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sexta-feira, 7 de março de 2014

Estreia de Neymar pelo Santos completa 5 anos

Neymar fez estreia na 12ª rodada do Paulistão de 2009


História do jogo


Atacante fez seu primeiro jogo profissional contra o Oeste


Time empatava em 0 a 0 e se incendiou com a entrada do jovem craque


Santos e Oeste pela 12ª rodada do Campeonato Paulista de 2009 poderia ser um jogo como outro qualquer, mas entrou para a história como a primeira partida de Neymar como profissional. Nesta sexta-feira, dia 7, faz cinco anos que o atacante, provavelmente a maior revelação do Santos depois de Pelé, estreou entre os profissionais da equipe da Vila. O time santista, comandado pelo técnico Vagner Mancine, venceu por 2 a 1. E Neymar, apesar de não ter feito nenhum dos gols, saiu do banco para incendiar a equipe que até então vinha tendo uma atuação apagada e chegou a ser vaiada pela torcida.

Novo contrato
Mancini escalou Neymar pela
primeira vez como titular
Um dia antes do jogo, Neymar assinou um novo contrato com o Santos. Passava a ganhar R$ 80 mil por mês e a multa rescisória do acordo era de 30 milhões de euros. Neymar já vinha sendo relacionado pelo técnico Vagner Mancine para compor o elenco santista. Havia ocupado o banco de reservas nos seis jogos anteriores. Os jornais, no noticiário pré-jogo, não poupavam elogios a jovem revelação santista, chamando-a de "novo Robinho". "Quando me dizem que sou o novo Robinho, fico contente. Na verdade, me espelho nas finalizações do Kléber Pereira, nos dribles do Robinho e em tudo do Pelé", afirmava Neymar, segundo texto publicado no Estadão. Já o técnico Vagner Mancine pedia calma, afirmando que o jovem atacante era um diamante a ser lapidado.

Incendiou o time
Molina foi substituído por Neymar
Como estava previsto, Neymar começou a partida contra o Oeste, no Estádio do Pacaembu, no banco de reservas. O Santos foi lento e sem criatividade no primeiro tempo e foi vaiado na saída para os vestiários. Voltou para o segundo tempo sem mudar o comportamento. Foi suficiente para a torcida passar a gritar o nome da jovem revelação. Eram 10 minutos da etapa final. Quatro minutos depois, Neymar entrou no lugar de Molina. "Buscou o jogo, movimentou-se, principalmente pela direita, e criou chances claras", descreveu a Folha de S.Paulo sobre a atuação do jogador. Dois minutos depois de entrar em campo, Neymar driblou um zagueiro e mandou a bola no travessão. O Santos se incendiava com o futebol alegre do atacante. A vitória veio com gols de Roni e Madson, e Dézinho descontando para o Oeste.

Primeiro gol


O primeiro gol de Neymar pela equipe profissional do Santos aconteceu oito dias após a estreia. O jogo foi contra o Mogi Mirim, no Pacaembu. Foi a primeira vez que o atacante entrou como titular da equipe. Neymar foi o autor do terceiro gol da vitória por 3 a 0. Todos os gols foram assinalados no segundo tempo. O primeiro foi assinalado por Paulo Henrique Ganso, aos 12 minutos, depois Roni ampliou aos 23 e por fim Neymar aos 28. O jogador mandou de cabeça para o fundo do gol do Mogi Mirim depois de cruzamento pelo lado esquerdo do ataque santista. Naquele 2009, o Santos seria vice-campeão Paulista, perdendo a final para o Corinthians. Mas era só o início do furacão Neymar, que conquistou o Paulistão nos três anos seguintes, a Copa do Brasil de 2010 e a Taça Libertadores da América de 2011. O jogador foi também artilheiro da Copa do Brasil de 2010 (11 gols), do Paulistão de 2012 (20 gols) e da Libertadores da América de 2012 (8 gols, ao lado de Alustiza, do Deportivo Quito).


O JOGO DE ESTREIA

Oeste 1 x 2 Santos
Campeonato Paulista - 12ª Rodada
Data: 7 de março de 2009
Local: Estádio do Pacaembu
Oeste: Weverton; Dedê, Dezinho, Adriano e Mazinho; Athos (Luizinho), Dias, Dionísio e Vander (Mirandinha); Caíque (Leandro Love) e Neiy Paraíba. Técnico: Luciano Dias
Santos: Fábio Costa; Domingo, Adaílton (Germano) e Fabiano Euller; Luizinho (Pará), Roberto Brum, Rodrigo Souto e Molina (Neymar), Madson e Triguinho; Roni. Técnico: Vagner Mancini
Gols: Roni, aos 19 min., Madson, aos 45 min., e Dezinho, aos 46 min. do segundo tempo

quarta-feira, 5 de março de 2014

Neymar supera Bebeto contra a África do Sul

Neymar fez três gols nos sul-africanos em Johanesbugo


História do jogo


Atacante é o artilheiro em jogos contra os sul-africanos


Até esta quarta-feira, dia 5, Bebeto era o maior goleador do confronto


Com os três gols que marcou nesta quarta-feira, dia 5 na seleção da África do Sul, o atacante Neymar passa a ser o jogador da Seleção Brasileira que mais balançou as redes da equipe sul-africana na história do confronto entre as duas seleções. Além do jogador do Barcelona, marcaram na vitória por 5 a 0 o meia Oscar e o volante Fernandinho. Esse foi o quinto confronto entre as duas seleções (e a quinta vitória do time canarinho), e a primeira vez que o Brasil bate a África do Sul com mais de um gol de diferença. Os outros placares haviam sido 3 a 2, 2 a 1 e dois 1 a 0 - leia mais sobre esses confrontos em http://historiasbola.blogspot.com/2014/03/brasil-x-africa-do-sul-jogo-de-placar.html.




Antes do jogo da tarde desta quarta-feira, o maior goleador brasileiro no confronto com os sul-africanos era Bebeto. O ex-atacante de Flamengo, Vasco e La Coruña fez dois gols em duas partidas contra a África do Sul. Bebeto fez um dos gols brasileiros do primeiro confronto entre as duas seleções, em 24 de abril de 1996, em Johanesburgo. Foi essa a partida em que a equipe canarinho venceu por 3 a 2. Os outros gols brasileiros foram anotados por Flávio Conceição e Rivaldo. O outro gol de Bebeto na equipe sul-africana foi assinalado pouco mais de um ano depois, em 7 de dezembro de 1997, em outro amistoso em Johanesburgo. Dessa vez o Brasil venceu por 2 a 1 e, além de Bebeto, Romário anotou para o time comandado por Zagallo.

Brasil x África do Sul: jogo de placar apertado

No último confronto, o Brasil bateu a África do Sul por 1 a 0 no Morumbi

História do jogo


Seleção Brasileira venceu todos os confrontos



Resultados sempre foram com apenas um gol de vantagem



Bem recente, a história dos confrontos entre Brasil e África do Sul, que se enfrentam pela quinta vez nesta tarde em Johanesburgo, na África do Sul, tem ampla vantagem dos brasileiros, mas nem por isso é possível imaginar um jogo fácil, dado o retrospecto. Até aqui, foram quatro vitórias da Seleção Brasileira, mas em todas elas a vantagem no placar foi de apenas um gol. A maior contagem foi justamente na primeira partida entre as duas equipes, em 24 de abril de 1996, quando a equipe brasileira, então comandada por Zagallo, bateu os sul-africanos por 3 a 2. Depois temos um placar de 2 a 1 e dois resultados de 1 a 0.

Copa das Confederações


Dos quatro jogos, apenas um foi válido por uma competição, os outros três foram amistosos. A partida em que estava em jogo um torneio ocorreu em 2009, foi a Copa das Confederações que antecedeu o mundial da África do Sul. O confronto ocorreu na semifinal, após o Brasil, comandado pelo técnico Dunga, ter ficado em primeiro na sua chave, e a África do Sul, do técnico Joel Santana, na segunda colocação de seu grupo (que teve como vencedor a Espanha). A vitória brasileira por 1 a 0 teve gol do lateral Daniel Alves, um dos garantidos por Felipão na Copa do Mundo do Brasil. O lateral havia começado o jogo no banco de reservas e entrou na lateral-esquerda, no lugar de André Santos. Outros que estavam naquele time e podem figurar no grupo atual são o goleiro Júlio César, o lateral-direito Maicon, o volante Ramires e o atacante Robinho. O Brasil conquistou aquela Copa das Confederações batendo os Estados Unidos na final por 3 a 2 - Lúcio e Luís Fabiano (2) marcaram os gols brasileiros.

Artilheiro
Bebeto fez dois gols em partidas contra a África do Sul
Em um jogo com tão poucos confrontos - e sem placares elásticos - não é possível esperar um goleador que tenha estufado as redes adversárias muitas vezes. Assim, Bebeto, com apenas dois gols, é o maior artilheiro da história de Brasil x África do Sul. O ex-atacante fez um dos gols da primeira vitória sobre os sul-africanos - por 3 a 2, também em Johanesburgo, com Flávio Conceição e Rivaldo completando o placar. O outro gol de Bebeto foi assinalado na partida seguinte entre as duas equipes, em 7 de dezembro de 1997, novamente em Johanesburgo, o da vitória brasileira por 2 a 1. O outro gol brasileiro foi assinalado por Romário. 


OS CONFRONTOS

Brasil 3 x 2 África do Sul
Amistoso
Data: 24 de abril de 1996
Local: Estádio First Nacional Bank (Johanesburgo, África do Sul)
Gols: Flávio Conceição, Rivaldo e Bebeto para o Brasil; Phil Masinga e Doctor Khumalo para a África do Sul

Brasil 2 x 1 África do Sul
Amistoso
Data: 7 de dezembro de 1997
Local: Estádio Ellis Park (Johanesburgo, África do Sul)
Gols: Bebeto e Romário para o Brasil; Helman Mkhalele para a África do Sul

Brasil 1 x 0 África do Sul
Copa das Confederações
Data: 25 de junho de 2009
Local:  Estádio Ellis Park (Johanesburgo, África do Sul)
Gol: Daniel Alves

Brasil 1 x 0 África do Sul
Amistoso
Data: 7 de setembro de 2012
Local: Estádio do Morumbi (São Paulo)
Gol: Hulk 

terça-feira, 4 de março de 2014

Há cinco anos Ronaldo estreava no Corinthians


História do jogo


Primeiro jogo foi contra o Itumbiara em Goiás


Na partida seguinte, o atacante fez seu primeiro gol pelo Timão, contra o Palmeiras


Há cinco anos, no dia 4 de março de 2009, começava um período mágico na história do Corinthians: aos 32 anos, Ronaldo Fenômeno, o maior goleador das Copas do Mundo, estreava com a camisa alvinegra. Fazia 384 dias que o atacante não entrava em um gramado para disputar uma partida oficial devido a uma contusão no joelho durante o jogo do Milan, seu clube, com o Livorno, em 13 de fevereiro de 2008. A volta do Fenômeno, ainda acima do peso e com pouca mobilidade, foi contra o modesto Itumbiara, em Goiás, em partida válida pela Copa do Brasil. "Deu passes curtos, quatro ou cinco piques e arriscou uns dribles. No fim até pedalou para cima do defensor", assim o Estadão descreveu os pouco mais de 20 minutos que Ronaldo esteve em campo naquela partida.


Entrou aos 22 minutos
Ronaldo entrou em campo aos 22 minutos do segundo tempo no lugar de Jorge Henrique. O Corinthians já vencia por 2 a 0, que seria o placar final da partida. O primeiro gol havia sido marcado por Chicão, de pênalti - que havia sido sofrido justamente por Jorge Henrique - aos 44 minutos do primeiro tempo; e o segundo pelo lateral-esquerdo André Santos, aos 4 minutos da etapa complementar. Segundo reportagem do Estadão publicada dois dias após o jogo, Ronaldo deu 11 passes certos e tocou 22 vezes na bola. O melhor lance do atacante foi uma assistência que deixou Douglas livre na pequena área, mas o meia chutou por cima. No dia seguinte ao jogo, Ronaldo dizia: "A volta por cima foi dada, a minha batalha eu já venci. Mas espero ser decisivo como era antes."

Primeiro gol



O atacante parecia prever o que esperava por ele no jogo seguinte, o clássico contra o Palmeiras de 8 de março pela 12ª rodada do Campeonato Paulista, quando marcou o seu primeiro gol com a camisa alvinegra. O Palmeiras saiu na frente com um gol de Diego Souza, aos 4 minutos do segundo tempo. Ronaldo marcou o gol que igualou o marcador aos 48 minutos. Após escanteio cobrado por Douglas, o atacante mandou de cabeça para o fundo das redes. Como na partida contra o Itumbiara, Ronaldo também começou no banco, e entrou somente aos 18 minutos da segunda etapa, no lugar do argentino Escudero. Em seu lance mais agudo antes do gol, Ronaldo mandou a bola no travessão palmeirense com um chute de fora da área aos 34 minutos. O primeiro gol do atacante no Corinthians teve repercussão internacional. O jornal Gazzetta dello Sport destacou em chamada de seu site: "Ronaldo, enésimo renascimento. Primeiro gol com o Corinthians".
Ronaldo foi campeão paulista e da Copa do Brasil em 2009
CampeãoE os gols decisivos de Ronaldo marcaram a trajetória corintiana pelo restante da temporada. No primeiro jogo da decisão do Paulistão, contra o Santos, por exemplo, ele fez dois dos três gols da vitória por 3 a 1. O segundo deles, terceiro corintiano do jogo, foi uma pintura: o atacante recebeu pelo lado esquerdo, driblou o zagueiro santista fora da área e mandou por cobertura, sem chance para o adiantado goleiro Fábio Costa. O título paulista foi garantido com empate em 1 a 1 na partida seguinte. Ao lado do zagueiro Chicão, Ronaldo foi o artilheiro do Corinthians na competição com oito gols - o goleador máximo foi Pedrão, do Barueri, com 16 gols. O outro título corintiano naquela temporada foi o da Copa do Brasil, em que o Corinthians bateu o Internacional na decisão. Novamente o Fenômeno brilhou na primeira partida: fez um dos gols da vitória por 2 a 0. O empate em 2 a 2 em Porto Alegre deu o título ao Timão.


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Filme de um minuto resgata ídolos do Verdão

Entre os homenageados, Marcos é o que parou mais recentemente


Histórias do clube


Homenageados jogaram entre as décadas de 1960 e 2010


Evair, Marcos, Alfredo, César Maluco, Dudu e Ademir da Guia foram lembrados



O resgate dos 100 anos de sua história e a projeção para o time do presente é o principal mote do novo filme produzido pela agência Mood para divulgar o Palmeiras. A peça, com um minuto e 13 segundos, foi ao ar pela primeira vez em um dos intervalos do Fantástico do último domingo, dia 23, divulga a agência em sua página do Facebook. E pode ser visto na TV Palmeiras, na internet. Os craques históricos do Verdão que estrelam o filme são Evair, Marcos, Alfredo, César Maluco, Dudu e Ademir da Guia.



Para cada um desses ícones da história palmeirense é traçado um paralelo com um jogador do atual elenco. A peça começa mostrando Alan Kardec e é dita a frase "que exista um Evair em cada Alan Kardec", mostrando no meio dessa narração a "transformação" de Kardec em Evair. A mesma frase e o mesmo jogo de imagens é utilizado ao traçar o paralelo entre o goleiro Fernando Prass e Marcos; entre Lúcio e Alfredo; Leandro e César Maluco; Eguren e Dudu; e finalmente o Mago Valdívia e o Divino Ademir da Guia. Veja abaixo um pouco mais sobre os antigos ídolos do Verdão que estão no filme:


Evair
Revelado pelo Guarani, defendeu o Atalanta antes de ser contratado pelo Palmeiras em 1991. Saiu do Verdão em 1994, mas retornou cinco anos depois. Foi artilheiro do Paulistão de 1994 com a camisa alviverde. Abaixo os seus principais títulos.
  • Taça Libertadores da América 1999
  • Campeonato Brasileiro 1993 e 1994
  • Campeonato Paulista 1993 e 1994
  • Torneio Rio-São Paulo 1993



Marcos
O Palmeiras foi o seu único time profissional. Passou a titular em 1999, antes disso foi reserva de Veloso e Sérgio no grande time palmeirense de 1993 e 1994. Abaixo os seus principais títulos.
  • Taça Libertadores da América 1999
  • Campeonato Paulista 2008
  • Torneio Rio-São Paulo 2000
  • Campeonato Brasileiro Série-B 2003





Alfredo Mostarda
Revelado pelo Palmeiras, foi um dos principais jogadores do Verdão na década de 1970. Mas houve períodos em que o Verdão o emprestou para outros clubes como Cruzeiro, Santos e Nacional-AM. Abaixo os seus principais títulos.
  • Campeão Brasileiro 1972 e 1973
  • Campeão Paulista 1972 e 1974







César Maluco
Integrou dois dos maiores esquadrões do Palmeiras. No fim da década de 1960 o time que tinha craques como Djalma Santos e Djalma Dias. E no início da década de 1970 a equipe que tinha Leão, Dudu, Ademir da Guia, Leivinha. Abaixo os seus principais títulos.
  • Campeão Brasileiro 1972 e 1973
  • Torneio Roberto Gomes Pedrosa (equivalente ao Brasileiro) 1967 e 1969
  • Taça do Brasil (equivalente ao Brasileiro) 1967
  • Campeão Paulista 1966, 1972 e 1974




Dudu
Também é integrante da Academia do Palmeiras. Revelado na Ferroviária da Araraquara, chegou ao Parque Antártica em 1964. Era um carregador de piano, marcador incansável, que possibilitava ao seu companheiro Ademir da Guia brilhar. Abaixo os seus principais títulos.
  • Campeão Brasileiro 1972 e 1973
  • Torneio Roberto Gomes Pedrosa (equivalente ao Brasileiro) 1967 e 1969
  • Taça do Brasil (equivalente ao Brasileiro) 1967
  • Campeão Paulista 1966, 1972 e 1974
  • Torneio Rio-São Paulo 1965



Ademir da Guia
Revelado pelo Bangu, Ademir da Guia chegou ao Palmeiras em 1962, aos 20 anos. Foi titular do Palmeiras por mais de 15 anos, período em que foi considerado um dos maiores craques brasileiros de todos os tempos. Abaixo os seus principais títulos.
  • Campeão Brasileiro 1972 e 1973
  • Torneio Roberto Gomes Pedrosa (equivalente ao Brasileiro) 1967 e 1969
  • Taça do Brasil (equivalente ao Brasileiro) 1967
  • Campeão Paulista 1963, 1966, 1972 e 1974 e 1976
  • Torneio Rio-São Paulo 1965

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Mário Travaglini: sucesso no Rio e em São Paulo

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Para a memória


Campeão no Palmeiras e no Corinthians


Treinador foi campeão também no Rio de Janeiro e pela Seleção Brasileira


Ele levou alegria para palmeirenses e corintianos, para paulistas e cariocas. Era definido por quem o conhecia como dono de um bom papo, educado, bom caráter e, claro, profundo conhecedor dessa arte chamada futebol. O esporte brasileiro perdeu na noite desta quinta-feira, dia 20, o ex-técnico Mário Travaglini, que estava internado há pouco mais de um mês devido a um câncer no cérebro. Tiveram a honra de ser orientados pelo "seo" Mário craques do quilate de Ademir da Guia, Dudu, Djalma Santos, Sócrates, Wladimir, Zenon, Rivellino, Roberto Dinamite, Carlos Alberto Torres, Paulo César Caju e Casagrande, só para citar alguns dos que levantaram títulos sob o comando do treinador.


Palmeiras, Vasco, Fluminense e Corinthians
Travaglini (o penúltimo em pé) com o Flu em 1977, um ano após o título
Antes de ser treinador, Travaglini defendeu como jogador os times do Clube Atlético Ypiranga, Palmeiras, Nacional e Ponte Preta, mas encerrou a carreira cedo, aos 29 anos. Iniciou a trajetória como treinador nos juvenis do Palmeiras. E foi no Parque Antártica que conquistou os primeiros títulos, comandando a primeira Academia de Futebol do Parque Antártica. Foi campeão paulista de 1966 e da Taça Brasil de 1967 com o Verdão. Depois, fez sucesso no futebol carioca, aonde conduziu o Vasco ao título Brasileiro de 1974 e o Fluminense ao campeonato carioca de 1976. Seis anos depois, foi campeão paulista pelo Corinthians, dirigindo o time da Democracia Corintiana.

Seleção Brasileira
Mário Travaglini também teve passagem pela Seleção Brasileira. Integrou a comissão técnica da equipe que foi à Copa do Mundo de 1978, disputada na Argentina, em que o Brasil - cujo técnico era Cláudio Coutinho - terminou na terceira colocação após vencer a Itália por 2 a 1, e terminou invicto no torneio. Além disso, dirigiu a Seleção Brasileira que conquistou a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1979, disputado em San Juan, Porto Rico. A equipe venceu Cuba na final, por 3 a 0. Veja abaixo os times campeões comandados por Travaglini.





OS TIMES DE TRAVAGLINI

Veja as escalações das equipes com que o técnico foi campeão

Campeão Paulista 1966
Palmeiras 3 x 0 São Paulo
Data: 15 de dezembro de 1966
Time do jogo da faixa:
Valdir Joaquim de Moraes (Maidana); Djalma Santos, Djalma Dias, Minuca e Ferrari; Zequinha e Ademir da Guia; Gallardo, Dario, Servilio e Rinaldo

Campeão da Taça Brasil 1967
Palmeiras 2 x 0 Náutico
Data: 29 de dezembro de 1967
Time da decisão:
Perez; Geraldo Scalera, Baldochi, Minuca e Ferrari; Dudu e Zequinha; César, Tupãzinho, Ademir da Guia e Lula.

Campeão Brasileiro de 1974
Vasco 2 x 1 Cruzeiro
Data: 1º de agosto de 1974
Time a decisão:
Andrada; Fidélis, Miguel, Moisés e Alfinete; Alcir, Jorginho Carvoeiro e Zanata; Ademir, Roberto Dinamite e Luís Carlos

Campeão Carioca de 1976
Fluminense 1 x 0 Vasco
Data: 3 de outubro de 1976
Time da decisão:
Renato; Rubens Galaxe, Carlos Alberto Torres, Miguel e Rodrigues Neto;Carlos Alberto Pintinho, Paulo Cézar Cajú e Rivellino; Gil, Doval e Dirceu

Campeão dos Jogos Pan-Americanos de 1979
Brasil 3 x 0 Cuba
Data: 14 de julho de 1979
Time da decisão:
Luís Henrique; Valdoir, Luís Cláudio, Vágner Basílio e Édson Boaro; Vitor, Cléo e Jérson; Gilcimar, Silva e Silvinho (Cristovão).

Campeão Paulista de 1982
Corinthians 3 x 1 São Paulo
Data: 12 de dezembro de 1982
Time da decisão:
Solito, Alfinete (Zé Maria), Mauro, Daniel Gonzáles e Wladimir; Paulinho, Sócrates e Zenon (Eduardo); Ataliba, Casagrande e Biro-Biro

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

60 anos de um gênio corintiano

Ídolo eterno do Corinthians

Quem é?


Sócrates: decisivo em todas as finais que venceu


Meia foi três vezes campeão paulista com o time do Parque São Jorge


Nesta quarta-feira, dia 19, faz 60 anos que nascia um dos maiores ídolos da história do Corinthians: Sócrates, um dos criadores da Democracia Corintiana, como ficou conhecido o movimento dos jogadores do Timão no início dos anos 80. Mas, ele é muito mais do que isso para a torcida corintiana, é o herói de três títulos paulistas conquistados pela equipe do Parque São Jorge. A história de Sócrates (que morreu em novembro de 2011) com o Corinthians começou em 1978, quando o jogador foi contratado junto ao Botafogo de Ribeirão Preto. A união clube/craque foi tão perfeita que, depois que saiu do Timão - em 1984 para defender a Fiorentina da Itália -, Sócrates nunca mais brilhou como na época do alvinegro.

Abriu o marcador em 1979


No alvinegro, em compensação, fez gols decisivos em todas as finais que o Timão disputou. A começar pela decisão do Paulistão de 1979, que foi disputado no início de 1980. O Corinthians garantiu o título com uma vitória por 2 a 0 no dia 10 de fevereiro daquele ano. Sócrates abriu o marcador aos 10 minutos do segundo tempo ao bater de perna esquerda após receber passe na grande área. Palhinha fez o segundo gol aos 23 minutos. No primeiro tempo, os dois jogadores já haviam sido protagonistas de um gol anulado pelo juiz: Sócrates cruzou da direita e Palhinha completou de cabeça para o fundo do gol defendido pelo pontepretano Carlos, mas o juiz marcou toque de mão.

Gol no primeiro jogo em 1982


Em 1982, Sócrates passou em branco no jogo final contra o São Paulo, vencido pelo Corinthians por 3 a 1, com dois gols de Biro Biro e um de Casagrande para o Timão, e Dario Pereira descontando para o Tricolor. Mas, na primeira partida da decisão foi Sócrates quem anotou o gol da vitória por 1 a 0, o que obrigava o time do Morumbi a ir para cima do adversário no segundo jogo se quisesse sonhar com o título. Aos 14 minutos do segundo tempo desse primeiro confronto, Eduardo cobrou escanteio pelo lado direito e Sócrates pegou de primeira próximo a marca do pênalti, sem chance para o goleiro Waldir Peres.

Em 1983, gols nos dois jogos


No ano seguinte, novamente em decisão contra o São Paulo, Sócrates fez gols nos dois jogos das finais. Na primeira partida, o Corinthians venceu por 1 a 0, com o Doutor anotando aos 37 minutos do primeiro tempo: Alfinete fez o passe de cabeça para Sócrates que dominou na entrada da área, pelo lado direito, vencendo a marcação de dois são-paulinos e arrematou de perna direita ao entrar na área. O segundo jogo foi 1 a 1. O gol de Sócrates foi marcado aos 46 minutos do segundo tempo: Zenon recebeu a bola na entrada da área e passou de calcanhar para o Doutor, que entrou na área e chutou de perna direita para marcar. Marcão fez o gol do São Paulo dois minutos depois, mas não havia mais tempo para reação do Tricolor.



TÍTULOS DO DOUTOR SÓCRATES

Campeonato Paulista 1979
Corinthians 2 x 0 Ponte Preta
Data: 10 de fevereiro de 1980
Local: Estádio do Morumbi
Corinthians: Jairo; Luiz Cláudio, Mauro, Amaral e Wladimir; Caçapava, Biro Biro e Palhinha; Piter (Basílio), Sócrates e Romeu (Vaguinho). Técnico: Jorge Vieira
Ponte Preta: Carlos; Toninho Oliveira, Juninho, Nenê e Odirlei; Vanderlei, Marco Aurélio, Dicá (Humberto); Lúcio (lola), Osvaldo e João Paulo. Técnico: Zé Duarte
Gols: Sócrates, aos 10 minutos, e Palhinha, aos 23 minutos, do segundo tempo

Campeonato Paulista 1982
Corinthians 3 x 1 São Paulo
Data: 12 de dezembro de 1982
Local: Estádio do Morumbi
Corinthians: Solito, Alfinete (Zé Maria), Mauro, Daniel Gonzáles e Wladimir; Paulinho, Sócrates e Zenon (Eduardo); Ataliba, Casagrande e Biro-Biro.Técnico: Mário Travaglini.
São Paulo: Waldir Peres; Getúlio, Oscar, Dario Pereira e Marinho Chagas; Almir, Everton e Eriberto (Serginho); Paulo César, Renato e Zé Sérgio. Técnico:José Poy.
Gols: Biro Biro, aos 26 minutos; Dario Pereira, aos 32 minutos; Biro Biro, aos 37 minutos; e Casagrante, aos 41 minutos, do segundo tempo

Campeonato Paulista 1983
Corinthians 1 x 1 São Paulo
Data: 14 de dezembro de 1983
Local: Estádio do Morumbi
Corinthians: Leão; Alfinete, Mauro e Juninho e Wladimir; Paulinho, Sócrates e Zenon; Biro-Biro, Casagrande (Wágner) e Eduardo. Técnico: Jorge Vieira.
São Paulo: Waldir Peres; Paulo, (Paulo César), Oscar, Darío Pereyra e Nelsinho; Zé Mário, Humberto (Gassen) e Renato; Márcio Araújo, Marcão e Zé Sérgio. Técnico: Mário Travaglini.
Gols: Sócrates, aos 46 minutos; e Marcão, aos 48 minutos do segundo tempo.