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terça-feira, 20 de agosto de 2013

Vavá virou o jogo contra a Suécia em 1958


Raça e oportunismo eram principais característica de Vavá

 Quem é?


Peito de Aço conquistou dois títulos mundiais pelo Brasil


Artilheiro da Copa de 1962 é homenageado na coleção "Os Caras da Copa"


Um dos principais heróis da conquista da Copa do Mundo de 1958 – autor dos dois primeiros gols que marcaram a virada sobre a Suécia no final da competição – o centroavante Vavá é o jogador homenageado hoje na coleção “Os Caras da Copa” da Folha de S.Paulo. O atacante que ganhou fama no Vasco é a figurinha 296 da coleção, mesmo número de dias que faltam para a abertura da Copa do Mundo do Brasil.

Pela Seleção Brasileira, Vavá também participou da conquista da Copa do Mundo do Chile, em 1962 e da campanha dos Jogos Olímpicos de 1952, realizado em Helsinque, na Finlândia. Fez três partidas nessa competição, tento marcado um gol, contra a Holanda. Com estilo que misturava raça e oportunismo, ganhou o apelido de Peito de Aço.

Copa de 1958
No mundial da Suécia, Vavá não começou a competição como titular. Na estreia da Seleção Brasileira comandada pelo técnico Vicente Feola, vitória de 3 a 0 sobre a Áustria, o titular da posição era Dida, do Flamengo. Titular absoluto do Vasco, tendo conquistado pelo clube de São Januário três títulos cariocas, Vavá assumiu a posição no segundo jogo contra a Inglaterra (empate em 0 a 0). No seu segundo jogo, contra a União Soviética, fez os dois gols da vitória por 2 a 0. Nas quartas de final deu lugar para Mazola, do Palmeiras. Voltou na semifinal contra a França, anotando um dos gols na vitória por 5 a 2.

Na final contra os anfitriões, o Brasil ficou em desvantagem no placar logo aos quatro minutos, gol de Nils Liedholm. A virada veio com dois gols de Vavá. Aos nove minutos, Garrincha arranca pela direita e cruza para Vavá completar para o gol também de direita. Aos 32 minutos a jogada foi praticamente a mesma, com Garrincha cruzando e Vavá empurrando para o fundo das redes. Depois viriam os gols de Pelé (10 minutos do segundo tempo), Zagallo (23 minutos), Simonsson descontando para os suecos aos 35 minutos, e finalmente Pelé aos 90 minutos. O Brasil conquistava o seu primeiro mundial, oito anos após o fracasso no Maracanã.




Copa de 1962
Vavá jogou todas as partidas da
 Seleção Brasileira na Copa de 1962
Quatro anos mais tarde, na Copa do Mundo do Chile, Vavá foi titular em todas as partidas da Seleção Brasileira. Para o Brasil, orientado pelo técnico Aymoré Moreira, o mundial foi marcado pela contusão de Pelé logo no segundo jogo, no empate de 0 a 0 contra a Tchecoslováquia. Sem o grande astro da equipe, quem assumiu às vezes de craque do time foi Garrincha. Vavá, novamente, foi fundamental. Autor de quatro gols foi um dos seis artilheiros da competição, ao lado do próprio Garrincha, além de Florion Albert (Hungria) Valentin Ivanov (União Soviética), Drazen Jerkovic (Iuguslávia) e Leonel Sanches (Chile).

Novamente em 1962, Vavá deixou sua marca na final, não de forma tão contundente como em 1958 quando foi o responsável pela virada sobre os suecos. O Peito de Aço foi o autor do terceiro gol na vitória sobre a Seleção da Tchecoslováquia por 3 a 1, aos 33 minutos do segundo tempo. Os outros gols brasileiros foram de Amarildo (17 minutos do primeiro tempo) e Zito (aos 24 do segundo tempo). O gol tcheco foi anotado aos 15 minutos do primeiro tempo por Masopust.

Vasco projetou
 o atacante
Clubes
Vavá teve como principal clube de sua carreira o Vasco, onde jogou de 1951 a 1958. Além de três campeonatos cariocas (1952, 1956 e 1958), conquistou também o Torneio Rio São Paulo de 1958 pelo clube de São Januário. No Brasil também foi campeão paulista de 1963 pelo Palmeiras. Antes do Vasco, havia atuado no América, íbis e Sport, todos de Pernambuco. Após sair do clube carioca, além do Palmeiras, defendeu Atlético Madrid e Elche da Espanha; América e Toros Naza do México; San Diego Toros, dos Estados Unidos; e encerrou a carreira na Portuguesa do Rio de Janeiro.





VAVÁ NOS MUNDIAIS

Copa do Mundo de 1958 – Suécia

11 de junho – Brasil 0 x 0 Inglaterra (Fase de grupos)
15 de junho – Brasil 2 x 0 União Soviética (Fase de grupos)
Obs.: Dois gols de Vavá
24 de junho – Brasil 5 x 2 França (Semifinal)
Obs.: Vavá fez o primeiro gol do Brasil
29 de junho – Brasil 5 x 2 Suécia (Final)
Obs.: Vavá fez o primeiro e o segundo gols do Brasil
Obs. 2: Brasil campeão mundial

Copa do Mundo de 1962 – Chile

30 de maio – Brasil 2 x 0 México (Fase de grupos)
2 de junho – Brasil 0 x 0 Tchecoslováquia (Fase de grupos)
6 de junho – Brasil 2 x 1 Espanha (Fase de grupos)
10 de junho – Brasil 3 x 1 Inglaterra (Quartas de final)
Obs.: Vavá fez o segundo gol do Brasil
13 de junho – Brasil 4 xx 2 Chile (Semifinal)
Obs.: Vavá fez o terceiro e quarto gols do Brasil
17 de junho – Brasil 3  x 1 Tchecoslováquia (Final)
Obs.: Vavá fez o terceiro gol do Brasil
Obs.2: Brasil campeão mundial

Fonte: site da Fifa



"Os Caras das Copas"

A coleção "Os Caras das Copas" da Folha de S. Paulo é composta por figurinhas-caricaturas recortáveis com 6x5 centímetros. A primeira foi publicada quando faltavam 365 dias para a abertura da Copa do Mundo. Nos dias subsequentes, a numeração foi regredindo, fazendo a contagem regressiva para o início do Mundial. No link folha.com.br/fg16866 é possível conferir todas as imagens publicadas.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

São-paulino tem saudades de Oscar e Dario Pereyra

Oscar e Dario Pereyra jogaram juntos sete anos

Histórias


Falta de zagueiros faz torcedor recordar dupla vencedora


Juntos, eles conquistaram quatro títulos paulista e um brasileiro



Desde que voltou da excursão pela Europa e Japão, o técnico Paulo Autuori não conseguiu escalar dois zagueiros para formar o setor defensivo do São Paulo. Lúcio afastado, Rodolpho emprestado ao Grêmio, Paulo Miranda e Édson Bastos machucados, e apenas Rafael Toloi como especialista do setor é o cenário com que o torcedor tricolor vem se deparando nas três últimas rodadas do Brasileirão. Aí, é inevitável para aqueles que acompanhavam o futebol já na década de 80 não lamentarem: "que saudades do Oscar e do Dario Pereyra".

Oscar chegou ao
São Paulo em 1980
Considerado por muitos a melhor dupla de zagueiros de todos os tempos do São Paulo, eles estiveram juntos no Tricolor entre 1980 e 1987. O uruguaio Dario Pereyra chegou primeiro, em 1977, vindo do Nacional do Uruguai. No começo, jogava no meio de campo, como volante. Oscar veio três anos depois, da Ponte Preta. No mesmo ano da chegada de Oscar, Dario Pereyra foi testado na zaga pelo técnico Carlos Alberto Silva. Não saiu mais. Nos sete anos em que estiveram juntos no elenco tricolor, o São Paulo conquistou quatro Campeonatos Paulistas (1980, 1981, 1985 e 1987) e um Brasileiro (1986).



Dario sem Oscar
Não foi em todas as finais que estiveram juntos, por motivos de contusão ou até mesmo por critério técnico. Na decisão do Paulista de 1981, contra a Ponte Preta, por exemplo, a zaga tricolor era formada por Gassem e Dario Pereyra. No jogo final, o São Paulo venceu o clube de Campinas por 2 a 0, com gols de Renato e Serginho. Os pôsteres de campeão da época, no entanto, tinham a foto com o time posando com Oscar, titular que não pôde participar da final. Na final do Paulista de 1987, Oscar já não apresentava o mesmo futebol, e o titular ao lado de Dario era Adilson. Naquele ano a conquista veio em cima do Corinthians após empate em 0 a 0 no Morumbi. Na primeira partida, o Tricolor havia vencido por 2 a 1.






Times inesquecíveis
Dario Pereyra escala duas
 gerações vencedoras
No ano passado, em entrevista ao "Amigos do Waldir", programa produzido pelo ex-goleiro Waldir Peres (contemporâneo de Dario Pereyra e Oscar no São Paulo) para internet, Dario Pereyra "escalou" dois times vencedores do Tricolor do qual ele e Oscar participaram. Primeiro falou da equipe do início da década de 1980: não citou Waldir Peres por seu nome estar implícito na pergunta; "Getúlio, Oscar, eu e Marinho Chagas (ou Airton); Almir, Heriberto (ou Éverton) e Renato; Paulo César, Serginho e Zé Sérgio". Depois recordou do time montado por Cilinho, na época chamados de "Menudos do Morumbi", a partir de 1985: "Gilmar; Zé Teodoro, Oscar, eu e Nelsinho; Bernardo (ou Márcio Araújo e depois veio o Falcão), Pita, Silas; Muller, Careca e Sidney".




Atacante chileno marca contra França e Argentina


Subiabre é homenageado em coleção da Folha


Quem é?


Subiabre: artilheiro do Chile na 1ª Copa do Mundo

Jogador também participou dos Jogos Olímpicos de 1928


Atacante da Seleção Chilena na primeira Copa do Mundo, Guillermo Subiabre é o homenageado desta segunda-feira, dia 19, na coleção “Os Caras da Copa”, da Folha de S.Paulo. O jogador é a caricatura número 297 – mesma quantidade de dias que faltam para a abertura da Copa do Brasil – da série. Subiabre fez dois gols no na Copa do Mundo do Uruguai, de acordo com os dados do site da Fifa.

A primeira Copa do Mundo teve a participação de apenas três países. O anfitrião Uruguai era bicampeão olímpico de futebol, tendo conquistado a medalha de ouro nos jogos de Paris (1924) e Amsterdã (1928). Foram formados quatro grupos, três com três equipes e um com quatro. O Chile ficou no maior grupo ao lado de México, França e Argentina. A equipe chilena, treinada pelo húngaro György Orth, venceu duas partidas e perdeu uma. Subiabre atuou nos três jogos, sendo o autor do gol da vitória por 1 a 0 sobre a França, e do gol na derrota por 3 a 1 para a Argentina.

Estatística polêmica

Apesar de, segundo os dados oficiais da Fifa, Subiabre ter feito dois gols na Copa do Mundo de 1930, há estatísticas que apontam que o atacante teria feito quatro. A diferença nos números se refere à partida contra o México, vencida pelos chilenos por 3 a 0. Segundo a Fifa, Subiabre não fez gol naquele jogo. Outras fontes, no entanto, informam que o jogador marcou duas vezes nesse confronto.

Jogos Olímpicos de 1924

Além do mundial do Uruguai, Subiabre participou da campanha chilena nos Jogos Olímpicos de Amsterdã, quando fez três gols, todos na partida em que sua equipe venceu o México por 3 a 1. Também defendeu a equipe na Campeonato Sul-Americano de 1926, realizado no Chile e vencido pelo Uruguai. Os clubes pelos quais atuou foram Liverpool Wanderers, Santiago Wanderers e Colo-colo.




GUILLERMO SUBIABRE NOS MUNDIAIS

Copa do Mundo de 1930 – Uruguai

16 de julho – Chile 3 x 0 México (Fase de grupo)
19 de julho – Chile 1 x 0 França (Fase de grupo)
Obs: Subiabre fez o gol do Chile
22 de julho – Chile 1 x 3 Argentina (Fase de grupo)
Obs: Subiabre fez o gol do Chile

Fonte: site da Fifa





"Os Caras das Copas"

A coleção "Os Caras das Copas" da Folha de S. Paulo é composta por figurinhas-caricaturas recortáveis com 6x5 centímetros. A primeira foi publicada quando faltavam 365 dias para a abertura da Copa do Mundo. Nos dias subsequentes, a numeração foi regredindo, fazendo a contagem regressiva para o início do Mundial. No link folha.com.br/fg16866 é possível conferir todas as imagens publicadas.

domingo, 18 de agosto de 2013

2º maior artilheiro da Holanda era freguês do Brasil

Bergkamp fez seis gols em duas Copas do Mundo


Quem é?

Bergkamp fez 37 gols pela Seleção Holandesa

Ex-jogador é o homenageado na coleção "Os Caras da Copa" da Folha


Segundo maior goleador da Seleção Holandesa, o meia-atacante Bergkamp é o homenageado deste domingo, dia 18, da coleção “Os Caras da Copa” da Folha de São Paulo, que traz caricaturas de jogadores que foram destaques em Copas do Mundo. Presente em duas copas em que a equipe laranja foi eliminada pelo Brasil - de 1994 e 1998 -, Bergkamp fez seis gols em 12 partidas nessas competições. Ganhou o apelido de “Homem de Gelo” na Europa pela sua frieza no momento da definição das jogadas. Sua marca de 37 gols com a camisa laranja da Holanda só é superada por Kluivert (40 gols).O holandês é a figurinha 298 da coleção da Folha, indicando faltarem 298 dias para o início da Copa do Mundo do Brasil.

Bergkamp começou a carreira no Ajax e jogou ainda na Internazionale da Itália e Arsenal, da Inglaterra, clube onde permaneceu por 11 anos. No clube holandês e no italiano ganhou os dois títulos de maior expressão de sua carreira, campeão da Copa da Uefa das temporadas 1991-1992 (Ajax) e 1993-1994 (Internazionale). No Arsenal foi considerado o melhor jogador da Inglaterra em 1998. Em duas oportunidades ficou em terceiro lugar no prêmio de Jogador do Ano da Fifa (que precedeu o atual Bola de Ouro). A primeira vez foi em 1993 – o italiano Roberto Baggio ficou com o prêmio e Romário em segundo. Depois em 1997, ao lado de Zidane, da França – Ronaldo levou o prêmio e Roberto Carlos foi o segundo.



Copa de 1994
Em 1994, Bergkamp fez três gols pela Seleção Holandesa na Copa do Mundo dos Estados Unidos, sendo o artilheiro da equipe na competição. A equipe laranja foi eliminada nas quartas de final da competição pelo Brasil, ao ser derrotada por 3 a 2. Romário, Bebeto e Branco marcaram para a Seleção Brasileira, que seria campeã daquela edição. Bergkamp e Winter anotaram para os holandeses. Os outros dois gols de Bergkamp pelo time orientado pelo técnico Dick Advocaat foram marcados nas vitórias contra Marrocos (2 a 1 na primeira fase) e Irlanda (2 a 0 nas oitavas de final).

Copa de 1998
Na Copa de 1998 foram
 três gols de Bergkamp
No mundial da França, a Holanda, orientada pelo técnico Guss Hiddink, foi mais longe na competição, terminando na quarta colocação, após ser derrotada pela Croácia na disputa pelo terceiro lugar por 2 a 1. Novamente com três gols, Bergkamp foi o goleador da Seleção Holandesa. Outra vez seria o Brasil quem tiraria a equipe laranja do caminho para o título. Na semifinal, a Seleção Brasileira, comandada pelo técnico Zagallo venceu a da Holanda nos pênaltis após empate no tempo normal por 1 a 1 (Ronaldo e Kluivert foram os autores dos gols). Os gols de Bergkamp foram anotados nas vitórias contra Coréia do Sul (5 a 0 na fase de grupos), Iugoslávia (2 a 1 nas oitavas de final) e Argentina (2 a 1 nas quartas de final).



Eurocopas
Bergkamp participou ainda de três Eurocopas, tendo conquistado a artilharia na edição de 1992, disputada Suécia. Com três gols, dividiu o posto de maior goleador com Larsen (Dinamarca), Tomas Brolin (Suécia) e Karl-Heinz Riedle (Alemanha). A Dinamarca foi campeã da competição ao vencer a Alemanha por 2 a 0. Foram justamente os Dinamarqueses que tiraram a Seleção Holandesa da competição, ao vencer nos pênaltis na semifinal após empate em 2 a 2 (um dos gols da Holanda foi de Berfkamp).



DENNIS BERGKAMP  NOS MUNDIAIS

Copa do Mundo de 1994 - EUA

20 de junho – Holanda 2 x 1 Arábia Saudita (Fase de grupos)
25 de junho – Holanda 0 x 1 Bélgica (Fase de grupo)
29 de junho – Holanda 2 x 1 Marrocos (Fase de Grupo)
Obs: Bergkamp fez o primeiro gol da Holanda
4 de julho – Holanda 2 x 0 Irlanda (oitavas de final)
Obs: Bergkamp fez o primeiro gol da Holanda
9 de julho – Holanda 2 x 3 Brasil (quartas de final)
Obs: Bergkamp fez o primeiro gol da Holanda


Copa do Mundo de 1998 – França

13 de junho – Holanda 0 x 0 Bélgica (Fase de grupos)
20 de junho – Holanda 5 x 0 Coréia do Sul (Fase de grupos)
Obs: Bergkamp fez o terceiro gol da Holanda
25 de junho – Holanda 2 x 2 México (Fase de grupos)
29 de junho – Holanda 2 x 1 Iugoslávia (Oitavas de final)
Obs: Bergkamp fez o primeiro gol da Holanda
4 de julho – Holanda 2 x 1 Argentina (Quartas de final)
Obs: Bergkamp fez o segundo gol da Holanda
7 de julho – Holanda 1 x 1 Brasil [2 x 4 nos pênaltis] (Semifinal)
11 de julho – Holanda 1 x 2 Croácia (Decisão do 3º lugar)
Obs: Holanda ficou na quarta colocação

Fonte: site da Fifa


"Os Caras das Copas"

A coleção "Os Caras das Copas" da Folha de S. Paulo é composta por figurinhas-caricaturas recortáveis com 6x5 centímetros. A primeira foi publicada quando faltavam 365 dias para a abertura da Copa do Mundo. Nos dias subsequentes, a numeração foi regredindo, fazendo a contagem regressiva para o início do Mundial. No link folha.com.br/fg16866 é possível conferir todas as imagens publicadas.

sábado, 17 de agosto de 2013

Capitão da França de 1998 é caricatura da Folha


Deschamps jogou seis das sete partidas
 da França na Copa de 1998

Quem é?



Didier Deschamps levantou taça na final contra o Brasil



Meia conquistou também a Eurocopa 2000 com a Seleção Francesa



O francês Didier Deschamps, atual técnico da Seleção Francesa, é a caricatura estampada hoje na coleção “Os Caras da Copa”, da Folha de S.Paulo, que o blog Histórias da Copa passou a acompanhar na sexta-feira, dia 16. Deschamps é a figurinha 299 da coleção, indicando que esse é o número de dias que falta para a abertura da Copa do Mundo do Brasil. O meio-campista Deschamps era o capitão da Seleção Francesa que conquistou a Copa do Mundo de 1998, batendo o Brasil por 3 a 0 na final.

Deschamps foi titular em seis das sete partidas da campanha francesa no mundial disputado em seu país. Ele só não atuou na última partida da primeira fase, contra a Dinamarca, quando vários titulares foram poupados, entre eles Zidane, Henry e Thuram, porque a França já estava classificada. Mesmo com o time misto, os franceses venceram por 2 a 1. Nas outras duas partidas da primeira fase, a França venceu a África do Sul (3 a 0) e a Arábia Saudita (4 a 0). Nas fases seguintes a França passou por Paraguai (1 a 0), Itália (0 a 0 e vitória nos pênaltis) e Croácia (2 a 1).

A final contra o Brasil foi marcada, pelo menos para nós brasileiros, pelo polêmico mal-estar do atacante Ronaldo. Os franceses, orientados pelo técnico Aime Jacquet, bateram a Seleção Brasileira de Zagallo por 3 a 0. Os gols foram anotados por Zidane (2) e Petit. A França era campeã mundial depois de ter ficado fora das duas últimas Copas do Mundo (Itália 1990 e EUA 1994). Coincidentemente na última edição da qual havia participado também acabou com os sonhos de título do Brasil: em 1986, no México, a equipe verde e amarela foi eliminada pelos franceses nas quartas de finais.



Eurocopa 2000
Dois anos depois da conquista do mundial, Deschamps voltou a levantar a taça como capitão da Seleção Francesa, desta vez conquistava a Eurocopa 2000. A equipe francesa foi campeã ao bater a Itália de virada. Os italianos abriram o placar com Delvecchio aos 10 minutos do segundo tempo. O empate veio com gol de Sylvian Wiltord, que havia começado a partida no banco, aos 45 minutos da etapa final. A virada veio na prorrogação, com Trezegue, outro que saiu da reserva, aos 13 minutos da prorrogação.

Mundial Interclubes
Deschamps foi revelado pelo Nantes, da França, mas ganhou projeção atuando pelo Olympique de Marseille. Em seu país, atuou também pelo Bordeaux. Jogou, ainda, na Juventus (Itália), Chelsea (Inglaterra) e Valência (Espanha). Na Juventus, foi campeão mundial interclubes em 1996, ao vencer o River Plate, da Argentina, por 1 a 0, gol de Del Piero. No clube italiano havia conquistado também a Copa dos Campeões da Europa 1996-1996, passando na final pelo Ajax, da Holanda, nos pênaltis, depois de empate em tempo normal por 1 a 1. Deschamps já havia sido campeão da Copa dos Campeões da Europa na temporada 1992-1993 pelo Olympique de Marseille. A equipe francesa bateu o Milan na final por 1 a 0.

Deschamps agora é
técnico da França
Técnico
O capitão da Seleção Francesa campeão de 1998 é técnico da equipe desde o ano passado, em substituição a Laurent Blanc, demitido do cargo após o time ter sido eliminado da Eurocopa 2012 nas quartas de final. Nas Eliminatórias para a Copa do Mundo do Brasil, a França ocupa o segundo lugar no Grupo I, um ponto atrás da Espanha. Até aqui são três vitórias, um empate e uma derrota, justamente para os espanhóis.Antes, Deschamps havia dirigido o Monaco, a Juventus e o Olympique de Marselha.








DIDIER DESCHAMPS NOS MUNDIAIS


Copa do Mundo de 1998 - França

12 de junho – França 3 x 0 África do Sul (Fase de grupos)
18 de junho – França 4 x 0 Arábia Saudita (Fase de grupos)
28 de junho – França 1 x 0 Paraguai – Oitavas de final
3 de julho – França 0 x 0 Itália (4 x 3 nos pênaltis) – Quartas de final
8 de julho – França 2 x 1 Croácia – Semifinal
12 de julho – França 3 x 0 Brasil – Final
Obs: França campeã mundial



"Os Caras das Copas"
A coleção "Os Caras das Copas" da Folha de S. Paulo é composta por figurinhas-caricaturas recortáveis com 6x5 centímetros. A primeira foi publicada quando faltavam 365 dias para a abertura da Copa do Mundo. Nos dias subsequentes, a numeração foi regredindo, fazendo a contagem regressiva para o início do Mundial. No link folha.com.br/fg16866 é possível conferir todas as imagens publicadas.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Coleção da Folha homenageia Djalma Santos

Lateral Djalma Santos foi campeão na Suécia e no Chile

Quem é?


Djalma Santos: quatro Copas e dois títulos mundiais


Lateral-direito participou das Copas do Mundo de 1954, 1958, 1962 e 1966



O lateral-direito Djalma Santos é o homenageado do dia na coleção "Os Caras das Copas", criada pela Folha de S.Paulo para relembrar os grandes jogadores das Copas do Mundo e, ao mesmo tempo, fazer a contagem regressiva para a abertura do evento. A coleção traz caricaturas de grandes personagens dos mundiais de futebol e é publicada todo dia na página 2 do caderno de esportes. A partir de hoje, faltando 300 dias para o início do torneio, o blog Histórias da Bola passa a acompanhar a coleção trazendo um pouco da história e curiosidades do jogador homenageado pela Folha.

Djalma Santos foi revelado
 pela Portuguesa
Djalma Santos morreu há pouco mais de um mês, no último dia 23 de julho, em consequência de uma infecção respiratória em Uberaba (MG), aos 84 anos. Até hoje, muitos o consideram o melhor lateral-direito de todos os tempos. Seus laterais eram verdadeiros cruzamentos. Participou das Copas do Mundo de 1954, 1958, 1962 e 1966. O lateral-direito que atuou por apenas três clubes – Portuguesa (1948-1958), Palmeiras (1959-1969) e Atlético-PR (1969-1970) – se orgulhava de nunca ter sido expulso em sua carreira. “Sempre respeitei o adversário, respeitei o povo que vai assistir. Jogava com lealdade”, afirmou Djalma Santos em 2010 em entrevista ao site da Fifa. Djalma Santos foi o primeiro jogador a fazer mais de 100 jogos pela Seleção Brasileira.

Gol na Hungria
Na Copa do Mundo de 1954, disputada na Suíça, foi titular das três partidas realizadas pelo Brasil, sendo o autor de um dos gols contra a Hungria pelas quartas de final. Naquele mundial, o time húngaro tinha as estrelas Kocsis e Puskas (que não atuou contra o Brasil). A Hungria eliminou o Brasil com vitória por 4 a 2. Além de Djalma Santos (de pênalti), Julinho anotou para a Seleção Brasileira. Em 1958, na Suécia, no primeiro título mundial do Brasil, Djalma Santos foi escalado apenas na final, na vitória de 5 a 2 sobre a Suécia. O titular nos cinco jogos anteriores foi De Sordi, do São Paulo, que não foi para a partida decisiva por causa de uma contusão. Os gols da vitória brasileira comandada pelo técnico Vicente Feola foram marcados por Vavá (2), Pelé (2) e Zagallo.


No bicampeonato de 1962, Copa disputada no Chile, Djalma Santos foi titular nas seis partidas da Seleção Brasileira comandada pelo técnico Aymoré Moreira. O título veio com vitória de 3 a 1 sobre a Tchecoslováquia. Os gols brasileiros foram feitos por Amarildo, Zito e Vavá. Quatro anos depois, no fracasso da Copa do Mundo da Inglaterra, quando o Brasil foi eliminado na primeira fase, Djalma Santos atuou nas duas primeiras partidas da equipe comandada pelo técnico Vicente Feola, ficando fora do terceiro e último jogo.

Estreia com título
A estreia de Djalma Santos na Seleção Brasileira aconteceu sob o comando do técnico Zezé Moreira: empate em 0 a 0 com o Peru em 10 de abril de 1952 em partida válida pelo Campeonato Pan-americano. Na partida seguinte, em 13 de abril, pela mesma competição, veio a primeira vitória com a camisa da seleção, 5 a 0 sobre o Panamá. O Brasil se sagrou campeão do torneio disputado em sistema de pontos corridos, com quatro vitórias e um empate. Eram seis participantes. O último jogo do Brasil foi praticamente a final, já que o adversário foi o Chile (anfitrião da competição), que até aquela partida havia vencido todos os adversários. A equipe de Zezé Moreira venceu por 3 a 0, com dois gols de Ademir Menezes (jogador do Vasco) e Pinga (companheiro de Djalma Santos na Portuguesa). Dos cinco jogos da competição, Djalma Santos só não atuou na estreia contra o Peru, quanto o titular da lateral-direita foi o botafoguense Araty.

Pelo Palmeiras conquistou a
 maioria de seus títulos
Títulos pelos clubes
Na Portuguesa, que o revelou para o futebol, Djalma Santos conquistou duas Taças Rio-São Paulo. No Palmeiras, para onde se transferiu em 1959, o número de troféus se multiplicou: mais um Rio-São Paulo, duas Taças do Brasil, um Torneio Roberto Gomes Pedrosa e três Campeonatos Paulistas. Já no clube em que se despediu do futebol, o Atlético-PR, o lateral-direito conquistou o Campeonato Paranaense de 1970, título que o clube não levantava havia 12 anos.






DJALMA SANTOS NOS MUNDIAIS


Copa do Mundo de 1954 – Suíça

16 de junho – Brasil 5 x 0 México (Fase de grupos)
19 de junho – Brasil 1 x 1 Iugoslávia (Fase de grupos)
27 de junho – Brasil 2 x 4 Hungria (Quartas de final)
Obs.: Djalma Santos fez o primeiro gol do Brasil, de pênalti.


Copa do Mundo de 1958 – Suécia

29 de junho – Brasil 5 x 2 Suécia (Final)
Obs.: Brasil campeão mundial.


Copa do Mundo de 1962 - Chile

30 de maio – Brasil 2 x 0 México (Fase de grupos)
2 de junho – Brasil 0 x 0 Tchecoslováquia (Fase de grupos)
6 de junho – Brasil 2 x 1 Espanha (Fase de grupos)
10 de junho – Brasil 3 x 1 Inglaterra (Quartas de final)
13 de junho – Brasil 4 x 2 Chile (Semifinal)
17 de junho – Brasil 3 x 1 Tchecoslováquia (Final)
Obs.: Brasil campeão mundial.


Copa do Mundo de 1966 - Inglaterra

12 de julho – Brasil 2 x 0 Bulgária (Fase de grupos)

15 de julho – Brasil 1 x 3 Hungria (Fase de grupos)

Fonte: site da Fifa


"Os Caras das Copas"
A coleção "Os Caras das Copas" da Folha de S. Paulo é composta por figurinhas-caricaturas recortáveis com 6x5 centímetros. A primeira foi publicada quando faltavam 365 dias para a abertura da Copa do Mundo. Nos dias subsequentes, a numeração foi regredindo, fazendo a contagem regressiva para o início do Mundial. No link folha.com.br/fg16866 é possível conferir todas as imagens publicadas.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Sem artilheiro, Timão fica mais longe do título


Tevez foi o terceiro artilheiro do Brasileirão de 2005 com 20 gols


História da taça


Na maior parte de seus títulos Corinthians tinha goleador

Clube conquistou cinco Brasileirões, quatro com jogadores entre os artilheiros


O Corinthians precisa de um goleador para ficar mais perto do sonho de conquistar seu sexto título brasileiro. Alexandre Pato ou Guerrero no comando do ataque corintiano é a discussão que ganhou corpo essa semana com a ausência do atacante peruano, convocado pela seleção de seu país. E não é sem motivos já que nenhum dos dois está emplacando como artilheiro no Brasileirão, o que, historicamente, é um entrave para o Corinthians chegar ao título. Dos cinco Campeonatos Brasileiros conquistados pelo Timão, em quatro a equipe tinha um jogador entre os quatro primeiros colocados na tabela de artilheiros. A exceção foi 2011, quando a equipe alvinegra levantou a taça tendo como principal goleador o centroavante Liedson que, com 12 gols, ficou na 10ª posição entre os artilheiros. O maior goleador da competição, com 23 gols, foi Borges, do Santos, que terminou o torneio na 10ª colocação.
Desde que o Brasileirão passou a ser disputado no sistema de pontos corridos, em 2003, os jogadores do Corinthians apareceram entre os principais artilheiros da competição apenas duas vezes. A primeira delas foi em 2005, quando o argentino Tevez foi o terceiro goleador do campeonato com 20 gols, dois a menos que o artilheiro Romário, do Vasco, e um a menos que o vice-artilheiro Róbson, do Paysandu. Naquele ano, o Timão foi campeão, três pontos a frente do Internacional de Porto Alegre. Foram 24 vitórias, nove empate e nove derrotas. A segunda vez que o Timão teve um jogador entre os principais goleadores foi em 2010: Bruno César ficou em terceiro na tabela de artilheiros com 14 gols. Jonas, do Grêmio, com 23 gols, foi o jogador que mais vezes estufou as redes adversárias. O campeão foi o Fluminense.
Depois de 2010, o Corinthians patinou quanto o assunto foi artilharia do Brasileirão. Depois de Liedson ter ficado como o 10º goleador em 2011, o Timão teve como principal artilheiro em 2012 o volante Paulinho, que marcou sete gols. O artilheiro do campeonato foi Fred do Fluminense (que também conquistou o título) com 20 gols. Este ano o goleador alvinegro é Alexandre Pato, com quatro gols, 12º na tabela de artilheiros. Guerrero marcou apenas um, de pênalti, contra o Criciúma, na 11ª rodada do campeonato.
Anos 1990
Apesar de nunca ter feito um artilheiro na história do Campeonato Brasileiro, o Corinthians também emplacou jogadores entre os principais goleadores nos títulos conquistados na década de 1990. No primeiro Brasileirão conquistado pelo alvinegro, em 1990, o meia Neto foi o quarto artilheiro da competição, com nove gols. O primeiro colocado na tabela de goleadores foi o atacante Charles, do Bahia, com 11 gols. Em segundo ficaram Caio (Grêmio) e Careca (Palmeiras), com 10 gols.


Em 1998, no seu segundo título, o Timão fez o vice-artilheiro da competição: Marcelinho Carioca, com 19 gols. Por uma dessas ironias do futebol, o jogador que mais estufou as redes adversárias foi um ídolo corintiano, o atacante Viola (21 gols), mas jogando pelo Santos.  Na conquista de 1990, o goleador do Timão foi o centroavante Luisão, com 21 gols, terceiro no quadro de artilheiros. Na frente dele apareceram Guilherme, do Atlético Mineiro, com 28 gols; e Alex Alves, do Cruzeiro, com 22.

OS TÍTULOS DO CORINTHIANS
2011

21 vitórias; 8 empate; 9 derrotas
Artilheiro corintiano: Liedson – 12 gols
Artilheiro do campeonato: Borges (Santos) – 23 gols
 2005
24 vitórias; 9 empates; 9 derrotas
Artilheiro corintiano – 20 gols
Artilheiro do campeonato: Romário (Vasco) – 22 gols
 1999
18 vitórias; 5 empates; 6 derrotas
Artilheiro corintiano: Luisão – 21 gols
Artilheiro do campeonato: Guilherme (Atlético-MG) – 28 gols
 1998
18 vitórias; 7 empates; 7 derrptas
Artilheiro corintiano: Marcelinho Carioca – 19 gols
Artilheiro do campeonato: Viola (Santos) – 21 gols
1990
12 vitórias; 8 empates; 5 derrotas
Artilheiro corintiano: Neto – 9 gols
Artilheiro do campeonato: Charles (Bahia) – 11 gols