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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Brasil perde Gylmar dos Santos Neves e De Sordi

Time brasileiro posa para foto na Copa de 1958;
De Sordi é o primeiro em pé da esquerda para a direita; e
Gylmar o último em pé, do lado direito


Para a memória

Dupla ergueu a Jules Rimet em 1958


Já são três os campeões mundiais da Suécia que morreram este ano


Dois heróis do primeiro título mundial do Brasil se morreram neste fim de semana. O goleiro Gylmar dos Santos Neves e o lateral-direito De Sordi morreram e entram definitivamente para a memória do futebol brasileiro. O primeiro, além da Seleção Brasileira, foi ídolo do Corinthians e do Santos. O segundo marcou época no São Paulo. Neste ano um dos campeões mundiais da Suécia já havia morrido, o lateral-direito Djalma Santos. Dos 22 convocados para aquele mundial nove estão vivos.

Gylmar conquistou três Campeonatos
 Paulistas pelo Corinthians
Gylmar dos Santos Neves
Gylmar morreu em São Paulo, aos 83 anos, neste domingo, dia 25, devido a complicações decorrentes de um infarto que sofreu uma semana antes. Veja a trajetória do jogador que é, ainda hoje, considerado o maior goleiro brasileiro:
1930 – Nasce no dia 22 de agosto na cidade de Santos;
1951 – É contratado pelo Corinthians junto ao Jabaquara, de Santos. Conquista pelo clube do Parque São Jorge seu primeiro Campeonato Paulista;
Goleiro participou de três Copas
1952 – Conquista o Campeonato Paulista;
1953 – Conquista o Torneio Rio-São Paulo. Veste pela primeira vez a camisa da Seleção Brasileira em vitória de 8 a 1 sobre a Bolívia pelo Campeonato Sul-Americano;
1954 – Conquista o Campeonato Paulista e o Torneio Rio-São Paulo;
1958 – Conquista a Copa do Mundo da Suécia;
1962 – É contratado pelo Santos. Conquista o Mundial Interclubes, a Taça Libertadores da América, a Taça Brasil e o Campeonato Paulista. Pela Seleção Brasileira conquista a Copa do Mundo do Chile;
1963 – Conquista o Mundial Interclubes, a Taça Libertadores da América, a Taça Brasil e o Torneio Rio-São Paulo;
Dois títulos mundiais
 pelo Santos
1964 – Conquista a Taça Brasil, o Torneio Rio-São Paulo e o Campeonato Paulista;
1965 – Conquista a Taça Brasil e o Campeonato Paulista;
1966 – Participa de sua terceira e última Copa do Mundo. E conquista o Torneio Rio São Paulo;
1967 – Conquista o Campeonato Paulista;
1968 – Conquista o Torneio Roberto Gomes Pedrosa e o Campeonato Paulista;
1969 – Jogo de despedida da Seleção Brasileira, vitória de 2 a 1 sobre a Inglaterra.




Nílton De Sordi
De Sordi morreu em Bandeirantes, no interior do Paraná, aos 82 anos, no último sábado, dia 24, por falência múltipla dos órgãos. Confira a trajetória do ídolo são-paulino:
1931 – Nasce no dia 14 de fevereiro, em Piracicaba;
Lateral-direito conquistou
dois Campeonatos
Paulistas pelo Tricolor
1952 – É contratado pelo São Paulo junto ao XV de Piracicaba;
De Sordi foi titular de cinco
 dos seis jogos do Brasil
na Copa de 1958
1953 – Conquista o Campeonato Paulista;
1955 – Estreia na Seleção Brasileira no empate em 3 a 3 com o Paraguai em jogo pela Taça Oswaldo Cruz;
1957 – Conquista o Campeonato Paulista;
1958 – Conquista a Copa do Mundo da Suécia;
1961 – Faz seu último jogo pela Seleção Brasileira: vitória de 1 a 0 sobre o Chile pela Taça Bernardo O’Higgins;
1966 – Se aposenta como jogador de futebol.

Basora, o artilheiro da Espanha em 1950

Estanislao Basora fez dois gols na fase final da Copa do Mundo do Brasil


Quem é?


Atacante brilhou na Seleção Espanhola e no Barcelona


Coleção traz caricatura de jogador levou a Fúria às finais do mundial


Estanislau Basora foi titular da Seleção Espanhola que obteve a melhor colocação do país em uma Copa do Mundo antes da atual geração conquistar o mundial da África do Sul. Atacante de sucesso no Barcelona, Basora é o homenageado desta segunda-feira na coleção “Os Caras da Copa”, da Folha de S.Paulo. A caricatura de Basora é a de número 290, mesma quantidade de dias que faltam para o início da Copa do Mundo do Brasil. Desde o número 300, o Histórias da Bola acompanha a coleção (cuja numeração é feita de forma regressiva), trazendo curiosidades e informações sobre os jogadores retratados.

Fifa atribui quatro gols a
 Basora na Copa de 1950
Basora era atacante da equipe espanhola que desembarcou em 1950 no Brasil para a disputa da Copa do Mundo. O jogador atuou nos seis jogos de sua equipe. Segundo registros no site da Fifa, teria anotado quatro gols naquele mundial, e ficado em terceiro na tabela de artilheiros ao lado do companheiro de equipe Zarra, do uruguaio Ghiggia e do brasileiro Chico. À frente desse quarteto ficaram o goleador máximo da competição, o brasileiro Ademir, com oito gols; e o uruguaio Oscar Miguez, cinco gols. Há várias biografias do jogador, no entanto, que apontam que ele foi autor de cinco gols no mundial.


Primeiro do grupo
A Espanha comandada pelo técnico Guillermo Eizaguirre terminou a primeira fase da Copa do Mundo do Brasil de 1950 com três vitórias, sobre Estados Unidos, Chile e Inglaterra, nessa ordem. Basora fez gols nas partidas contra os dois primeiros adversários. Naquela copa, o primeiro colocado de cada um dos quatro grupos se classificava para um quadrangular final. Nessa reta de chegada, a Espanha não apresentou o mesmo rendimento e terminou em quarto lugar após duas derrotas e um empate (2 a 2 com o Uruguai, partida em que Basora fez dois gols). A quarta colocação no Brasil era até a Copa do Mundo de 2010 a melhor campanha da Espanha em todos os mundiais.

Basora no Barcelona
Barcelona
O atacante espanhol construiu sua carreira no Barcelona, onde, na década de 1950, formou uma das melhores linhas de frente da história do clube, em que se destacava a figura do húngaro Kubala. Entre os títulos conquistados por Basora estão quatro Ligas da Espanha (1947/1948, 1948/1949, 1951/1962, 1952/1952) e três Copas do Rei (1951/1952, 1952/1953 e 1956/1957). Atuou no clube espanhol entre 1946 e 1958, tendo feito mais de 300 jogos e mais de 100 gols.






BASORA NOS MUNDIAIS

Copa do Mundo de 1950 – Brasil
25 de junho – Espanha 3 x 1 Estados Unidos (Primeira fase)
Obs.: Basora fez o segundo gol da Espanha
29 de junho – Espanha 2 x 0 Chile (Primeira fase)
Obs.: Basora fez o primeiro gol da Espanha
2 de julho – Espanha 1 x 0 Inglaterra (Primeira fase)
9 de julho – Espanha 2 x 2 Uruguai (Quadrangular final)
Obs.: Basora fez os dois gols da Espanha
13 de julho – Espanha 1 x 6 Brasil (Quadrangular final)
16 de julho – Espanha 1 x 3 Suécia (Quadrangular final)


"Os Caras das Copas"
A coleção "Os Caras das Copas" da Folha de S. Paulo é composta por figurinhas-caricaturas recortáveis com 6x5 centímetros. A primeira foi publicada quando faltavam 365 dias para a abertura da Copa do Mundo. Nos dias subsequentes, a numeração foi regredindo, fazendo a contagem regressiva para o início do Mundial. No link folha.com.br/fg16866 é possível conferir todas as imagens publicadas.

domingo, 25 de agosto de 2013

Bebeto: três copas e um título mundial


Bebeto e Romário formaram a dupla de ataque campeão em 1994

Quem é?


Atacante formou dupla com Romário e com Ronaldo


Jogador é o homenageado deste domingo na coleção "Os Caras da Copa"


Campeão mundial em 1994 nos Estados Unidos, o atacante Bebeto participou de outras duas Copas do Mundo, além de dois Jogos Olímpicos e uma Copa das Confederações, entre os torneios organizados pela Fifa. Atualmente integrando o Comitê Organizador da Copa do Mundo do Brasil 2014, o ex-jogador é o homenageado deste domingo, dia 25, na coleção “Os Caras da Copa”, da Folha de S.Paulo. A caricatura de Bebeto é a figurinha número 291 da coleção, mesmo número de dias que faltam para o inicio do mundial no Brasi.

Além de 1994, mundial em que formou com Romário uma das grandes duplas de atacantes da Seleção Brasileira, Bebeto participou das Copas do Mundo de 1990 e 1998. Na primeira, disputada na Itália, jogou apenas uma partida, contra a Costa Rica pela fase de Grupos. O Brasil venceu o jogo por 1 a 0, gol de Muller. Comandada pelo técnico Sebastião Lazaroni, a Seleção Brasileira foi eliminada nas oitavas de final pela Argentina. Assim como no torneio dos Estados Unidos, em 1998, Bebeto foi titular.



Campeão Mundial
Bebeto atuou nos sete jogos do Brasil na Copa do Mundo de 1994, tendo marcado três gols. Entre eles, o mais lembrado foi o contra a Holanda, na vitória por 3 a 2 nas quartas de final. O atacante foi o autor do segundo gol, no qual driblou o goleiro De Goey e, na comemoração saiu correndo balançado os braços como se estivesse ninando uma criança. Homenageava o filho recém-nascido, Matheus, atualmente meia do Flamengo. Nessa partida, Bebeto ainda deu o passe para o primeiro gol, marcado por Romário. Os outros gols de Bebeto no mundial foram marcados contra Camarões (vitória brasileira por 3 a 0 na primeira fase) e Estados Unidos (1 a 0 nas quartas de final). O Brasil conquistou o mundial após 24 anos na fila, em decisão contra a Itália, que terminou 0 a 0 após prorrogação e foi decidida nos pênaltis: 3 a 2 para o time comandado por Carlos Alberto Parreira.

Vice em 1998
Bebeto e Ronaldo, a dupla de
 ataque na Copa de 1998
Quatro anos depois, agora sob o comando de Zagallo, a Seleção Brasileira tentava o bicampeonato na França. Bebeto foi titular novamente, atuando nas sete partidas da campanha que terminou com o vice-campeonato. Desta vez o seu companheiro de ataque foi Ronaldo, o Fenômeno. Com o futebol caracterizado por toques rápidos para se livrar da marcação evitando o corpo a corpo, por ser muito franzino, Bebeto repetiu a marca do mundial anterior, marcando três gols. Dois deles foram anotados na primeira fase: na vitória por 3 a 0 sobre Marrocos e na derrota por 2 a 1 para a Noruega. O outro gol foi marcado nas quartas de final, em que o Brasil superou a Dinamarca por 3 a 2. A Seleção Brasileira perdeu o título para a anfitriã França, sendo derrotado por 3 a 0, em jogo polêmico por causa das condições físicas em que Ronaldo atuou.

Outros títulos.
Além da Copa do Mundo de 1994, Bebeto conquistou com a camisa da Seleção Brasileira a Copa América de 1989, ano em que também formou ataque com Romário; e a Copa das Confederações de 1997, torneio em que jogou apenas duas partidas na primeira fase. O atacante ganhou, ainda, duas medalhas olímpicas: prata nos Jogos de Seul (1988), quando o Brasil perdeu a final para a Rússia por 2 a 1; e bronze em Atlanta (1996), conquistado com vitória de 5 a 0 sobre Portugal, com três gols anotados por Bebeto.

Clubes

Bebeto no La Coruña
Revelado pelo Vitória da Bahia, Bebeto teve três clubes por onde sua passagem foi marcante. O primeiro foi o Flamengo, que o contratou junto ao clube baiano em 1983. Logo no ano de estreia conquistou seu principal título pelo time carioca, o Campeonato Brasileiro, mesmo não sendo titular de uma equipe que tinha Zico como grande estrela e ainda Leandro, Júnior e Adílio, entre outros craques. Em 1989, voltaria a ser campeão Brasileiro, desta vez como titular no Vasco da Gama. A terceira passagem marcante foi pelo La Coruña, da Espanha, onde fez parte de um time inesquecível que tinha ainda o volante Mauro Silva. No clube espanhol conquistou a Copa do Rei de 1995.




BEBETO NOS MUNDIAIS

Copa do Mundo de 1990 – Itália
16 de junho – Brasil 1 x 0 Costa Rica (Fase de grupos)

Copa do Mundo de 1994 – Estados Unidos
20 de junho – Brasil 2 x 0 Rússia (Fase de grupos)
24 de junho – Brasil 3 x 0 Camarões (Fase de grupos)
Obs.: Bebeto fez o terceiro gol do Brasil
28 de junho – Brasil 1 x 1 Suécia (Fase de grupos)
4 de julho – Brasil 1 x 0 Estados Unidos (Oitavas de final)
Obs.: Bebeto fez o gol do Brasil
9 de julho - Brasil 3 x 2 Holanda (Quartas de final)
Obs.: Bebeto fez o segundo gol do Brasil
13 de julho – Brasil 1 x 0 Suécia (Semifinal)
17 de julho – Brasil 0 x 0 Itália [3 x 2 nos pênaltis] (Final)
Obs: Brasil campeão

Copa do Mundo de 1998 – França
10 de junho – Brasil 2 x 1 Escócia (Fase de grupos)
16 de junho – Brasil 3 x 0 Marrocos (Fase de grupos)
Obs.: Bebeto fez o terceiro gol do Brasil
23 de junho – Brasil 1 x 2 Noruega (Fase de Grupos)
Obs.: Bebeto fez o gol do Brasil
27 de junho - Brasil 4 x 1 Chile (Oitavas de final)
3 de julho – Brasil 3 x 2 Dinamarca (Quartas de final)
Obs.: Bebeto fez o primeiro gol do Brasil
7 de julho – Brasil 1 x 1 Holanda [4 x 2 nos pênaltis] (Semifinal)
12 de julho – Brasil 0 x 3 França (Final)


"Os Caras das Copas"
A coleção "Os Caras das Copas" da Folha de S. Paulo é composta por figurinhas-caricaturas recortáveis com 6x5 centímetros. A primeira foi publicada quando faltavam 365 dias para a abertura da Copa do Mundo. Nos dias subsequentes, a numeração foi regredindo, fazendo a contagem regressiva para o início do Mundial. No link folha.com.br/fg16866 é possível conferir todas as imagens publicadas.

sábado, 24 de agosto de 2013

Pedro Rocha defendeu a Celeste em quatro Copas

Pedro Rocha veio para o São Paulo após a Copa de 1970


Quem é?

Meia é ídolo do Peñarol e do São Paulo

Jogador é o terceiro com maior número de jogos em mundiais pelo Uruguai


Com participação em quatro Copas do Mundo, o meia uruguaio Pedro Rocha se tornou ídolo tanto em seu País, onde conquistou diversos títulos pelo Peñarol, quanto no Brasil, onde foi um dos principais jogadores do São Paulo na década de 1970. Pedro Rocha é o homenageado deste sábado na coleção “Os Caras das Copas”, publicada pela Folha de S.Paulo. A caricatura do uruguaio, publicada na página 2 do caderno de esportes do jornal, leva o número 292, mesma quantidade de dias que faltam para o início da Copa.


Pedro Rocha foi um dos principais jogadores da Seleção Uruguaia do início da década de 1960 até meados da década de 1970. Disputou as Copas do Mundo de 1962 (Chile), 1966 (Inglaterra), 1970 (México) e 1974 (Alemanha). Ao lado do zagueiro Luis Ubiña (companheiro de Pedro Rocha nos mundiais de 1966 e 1970, na qual foi capitão da equipe), é o terceiro jogador com maior número de jogos em Copas do Mundo com a camisa do Uruguai, com 10 partidas. À frente dos dois aparecem o meia Júlio Cortes com 11 jogos nas copas de 1962, 1966 e 1970; e o goleiro Mazurkiewicz com 13 jogos nos mundiais de 1966, 1970 e 1974. Além das participações em Copas, Pedro Rocha foi campeão sul-americano pela Celeste em 1967.



Copas de 62 e 66
Em seu primeiro mundial, Pedro Rocha disputou duas das três partidas da Celeste. Entrou em campo na vitória sobre a Colômbia e na derrota para a Iugoslávia. Não atuou contra a União Soviética, outra derrota. A Seleção Uruguaia comandada por Juan Carlos Corazzo foi eliminada na primeira fase. Quatro anos depois, na Copa do Mundo da Inglaterra, Pedro Rocha marcaria seu único gol em copas. Foi na vitória sobre a França por 2 a 1. O meia foi o autor do primeiro gol da Celeste. Pedro Rocha jogou todas as quatro partidas do Uruguai naquele mundial. A equipe do técnico Ondino Vieira foi a segunda colocada do seu grupo na fase de grupos (atrás da Inglaterra), mas acabou eliminada nas quartas de final pela Alemanha (4 a 0).


Copas de 70 e 74
Contusão tirou Pedro Rocha da
 Copa do Mundo do México
Em 1970, o Uruguai repetiu a melhor colocação desde que venceu a Copa de 1950, no Brasil. A Celeste terminou o mundial do México na quarta posição, mesmo desempenho que havia alcançado em 1954 (Suíça) e que repetiria em 2010 (África do Sul). Pedro Rocha foi titular da partida de estreia, em que os uruguaios venceram Israel por 2 a 0. Uma grave contusão, no entanto, tirou o meia do restante da competição. A Copa foi vencida pelo Brasil que enfrentou na semifinal justamente o Uruguai, vencendo por 3 a1. Em 1974, na última Copa do Mundo de Pedro Rocha, a Celeste foi eliminada na primeira fase com duas derrotas e um empate. O meia atuou nas três partidas.

Clubes
O meia uruguaio foi campeão paulista duas vezes
Peñarol e São Paulo foram, nessa ordem cronológica e também de importância, os principais clubes de Pedro Rocha. O meia foi promovido para os profissionais do clube uruguaio em 1959. Os principais títulos conquistados foram as Taças Libertadores da América de 1960, 1961 e 1966, as duas primeiras ainda como uma opção no banco de reservas e a última já como titular absoluto. Em 1961 e 1966, o Peñarol (e Pedro Rocha) também conquistou o Mundial Interclubes, passando por Benfica e Real Madrid, respectivamente. Contratado pelo São Paulo em 1970, o uruguaio foi campeão paulista em 1971 e 1975, e brasileiro em 1977, época em que deixou de ser utilizado com regularidade pelo técnico Rubens Minelli, tanto que no ano seguinte saiu do clube. Pelo Tricolor também foi artilheiro do Campeonato Brasileiro de 1972, ao lado de Dadá Maravilha (Atlético-MG) com 17 gols; e da Taça Libertadores da América de 1974, ao lado de Fernando Morena (Peñarol), com sete gols.




PEDRO ROCHA NOS MUNDIAIS

Copa do Mundo de 1962 – Chile
30 de maio – Uruguai 2 x 1 Colômbia (Fase de grupos)
2 de junho - Uruguai 1 x 3 Iugoslávia (Fase de grupos)

Copa do Mundo de 1966 - Inglaterra
11 de julho – Uruguai 0 x 0 Inglaterra (Fase de grupos)
15 de julho – Uruguai 2 x 1 França (Fase de grupos)
Obs. Pedro Rocha marcou o primeiro gol do Uruguai
19 de julho – Uruguai 0 x 0 México (Fase de grupos)
23 de julho – Uruguai 0 x 4 Alemanha (Quartas de final)

Copa do Mundo de 1970 – México
2 de junho – Uruguai 2 x 0 Israel (Fase de grupos)

Copa do Mundo de 1974 – Alemanha
15 de junho – Uruguai 0 x 2 Holanda (Fase de grupos)
19 de junho – Uruguai 1 x 1 Bulgária (Fase de grupos)
23 de junho – Uruguai 0 x 3 Suécia (Fase de grupos)




"Os Caras das Copas"
A coleção "Os Caras das Copas" da Folha de S. Paulo é composta por figurinhas-caricaturas recortáveis com 6x5 centímetros. A primeira foi publicada quando faltavam 365 dias para a abertura da Copa do Mundo. Nos dias subsequentes, a numeração foi regredindo, fazendo a contagem regressiva para o início do Mundial. No link folha.com.br/fg16866 é possível conferir todas as imagens publicadas.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Craque austríaco desafiou o nazismo

Sindelar fez três jogos e um gol na Copa da Itália

Quem é?


Titular da Áustria em 1934 é comparado a Pelé e Maradona


Atacante que se negou a jogar pela Alemanha nazista está na coleção da Folha


Titular da Áustria na Copa do Mundo de 1934, o atacante Matthias Sindelar não tem sua importância para o futebol do país, e até mesmo da Europa, refletida em sua participação na competição organizada pela Fifa. Comparado a Pelé e Maradona em diferentes textos, Sindelar é o homenageado desta sexta-feira, dia 23, na coleção "Os Caras da Copa", da Folha de S.Paulo. A caricatura do jogador é a figura número 293, mesma quantidade de dias que faltam para a abertura da Copa do Mundo do Brasil.

No mundial de 1934, sediado pela Itália, Sindelar disputou três das quatro partidas da Seleção Austríaca. Marcou um gol no jogo de estreia, contra a França, jogo vencido pela Áustria por 3 a 2. A vitória valeu a classificação para as quartas de final. Com 16 seleções, a competição era eliminatória desde a primeira partida. A Áustria, na época conhecida como Time Maravilha, acabou ficando fora da disputa pelo título ao ser derrotada na semifinal pela Itália, que se sagraria campeã. Sindelar não participou do jogo que decidiu o terceiro lugar. A Áustria perdeu para a Alemanha por 3 a 2. A quarta posição no mundial é até hoje o segundo melhor resultado do país em Copas do Mundo, ficando atrás apenas da terceira colocação obtida em 1954.

Futebol x Guerra
Sindelar fez gol na Alemanha nazista
A Áustria não participou da Copa do Mundo de 1938 por ter sido anexada pela Alemanha nazista. Vários jogadores da equipe foram convocados para a Seleção Alemã. No período da anexação, Sindelar, considerado um dos maiores jogadores da Europa, chegou a ser chamado pelos nazistas para integrar a equipe unificada, mas sempre recusou - alegava estar contundido ou velho (na Copa de 1934 já tinha 31 anos).

 Além de não atender aos chamados, Sindelar desafiou os nazistas. Em 1938 foi marcado um amistoso entre Alemanha e Áustria, oficialmente como forma de comemorar a "unificação", mas para muitos um jogo de cartas marcadas onde os austríacos não deveriam fazer gols e a vitória demonstraria a supremacia nazista. Sindelar simplesmente fez um dos gols de sua equipe e comemorou sob olhares de reprovação de oficiais alemães. O craque austríaco morreu de forma misteriosa em janeiro de 1939. Foi encontrado morto com a namorada em seu apartamento. Houve versões de que se suicidaram e outras que asfixiaram acidentalmente com monóxido de carbono (algo comum na época). Mais de 10 mil pessoas foram ao enterro do craque.

Gol "de Maradona"
Entre as façanhas de Sindelar descritas na época está um gol que muitos asseguram ser semelhante ao marcado por Maradona na Copa do Mundo de 1986, quando o craque argentino driblou meio time inglês. O anotado por Sindelar na derrota da Áustria para a Inglaterra em 1932 foi descrito na súmula do juiz. O atacante saiu driblando os adversários desde o meio de campo e só parou após fazer o gol. O jogo terminou 4 a 3 para os ingleses.

Sindelar atuou por dois clubes em toda a carreira, o Hertha Viena e o Wiener Amateure (que mais tarde seria rebatizado de Áustria Viena). As principais conquistas pelo clube foram os títulos da Copa da Europa Central (precursora da Liga dos Campeões da Europa) de 1933 (contra a Internazionale, da Itália) e de 1936 (contra o Sparta de Praga, da Tchecoslováquia). Em 1998, quase 60 anos após sua morte, Sindelar foi declarado o atleta austríaco do século 20.


MATTHIAS SINDELAR NOS MUNDIAIS

Copa do Mundo de 1934 – Itália

27 de maio – Áustria 3 x 2 França (Fase preliminar)
Obs: Sindelar fez o primeiro gol da Áustria
31 de maio – Áustria 2 x 1 Húngria
3 de junho – Áustria 0 x 1 Itália


"Os Caras das Copas"
A coleção "Os Caras das Copas" da Folha de S. Paulo é composta por figurinhas-caricaturas recortáveis com 6x5 centímetros. A primeira foi publicada quando faltavam 365 dias para a abertura da Copa do Mundo. Nos dias subsequentes, a numeração foi regredindo, fazendo a contagem regressiva para o início do Mundial. No link folha.com.br/fg16866 é possível conferir todas as imagens publicadas.


quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Maicon é a grande novidade de Felipão

Maicon foi titular do Brasil na Copa da África do Sul


Quem é?



Lateral não joga pela Seleção há dois anos



Última partida foi na eliminação da Copa América para o Paraguai em 2011 


O lateral-direito Maicon é única novidade real da convocação do técnico Luiz Felipe Scolari para os amistosos que realizará contra a Austrália e Portugal em setembro. Também muito comentadas, as convocações de Ramires, do Chelsea, e Henrique, do Palmeiras, não chegam a ser surpresa já que ambos haviam sido chamados anteriormente pelo treinador. Maicon, de 32 anos, no entanto, está sem entrar em campo pela Seleção Brasileira desde o fracasso da equipe verde e amarela na Copa América de 2011, quanto o time era comandado por Mano Menezes.

Os dois anos de ausência de Maicon não se justificam apenas pelo mau resultado naquela Copa América, quando o Brasil foi eliminado nas quartas de final pelo Paraguai nos pênaltis após empate em 0 a 0 no tempo normal. A temporada 2012/2013 não foi nada boa para o lateral. Depois de seis anos na Internazionale, da Itália, onde conquistou todos os títulos possíveis, o jogador se transferiu para o Manchester City, da Inglaterra. Em um ano, jogou pouco mais de 10 partidas, tendo o desempenho prejudicado por uma série de lesões. A nova temporada começou com Maicon retornando ao futebol italiano, desta vez para vestir a camisa da Roma. O contrato foi assinado justamente no dia do aniversário de Maicon, 26 de julho.




Copa América
O fracasso na Copa América de 2011 - do qual compartilharam boa parte dos jogadores que foram campeões da Copa das Confederações do Brasil, como Júlio Cesar, Daniel Alves, Thiago Silva, Lucas, Neymar e Fred - pode ser considerado uma exceção na trajetória de Maicon na seleção. Além dessa Copa América, o lateral disputou as edições de 2004 (no Peru) e 2007 (na Venezuela). Foi campeão de ambas. Em 2004, sob o comando do técnico Carlos Alberto Parreira, o título foi conquistado sobre a Argentina, nos pênaltis, depois de empate em 2 a 2 (gols de Luisão e Adriano para o Brasil, e Gonzalez e César Delgado para a Argentina). Três anos depois, o confronto se repetia na decisão do torneio, mas a vitória da Seleção Brasileira, treinada por Dunga, veio com muito mais facilidade: 3 a 0, gols de Júlio Batista, Daniel Alves e Ayala contra.


Lateral conquistou duas Copas América
 e duas Copas das Confederações pelo Brasil


Copa das Confederações
E o time da Argentina parece ser mesmo o freguês favorito de Maicon. Em 2005, um ano depois de faturar a Copa América sobre os hermanos, o lateral levantou outro caneco contra os vizinhos da América do Sul. Foi a Copa das Confederações de 2005. Maicon não era titular da lateral-direita, posição pertencente a Cicinho, mas entrou nos quatro minutos finais da decisão em que o Brasil venceu por 4 a 1, com dois gols de Adriano, um de Kaka e um de Ronaldinho Gaúcho, com Pablo Aimar descontando para os Argentinos. Também jogou na semifinal, vitória sobre a Alemanha por 3 a 2.  Na outra Copa das Confederações que disputou, em 2009, Maicon também foi campeão. Não começou o torneio como titular. Daniel Alves ocupou a lateral-direira na estreia, contra o Egito (vitória brasileira por 4 a 3). Mas, a partir do segundo jogo (vitória de 3 a 0 sobre os Estados Unidos), assumiu a posição para não sair mais. Na final, o Brasil venceu os Estados Unidos pro 3 a 2. Luís Fabiano (2) e Lúcio anotaram para a Seleção Brasileira, enquanto Dempsey e Donovan descontaram.

Copa do Mundo
Maicon foi titular da Seleção Brasileira que disputou a Copa do Mundo da África do Sul em 2010. Competição em que o Brasil, sob o comando de Dunga, foi eliminado nas quartas de final pela Holanda após derrota de 2 a 1, e de virada. Robinho abriu o placar para a Seleção Brasileira aos 10 minutos do primeiro tempo, mas na segunda etapa, Sneijder fez dois gols (aos oito e aos 23 minutos), levando a Holanda para a semifinal. O lateral fez um gol na competição, no jogo de estreia, em que o Brasil venceu a Coréia do Sul por 2 a 1. A volta à Seleção Brasileira, com certeza acende no jogador o sonho de levantar a única taça que não conquistou com a camisa amarela.

Baresi: o melhor de todos os líberos

Baresi foi titular nas Copas do Mundo de 1990 e 1994, e reserva em 1982



Quem é?

Zagueiro esteve em três Copas do Mundo


Italiano é a caricatura número 294 da coleção "Os Caras da Copa"


Considerado por muitos o melhor líbero da história do futebol italiano, Franco Baresi é o homenageado desta quinta-feira, dia 22, na coleção “Os Caras da Copa”, da Folha de S.Paulo. O defensor, que esteve em três copas do mundo, é a figurinha-caricatura número 294 da coleção, mesma quantidade de dias que faltam para a abertura da Copa do Mundo do Brasil.

Baresi iniciou sua história em mundiais sem entrar em campo. O zagueiro era reserva da Seleção Italiana que foi campeã do mundo em 1982, aquela que eliminou a Seleção Brasileira de Telê Santana, considerada a melhor da competição, com vitória por 3 a 2 – três gols anotados por Paolo Rossi. Baresi não saiu do banco nas sete partidas da equipe comandada pelo técnico Enzo Bearzot, que culminaram com o título com vitória sobre a Alemanha por 3 a 1 (gols de Paolo Rossi, Tardelli e Altobelli para a Itália, com Breitner descontando para a Alemanha). Nas suas duas outras Copas do Mundo, em 1990 e 1994, Baresi foi titular.



Copa de 1990
Na Copa do Mundo disputada diante de sua torcida, o líbero Baresi atuou em todas as sete partidas da Seleção Italiana. Até a fase semifinal, contra a Argentina, a defesa italiana não havia tomado um gol sequer. A equipe comandada pelo técnico Azeglio Vicini foi tirada da final na disputa por pênaltis após empate no tempo normal e prorrogação por 1 a 1, gols de Schillaci para os italianos e Caniggia para os argentinos. Nos pênaltis, a Argentina venceu por 4 a 3. A Itália ficou com o terceiro lugar ao bater a Inglaterra por 2 a 1. Roberto Baggio e Schillaci (de pênalti) anotaram para os anfitriões, enquanto David Platt fez para a Inglaterra.

Copa de 1994
Capitão da Itália no mundial dos Estados Unidos, Baresi não disputou todos os jogos devido a uma contusão. Na segunda partida da seleção no mundial – vitória sobre a Noruega por 1 a 0, gol de Dino Baggio - o zagueiro sofreu uma lesão no joelho, tendo de ser substituído por Apolloni logo no início do segundo tempo. Baresi foi operado ainda no mundial e, contra todos os prognósticos, voltou para jogar a final, contra o Brasil. Apesar de não estar em sua melhor condição física, o zagueiro permitiu poucas chances à grande arma brasileira naquele mundial, o baixinho Romário. Após 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação, vieram os pênaltis, e um castigo para Baresi: o zagueiro iniciou a série de cobranças e mandou a bola por cima do gol defendido por Taffarel. O Brasil venceu por 3 a 2 nos pênaltis.
Milan foi o único
clube de Baresi

Milan

Baresi jogou no Milan durante toda a sua carreira profissional, de 1977 a 1997. Entre os principais títulos conquistados estão as Copas dos Campeões da Europa das temporadas 1988/1989, 1989/1990 e 1993/1994, e os mundiais de 1989 (vitória sobre o Nacional da Colômbia, do goleiro Higuita, por 1 a 0, gol de Evani de falta, na prorrogação) e 1990 (sobre o Olimpia, do Paraguai, por 3 a 0, com dois gols de Rijkaard e um de Stroppa).






FRANCO BARESI NOS MUNDIAIS

Copa do Mundo de 1990 – Itália

9 de junho – Itália 1 x 0 Áustria (Fase de grupos)
14 de junho – Itália 1 x 0 Estados Unidos (Fase de grupos)
19 de junho – Itália 2 x 0 Tchecoslováquia (Fase de grupos)
25 de junho – 0 Itália 2 x 0 Uruguai (Oitavas de final)
30 de junho – Itália 1 x 0 República da Irlanda (Quartas de final)
3 de julho – Itália 1 x 1 Argentina [3 x 4 nos pênaltis] (Semifinal)
7 de julho – Itália 2 x 1 Inglaterra (Decisão do 3º lugar)

Copa do Mundo de 1994 – Estados Unidos

18 de junho - Itália 0 x 1 República da Irlanda (Fase de grupos)
23 de junho - Itália 1 x 0 Noruega (Fase de grupos)
 17 de julho - Itália 0 x 0 Brasil [2 x 3 nos pênaltis] (Final)




"Os Caras das Copas"
A coleção "Os Caras das Copas" da Folha de S. Paulo é composta por figurinhas-caricaturas recortáveis com 6x5 centímetros. A primeira foi publicada quando faltavam 365 dias para a abertura da Copa do Mundo. Nos dias subsequentes, a numeração foi regredindo, fazendo a contagem regressiva para o início do Mundial. No link folha.com.br/fg16866 é possível conferir todas as imagens publicadas.