas um.



Pênalti perdido
Pimentel sofreu pênalti
O Vasco foi melhor durante toda a partida que garantiu o título de 1994. No entanto, o início da partida não foi dos melhores. Logo aos 58 segundos de jogo, Pimentel sofreu pênalti cometido por Luís Eduardo. Yan bateu, mas o goleiro tricolor Ricardo Cruz foi bem na bola e fez a defesa. Cinco minutos depois, aos seis de jogo, Jardel abriu o marcador aproveitando cruzamento de Valdir após boa jogada pelo lado esquerdo do ataque vascaíno. O Vasco continuou melhor, mas não conseguiu ampliar o marcador no primeiro tempo.

Bola na trave
Jardel fez dois gols
Na etapa final, antes de chegar ao segundo gol, Jardel ainda mandou uma bola no travessão com uma cabeçada após cruzamento de Pimentel. O gol que deu números finais ao placar foi marcado aos 18 minutos, quando Jardel aproveitou jogada articulada por Willian. Durante a comemoração do título, vários jogadores dedicaram o título ao meia-atacante Dener, morto em acidente de carro menos de um mês antes, no dia 19 de abril. Antes da conquista do tricampeonato, o Vasco havia chegado perto três vezes, com as conquistas dos bicampeonatos de 1923-1924, 1949-1950 e 1987-1988.

As outras duas taças
Dinamite foi campeão em 1992
Cada um dos títulos do Tricampeonato Carioca foi alcançado de forma diversa. O de 1992 foi conquistado com duas rodadas de antecedência, com vitória sobre o Bangu por 1 a 0, no dia 24 de outubro. Um dos astros da equipe era o centroavante Roberto Dinamite, já em fim de carreira. A supremacia do Vasco foi tanta que o clube conquistou o primeiro e o segundo turnos e forma invicta. A campanha sem derrotas foi alcançada na última rodada com um empate com o Flamengo em 1 a 1 em 6 de dezembro. Já o título de 1993 foi conquista em final disputada com o Fluminense. O Vasco venceu o primeiro jogo por 2 a 0, perdeu o segundo por 2 a 1 e garantiu o título com um empate sem gols na terceira partida, no dia 16 de junho.


OS JOGOS DOS TÍTULOS

1992
Vasco 1 x 1 Flamengo
Data: 6 de dezembro de 1992
Local: São Januário
VASCO: Carlos Germano; Winck, Jorge Luiz, Tinho e Eduardo; Luizinho, Leandro, Carlos Alberto Dias e Edmundo; Bismarck (Giovani) e Roberto Dinamite. Técnico: Joel Santana
FLAMENGO: Gilmar; Cláudio, Wilson Gotardo, Rogério, Júnior Baiano e Piá; Fabinho, Uidemar e Júnior; Marcelinho e Nélio. Técnico: Carlinhos
Gols: Edmundo e Marcelinho Carioca
Obs: O Vasco havia garantido a taça duas rodadas antes, com vitória sobre o Bangu. O empate com o Flamengo garantiu o título invicto ao time de São Januário.

1993
Vasco 0 x 0 Fluminense
Data: 16 de junho de 1993
Local: Maracanã
VASCO: Carlos Germano; Pimentel, Alexandre Torres, Alê e Cassio; Sidney, França, Carlos Alberto Dias e Bismark; Gian (Hernande) e Valdir (Alex). Técnico: Joel Santana
FLUMINENSE: Nei; Júlio César, Márcio, Luís Eduardo e Marcelo Barreto (Wallace); Pires, Chiquinho, Serginho (Macalé) e Sérgio Manoel; Vagner e Edinho. Técnico: Edinho

1994
Vasco 2 x 0 Fluminense
Data: 15 de maio de 1994
Local: Maracanã
VASCO: Carlos Germano; Pimentel, Ricardo Rocha, Alexandre Torres e Cássio; Leandro Avila, Luisinho, Willian e Yan; Valdir e Jardel. Técnico: Jair Pereira
FLUMINENSE: Ricardo Cruz; Alfinete, Luiz Eduardo, Rau e Branco; Jandir, Cláudio (Lira), Luiz Antônio e Luís Henrique; Mário Tilico e Ézio. Técnico: Delei
Gols: Jardel (2)

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Após Copa das Confederações 9 foram negociados

Nove campeões mudaram de clube depois da conquista do título de 2013

História da taça

Maioria dos jogadores que levantou título atuava no Brasil


Dos 23 jogadores que levaram a taça no ano passado, 12 atuavam no Brasil


Passado um ano da convocação da Seleção Brasileira para a Copa das Confederações, vencida pela equipe comandada pelo técnico Luiz Felipe Scolari, quase metade dos jogadores da lista inicial do treinador (Leandro Damião foi convocado, mas acabou cortado por contusão e para o seu lugar foi chamado Jô) trocou de clube. No total, foram nove dos 23 jogadores que mudaram de ares. Desses, cinco passaram a jogar por times de maior expressão ou pelo menos de maior poder financeiro. Dois jogadores mudaram para clubes de menor expressão. E dois se transferiram para times que podem ser considerados de mesmo status que o anterior.




Maioria atuava no Brasil

Neymar foi para o Barcelona
A lista de convocados para a Copa das Confederações de 2013 foi anunciada pelo técnico Felipão no dia 14 de maio de 2013. Eram 12 jogadores que atuavam no Brasil contra 11 que estavam no exterior. Daquele grupo, atualmente sete jogam no Brasil e 16 estão fora do País. Das nove transações ocorridas desde então, a mais ruidosa, sem dúvida, foi a transferência de Neymar para o Barcelona. Mas também chamou a atenção a ida de Bernard para o Shakhtar Donestsk, negociação concretizada depois que o Atlético-MG conquistou a Libertadores da América.

"Desceram de degrau"

Júlio César foi para o Canadá
Já entre os jogadores que "desceram de degrau" para continuarem com chances de permanecer na Seleção Brasileira e, assim, disputar a Copa do Mundo do Brasil, a transferência que mais chamou a atenção foi a do goleiro Júlio César, que saiu do Queens Park Ranger, da Inglaterra, e está defendendo o Toronto FC, do Canadá. Outro que preferiu mudar de time, mesmo que para uma equipe mais fraca, a ficar no banco foi o volante Luiz Gustavo, que deixou o poderoso Bayer de Monique e foi para o Wolfsburg.
Nove perderam a vaga
Lucas: fora da Copa do Mundo
Dos 23 jogadores chamados para a Copa do Mundo do Brasil, nove não estavam na lista inicial de Felipão para a Copa das Confederações. Entre esses nove está incluído o atacante Jô, do Atlético-MG, que não estava na primeira relação para participar da competição e acabou sendo chamado para o lugar de Leandro Damião, que se machucou. Os outros que perderam vagas foram o goleiro Diego Cavalieri (para Victor), os laterais Jean (Maicon) e Felipe Luís (Maxwell), o zagueiro Rever (Henrique), o volante Fernando (Fernandinho), o meia Jadson (Willian) e o atacante Lucas (para o volante Ramires).


MUDARAM DE TIME APÓS A COPA DAS CONFEDERAÇÕES
Júlio César
do Queens Park Rangers para o Toronto FC


Fernando
do Grêmio para o Shaktar Donetsk


Luiz Gustavo
do Bayern de Monique para o Wolfsburg


Paulinho
do Corinthians para o Tottenhan


Hernandes
da Lazio para a Internazionale


Jadson
do São Paulo para o Corinthians


Neymar
do Santos para o Barcelona


Bernard
do Atlético-MG para o Shaktar Donetsk


Leandro Damião
do Internacional-RS para o Santos

sábado, 10 de maio de 2014

Zagueiro também foi polêmica na convocação de 94

Parreira fez dois cortes após a convocação para a Copa dos Estados Unidos


História da taça


Aldair foi preterido na lista inicial e depois virou titular


Jogador formou dupla de zaga com Márcio Santos na Copa dos Estados Unidos


Uma convocação sem surpresas e na qual o nome que mais chamou a atenção foi o de um zagueiro. Pode até parecer a divulgação dos jogadores selecionados pelo técnico Luiz Felipe Scolari para a Copa do Mundo do Brasil, na última quarta-feira, dia 7, mas a descrição é da convocação feita por Carlos Alberto Parreira há exatos 20 anos para o mundial de 1994, nos Estados Unidos, em que o Brasil conquistou o tetracampeonato. Se na atual seleção Henrique, do Napoli, disputava a preferência com Miranda (Atlético de Madrid), Dedé (Cruzeiro) e Marquinhos (Paris Saint Germain), na convocada em 10 de maio de 1994 o técnico da equipe canarinho optou por Márcio Santos (Bordeaux) no lugar de Aldair (Roma).

Aldair no lugar de Mozer
Mozer: problema de saúde
Parreira justificou na coletiva de imprensa que a opção por Márcio Santos se deu por conta de ter um histórico menos problemático em relação a lesões e por ser mais jovem. Aldair, que havia operado o joelho no ano anterior, tinha 28 anos, enquanto o escolhido Márcio Santos, 23. O destino, no entanto, acabou fazendo que ambos fossem para a Copa do Mundo dos Estados Unidos. Onze dias após o anúncio da lista, a comissão técnica cortou o zagueiro Mozer, então jogando no Benfica, de Portugal, e chamou Aldair para o seu lugar. A justificativa para o corte de Mozer foram problemas de saúde. Segundo os médicos da Seleção Brasileira, o jogador estava sofrendo de problemas hepáticos crônicos, de acordo com o que foi noticiado na época.

Ronaldão no lugar de Ricardo Gomes
Contusão em amistoso
Mozer não seria o único a ser cortado da lista inicial. Depois de jogar como titular nas três partidas preparatórias para a Copa do Mundo - empate em 1 a 1 com o Canadá e vitórias por 8 a 2 sobre Honduras e 4 a 0 sobre El Salvador - o zagueiro Ricardo Gomes teve de ser desligado da Seleção Brasileira. Nesse último jogo preparatório, no dia 12 de junho, oito dias antes da estreia do Brasil no mundial contra a Rússia, ele saiu do gramado contundido. Dois dias depois, em 14 de junho, foi cortado devido à lesão na coxa direita. Para o seu lugar foi chamado o ex-são-paulino Ronaldão (Shimizu S. Pulse).

Márcio Santos e Aldair titulares
Titular em 1994
E quis o destino que os dois jogadores que provocaram a única polêmica sobre a convocação de Parreira se tornassem titulares da zaga tetracampeão mundial. Na estreia contra a Rússia - vitória brasileira por 2 a 0 com gols de Romário e Rai - foram escalados Ricardo Rocha e Márcio Santos. No entanto, devido a um estiramento na coxa esquerda, Ricardo Rocha foi substituído por Aldair. No restante da campanha da equipe canarinho na competição a zaga foi Aldair e Márcio Santos, sem nenhum deles ser substituído nenhuma vez. Ronaldão, o último a se juntar ao grupo, acabou não atuando em nenhuma das partidas, que deu ao Brasil o título nos Estados Unidos.




OS CONVOCADOS EM 10 DE MAIO DE 1994

Goleiros: Taffarel, Zetti e Gilmar
Laterais: Jorginho, Cafu, Branco e Leonardo
Zagueiros: Ricardo Rocha, Ricardo Gomes, Mozer e Márcio Santos
Meio-campistas: Zinho, Mazinho, Raí, Dunga e Mauro Silva
Atacantes: Paulo Sérgio, Romário, Bebeto, Muller, Viola e Ronaldo

Os cortes
21 de maio
Mozer é cortado e Aldair convocado

14 de junho
Ricardo Gomes é cortado e Ronaldão convocado

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Há 10 anos Kaká levantava o título italiano

Kaká fez cruzamento para o gol do título

História da Taça


Primeira taça como titular na Itália veio em 2004


Jogador, peça fundamental do Milan, foi comparado com Platini


Apenas um ano. Foi esse o tempo que levou para Kaká se transformar em ídolo do Milan após desembarcar na Itália em agosto de 2003. No mesmo mês do ano seguinte, o ex-jogador do São Paulo, contratado como uma promessa e sem garantia de que figuraria entre os titulares, já havia garantido lugar cativo na equipe que conquistou o Campeonato Italiano na temporada 2003/04. Na prática foi o primeiro título de Kaká no Milan, apesar de atribuírem a ele também a Supercopa da Europa de 2003 - mas ele não figurou nem no banco de reservas da equipe que levantou essa taça em 29 de agosto de 2003 ao bater o Porto por 1 a 0 na única partida válida pela taça.



No lugar de Rivaldo
Rivaldo perdeu vaga
Neste dia 2 de maio faz exatamente dez anos que Kaká levantou o título de Campeão Italiano. Para figurar entre os titulares da equipe, o meia ganhou a preferência do técnico Carlo Ancelotti sobre ninguém menos que Rivaldo. Dez anos mais velho e sem espaço no Milan, Rivaldo acabou se transferindo para o Cruzeiro antes do fim da temporada italiana. Além de Kaká, o time titular do Milan que chegou ao final do torneio tinha outros dois brasileiros - o goleiro Dida e o lateral-direito Cafu - e um reserva, o lateral-esquerdo Serginho. Mas o jovem Kaká é quem encantava a torcida, sendo considerado um dos principais articuladores do time e chegando a ser comparado com o ex-craque francês Michel Platini. que brilho na Juventus na década de 1980. 

Kaká e Dida comemoram
Cruzamento para o título
A conquista do título aconteceu com duas rodadas de antecedência com uma espécie de final antecipada. O Milan, então com 76 pontos, enfrentou a Roma, com 70, vice-líder e única equipe que poderia roubar a taça da equipe milanesa, A Roma também tinha brasileiros entre os destaques de seu elenco: Émerson, Lima e Mancini. O jogo do título foi disputado no Estádio San Siro, em uma partida bastante tensa. Logo aos dois minutos o Milan abriu o marcador com Shevchenko de cabeça aproveitando cruzamento de Kaká pelo lado direito, após o brasileiro deixar dois marcadores para trás. Ainda no primeiro tempo, o Milan teve outras duas oportunidades de ampliar o marcador, mas esbarrou em boas defesas do goleiro Pelizzoli. 

Partida tensa
Shevchenko fez o gol do título
O clima de tensão da partida cresceu com um pênalti não marcado a favor do time do Roma, quando Shevchenko interceptou com o braço falta cobrada pelo atacante Totti. Na segunda etapa, o jogo teve de ser interrompido três vezes porque a torcida do Roma, postada atrás do gol de Dida, arremessou fogos de artifício no gramado. O médico do Milan precisou ser acionado para atender o goleiro e o volante Gatuso, atingido na cabeça. Mas o Milan resistiu à pressão e conquistou o seu 17º título italiano, depois de ficar quatro anos sem levantar o scudetto. Duas rodadas adiante, Shevchenko terminaria o campeonato como o artilheiro com 24 gols.
 


TÍTULOS DE KAKÁ NO MILAN 

Mundial Interclubes 2007 

Liga dos Campeões da Europa 2006/07 

Supercopa da Europa 2003 e 2007 

Campeonato Italiano 2003/04 

Supercopa da Itália 2004

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Brasileirão 2014 terá seis ex-artilheiros

Éderson conquistou artilharia do Brasileirão em 2013


História da taça


Goleadores de edições passadas buscam novas glórias


Keirrison, Diego Tardelli, Fred, Éderson, Souza e Borges já brilharam no torneio


Dos 12 jogadores que se sagraram artilheiros do Campeonato Brasileiro nos últimos 10 anos, metade vai disputar a Série A este ano. Desses seis, quatro vestem a mesma camisa que os consagrou como goleadores do Brasileirão: Keirrison (artilheiro do torneio de 2008 pelo Coritiba com 21 gols); Diego Tardelli (pelo Atlético, em 2009, com 19 gols); Fred (pelo Fluminense, em 2012, com 20 gols); e Éderson (goleador do ano passado pelo Atlético-PR com 21 gols). Os dois que estão em outros clubes são Souza (artilheiro em 2006, pelo Goiás, com 17 gols) que está no Vitória; e Borges (goleador de 2011, com 23 gols, pelo Santos), do Cruzeiro.


Desempenho em 2013
Borges fez dez gols no ano passado
Dos seis jogadores citados, depois do goleador Éderson, o que teve melhor desempenho em 2013 foi o cruzeirense Borges, que, ao lado do meia Ricardo Goulart, foi o artilheiro do campeão brasileiro com dez gols, 11 a menos que o matador do Atlético-PR. Entre os seis, o terceiro colocado na artilharia foi Diego Tardelli, que balançou as redes adversárias sete vezes, ficando com a vice-artilharia do Galo, com um gol a menos que Alecsandro, goleador máximo do time mineiro. Na outra ponta da tabela, Souza (defendendo o Bahia) foi o que teve pior desempenho ao passar em branco no Brasileirão do ano passado. Já Keirrison fez um gol, enquanto Fred balançou as redes adversárias três vezes.

Saíram e voltaram
Tardelli voltou para o Atlético
Dos quatro jogadores que defendem o mesmo time de quanto se sagraram artilheiros, dois saíram do clube e retornaram em 2013. E vivem fases completamente distintas. Diego Tardelli é titular e ídolo do Atlético-MG após deixar o clube em 2011 (dois anos após conquistar a artilharia do Brasileirão) e retornar no ano passado. Nesses dois anos passou Anzhi, da Rússia, e pelo Al-Gharafa, do Catar. Já Keirrison tenta recuperar o bom futebol, e no período que esteve longe do Coritiba, sofreu uma grave contusão. Um ano após se sagrar goleador do Brasileirão 2008 (empatado com Washington, do Fluminense, e Kléber Pereira, do Santos), o atacante foi para o Palmeiras, e depois para fora do País (onde defendeu Benfica e Fiorentina). Retornou ao Brasil em 2010, com passagens apagadas por Santos e Cruzeiro.


ONDE JOGAM
Os artilheiros dos 10 últimos brasileirões


2004 - Washington (Atlético-PR) - 34 gols
Em 2014 - Aposentado


2005 - Romário (Vasco) - 22 gols
Em 2014 - Aposentado


2006 - Souza (Goiás) - 17 gols
Em 2014 - VITÓRIA


2007 - Josiel (Paraná) - 20 gols
Em 2014 - INTER DE SANTA MARIA (RS)


2008 - Keirrisson (Coritiba) - 21 gols
Em 2014 - CORITIBA

Washington (Fluminense) - 21 gols
Em 2014 - Aposentado


Kléber Pereira (Santos) - 21 gols
Em 2014 - MOTO CLUBE (MA)


2009 - Diego Tardelli (Atlético-MG) - 19 gols
Em 2014 - ATLÉTICO-MG 

Adriano (Flamengo) - 19 gols
Em 2014 - Sem clube


2010 - Jonas (Grêmio) - 23 gols
Em 2014 - VALENCIA (Espanha)


2011 - Borges (Santos) - 23 gols
Em 2014 - CRUZEIRO


2012 - Fred (Fluminense) - 20 gols
Em 2014 - FLUMINENSE


2013 - Éderson (Atlético-PR) - 21 gols
Em 2014 - ATLÉTICO-PR