Pesquisar este blog

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Santamaria defendeu Uruguai e Espanha

No total, Santamaria fez sete jogos em mundiais


Quem é?


Com a Celeste, zagueiro foi 4º colocado em 1954


Oito anos depois, foi eliminado na fase de grupos jogando pela Fúria


O zagueiro uruguaio José Santamaria participou de duas Copas do Mundo defendendo diferentes seleções: Uruguai e Espanha. O jogador esteve presente na primeira Copa do Mundo disputada pelo seu país (de nascimento) fora da América do Sul. Ele foi titular da Celeste no mundial de 1954, na Suíça - as outras duas competições da qual a seleção participou (e foi campeã) foram realizadas no Uruguai (1930) e no Brasil (1950). O Uruguai terminou o torneio da Suíça na quarta colocação. Além desse mundial, Santamaria, jogou duas das três partidas da Espanha na Copa do Mundo de 1962, no Chile. O zagueiro foi o homenageado da coleção "Os Caras das Copas", da Folha de S.Paulo, na edição do dia 1º de novembro. A coleção traz, diariamente, uma figurinha-caricatura de algum jogador que se destacou nos mundiais da Fifa. A figura de Santamaria é a número 223.



Goleada
Zagueiro foi titular nos
 dois mundiais
Santamaria foi titular dos cinco jogos disputados pelo Uruguai sob o comando do técnico Juan Lopes na Copa do Mundo de 1954. Fazendo jus ao título de campeão mundial conquistado quatro anos antes, a Celeste deu show na fase de grupos. Estreou com vitória por 2 a 0 sobre a Tchecoslováquia e três dias depois aplicou um sonoro 7 a 0 sobre a Escócia. A equipe uruguaia seria tirada do caminho do título pela Hungria, na semifinal - depois de passar pela Inglaterra nas quartas-de-final. O time de Santamaria chegou a protagonizar uma reação heroica após estar perdendo por 2 a 0 (gols de Czibor e Nandor) e alcançar o empate com dois gols de Juan Hohberg, o segundo quando faltavam quatro minutos para o fim do tempo regulamentar. Na prorrogação, no entanto, os húngaros fizeram 4 a 2, com Kocsis balançando a rede uruguaia duas vezes. Na decisão do terceiro lugar, a Celeste perdeu para a Áustria por 3 a 1.

Campeão mundial
Revelado no Nacional, se
 consagrou no Real
No intervalo entre a Copa do Mundo que disputou pelo Uruguai e a que defendeu a Espanha, Santamaria conquistou o título mundial que não conseguiu por nenhuma das duas seleções: foi campeão mundial interclubes pelo Real Madrid em 1960. Na época o título, cujo nome oficial é Copa Intercontinental, era disputado apenas entre o campeão da Copa dos Campeões da Europa e o campeão da Libertadores, em jogos de ida e volta. A decisão foi contra o Peñarol. No jogo realizado no Uruguai houve empate em 0 a 0. Na Espanha, o Real bateu o time uruguaio por 5 a 1, com Pukas (2), Di Stéfano, Herrera e Gento anotando para a equipe espanhola, e Spencer descontando para o Peñarol. Além desse titulo, os mais expressivos de Santamaria (revelado pelo Nacional de Montevidéu)  foram também pelo Real: as Ligas dos Campeões da Europa das temporadas de 1957-58 (vitória de 3 a 2 sobre o Milan), 1958/1959 (vitória sobre o Reims, da França, por 2 a 0), 1959-60 (bateu o Eitrach Frankfurt por 7 a 3) e 1965-66 (venceu o Partizan, da Iugoslávia, por 2 a 1). Neste último o zagueiro não era mais titular, mas atuou ao longo da competição.



SANTAMARIA NOS MUNDIAIS


Copa de 1954 - Suíça

16 de junho - Uruguai 2 x 0 Tchecoslováquia (Fase de grupos)
19 de junho - Uruguai 7 x 0 Escócia (Fase de grupos)
26 de junho - Uruguai 4 x 2 Inglaterra (Quartas de final)
30 de junho - Uruguai 4 x 2 Hungria (Semifinal)
3 de julho - Uruguai 1 x 3 Áustria (Decisão do 3º lugar)

Copa de 1962 - Chile
31 de maio - Espanha 0 x 1 Tchecoslováquia (Fase de grupos)
3 de junho - Espanha 1 x 0 México (Fase de grupos)



"Os Caras das Copas"

 A coleção "Os Caras das Copas" da Folha de S. Paulo é composta por figurinhas-caricaturas recortáveis com 6x5 centímetros. A primeira foi publicada quando faltavam 365 dias para a abertura da Copa do Mundo. Nos dias subsequentes, a numeração foi regredindo, fazendo a contagem regressiva para o início do Mundial. No link folha.com.br/fg16866 é possível conferir todas as imagens publicadas

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Há 10 anos, Cruzeiro também era campeão

Cruzeiro conquistou título com vitória sobre o Paysandu

História da taça


Título de 2003 também veio com antecedência


Raposa teve o melhor ataque e a segunda defesa menos vazada


A comparação é inevitável. Qual o melhor Cruzeiro, o campeão do Brasileirão 2013 com quatro rodadas de antecedência ou o time da Raposa de dez anos atrás, que levantou a taça duas rodadas antes do término da competição. A antecedência com que o time atual levou o caneco pode sugerir que esse seja melhor, mas não é bem isso que os números traduzem, indicando, na verdade, duas equipes bem parecidas estatísticamente. O aproveitamento daquele Cruzeiro - de Alex, Ariztizabal, Gomes, Edu Dracena, Cris e Zinho, entre outros - foi de 72,46% dos pontos (considerando a pontuação total até o final do campeonato), enquanto a equipe atual tem aproveitamento de 72,54% até a 34º rodada, que começou a ser disputada na quarta-feira, dia 13, com o Cruzeiro batendo o Vitória por 3 a 1 na Bahia.

Zinho fez um dos
gols do título
Jogo do título
O time de 2003, comandado por Vanderlei Luxemburgo, conquistou 100 pontos em 46 jogos. Aquele Brasileirão, o primeiro da era dos pontos corridos, foi disputado por 23 equipes. O título foi alcançado na 44º rodada com vitória sobre o Paysandu por 2 a 1 no Mineirão, em Belo Horizonte. O craque da equipe, Alex, não jogou. Estava suspenso. Reserva de luxo, o veterano Zinho assumiu a função de comandar a equipe e marcou um dos gols da vitória, aos 6 minutos do primeiro tempo em cobrança despretensiosa de falta: ele alçou a bola sobre a área, a defesa não cortou, o goleiro Carlos Germano falhou e a bola foi morrer no fundo da rede. Mota, que entrou no segundo tempo no lugar de Aristizábal, fez o segundo da Raposa: recebeu na entrada da grande área, invadiu e chutou de bico sem chance para o goleiro. O Paysandu, que havia vencido o Cruzeiro no primeiro turno, fez o gol de honra aos 45 da segunda etapa com Aldrovani.

Última rodada
Alex: artilheiro do Cruzeiro no Brasileiro de 2003 com 24 gols
Já que não pôde estar presente em campo no jogo que garantiu o título, o meia Alex fez sua festa particular na última rodada do campeonato. O Cruzeiro encerrou a campanha de 2003 com uma sonora goleada de 7 a 0, na Fonte Nova, sobre o Bahia, que terminou a competição na última colocação e foi rebaixado. Alex fez cinco dos sete gols cruzeirenses, quatro deles de pênalti. Os outros foram marcados por Mota e pelo volante Felipe Melo, aquele mesmo da expulsão na Copa de 2010 contra a Holanda. O Cruzeiro chegava a 102 gols na competição, o melhor ataque do campeonato, com média de 2,21 por jogo. O time atual também tem o melhor ataque, com média de 2,11 por partida: 72 gols em 34 jogos. 

Coincidências
Aristizábal foi o
vice-artilheiro do Cruzeiro
Outro ponto em comum entre as equipes de 2003 e de 2013 é que têm a segunda melhor defesa da competição. O time de Luxemburgo sofreu 47 gols (1,02 por jogo), e ficou atrás apenas do São Caetano, que foi vazado 37 vezes e terminou o campeonato em quarto lugar. O de Marcelo Oliveira levou 30 (até a 34ª rodada) com média de 0.88 por jogo, e está atrás do Corinthians (20 gols) nesse quisito. Com ocorre com o Cruzeiro de 2013, a equipe de dez anos atrás também não fez o artilheiro do campeonato, e ficou bem longe disso. O goleador do time foi Alex, que graças aos cinco gols contra o Bahia chegou aos 24 gols, sete a menos que o artilheiro do campeonato, Dimba, do Goiás, que marcou 31 vezes. O segundo artilheiro do Cruzeiro foi Aristizábal, que balançou as redes adversárias em 22 oportunidades. Na equipe atual quem vazou a meta adversária mais vezes foram Borges e Ricardo Goulart, ambos com 10 gols, ambos bem atrás de Éderson, do Atlético-PR, que tem 17 gols.



DOIS JOGOS DE 2003

CRUZEIRO 2 X 1 PAYSANDU
Partida do título
Data: 30 de novembro
Local: Mineirão
Escalação do Cruzeiro: Gomes; Maurinho, Cris, Edu Dracena e Leandro; Augusto Recife (Felipe Melo), Maldonado, Wendell (Sandro) e Zinho, Aristizábal (Mota) e Márcio Nobre. Técnico: Vanderlei Luxemburgo
Gols: Zinho e Mota para o Cruzeiro; Aldrovani para o Paysandu


BAHIA 0 X 7 CRUZEIRO
Última rodada
Data: 14 de dezembro
Local: Fonte Nova
Escalação do Cruzeiro: Gomes; Maurinho, Cris, Edu Dracena e Leandro; Maldonado, Augusto Recife (Felipe Melo), Wendell (Zinho) e Alex; Mota e Márcio Nobre (Alex Dias). Técnico: Vanderlei Luxemburgo 
Gols: Alex (5), Felipe Melo e Mota

Uma viagem no tempo com Bellini

Montagem de fotos postada no Facebook do capitão do título de 1958


Quem é?


Facebook do capitão da Copa de 1958 completa um ano


Curiosidades e fotos históricas da trajetória do zagueiro para fãs se deliciarem


Uma viagem no tempo. É assim que pode ser definida uma visita à página do Facebook do primeiro capitão da Seleção Brasileira a levantar a taça de campeão da Copa do Mundo: o zagueiro Hideraldo Luiz Bellini, ídolo do Vasco e do São Paulo. Nesta quinta-feira, dia 14, faz um ano que a página foi colocada no ar. O primeiro post foi feito três dias depois, uma foto do jogador, de terno com o escudo da antiga CBD estampado no bolso, ao lado da miss Brasil de 1958, com a seguinte descrição: "Bellini, na chegada dos campeões em junho de 1958, nas dependências da revista 'O Cruzeiro'. Na foto com Adalgisa Colombo, miss Brasil de 58". A Seleção Brasileira havia conquistado dias antes a Copa do Mundo da Suécia ao bater os donos da casa por 5 a 2. Na imagem de "O Cruzeiro", Bellini segura a Taça Jules Rimet recebe um beijo de Adalgisa no rosto.

Bodas de ouro
O casamento em 1963
Outros três posts foram publicados dez dias depois, em 27 de novembro de 2012. A série é aberta por uma bela foto do dia do casamento de Bellini com a professora de Português Giselda de Oliveira Bellini dentro do carro que levou o casal para a lua de mel após as núpcias na Igreja de São Benedito, em Itapira, no interior de São Paulo. Na descrição da foto: "30/01/1963 - Dia muito feliz da nossa vida! 30/01/2013 - Salve nossas Bodas de Ouro!". Foi Giselda quem idealizou a página de Facebook do marido, e é ela quem a administra. A outra postagem do dia  é uma foto de Bellini cumprimentando o príncipe das Astúrias, Felipe de Bourbon, em outubro de 2002, segundo descrição da página. A terceira é do zagueiro com a camisa do São Paulo, com o seguinte frase: "São Paulo Futebol Clube - sem títulos, mas muitos amigos"


20 anos de carreira
No Atlético-PR com o filho
e Djalma Santos
Pelo bate-papo do Facebook, Giselda contou ao Histórias da Bola que teve a ideia de criar a página com o intuito de resgatar o tempo em que o futebol era um exercício de raça, amor à camisa, arte e compromisso sério com o clube e com os torcedores. "Além disso, achei que seria um espaço ideal para contar um pouco sobre a vida dele: de modelo, de comerciante, de professor de escolinha de futebol, de funcionário público e da vida profissional de atleta que jogou durante 20 anos em apenas três clubes e dez anos na Seleção Brasileira", completou. Além do São Paulo e do Vasco, Bellini defendeu o Atlético Paranaense, clube onde encerrou a carreira em 1969. Há até uma foto na página desse momento, com a seguinte descrição: "29/06/1969 - Clube Atlético Paranaense - Dia em que as chuteiras foram dependuradas, com Djalma Santos e meu filho caçula, Junior".

Pôsteres
Pôster do Vasco Supercampeão Carioca de 1958
Na página há a reprodução de alguns pôsters de times em que Bellini atuou. O time do Vasco supercampeão carioca de 1958 é um deles, com o zagueiro posando ao lado de outros ídolos da história vascaína como Orlando e Almir Pernambuquinho. Aquele título foi conquistado com um empate em 1 a 1 com o Flamengo: Roberto Pinto fez o gol do Vasco e Babá o do Flamengo. Há também o pôster da Seleção Brasileira de 1958 - além desse título mundial, Bellini foi bicampeão em 1962, no Chile (mas nesse torneio foi reserva de Mauro Ramos) e jogou a de 1966, na Inglaterra. E uma foto do São Paulo da década de 1960. Imagens de outros ídolos do futebol com o zagueirão não faltam, algumas de grande valor histórico para o futebol brasileiro, como a de Bellini abraçado com Pelé no vestiário da Seleção Brasileira depois da vitória de 2 a 0 da equipe canarinho sobre a União Soviética na Copa do Mundo da Suécia, na estreia do Rei no mundial.

Loja de calçados e autoridades
A loja de calçados femininos de Bellini
Há, ainda, desde curiosidades - como a lembrança de Bellini dono de uma loja de calçados femininos em Copacabana - até momentos com grandes autoridades, como os ex-presidentes Juscelino Kubitschek - que recebeu a Seleção Brasileira campeão de 1958 - e Lula - em evento de 2008 que marcou os 50 anos da conquista do primeiro mundial do Brasil. A página lembra ainda várias reportagens sobre Bellini e momentos dele com famosos como o comediante Oscarito, astro do cinema brasileiro da década de 1930 a década de 1970. E vários momentos com a mulher, os filhos e netos. Para quem quiser curtir (e viajar no tempo), o endereço é https://www.facebook.com/Bellini58?fref=ts.





quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Schweinsteiger: duas vezes 3º em Copas do Mundo

Schweinsteiger tem 14 jogos em Copas do Mundo


Quem é?


Meia fez dois gols na decisão do bronze em 2006


Jogador tem vaga praticamente garantida para disputar o mundial do Brasil


O meia alemão Bastian Schweinsteiger tem tudo para vir ao Brasil para disputar sua terceira Copa do Mundo no ano que vem. Titular em cinco dos dez jogos da Seleção Alemã nas Eliminatórias - capitão da equipe em um deles - é um dos principais articuladores das jogadas do time comandado pelo técnico Joachim Löw. Nos outros dois mundiais que disputou, em 2006 (Alemanha) e em 2010 (África do Sul), terminou na terceira colocação. Na última Copa foi titular nos sete jogos da campanha alemã, finalizada com vitória sobre o Uruguai por 3 a 2 na decisão do terceiro lugar. Schweinsteiger é o homenageado do dia 31 de outubro da coleção "Os Caras das Copas", da Folha de S.Paulo, que diariamente publica uma figurinha-caricatura de um jogador que se destacou nos mundiais da Fifa. A figura do meia da Alemanha é a número 224.



Dois gols na Copa da Alemanha
Meia marcou contra Portugal
Apesar de ter terminado na mesma colocação nos dois mundiais que disputou, Schweinsteiger teve a alegria de fazer gols somente na primeira das competições. Foram dois, marcados na decisão do terceiro lugar, em que a Alemanha bateu Portugal por 3 a 1. O meia anotou o primeiro e o terceiro gols de sua equipe. Schweinsteiger jogou as sete partidas da campanha da Seleção Alemã comandada pelo técnico Jürgen Klinsmann. Em apenas uma delas não foi titular. Na semifinal contra a Itália o jogador começou a partida no banco, entrando aos 28 minutos do segundo tempo. A Seleção Italiana venceu a partida por 2 a 0, com gols anotados na prorrogação. A Alemanha, que teve o melhor ataque do torneio com 14 gols e o artilheiro da competição (Klose, com cinco gols), dava adeus ao sonho de conquistar o título diante de sua torcida. A Itália acabaria ficando com a taça ao bater a França na final na disputa por pênaltis.

Mundial interclubes
Jogador conquistou a Champions League com o Bayern
Antes de partir para a sua terceira Copa do Mundo, Schweinsteiger vai disputar pelo Bayern Munique o seu primeiro Mundial Interclubes, em dezembro no Marrocos, competição que terá o Atlético Mineiro representando a Conmebol, e tem como final esperada o confronto entre os times alemão e brasileiro. A equipe de Schweinsteiger carimbou o passaporte para o torneio ao conquistar a Champions League, a Liga dos Campeões da Europa, batendo o também alemão Borussia Dortmund por 2 a 1 na final.  O título veio com apresentações memoráveis, como as vitórias por 4 a 0 e 3 a 0 sobre o poderoso Barcelona na semifinal. É, até agora, o principal título do meia alemão que, entre outras taças, já conquistou o Campeonato Alemão seis vezes, todas pelo Bayern, único clube em que jogou profissionalmente até hoje.




SCHWEINSTEIGER NOS MUNDIAIS

Copa de 2006 - Alemanha
9 de junho - Alemanha 4 x 2 Costa Rica (Fase de grupos)
14 de junho - Alemanha 1 x 0 Polônia (Fase de grupos)
20 de junho - Alemanha 3 x 0 Equador (Fase de grupos)
24 de junho - Alemanha 2 x 0 Suécia (Oitavas de final)
30 de junho - Alemanha 1 x 1 Argentina - 4 x 2 nos pênaltis (Quartas de final)
4 de julho - Alemanha 0 x 2 Itália (Semifinal)
8 de junho - Alemanha 3 x 1 Portugal (Decisão do 3º lugar)
Obs.: Schweinsteiger fez o primeiro e o terceiro gols da Alemanha

Copa de 2010 - África do Sul
13 de junho - Alemanha 4 x 0 Austrália (Fase de grupos)
18 de junho - Alemanha 0 x 1 Sérvia (Fase de grupos)
23 de junho - Alemanha 1 x o Gana (Fase de grupos)
27 de junho - Alemanha 4 x 1 Inglaterra (Oitavas de final)
3 de julho - Alemanha 4 x 0 Argentina (Quartas de final)
7 de julho - Alemanha 0 x 1 Espanha (Semifinal)
10 de julho - Alemanha 3 x 2 Uruguai (Decisão do 3º lugar)

"Os Caras das Copas"
 A coleção "Os Caras das Copas" da Folha de S. Paulo é composta por figurinhas-caricaturas recortáveis com 6x5 centímetros. A primeira foi publicada quando faltavam 365 dias para a abertura da Copa do Mundo. Nos dias subsequentes, a numeração foi regredindo, fazendo a contagem regressiva para o início do Mundial. No link folha.com.br/fg16866 é possível conferir todas as imagens publicadas

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Renato Gaúcho e Mancini lutam por bicampeonato

Renato Gaúcho comanda o Grêmio
Mancini treina o Atlético Paranaense












História da taça


Técnicos já venceram a Copa do Brasil


Treinador do Atlético-PR levantou a taça em 2005 e o do Grêmio, em 2007

Dos quatro técnicos que disputam nesta quarta-feira, dia 6, as vagas para a final da Copa do Brasil, dois lutam para chegar ao seu segundo título: Vágner Mancini, do Atlético Paranaense, e Renato Gaúcho, do Grêmio. E, um deles vai cair fora da disputa, já que os paranaenses e os gaúchos se enfrentam por uma das vagas à decisão. Na outra semifinal, os candidatos ao título buscam a consagração nessa competição pela primeira vez: Jayme de Almeida pelo Flamengo e Enderson Moreira pelo Goiás.


Mancini tinha Réver na zaga


Dos dois treinadores já campeões, o que conquistou o título de maneira mais improvável foi Vágner Mancini. O treinador do Atlético Paranaense faturou a taça em 2005 dirigindo o Paulista de Jundiaí, do Interior de São Paulo, que disputava a Série B, classificado na 14ª posição. A final foi contra o Fluminense, que era dirigido pelo técnico Abel Braga, e ocupava o terceiro lugar na Série A do Brasileirão. No primeiro jogo, realizado no Estádio Jaime Cintra, em Jundiaí, o time da casa venceu por 2 a 0, com gols de Márcio Mossoró e Léo. Na partida de volta, em São Januário, bastou à equipe paulista segurar o 0 a 0 no placar para garantir o maior título de sua história. Entre os titulares daquele time estava o zagueiro Réver - campeão da Libertadores deste ano com o Atlético Mineiro - então com 20 anos de idade.

Renato Gaúcho escalou Thiago Silva


Já Renato Gaúcho foi campeão dois anos depois, comandando justamente o Fluminense. A equipe carioca faturou o título ao bater o Figueirense. Diferente do Paulista, o time de Renato Gaúcho não aproveitou o fato de fazer o primeiro jogo em casa. Na partida realizada no Maracanã o placar ficou em 1 a 1, com Henrique abrindo o marcador para a equipe de Santa Catarina e Adriano Magrão empatando para o Tricolor quando faltavam apenas dois minutos para o encerramento da partida. No jogo de volta, no Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, o Fluminense conseguiu abrir o placar logo aos 3 minutos de jogo com o zagueiro Roger. Segurou o placar e conquistou sua única Copa do Brasil até hoje. Entre os jogadores que ainda são destaque no cenário futebolístico aquele time do Fluminense tinha o zagueiro Thiago Silva (do Paris Saint Germain e titular da Seleção Brasileira), o volante Arouca (Santos), o meia Thiago Neves (no futebol árabe) e o atacante Rafael Moura (Internacional).


OS CAMPEÕES


Vágner Mancini campeão 2005
Mancini protagonizou zebra em 2005
Time: 
Paulista de Jundiaí
Campanha do time: 
5 vitórias
4 empates
3 derrotas
14 gols marcados
10 gols sofridos
Escalação da final:
Rafael; Lucas, Anderson, Dema e Julinho; Amaral, Fábio Gomes, Cristian (Fábio Vidal) e Julinho (Réver); Márcio Mossoró e André Leonel (Abraão).


Renato Gaúcho campeão 2007
Renato levantou o caneco em 2007
Time:
Fluminense
Campanha do time:
6 vitórias
5 empates
1 derrota
22 gols marcados
11 gols sofridos
Escalação da final:
Fernando Henrique; Carlinhos, Thiago Silva, Roger e Júnior César; Fabinho, Arouca, Cícero e Carlos Alberto (Thiago Neves); Alex Dias (Rafael Moura) e Adriano Magrão (David)

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Cruyff comandou o Carrossel Holandês de 1974

Cruyff foi capitão da Holanda em 1974


Quem é?


Jogador fez três gols na Copa do Mundo da Alemanha


Meia-atacante se recusou a participar do mundial da Argentina em 1978


Maior gênio produzido pelo futebol holandês, o meia-atacante Johan Cruyff esteve em apenas uma Copa do Mundo, a de 1974, disputada na Alemanha. É pouco para o que representa para o esporte de seu país. Vice-campeão naquele mundial, o jogador fez 48 jogos com a camisa laranja, anotando 33 gols. Ajudou a Holanda a se classificar para a Copa de 1978, disputada na Argentina, mas um ano antes da disputa, aos 30 anos, anunciou que não vestiria mais o uniforme da Seleção Holandesa e, apesar de vários apelos, não foi convencido a mudar de ideia. Cruyff é o homenageado de quarta-feira, dia 30, da coleção "Os Caras das Copas", da Folha de S.Paulo, que diariamente traz uma figurinha-caricatura de um jogador que se destacou nos mundiais da Fifa. A de Cruyff é a número 225.



Holanda encanta
Meia-atacante sofreu pênalti na final contra a Alemanha
Comandada pelo técnico Rinus Michels e sob a batuta de Cruyff, a Holanda encantou o mundo na Copa de 1974. A equipe foi apelidada de Laranja Mecânica e Carrossel Holandês. Os jogadores não guardavam posição, se deslocando constantemente quando atacavam e defendendo em bloco. Com sua visão de jogo privilegiada e habilidade acima da média, Cruyff distribuía o jogo e partia para o ataque. Foi capitão e titular nos sete jogos do vice-campeonato. Fez três dos 15 gols da Holanda. Na fase de grupos, em que a equipe terminou como líder da chave, passou em branco. Seus três gols foram anotados nos jogos da segunda fase: dois na vitória por 4 a 0 sobre a Argentina; e um nos 2 a 0 sobre o Brasil. Na final contra a Alemanha, foi Cruyff quem sofreu o pênalti que levou a abertura do placar. O meia-atacante avançou com a bola desde o meio de campo e só parou ao receber falta de Uli Hoeness dentro da área. Neeskens converteu o pênalti aos dois minutos de jogo. A Alemanha empataria também de pênalti com Paul Breitner e viraria o placar com um gol de Gerd Mueller ainda no primeiro tempo, para ganhar o seu segundo título mundial.

Campeão mundial

Cruyff foi campeão mundial no Ajax
O gostinho de ser campeão mundial, Cruyff sentiu dois anos antes da Copa da Alemanha, pelo Ajax, ao conquistar o mundial interclubes de 1972, época em que a taça era disputada apenas pelos campeões da Copa dos Campeões da Europa e da Libertadores da América. O time holandês bateu o Independiente, da Argentina, na decisão. No primeiro jogo, na Argentina, houve empate em 1 a 1, com Cruyff anotando o gol do Ajax. Na partida de volta, na Holanda, a equipe de Cruyff venceu por 3 a 0. Além desse título, os outros de maior destaque na carreira do jogador foram três Copas dos Campeões da Europa, todas pelo Ajax. Na temporada 1970/71, a equipe levantou a taça ao bater o Panathinaikos, da Grécia, por 2 a 0. No torneio seguinte, o título foi conquistado com um 2 a 0 sobre a Internazionale, da Itália, com dois gols de Cruyff. E em 1972/73 a conquista foi obtida com vitória de 1 a 0 sobre a Juventus, da Itália. Apesar de ser grande ídolo no Barcelona, onde conquistou o Campeonato Espanhol da temporada 1973/74, a maior conquista de Cruyff pela equipe catalã foi como técnico: o primeiro título da equipe da Copa dos Campeões da Europa do time, na temporada 1991/92, com vitória sobre a Sampdoria, da Itália.

CRUYFF NOS MUNDIAIS

Copa de 1974 - Alemanha
15 de junho - Holanda 2 x 0 Uruguai (Fase de grupos)
19 de junho - Holanda 0 x 0 Suécia (Fase de grupos)
23 de junho - Holanda 4 x 1 Bulgaria (Fase de grupos)
26 de junho - Holanda 4 x 0 Argentina (Segunda fase)
Obs.: Cruyff marcou o primeiro e o quarto gols do jogo
30 de junho - Holanda 2 x 0 Alemanha Oriental (Segunda fase)
3 de julho - Holanda 2 x 0 Brasil (Segunda fase)
Obs.: Cruyff marcou o segundo gol do jogo
7 de julho - Holanda 1 x 2 Alemanha (Final)

"Os Caras das Copas"
 A coleção "Os Caras das Copas" da Folha de S. Paulo é composta por figurinhas-caricaturas recortáveis com 6x5 centímetros. A primeira foi publicada quando faltavam 365 dias para a abertura da Copa do Mundo. Nos dias subsequentes, a numeração foi regredindo, fazendo a contagem regressiva para o início do Mundial. No link folha.com.br/fg16866 é possível conferir todas as imagens publicadas

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Crespo ficou devendo nas Copas do Mundo

Crespo fez oito jogos pela Argentina em três mundiais


Quem é?


Jogador fez quatro gols em três mundiais


Foi titular só em 2006, quando Argentina foi eliminada pela Alemanha


Segundo maior artilheiro da história da Seleção Argentina, o atacante Hernán Crespo não conquistou nas Copas do Mundo resultados que fizessem jus a sua importância para o futebol. No total, Crespo marcou 35 gols com a camisa da Argentina, mesmo número alcançado por Leonel Messi em junho deste ano, e atrás apenas de Batistuta (56 gols). O atacante foi a três mundiais da Fifa, sendo reserva em dois deles. Em 1998 entrou no decorrer de apenas uma partida. Em 2002, jogou no segundo tempo (incompleto) de três confrontos, anotando um gol. Em 2006 foi titular e fez três gols, totalizando quatro gols em mundiais. Crespo defendeu a Argentina também nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 1996, quando a equipe ficou com a medalha de prata após perder a decisão do torneio para Nigéria por 3 a 2. O atacante foi artilheiro do torneio ao lado do brasileiro Bebeto, com seis gols. Crespo é o homenageado de terça-feira, dia 29, da coleção "Os Caras das Copas", da Folha de S.Paulo, que todo o dia traz uma figurinha-caricatura de um jogador que se destacou nos mundiais da Fifa. A figura do atacante é a número 226.




Melhor desempenho em 2006
Atacante foi vice-artilheiro na Copa do Mundo de 2006
No único mundial em que foi titular, Crespo ficou com a vice-artilharia da competição. Com seus três gols na Copa da Alemanha de 2006, ocupou o segundo posto na tabela de goleadores ao lado de outros sete jogadores. À frente desse grupo, com dois gols a mais, apareceu o artilheiro Klose, da Alemanha. O atacante argentino foi titular de quatro dos cinco jogos da equipe comandada pelo técnico José Pekerman. Não atuou apenas no empate de 0 a 0 contra a Holanda, terceiro jogo da fase de grupos. Nessa etapa da competição marcou dois gols. O primeiro na estreia, vitória por 2 a 1 sobre a Costa do Marfim, e o outro na goleada por 6 a 0 sobre Sérvia e Montenegro. O outro gol foi anotado na vitória sobre o México, de virada, nas oitavas de final. Crespo fez o gol que empatou a partida, aos 10 minutos do primeiro tempo, e acabou levando o jogo para a prorrogação, com vitória de 2 a 1 para os argentinos. A equipe de Pekerman acabou eliminada nas quartas de final, ao ser derrotada pela Alemanha na disputa por pênaltis após empate em 1 a 1. Os alemães acabariam a competição na terceira colocação.

Libertadores e Copa da Uefa
Jogador conquistou Copa da Uefa defendendo o Parma
Crespo conquistou dois dos três torneios continentais mais cobiçados do mundo. Atuando pelo River Plate foi campeão da Taça Libertadores da América de 1996. Marcou os dois gols da partida decisiva contra o América de Cali no Estádio Monumental de Nuñes, na Argentina, na vitória do River por 2 a 0. Três anos depois, o atacante conquistou a Copa da Uefa pelo Parma, com vitória de 3 a 0 sobre o Marseille, em partida em que Crespo anotou um dos gols da equipe italiana. Além desses dois clubes, Crespo também defendeu Lazio, Internazionale, Milan e Genoa na Itália, e o Chelsea da Inglaterra. Além das conquistas continentais, estão entre os principais títulos do jogador três Campeonatos Italianos, todos pela Internazionale, nas temporadas 2006/07, 2007/08 e 2008/09. Crespo também foi artilheiro do Campeonato Italiano em 2001, com 26 gols, atuando pela Lazio.


CRESPO NOS MUNDIAIS

Copa de 1998 - França
30 de junho - Argentina 2 x 2 Inglaterra - 4 x 2 nos pênaltis (Oitavas de final)

Copa de 2002 - Japão e Coreia do Sul
2 de junho - Argentina 1 x 0 Nigéria (Fase de grupos)
7 de junho - Argentina 0 x 1 Inglaterra (Fase de grupos)
12 de junho - Argentina 1 x 1 Suécia (Fase de grupos)
Obs.: Crespo fez o gol da Argentina

Copa de 2006 - Alemanha
10 de junho - Argentina 2 x 1 Costa do Marfim (Fase de grupos)
Obs.: Crespo fez o primeiro gol da Argentina
16 de junho - Argentina 6 x 0 Sérvia e Montenegro (Fase de grupos)
Obs.: Crespo fez o quarto gol da partida
24 de junho - Argentina 2 x 1 México (Oitavas de final)
Obs.: Crespo fez o primeiro gol da Argentina
30 de junho - Argentina 1 x 1 Alemanha - 2 x 4 nos pênaltis (Quartas de final)


"Os Caras das Copas"
 A coleção "Os Caras das Copas" da Folha de S. Paulo é composta por figurinhas-caricaturas recortáveis com 6x5 centímetros. A primeira foi publicada quando faltavam 365 dias para a abertura da Copa do Mundo. Nos dias subsequentes, a numeração foi regredindo, fazendo a contagem regressiva para o início do Mundial. No link folha.com.br/fg16866 é possível conferir todas as imagens publicadas