Grafite fez dois gols na estréia do Santa Cruz do Brasileirão
Quem é?
Último no torneio gol havia sido pelo São Paulo em 2004
Fazia
onze anos e cinco meses que o artilheiro Grafite não balançava as redes em um
jogo pelo Campeonato Brasileiro. O atacante do Santa Cruz, autor de dois gols
na vitória por 4 a 1 sobre o Vitória, havia movimentado o placar pela última
vez na competição em dezembro de 2004, quando defendia o São Paulo. O jogo foi
o empate em 1 a 1 com o Flamengo no Morumbi. Para acharmos a última vez que
Grafite marcou dois gols em um Brasileirão basta voltar apenas mais um mês:
novembro de 2004, em partida que o São Paulo bateu o Botafogo por 5 a 2.
Foi
no São Paulo que Grafite ganhou projeção internacional, a ponto de ser
contratado pelo Le Mans, da França, em 2006 - depois, antes de voltar ao
Brasil, atuou também pelo Wolfsburg (Alemanha), Al Ahli (Emirados Árabes)
e Al-Sadd (Catar). Revelado pela Motonense, teve
passagens por Ferroviária, Santa Cruz, Grêmio e Goiás, além do Anyang, da
Coréia do Sul, antes de desembarcar no Tricolor. Chegou no clube do Morumbi em
2004, e no ano seguinte participou da conquista da Libertadores e do Mundial
Interclubes. Na campanha do título continental fez quatro gols, um a menos que
os artilheiros do Tricolor na competição - o goleiro Rogério Ceni e o
centroavante Luisão. Também fizeram quatro gols Cicinho e Diego Tardelli. No
mundial interclubes, conquistado pelo São Paulo com vitória por 1 a 0 sobre o
Liverpool, Grafite ficou no banco nos dois jogos, mas entrou no fim do segundo
tempo em ambos.
Grafite fez gol no empate com o Flamengo em 2004
No
Brasileirão de 2004, quando Grafite havia feito seu último gol pela competição,
o São Paulo terminou na terceira colocação - o Santos foi campeão - e o
atacante foi o artilheiro do time com 17 gols, metade dos anotados pelo
goleador máximo da competição, Washington, do Atlético Paranaense. Naquele
jogo, pela penúltima rodada do torneio e jogando em casa, o São Paulo entrou em
campo ainda com chances de ser campeão. Se tivesse vencido, o Tricolor chegaria
a rodada final com 84 pontos, um a menos que o Atlético Paranaense
(vice-campeão) e dois a menos que o Santos. No entanto, dirigido por Leão, o
time do Morumbi sofreu 1 a 0 aos 13 minutos do primeiro tempo, gol de Dimba.
Grafite fez o gol do empate ainda no primeiro tempo, aos 26 minutos, mas o São
Paulo não teve forças para virar o jogo, se despedindo das chances de ser
campeão uma rodada antes do fim do campeonato.
FICHA
DO JOGO
São
Paulo 1 x 1 Flamengo
Data:
12 de dezembro de 2004
Local:
Estádio do Morumbi
São
Paulo: Rogério Ceni; Fabão, Rodrigo e Lugano; Cicinho, César Sampaio (Nildo),
Renan, Danilo (Souza) e Cicinho; Daniel Tardelli e Grafite. Técnico: Leão
Flamengo:
Júlio César; China (Valentin), Júnior Baiano, André Bahia e Roger, Dá Silva,
Ibson, Jonatas e Zinho (Athirson); Whelliton (Júnior) e Dimba. Técnico: Andrade
Fred pode ser artilheiro do Campeonato Brasileiro pela terceira vez
Quem é?
Centroavante conquista artilharia em 2012 e 2014
Dadá Maravilha, Túlio e Romário foram goleadores da competição três vezes
Quando o Fluminense entrar em campo neste domingo, dia 15, contra o América mineiro, fora de casa, o atacante Fred irá mirar em um novo recorde para a sua carreira: se juntar aos atacantes que mais vezes conquistaram o posto de artilheiro do Campeonato Brasileiro. Goleador máximo dos Brasileirões de 2012 e 2014, Fred tenta alcançar o feito pela terceira vez. Os jogadores que mais vezes se sagraram artilheiro da competição foram Dario, o Dadá Maravilha (em 1971, 1972 e 1976), Túlio (1989, 1994 e 1995) Romário (2000, 2001 e 2005).
Curioso é que a caminhada de Fred começa justamente contra o time que o revelou no início dos anos 2000. Mas, não houve nem tempo de Fred brilhar entre os profissionais do Coelho. Em 2003, ele foi contratado pelo Cruzeiro, time pelo qual marcou os primeiros gols no Brasileirão. Foram 14 gols em 2004, bem longe do artilheiro daquele ano, Washington, do Atlético-PR, que marcou 34 gols; e 10 gols em 2005, também distante do goleador máximo, o baixinho Romário, com 22 gols, pelo Vasco. Foi a última vez que Romário sagrou-se artilheiro do Brasileirão. Havia alcançado a conquista também em 2000, com 20 gols (ao lado de Magno Alves, do Fluminense, e Dill, do Goiás), e em 2001, com 21, em ambas as temporadas também pelo clube cruzmaltino.
Romário foi artilheiro do Brasileirão em 2000, 2001 e 2005
Antes dos 10 gols marcados no Brasileirão de 2005, Fred havia conquistado a artilharia do Campeonato Mineiro com 14 gols daquele ano. Mas não ficou com o título: o seu Cruzeiro perdeu a taça para o Ipatinga. O desempenho do artilheiro naquele ano chamou a atenção do futebol francês e o centroavante se transferiu para o Lyon. Na França faturou três títulos nacionais, mas não foi o goleador máximo de nenhuma dessas competições. Somente no Fluminense é que Fred alcançaria esse feito. "O Fluminense foi o clube que mais me fez crescer, porque cheguei a minha maturidade profissional", afirmou Fred em entrevista à Rede Globo em 2014.
Fred disputou dois Brasileirões pelo Cruzeiro
O artilheiro chegou ao Fluminense em 2009. Os números mostram que a readaptação ao futebol brasileiro não foi exatamente fácil. Naquele ano, fez 12 gols no Brasileirão, sete a menos que os artilheiros da competição, Diego Tardelli (Atlético-MG) e Adriano (Flamengo), que balançaram as redes adversárias 19 vezes cada um. Em 2010, Fred ainda não confirmava a vocação de grande artilheiro, tendo marcado apenas cinco gols na campanha do título brasileiro do Fluminense naquele ano. Em 2011, Fred começava uma fase matadora: foi artilheiro do Campeonato Carioca com 10 gols e vice-artilheiro do Brasileirão com 22, apenas um a menos que o goleador máximo do campeonato, o santista Borges. O ano seguinte seria, sem dúvida, o melhor do centroavante com a camisa do Tricolor Carioca. Foi artilheiro na campanha de campeão brasileiro do Fluminense de 2012, com 20 gols, e ainda foi campeão carioca. A segunda artilharia do Brasileirão seria conquistada em 2014, quando fez 18 gols.
QUEM MAIS CONQUISTOU A ARTILHARIA DO BRASILEIRÃO
3 TEMPORADAS
Dadá Maravilha
1971
15 gols (Atlético Mineiro)
1972
17 gols (Atlético Mineiro)
Dividido com Pedro Rocha (São Paulo)
1976
16 gols (Internacional)
Túlio
1989
11 gols (Goiás)
1994
19 gols (Botafogo)
Dividido com Amoroso (Guarani)
1995
23 gols (Botafogo)
Romário
2000
20 gols (Vasco)
Dividido com Magno Alves (Fluminense) e Dill (Goiás)
2001
21 gols (Vasco)
2005
22 gols (Vasco)
2 TEMPORADAS
Roberto Dinamite
1974
16 gols (Vasco)
1984
16 gols (Vasco)
Zico
1980
21 gols (Flamengo)
1982
20 gols (Flamengo)
Washington
2004
34 gols (Atlético Paranaense)
2008
21 gols (Fluminense)
Dividido com Keirrison (Coritiba) e Kléber Pereira (Santos)
Centurión fez seis gols em 2015 jogando pelo São Paulo
Quem é?
Argentino marcou 2 vezes contra o Toluca
Os dois
gols marcados por Centurión na vitória de 4 a 0 do São Paulo sobre o Toluca, do
México, no primeiro confronto dos dois times pelas oitavas-de-final da Taça
Libertadores da América representam um recorde na carreira do jogador. Revelado
pelo Racing da Argentina, o atacante de 23 anos nunca havia feito mais de um
gol em uma partida de acordo com levantamento feito pelo blog Histórias da Bola
em sites especializados em esportes. Nos três anos em que atuou como
profissional no Racing, o atacante fez sete gols, três em 2012, um em 2013 e
três em 2014. Na temporada 2013/2014, o atacante também atuou no Genoa da
Itália por empréstimo, mas não chegou a fazer nenhum gol. No São Paulo, onde
chegou no ano passado, Centurión balançou as redes oito vezes. Os dois gols
contra o Toluca foram os primeiros marcados este ano.
Já fazia
sete meses que Centurión não balançava as redes. O último gol que havia marcado
foi pelas quartas-de-final da Copa do Brasil do ano passado, em empate em um
gol do São Paulo com o Vasco, no jogo de volta, no dia 30 de setembro. Na
primeira partida, o São Paulo havia vencido por 3 a 0. No ano passado, o argentino fez seis gols com a camisa tricolor. Com os dois gols
marcados sobre o Toluca, Centurión também iguala o seu melhor desempenho como
artilheiro em Libertadores. Foram dois gols que o argentino marcou na
competição continental no ano passado. Na fase de grupos anotou contra o
Danúbio, da Argentina, na vitória do Tricolor por 2 a 1 fora de casa. Nas
oitavas-de-final foi o autor do gol do 1 a 0 sobre o Cruzeiro no jogo de ida
realizado no Morumbi. O São Paulo perderia pelo mesmo placar na partida fora de
casa e seria desclassificado nos pênaltis.
Coloque nos comentários sugestões de temas sobre os quais
você gostaria de ler aqui no blog HISTÓRIAS DA BOLA
Sócrates foi Campeão Paulista três vezes com o Timão
Quem é?
Há 30 anos, o Magrão trocava o Timão pela Fiorentina
Negociação foi divulgada após Corinthians ser eliminado do Brasileirão
Há 30 anos, o Corinthians dava fim a um ciclo vencedor ao negociar o seu maior ídolo nos anos 1980 e um dos maiores de toda a sua história, o craque Sócrates. No dia 21 de maio de 1984, o então presidente do Corinthians Valdemar Pires anunciou a venda do jogador, três dias depois de ter fechado a transação com a Fiorentina, da Itália, segundo confirmou na coletiva sobre a negociação. A venda do jogador já havia vazado na imprensa e tomou conta do noticiário durante todo o fim de semana em que o Corinthians acabou eliminado nas semifinais do Campeonato Brasileiro pelo Fluminense, que se sagraria campeão daquele ano. A eliminação ocorreu com um empate sem gols, pois o Timão havia perdido a primeira partida por 2 a 0 no Morumbi. O empate que custou a classificação ao time do Parque São Jorge foi a última partida oficial de Sócrates.
Três títulos paulistas
Sócrates era um dos líderes da Democracia Corintiana
Com a camisa corintiana, Sócrates havia conquistado os títulos de Campeão Paulista de 1979, 1982 e 1983. O primeiro deles logo no seu segundo ano na equipe alvinegra, que adquiriu seu passe junto ao Botafogo de Ribeirão Preto. Desses três títulos, o primeiro foi ganho em final contra a Ponte Preta e os outros dois contra o São Paulo. Sócrates foi um dos líderes do movimento chamado Democracia Corintiana. O time que dominou o cenário paulista durante dois anos tinha Sócrates como cérebro, mas havia outros grandes jogadores: Juninho na zaga, Vladimir na lateral-esquerda, Biro Biro como volante, Zenon no meio de campo e Casagrande no ataque, além de Ataliba e Eduardo, entre outros.
"Passe açucarado"
A venda de Sócrates foi fechada cinco dias após o Corinthians perder o primeiro jogo das semifinais do Campeonato Brasileiro para o Fluminense por 2 a 0, com gols de Assis e Tato. Mesmo sem ser confirmada pela diretoria, a venda tomou conta do noticiário às vésperas do jogo decisivo no Maracanã. O discurso no Corinthians era de que o time estava concentrado no jogo decisivo apesar da difícil missão de ter de vencer por 3 a 0 para garantir a classificação. No jogo decisivo, Sócrates esteve apagado. Seu melhor momento na partida foi um "passe açucarado", segundo descreveu reportagem da Folha de S.Paulo, para Casagrande, que desperdiçou a chance de gol aos 29 minutos do primeiro tempo. Após a saída de Sócrates, o Corinthians demoraria quatro anos para levantar um caneco importante: o Campeonato Paulista de 1988.
Scudetto ficou na promessa
Jogador ficou apenas um ano na Fiorentina
Mesmo antes da diretoria do Corinthians confirmar a negociação, e até antes do jogo decisivo, Sócrates chegou a dar declarações como jogador da Fiorentina, segundo publicou o jornal O Estado de S.Paulo. "Vamos ganhar o terceiro scudetto para a Fiorentina", foi uma das declarações de Sócrates que o jornal publicou. A reportagem afirmava que o craque estava descontraído, vibrante, alegre e brincalhão com a definição da negociação. A realidade, no entanto, foi bem outra. Sócrates tinha contrato de dois anos com o time italiano, mas voltou no ano seguinte, sem o sonhado scudetto, para defender o Flamengo.
Assediado desde 1983
Magrão fez gol em seu último jogo pelo Timão
As sondagens do futebol italiano sobre Sócrates vinham desde 1983. Em abril de 1984, durante os comícios pelas Diretas Já, o jogador chegou a declarar que se houvesse eleições diretas ficaria no País. O movimento Diretas Já, apesar de toda a mobilização popular, acabou sendo derrotado. E isso teria pesado na decisão de Sócrates. Os jornais de Florença, segundo publicou a Folha, também comemoraram a contratação com manchetes como "Sócrates na Fiorentina" e "Fiorentina, Sócrates já é teu", tudo isso antes do anúncio oficial do Corinthians. Para ficar com o jogador, a Fiorentina, segundo noticiou-se na época, venceu a concorrência de equipes como Verona, Milan, Napoli e Internazionale.
Último gol na Jamaica
Depois da desclassificação para o Fluminense no Campeonato Brasileiro. Sócrates fez mais um jogo pelo Corinthians em solo brasileiro. Foi em um amistoso contra o Vasco da Gama, disputado em Juazeiro, na Bahia, no dia 3 de junho. O Timão venceu por 3 a 0, com todos os gols assinalados no segundo tempo depois de uma etapa inicial fraca. Sócrates participou de dois dos três gols do alvinegro. Aos 22 minutos, fez jogada sobre Airton, dividiu com o goleiro Acácio e a bola sobrou para Biro Biro marcar. Três minutos depois, driblou Acácio e tocou para Galo marcar. O terceiro gol foi anotado por Dicão, aos 29 minutos. Uma semana depois, no dia 10 de junho, o Magrão fez o seu último jogo pelo Corinthians, na Jamaica, contra a seleção daquele país. O Corinthians perdeu por 2 a 1, e o gol do alvinegro foi anotado por Sócrates.
ÚLTIMOS JOGOS DE SÓCRATES PELO CORINTHIANS NO BRASIL
Fluminense 0 x 0 Corinthians
Semifinal do Campeonato Brasileiro de 1984
Data: 20 de maio de 1984
Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
FLUMINENSE: Paulo Vitor; Aldo, Duílio, Ricardo e Branco; Jandir, Delei e Assis; Romerito, Washington e Tato.
CORINTHIANS: Carlos; Edson, Mauro, Juninho e Vladimir; Biro Biro, Sócrates e Zenon (Ditão); Ataliba, Casagrande e Eduardo.
Corinthians 3 x 0 Vasco
Amistoso
Data: 3 de junho de 1984
Local: Rameirão, Juazeiro do Norte (BA)
CORINTHIANS: Carlos (Solito); Ronaldo, Paulo, Juninho e Ailton; Biro Biro, Luís Fernando e Sócrates (Careca); Ataliba (Galo), Casagrande e Dicão.
VASCO: Acácio; Edevaldo, Ivan, Daniel Gonzales e Airton; Oliveira; Geovani e Mário; Jussié, Cláudio José e Vilson Tadei.
Gols: Biro Biro, aos 22, Galo, aos 25, e Dicão, aos 29 minutos do segundo tempo
Del Debbio conquistou dois tricampeonatos pelo Timão
Como treinador, deu ao Palmeiras o primeiro título pós-Palestra Itália
O zagueiro Del Debbio foi um dos maiores ídolos da torcida corintiana nos anos 1920 e 1930 e, mesmo assim, conseguiu também ser um dos importantes personagens da história do Palmeiras, já como técnico. Nesta quinta-feira, dia 8, faz 30 anos que o ex-ídolo alvinegro morreu, aos 79 anos, permanecendo como um dos ícones da história da equipe do Parque São Jorge. No total, Del Debbio conquistou oito títulos paulistas como jogador e três como técnico - sendo que um desses títulos foi como técnico e jogador, o de 1939. Em sua biografia também se destaca o entrosamento e parceria com outros dois importantes nomes da história alvinegra: o goleiro Tuffy e o lateral-direito Grané. Nos registros sobre eles é possível encontrar que eram chamados de trio de mosqueteiros ou trio final, entre outras expressões que indicam a importância deles para o Corinthians.
O primeiro tricampeonato
Ídolo nos anos 1920/30
Del Debbio - que tinha como principais características o vigor físico, bom posicionamento e a aplicação, transformando-o em um ótimo marcador - iniciou sua trajetória no Corinthians de maneira grandiosa. Ainda como um zagueiro desconhecido, foi Campeão Paulista de 1922, o campeonato do Centenário da Independência. Era o primeiro título da sequência que se transformaria no primeiro tricampeonato do Corinthians (1922/23/24). Dessas três taças, duas foram conquistadas deixando como vice-campeão o Palmeiras, na época ainda Palestra Itália (22 e 23). Na outra conquista o vice ficou com o Paulistano. O famoso trio defensivo, no entanto, seria formado somente a partir de 1928, quando Tuffy chegou ao alvinegro. Grané havia desembarcado no clube em 1924 e, portanto, tinha participado do último título do primeiro tricampeonato.
Tricampeão novamente O segundo tricampeonato da história do Corinthians teve como arma o trio de mosqueteiros. Foi alcançado com as taças de Campeão Paulista de 1928, 1929 e 1930. Nos dois primeiros títulos da sequência, o vice-campeonato ficou com o Santos e no terceiro com o São Paulo. Curioso é que nos três campeonatos o terceiro colocado foi o Palestra Itália. Após o título de 1930, o time do Corinthians acabou se desfazendo, com a transferência de alguns de seus principais jogadores. Entre eles Del Debbio, que foi para o Lazio, da Itália. O jogador permaneceu no clube italiano até 1936.
A volta ao Brasil
Corinthians dominou o Paulistão entre 1920 e 1930
A participação de Del Debbio nos outros dois títulos paulistas que constam em seu currículo não foi tão efetiva. Em 1937, na sua volta da Itália, participou de quatro dos 14 jogos do Corinthians. Já em 1939, quando já era o técnico da equipe, acabou sendo obrigado a entrar em campo para defender o clube em uma partida, contra o Ypiranga, no dia 22 de outubro de 1939, pelo fato do elenco estar desfalcado de jogadores para a posição em condições de jogo. O Corinthians venceu por 2 a 1. Nos títulos de 1937 e 1939, o vice foi o Palestra Itália. Como técnico, os títulos do ex-zagueiro pelo Timão foram de 1938, 1939 e 1941.
O primeiro título do Palmeiras
Del Debbio treinou o "primeiro" Palmeiras
Em 1942, Del Debbio ganhou novamente o título paulista, taça muito especial para a história do Palmeiras. O ex-corintiano comandou a equipe no primeiro jogo em que o clube alviverde atuou com o nome Palmeiras, deixando para o passado o Palestra Itália, devido às pressões políticas provocadas pela Segunda Guerra Mundial. E foi nesse jogo que o time do Parque Antártica conquistou o título de Campeão Paulista de 1942. O jogo do título foi contra o São Paulo, que abandonou a partida quando perdia por 3 a 1. No primeiro tempo, o Palmeiras saiu de campo vencendo por 2 a 1, com gols de Cláudio e Del Nero para o time alviverde e Valdemar de Brito para o São Paulo. Na segunda etapa, Echevarrieta ampliou para a equipe do Parque Antártica. O São Paulo deixou o campo após o juiz marcar um pênalti para o time de Del Debbio aos 19 minutos, e com isso o Palmeiras garantiu a taça.
Seleção Brasileira Pela Seleção Brasileira, Del Debbio fez três jogos e anotou um gol, de acordo com registros do site RSSSF Brasil, especializado no registro histórico do futebol. Dessas partidas, apenas uma é considerada oficial por ter sido disputada contra outra seleção. Nas outras duas, os adversários foram clubes. A estreia aconteceu em 24 de fevereiro de 1929, contra o Rampla Juniors, do Uruguai, no Estádio de São Januário. O Brasil venceu por 4 a 2. O jogo seguinte de Del Debbio foi o único em que enfrentou uma seleção nacional. Foi a França, derrotada por 3 a 2 em 1º de agosto de 1930, no Estádio das Laranjeiras. O último jogo do corintiano com a camisa da Seleção Brasileira foi uma goleada por 6 a 1 sobre o Ferencvárosi, da Hungria, em 2 de julho de 1931, ano em que se despediu do Brasil para ir defender a Lazio. Foi nessa partida que fez o seu único gol com a camisa amarela.
NÚMEROS DE DEL DEBBIO
8
títulos de Campeão Paulista como jogador pelo Corinthians
3
títulos de Campeão Paulista como técnico pelo Corinthians
1
título de Campeão Paulista como técnico pelo Palmeiras
Ronaldinho Gaúcho não correspondeu na nova fase de Felipão
Quem é?
Jogador fez três jogos pelo Brasil na nova fase de Felipão
Desde 1999, meia-atacante atuou 102 vezes pela equipe canarinho
Nesta quinta-feira, dia 24, faz exatamente um ano que Ronaldinho Gaúcho jogou pela última vez pela Seleção Brasileira. A partida foi um empate de 2 a 2 com o Chile, no Mineirão, em que a equipe canarinho chegou a ser vaiada pela torcida mineira. Era o terceiro jogo de Ronaldinho sob o comando de Luiz Felipe Scolari, na segunda passagem do treinador no comando do Brasil. E, a atuação contra o Chile, tudo indica, foi decisiva para acabar com as chances de Ronaldinho estar na Copa do Mundo do Brasil, que começa em 49 dias.
Pior nota
Chile foi o último adversário de Ronaldinho
Nessa partida, o jogador do Atlético Mineiro não correspondeu às expectativas, principalmente por estar vivendo um bom momento em seu clube, como principal estrela do time que viria a conquistar a Taça Libertadores da América. "Pouco pegou na bola, e por isso, não conseguiu organizar o time", descreveu o Estadão ao atribuir nota 4 ao desempenho do jogador, a pior da equipe ao lado do zagueiro Dedé na avaliação do jornal. Nesse empate, os gols do Brasil foram anotados por Neymar (em jogada que teve a participação de Ronaldinho) e Réver.
Pênalti desperdiçado
Apesar de, aparentemente, ter sido nessa partida que Ronaldinho selou a sua sorte com Felipão, o jogador não havia ido bem também no seu primeiro jogo nessa nova fase do técnico, contra a Inglaterra, em 6 de fevereiro de 2013, no Estádio de Wembley. Era a reestreia do treinador na Seleção Brasileira. O time canarinho foi derrotado por 2 a 1 (Fred marcou para o Brasil). Ronaldinho perdeu um pênalti e teve sua atuação descrita da seguinte maneira pela Folha de S.Paulo: "Ronaldinho não entregou o que se esperava. Errou passes fáceis, desperdiçou um pênalti e acabou substituído por Lucas no intervalo".
Polêmica com Neymar
Contra Inglaterra, jogador perdeu pênalti e Brasil, o jogo
Pior ainda foi a polêmica que se criou já que o batedor oficial de pênalti na partida era Neymar. O ex-jogador santista, no entanto, estava trocando as chuteiras e Ronaldinho pegou a bola e seguiu para a marca da cal sem esperar o companheiro. "O combinado era o Neymar bater. Mas você não tira a bola de um jogador como o Ronaldinho e diz que vai cobrar", disse Felipão na coletiva depois do jogo. Na ocasião, o Estadão também foi bastante crítico em relação à atuação do jogador, atribuindo nota 3 ao seu desempenho. "Decepcionou. Não chamou o jogo para si e pecou pela falta de objetividade. E bateu mal o pênalti", descreveu o Estadão.
Boa atuação
Boa atuação contra a Bolívia
Dos três jogos que fez nessa nova etapa de Felipão na Seleção Brasileira, o único em que Ronaldinho teve boa atuação foi na vitória de 4 a 0 sobre a Bolívia, em 6 de abril de 2013, em Santa Cruz de La Sierra, adversário que se mostrou muito frágil. Dois dos gols do Brasil foram marcados por Neymar, um por Leandro Damião e o quarto por Leandro, atacante do Palmeiras. A equipe canarinho teve apenas jogadores que atuavam no Brasil. O Estadão destacou o desempenho de Ronaldinho, cuja atuação recebeu nota 8 (a melhor do jogo): "Exibiu toda a sua categoria sem deixar de ser objetivo. Motivado, ainda é bastante útil". A goleada sobre a Bolívia foi a primeira vitória de Felipão na sua nova fase na seleção. Antes, além da derrota para Inglaterra, havia empatado com Itália e Rússia.
Estreia com Luxemburgo
Estreia na Seleção ocorreu em 1999
Esses últimos três jogos não fazem, de maneira nenhuma, justiça a história de Ronaldinho Gaúcho na Seleção Brasileira, que teve início em 26 de junho de 1999, com vitória de 3 a 0 sobre a Letônia, em amistoso realizado na cidade de Curitiba, com gols de Ronaldo Fenômeno, Roberto Carlos e Alex, sob o comando do técnico Vanderlei Luxemburgo. No total foram 102 partidas pelo time principal, sendo que 97 são considerados jogos oficiais e cinco não oficiais (contra clubes ou combinados). No total, com a camisa amarela, Ronaldinho Gaúcho balançou as redes adversárias 35 vezes, a última delas em 11 de outubro de 2011, na Cidade do México, em amistoso que o Brasil venceu os donos da casa por 2 a 1 (o outro gol brasileiro foi anotado pelo lateral-esquerdo Marcelo). E, na biografia de Ronaldinho na Seleção Brasileira, não se pode esquecer o título de campeão mundial de 2002, o último conquistado pela equipe canarinho, justamente sob o comando de Felipão.
HÁ UM ANO
BRASIL 2 x 2 CHILE
Amistoso
Data: 24 de abril de 2013
Local: Mineirão
Brasil: Diego Cavalieri; Jean (Marcos Rocha), Dedé (Henrique), Réver e André Santos; Ralf (Fernando), Paulinho, Jadson (Osvaldo) e Ronaldinho Gaúcho; Neymar e Leandro Damião (Alexandre Pato). Técnico: Luiz Felipe Scolari
Chile: Johnny Herrera; Álvares, Rojas, Gonzáles e Mena; Leal, Meneses (Muños), Reyes e Cortés (Fuenzalida); Vargas (Robles) e Rubio (Figueroa). Técnico: Jorge Sampaoli
Gols: Gonzáles, aos 7 minutos, e Réver, aos 24 minutos do primeiro tempo; Neymar, aos 9 minutos, e Vargas, aos 19 minutos do segundo tempo
Craque morreu em acidente de carro no Rio de Janeiro, onde defendia o Vasco
Dener não teve tempo de conquistar títulos a nível nacional ou de se projetar como craque para o mundo, com uma participação em Copa do Mundo, por exemplo, e, mesmo assim, foi comparado a Pelé e a Garrincha, os maiores ícones da história do futebol brasileiro. Hoje, ao falar dele, os antigos conhecidos o comparam com Neymar. Neste sábado, dia 19, faz 20 anos que o maior craque já revelado pela Portuguesa morreu vítima de um acidente de carro no Rio de Janeiro, cidade onde estava vivendo, emprestado pela Lusa ao Vasco.
Reizinho do Canindé
Jogador conquistou Taça São Paulo de Junior
O Reizinho do Canindé, como era chamado, despontou para o futebol com o título da Copa São Paulo de Futebol Junior de 1991, conquistado pela Portuguesa com vitória em todos os jogos. A final foi uma goleada por 4 a 0 sobre o Grêmio. Dener desfilou o seu talento, com dribles improváveis em velocidade e fintas curtas, na Portuguesa até 1993, quando foi emprestado ao Grêmio. É da época da Lusa os gols que mais marcaram a sua curta carreira. Dois são lembrados com mais frequência. O primeiro contra a Inter de Limeira, em vitória de 1 a 0 pelo Campeonato Paulista, em que o jogador partiu do meio de campo, em contra-ataque da Lusa, driblando até chegar ao gol do adversário. O outro em vitória contra o Santos, em que ele iniciou a jogada colocando a bola entre as pernas de um defensor, passou por outro adversário e depois pelo goleiro do Peixe para depois mandar para o fundo das redes. Nos profissionais da Lusa, Dener fez 86 jogos e marcou 33 gols.
Grêmio e Vasco
No Grêmio: Campeão Gaúcho
Foi no Grêmio que Dener conquistou o seu único título profissional em vida, o de Campeão Gaúcho de 1993. Atuou na equipe de Porto Alegre em 15 jogos e fez quatro gols. O outro título do Reizinho do Canindé veio pouco menos de um mês após sua morte: o Vasco, para que o jogador havia sido emprestado, conquistaria no dia 15 de maio o Tricampeonato Carioca (1992/93/94). Também no clube carioca Dener fez 15 partidas, nas quais anotou o total de cinco gols. O próximo clube do meia-atacante seria o Stuttgart. Segundo foi divulgado na época, a Lusa havia acertado a transferência do jogador para o time alemão por US$ 3 milhões e o direito de participar de um quadrangular que teria, além da equipe da Alemanha, o Barcelona e o PSV, da Holanda.
Seleção Brasileira
Vasco foi o último clube
Dener fez dois jogos pela Seleção Brasileira principal, convocado na curta passagem de Falcão no comando da equipe canarinho. Em ambos entrou no decorrer da partida. O primeiro deles em 27 de março de 1991, quando o Brasil empatou em 3 a 3 com a Argentina em Buenos Aires. Ele entrou no lugar de Luís Henrique, jogador do Bahia, que já havia substituído Cafu. O segundo jogo foi contra a Bulgária, em 28 de maio de 1991, partida em que entrou no lugar de Neto, quando o jogador corintiano já havia feito dois dos três gols brasileiros na vitória por 3 a 0. Entre essa duas partidas, o craque da Portuguesa havia ficado no banco na partida em que o Brasil venceu a Romênia por 1 a 0, em Londrina, no dia 17 de abril
Comparações
Comparado a Pelé, Garrincha e Neynar
No dia seguinte a morte de Dener entre as tantas declarações publicadas pela imprensa havia as inevitáveis comparações com os maiores craques que o Brasil já teve. O bicampeão mundial Pepe, que comandou Dener ao treinar a Portuguesa no início da década de 1990 afirmou que o jovem craque "foi o jogador que mais se aproximou de Pelé, em relação ao talento", segundo publicou a Folha de S.Paulo. Já o jornalista Armando Nogueira escreveu em sua coluna no Estadão: "Desde Garrincha, ninguém driblou neste mundo com a graça e a audácia de Dener". Recentemente, em reportagem publicada no site G1, o ex-centroavante Sinval, companheiro de Dener na conquista da Taça São Paulo de Junior de 1991, afirmou que Dener era parecido com Neymar. "Mas acho que ele fazia menos firula, era mais objetivo, mais participativo", comparou.
Depois de quase quatro anos, Elias volta ao Corinthians
Quem é?
Volante viveu estiagem de títulos no exterior
Na volta ao País, jogando pelo Flamengo, foi campeão da Copa do Brasil
A volta de Elias ao Corinthians, confirmada nesta semana, representa para o jogador a continuidade de um trabalho de recuperação em relação ao período de escassez de conquistas que viveu durante sua passagem pela Europa. Entre o fim de 2010, quando saiu do clube do Parque São Jorge, e meados de 2013, quando retornou ao futebol Brasileiro (para defender o Flamengo), o volante não levantou uma taça, apesar de ter tido participação quase nula na conquista da Copa da Uefa 2011/2012. A alegria das conquistas ressurgiu com a volta ao Brasil, com o título da Copa do Brasil pelo rubro-negro carioca no ano passado.
Formado no Palmeiras Ídolo da torcida corintiana, Elias foi formado pelas categorias de base do Palmeiras, mas a oportunidade como profissional surgiu no Náutico. Antes de chegar no Parque São Jorge, passou ainda por São Bento, Juventus (SP) e Ponte Preta. No Timão, o jogador ficou "mal acostumado" quando falamos de títulos. Conquistou o campeonato da Série B em 2008, e o Paulista e a Copa do Brasil em 2009. E, em 2010, chegou à Seleção Brasileira, comandada por Mano Meneses.
Dois jogos na Copa da Uefa pelo Atlético de Madrid
Estiagem de títulos A fase na Europa - onde defendeu o Atlético de Madrid e o Sporting, de Portugal - não foi nada parecida com a vivida no Corinthians. O único título do qual participou foi o da Copa da Uefa 2011/12, conquistado pelo clube espanhol, e, mesmo assim, seu papel foi mínimo. O volante atuou em dois dos quatro jogos do Atlético de Madrid na fase pré-grupos. Ambos contra o Guimarães e, nas duas oportunidades, tendo começado a partida no banco. Em um dos jogos fez os dois gols da vitória de seu time por 2 a 0. A participação de Elias na competição foi interrompida antes da fase de grupos pois seu passe foi negociado com o Sporting. Os resultados nos campeonatos nacionais também não foram animadores: em 2010/11 ficou em sétimo com o Atlético de Madrid no Espanhol; em 2011/12, quarto no Português com o Sporting; e em 2012/13 (quando participou apenas de parte da temporada) o Sporting terminou em sétimo.
Campeão com o Flamengo
Campeão no Flamengo A volta para o futebol brasileiro no ano passado, para defender o Flamengo, mostrou que o volante não havia desaprendido o caminho das conquistas. Com o rubro-negro, Elias faturou a Copa do Brasil. O jogador foi o autor de um dos gols da vitória por 2 a 0 no segundo jogo da final contra o Atlético-PR. Ele balançou as redes do adversário aos 42 minutos do segundo tempo, mandando para o gol de perna direita após passe de Paulinho na grande área. O segundo gol foi marcado por Hernane já nos acréscimos. Elias foi o vice-artilheiro da Copa do Brasil ao lado de outros três jogadores, com cinco gols, três a menos que o goleador máximo da competição, seu colega de clube Hernane.
Fleitas Solich: tricampeão com o Mengo na década de 50
Treinador paraguaio revelou craques como Zagallo, Evaristo e Dida na Gávea
Zico foi lançado
por Solich
Há pouco mais de 40 anos entrou em campo pela primeira vez como profissional aquele que se tornaria o maior ídolo da história do Flamengo: Zico. E a chance do Galinho de Quintino jogar no time principal da Gávea - aos 18 anos e ainda muito franzino, no dia 29 de julho de 1971, em uma vitória por 2 a 1 sobre o Vasco - se deu pelas mãos de um dos maiores treinadores que já passou pelo clube, o paraguaio Fleitas Solich, cuja morte completa 30 anos nesta quarta-feira, dia 19.
Tricampeão Carioca Dar a primeira chance à Zico foi o "trabalho derradeiro" de Fleitas Solich no Flamengo, mas está longe de ser o seu único mérito à frente do time rubro-negro. Dezoito anos antes, o técnico paraguaio foi contratado para reformular, chacoalhar mesmo, as coisas na Gávea. O resultado foi o tricampeonato carioca de 1953, 1954 e 1955. Solich chegou ao clube depois de chamar a atenção dos dirigentes rubro-negros ao comandar a Seleção Paraguaia no Campeonato Sul-Americano de 1953, disputado no Peru, em que os paraguaios conquistaram o título com uma vitória de 3 a 2 sobre o Brasil.
Rolo Compressor
Solich ao lado de Evaristo
Na sua primeira passagem pelo clube carioca, Solich renovou a mentalidade futebolística, implantando um sistema mais solidário e voltado para o ataque. Quando conquistou o Campeonato Carioca de 1953, o Flamengo já estava há nove anos sem levantar a taça. Nos três anos em que comandou a equipe, Solich promoveu vários jovens da base: Evaristo, Zagallo, Dida, Babá, Moacir, Gérson, Henrique Frade, Joel e Airton. Com uma visão tática apurada, fez com que o Flamengo passasse a ser conhecido como "Rolo Compressor". Era um paternalista e ao mesmo tempo muito rigoroso. Não permitia, por exemplo, que os jogadores fumassem. Outros clubes
Zagallo foi outra apostao
Depois do sucesso no Flamengo, foi para o Real Madrid em 1959, mas voltou logo. Em 1961 deu um novo título para o time da Gávea, o Torneio Rio São Paulo. Antes de sua última passagem pelo Flamengo, que se daria 10 anos depois, treinou novamente a Seleção Paraguaia, Corinthians, Fluminense, Palmeiras, Atlético Mineiro e Bahia, mas nunca repetiu o mesmo sucesso que no Flamengo. No Palmeiras, comandou a equipe durante parte da campanha da conquista do Campeonato Paulista de 1966, mas quando a equipe levantou a taça quem estava dirigindo o time já era Mário Travaglini. No Bahia foi campeão estadual em 1970 e 1971. A passagem pelo Flamengo em 1971 foi seu último trabalho. Morreu 13 anos depois, de câncer, aos 83 anos, e foi sepultado Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro.
Meia foi três vezes campeão paulista com o time do Parque São Jorge
Nesta quarta-feira, dia 19, faz 60 anos que nascia um dos maiores ídolos da história do Corinthians: Sócrates, um dos criadores da Democracia Corintiana, como ficou conhecido o movimento dos jogadores do Timão no início dos anos 80. Mas, ele é muito mais do que isso para a torcida corintiana, é o herói de três títulos paulistas conquistados pela equipe do Parque São Jorge. A história de Sócrates (que morreu em novembro de 2011) com o Corinthians começou em 1978, quando o jogador foi contratado junto ao Botafogo de Ribeirão Preto. A união clube/craque foi tão perfeita que, depois que saiu do Timão - em 1984 para defender a Fiorentina da Itália -, Sócrates nunca mais brilhou como na época do alvinegro.
Abriu o marcador em 1979
No alvinegro, em compensação, fez gols decisivos em todas as finais que o Timão disputou. A começar pela decisão do Paulistão de 1979, que foi disputado no início de 1980. O Corinthians garantiu o título com uma vitória por 2 a 0 no dia 10 de fevereiro daquele ano. Sócrates abriu o marcador aos 10 minutos do segundo tempo ao bater de perna esquerda após receber passe na grande área. Palhinha fez o segundo gol aos 23 minutos. No primeiro tempo, os dois jogadores já haviam sido protagonistas de um gol anulado pelo juiz: Sócrates cruzou da direita e Palhinha completou de cabeça para o fundo do gol defendido pelo pontepretano Carlos, mas o juiz marcou toque de mão.
Gol no primeiro jogo em 1982
Em 1982, Sócrates passou em branco no jogo final contra o São Paulo, vencido pelo Corinthians por 3 a 1, com dois gols de Biro Biro e um de Casagrande para o Timão, e Dario Pereira descontando para o Tricolor. Mas, na primeira partida da decisão foi Sócrates quem anotou o gol da vitória por 1 a 0, o que obrigava o time do Morumbi a ir para cima do adversário no segundo jogo se quisesse sonhar com o título. Aos 14 minutos do segundo tempo desse primeiro confronto, Eduardo cobrou escanteio pelo lado direito e Sócrates pegou de primeira próximo a marca do pênalti, sem chance para o goleiro Waldir Peres.
Em 1983, gols nos dois jogos
No ano seguinte, novamente em decisão contra o São Paulo, Sócrates fez gols nos dois jogos das finais. Na primeira partida, o Corinthians venceu por 1 a 0, com o Doutor anotando aos 37 minutos do primeiro tempo: Alfinete fez o passe de cabeça para Sócrates que dominou na entrada da área, pelo lado direito, vencendo a marcação de dois são-paulinos e arrematou de perna direita ao entrar na área. O segundo jogo foi 1 a 1. O gol de Sócrates foi marcado aos 46 minutos do segundo tempo: Zenon recebeu a bola na entrada da área e passou de calcanhar para o Doutor, que entrou na área e chutou de perna direita para marcar. Marcão fez o gol do São Paulo dois minutos depois, mas não havia mais tempo para reação do Tricolor.
TÍTULOS DO DOUTOR SÓCRATES
Campeonato Paulista 1979
Corinthians 2 x 0 Ponte Preta
Data: 10 de fevereiro de 1980
Local: Estádio do Morumbi
Corinthians: Jairo; Luiz Cláudio, Mauro, Amaral e Wladimir; Caçapava, Biro Biro e Palhinha; Piter (Basílio), Sócrates e Romeu (Vaguinho). Técnico: Jorge Vieira
Ponte Preta: Carlos; Toninho Oliveira, Juninho, Nenê e Odirlei; Vanderlei, Marco Aurélio, Dicá (Humberto); Lúcio (lola), Osvaldo e João Paulo. Técnico: Zé Duarte
Gols: Sócrates, aos 10 minutos, e Palhinha, aos 23 minutos, do segundo tempo
Campeonato Paulista 1982
Corinthians 3 x 1 São Paulo
Data: 12 de dezembro de 1982
Local: Estádio do Morumbi
Corinthians:Solito, Alfinete (Zé Maria), Mauro, Daniel Gonzáles e Wladimir; Paulinho, Sócrates e Zenon (Eduardo); Ataliba, Casagrande e Biro-Biro.Técnico: Mário Travaglini.
São Paulo: Waldir Peres; Getúlio, Oscar, Dario Pereira e Marinho Chagas; Almir, Everton e Eriberto (Serginho); Paulo César, Renato e Zé Sérgio. Técnico:José Poy.
Gols: Biro Biro, aos 26 minutos; Dario Pereira, aos 32 minutos; Biro Biro, aos 37 minutos; e Casagrante, aos 41 minutos, do segundo tempo
Campeonato Paulista 1983
Corinthians 1 x 1 São Paulo
Data: 14 de dezembro de 1983
Local: Estádio do Morumbi
Corinthians:Leão; Alfinete, Mauro e Juninho e Wladimir; Paulinho, Sócrates e Zenon; Biro-Biro, Casagrande (Wágner) e Eduardo. Técnico: Jorge Vieira.
São Paulo:Waldir Peres; Paulo, (Paulo César), Oscar, Darío Pereyra e Nelsinho; Zé Mário, Humberto (Gassen) e Renato; Márcio Araújo, Marcão e Zé Sérgio. Técnico: Mário Travaglini.
Gols: Sócrates, aos 46 minutos; e Marcão, aos 48 minutos do segundo tempo.